Catequistas de Conquista

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Desenhos Católicos

Nascimento de Jesus

As aparições de Lourdes

São Valentim

Santa Francisca Romana

Santa Margarida de Cortona

São Francisco de Assis

São Mateus

As aparições de Fátima

Daniel na cova dos leões

Davi e Golias

A história de Ester

Sansão e Dalila

A arca de Noé

Daniel na cova dos leões

A história de Jonas e a Baleia

Salomão





Sobre o Dia de Todos os Santos

Ícone da Festa de Todos os Santos
Nele estão representados os diversos caminhos para a santidade: (de baixo para cima) apóstolos, santos inocentes, doutores, reis, monges, virgens, mártires, rainhas, anjos e Nossa Senhora. Ao centro, no alto, a Santíssima Trindade. 

Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas, a eles que, segundo a promessa do Filho, o mesmo Pai celeste glorifica? De que lhes servem nossos elogios? Os santos não precisam de nossas homenagens, nem lhes vale nossa devoção. Se veneramos os Santos, sem duvida nenhuma, o interesse é nosso, não deles. Eu por mim, confesso, ao recordar-me deles, sinto acender-se um desejo veemente.

 Em primeiro lugar, o desejo que sua lembrança mais estimula e incita é o de gozarmos de sua tão amável companhia e de merecermos ser concidadãos e comensais dos espíritos bem-aventurados, de unir-nos ao grupo dos patriarcas, às fileiras dos profetas, ao senado dos apóstolos, ao numeroso exercito dos mártires, ao grêmio dos confessores, aos coros das virgens, de associar-nos, enfim, à comunhão de todos os santos e com todos nos alegrarmos. A assembleia dos primogênitos aguarda-nos e nós parecemos indiferentes! Os santos desejam-nos e não fazemos caso; os justos esperam-nos e esquivamo-nos. Animemo-nos, enfim, irmãos. Ressuscitemos com Cristo. Busquemos as realidades celestes. Tenhamos gosto pelas coisas do alto. Desejemos aqueles que nos desejam. Apresemo-nos ao encontro dos que nos aguardam.

Antecipemo-nos pelos votos do coração aos que nos esperam. Seja-nos um incentivo não só a companhia dos santos, mas também a sua felicidade. Cobicemos com fervoroso empenho também a glória daqueles cuja presença desejamos. Não é má esta ambição nem de nenhum modo é perigosa à paixão pela glória deles.

 O segundo desejo que brota em nós pela comemoração dos santos consiste em que Cristo, nossa vida, tal como a eles, também apareça a nós e nós juntamente com ele apareçamos na glória. Enquanto isso não sucede, nossa Cabeça não como é, mas como se fez por nós, se nos apresenta. Isto é, não coroada de glória, mas como com os espinhos de nossos pecados. É uma vergonha fazer-se de membro regalado, sob uma cabeça coroada de espinhos. Por enquanto a púrpura não lhe é sinal de honra, mas de zombaria. Será sinal de honra quando Cristo vier e não mais se proclamará sua morte, e saberemos que nós estamos mortos com ele, e com ele escondida nossa vida. Aparecerá a Cabeça gloriosa e com ela refulgirão os membros glorificados, quando transformar nosso corpo humilhado, configurando-o à glória da Cabeça que é ele mesmo.

 Com inteira e segura ambição cobicemos esta glória. Contudo para que nos seja lícito espera-la e aspirar a tão grande felicidade, cumpre-nos desejar com muito empenho a intercessão dos santos. Assim, aquilo que não podemos obter por nós mesmos, seja-nos dado por sua intercessão.

 -- Dos sermões de São Bernardo, abade (Século XII).

Papa Francisco aos seminaristas, noviços e noviças: Desejo uma Igreja missionária


O Santo Padre encontrou-se na tarde deste sábado, na Sala Paulo VI, no Vaticano, com os seminaristas, noviços, noviças, e os jovens que estão no caminho vocacional.
Em sua reflexão, o Papa Francisco chamou a atenção para um perigo constante, ou seja, a cultura do provisório:
"Eu não culpo vocês. Reprovo esta cultura do provisório que não nos faz bem, pois uma escolha definitiva hoje é muito difícil. Na minha época era mais fácil, porque a cultura favorecia uma escolha definitiva tanto para a vida matrimonial, quanto para a vida consagrada ou sacerdotal, mas nesta época não é fácil uma escolha definitiva. Nós somos vítimas desta cultura do provisório."
O Papa frisou que o chamado é primeiramente uma alegria que não nasce do possuir o último modelo de smartphone, de moto ou carro:
"Digo realmente a vocês que me sinto mal quando vejo um sacerdote ou uma religiosa com um carro chique. Não pode ser assim! Reconheço que o carro seja necessário, pois nos ajuda a nos mover com facilidade. Comprem um carro mais simples. E se você gostou do carro bonito, pense nas muitas crianças que morrem de fome. Somente isso."
O Santo Padre destacou que a "alegria nasce do sentir-se dizer: Você é importante para mim. É isso que Deus nos faz entender. Ao nos chamar, Deus nos diz: Você é importante para mim, eu te quero bem, conto contigo. Entender isso é o segredo de nossa alegria. Sentir-se amados por Deus, sentir que para Ele não somos números, mas pessoas. Sentir que é Ele quem nos chama. Tornar-se sacerdote, religioso e religiosa não é antes de tudo uma escolha nossa, mas a resposta a um chamado e um chamado de amor".
"Essa alegria é contagiosa. Não pode haver santidade na tristeza", disse o Santo Padre que deu uma forte indicação aos jovens sobre o voto de castidade, "um caminho que amadurece na paternidade e maternidade pastoral":
"Vocês, seminaristas e religiosas consagrem o seu amor a Jesus, um grande amor; o coração é para Jesus e isso nos leva a fazer o voto de castidade, o voto de celibato. Mas os votos de castidade e do celibato não terminam no momento do voto, continua. Quando um sacerdote não é pai de sua comunidade, quando uma religiosa não é mãe de todos aqueles com os quais trabalha, se tornam tristes. Este é o problema. A raiz da tristeza na vida pastoral é a falta de paternidade e maternidade que vem da maneira de viver mal esta consagração, que nos deve levar à fertilidade. Não se pode pensar num sacerdote ou numa religiosa que não são fecundos: isso não é católico! Isso não é católico! Esta é a beleza da consagração: é a alegria, a alegria".
Enfim, o Papa convidou os presentes a saírem de si mesmos para encontrar Jesus na oração e sair para encontrar os outros, e acrescentou: "Eu desejo uma Igreja missionária":
"Dêem sua contribuição em favor de uma Igreja assim: fiel ao caminho que Jesus quer. Não aprendem conosco, que não somos mais jovens; não aprendam conosco aquele esporte que nós, os velhos, muitas vezes fazemos: o esporte da reclamação. Não aprendam conosco o culto da reclamação. É uma deusa que se lamenta sempre. Sejam positivos, cultivem a vida espiritual e, ao mesmo tempo, sejam capazes de encontrar as pessoas, especialmente as desprezadas e desfavorecidas. Não tenham medo de sair e caminhar contracorrente. Sejam contemplativos e missionários. Tenham sempre Nossa Senhora com vocês. Rezem o Terço, por favor. Não o abandonem. Tenham sempre Maria em sua casa e rezem por mim, porque eu também preciso de orações, pois sou um pobre pecador." (MJ)

sábado, 26 de outubro de 2013

Tony Melendez, exemplo de vida


Tony Melendez emociona com sua música e exemplo na Cidade da Fé
22/07/2013
                               

“Com a voz, o violão e o amor de Cristo hoje posso viver esse milagre”. Com essas palavras, o nicaráguo Tony Melendez, hoje residente dos Estados Unidos, foi o artista convidado para encerrar o show do Bote Fé no segundo dia da Cidade da Fé, e atraiu milhares de jovens.

Nascido sem os dois braços, Tony teve uma infância humilde e cresceu sendo zombado pelos amigos da escola. Mas ele nunca ligou para isso. Uma experiência profunda do amor de Cristo, por meio de um beijo do Papa João Paulo II,  lhe deu a certeza de que podia fazer muito mais: tocar violão com os pés e evangelizar milhares de pessoas em mais de 42 países que já passou.

Antes de entrar no palco, Tony recebeu fãs. Um deles, Augusto César, incapacitado de uma perna e músico da Banda Dom, se emocionou ao conhecer o ídolo. “Vejo ele desde pequeno e sempre me espelhei nele. É uma motivação, um exemplo de superação e simplicidade. Já é difícil tocar com as mãos, imagina com os pés. Mas ele toca com a vida dele, é uma referência como músico e instrumento de Deus”, disse.

Para ele, a deficiência só pôde ser aceita quando conheceu a Cristo. “Me sentia incompleto, faltava um pedaço. Mas quando Cristo entrou em minha vida, Ele nos preencheu e me completa, a cada dia”, conta.

A argentina Denise Toll de 21 anos também conseguiu encontrar o artista. Ela é uma das voluntárias da Jornada Mundial da Juventude. “Conhecê-lo me dá esperança. Ele é um exemplo para todos nós. Devemos seguir adianta, independente das dificuldades e não podemos nos dar por vencidos, porque com Cristo podemos tudo”.

Durante o show, o cantor emocionou o público. Suas músicas falavam de amor, esperança e gratidão a Deus. Entre as canções, Tony dialogava com os jovens. “Se eu toco violão com pés, imagina o que vocês não podem fazer?
Parte da peregrinação é aproximarmos do nosso Deus. Não tenham medo da maior forca do mundo”, disse.

Ao final, o cantor chamou ao palco seu irmão mais velho, José Angel Melendez.

“Todos sempre olhavam para o Tony como alguém esquisito e estranho. E apesar de tudo que passou, meu irmão jamais teve raiva ou rancor dessas pessoas ou da sua situação. Eu aprendi a amá-lo como Deus o fez.  Mas, já desejei que ele não fosse incapacitado. Eu não aceitava. Queria que ele jogasse frisbee, futebol e fosse normal. “, contou.

E, uma vez, Tony escutou o irmão se queixar, foi ao quarto, e voltou com um frisbee no ombro. Ele arremessava o disco com o pé, e agarrava com o queixo. “Algumas vezes caía, mas eu consegui. Assim é na vida, jovens, caímos e levantamos. Devemos olhar sempre para o céu”, concluiu o cantor.

Superação
Esta é décima Jornada Mundial da Juventude que o artista participa e a terceira vez que ele vem ao Brasil. Ele concedeu uma entrevista exclusiva ao Jovens Conectados. Confira

Tony, como é ser figura constante nas Jornadas pelo mundo?
É uma emoção. Tenho muito orgulho de ser católico, e poder ver os jovens de diferentes lugares aqui, de uma maneira diferente do que estamos acostumados lá fora.

O que te movia a não desistir diante das dificuldades?
É difícil entender porque as coisas acontecem, porque são assim, mas Jesus é quem ajuda. Ele dá a força todos os dias.

O que diria aos jovens que vivem momentos difíceis em suas vidas?
Quem disse que ia ser fácil? Jesus morreu em uma cruz! A vida não é fácil. Vocês precisam estudar, trabalhar, com muito ânimo no coração. Conheçam o amor de Deus, e vivam tudo junto Dele.

Você vai conhecer um terceiro papa. O que está sentindo?
É uma honra conhecer o Papa Francisco. Para mim, é uma nova mudança. Ele não teve medo de dizer sim. E sei que muita coisa vai mudar.

Para você, quem é Jesus?
Jesus é amor, felicidade. Eu vivo por Ele e minha meta é conhecê-Lo. Todo mundo deve desejar chegar cada vez mais, todos os dias mais perto Dele.

Por Amandda Souza (Jovens Conectados).
Fonte:http://www.jovensconectados.org.br/tony-melendez-emociona-com-sua-musica-e-exemplo-na-cidade-da-fe.html

Conheça o Papa Francisco (em 4 minutos)

Catequista Protagonista ou Figurante?

Estamos sendo catequista PROTAGONISTA ou FIGURANTE??
Assista a palestra ministrada pela Teóloga Maria Auxiliadora, realizada na cidade de Cascavel - PR.


O ser catequista

Catequista veja o filme e medite....



Este filme transporta um conjunto de mensagens muito ricas sobre o ser do catequista.

Em primeiro lugar, destaco a figura do oleiro: parece um monstro, mas com um coração e uma pedagogia de ouro. Faz-me lembrar do filme, a bela e o monstro. O monstro também é capaz de amar, e melhor do que ninguém.

Depois reparo na atitude do aprendiz. Quer aprender, mas o oleiro não ensina tudo. A melhor forma de o fazer é incentivando a trabalhar, a esforçar-se, a não desistir à primeira.

Quando consegue a primeira peça perfeita, não se sente ainda realizado. Quer mais… quer imitar o mestre. Este parece fazer tudo facilmente. Qual o segredo? Está no coração, no amor, em amar o barro, numa força espiritual que brota de dentro e não nas nossas capacidades.

Ah. Descobriu. Mas… o barro ganha vida… e foge… e agora?
É preciso respeitar o barro, a sua essência, a sua identidade. Para isso é preciso criar empatia, saber acolher. Para isso coloca as mãos em posição de acolhimento, como que a convidar. Pelo gesto, e pelo olhar, o barro sente-se respeitado e acolhido.

E vem. E já não é o oleiro a ditar o que quer fazer.

Orienta, acompanha, mas deixa-se conduzir pela dinâmica pessoal do barro.

Porque aquele barro tem dentro de si uma vida própria, e bela, que se revelará no final: a beleza da peça, com uma identidade única, e com um coração próprio.

O catequista é alguém que tem de aprender de Deus.
Alguém que precisa ser, saber e saber fazer. Isso constrói-se, treinando, estudando, fazendo. Sem desistir. Mas só consegue realmente alguma coisa, quando se sente insatisfeito, e não se instala na rotina, considerando as suas capacidades e vontades.

A verdadeira pedagogia vem do coração. Do amor ao outro. Amor que se traduz em empatia, respeito, escuta, diálogo, conhecimento. Com estas atitudes, consegue que a criança se sinta acolhida e respeitada na sua especificidade. Não as trata todas por iguais. Mas escuta, deixando-as descobrir o tesouro que transportam dentro delas. O catequista orienta. Porque ninguém educa ninguém.

Nós é que nos educamos a nós próprios, descobrindo a semente de que somos portadores, e fazendo-a descobrir. Os outros, são apenas modelos, pontos de referência, que ajudam a reflectir e apresentam ideais. Se forem interiorizados, temos educação. Se forem impostos, temos domesticação, que mais cedo ou mais tarde, irá fazer saltar os efeitos com comportamentos desviantes ou traumatizantes."

Padre José Carlos de Azevedo e Sá.

Pároco de duas paróquias: Sequeirô e Lama, Santo Tirso, Diocese de Braga.
Mestre em Multimédia em Educação, na Universidade de Aveiro, sobre o tema “A Web 2.0 na educação para os valores: problema ou desafio?”.
Fonte:http://catequeseebiblia.blogspot.com.br/search/label/Reflex%C3%A3o

Torne sua paróquia um lugar acessível para todos por meio da catequese inclusiva


Como evangelizar, integrar e relacionar-se com pessoas com deficiência, que sempre foi um problema social e institucional e essa tarefa antes, restrita à família ou a alguma pessoa que, por alguma razão, assumisse tal papel, como também, às instituições públicas ou privadas, agora, espera-se que as dioceses, paróquias, comunidades de maneira geral incluam e evangelizem pessoas com deficiência que apresentem tais limitações?!

Refletir sobre os fundamentos da catequese inclusiva significa refletir sobre as características de nosso trabalho como evangelizadores (as), escolhidos (as) a dedo pelo Pai para desenvolver esta missão, antes mesmo do nosso nascimento (Jr 1,5).

Na Catequese Inclusiva, propõe-se uma forma de articulação entre eles diferente daquela à qual estamos acostumados.

Há, agora, dispositivos legais favoráveis à inclusão, com base nas leis, e a proposta da Catequese inclusiva, pela qual tenho a maior simpatia, apesar de todos os desafios que coloca para cada um de nós catequistas é considerar a relação entre as pessoas de forma interdependente.Embora nosso trabalho evangelizador e catequético, siga o exemplo de Jesus, através do nosso chamado ser Catequista, aprendemos com elas e nos aperfeiçoarmos  a ser o (a )a catequista que o Pai espera que sejamos.

Todas essas considerações são importantes, quando analisamos a questão da Catequese Inclusiva. Se aceitamos pessoas deficientes em uma catequese, e a tratamos com preconceito, teremos a exclusão da inclusão, uma farsa de inclusão mesmo no interior da igreja. Nas classes, onde são ministrados os encontros de catequese, exige uma atenção por parte dos (as) catequistas, mais individualizada para com os catequizandos com deficiência, pois o objetivo, é evangelizar a turma toda.

Na Diocese de Santo Amaro, há a Pastoral da Pessoa com Deficiência, da qual eu coordeno, e uma das linhas de ação desta pastoral, é trabalhar na linha da catequese, e elaborei o Projeto Diocesano de Catequese Inclusiva UMA CATEQUESE DE QUALIDADE PARA TODOS e fruto deste projeto, tive um catequisando autista que recebeu a Primeira Eucaristia no ano de 2004. Público atendido: Crianças na faixa etária a partir de 8 anos Duração: Correspondente ao ano de catequese das paróquias
Período: A partir do 1º semestre de 2.005.

Refletir sobre o Evangelho de Marcos: o ponto de partida do Projeto e também conhecido como Evangelho da cura, acolhia a todos sem discriminar ninguém”

Objetivos: Conduzir os catequizandos a receber o Corpo e o Sangue de Cristo;

Adaptar e incluir todos os catequizandos portadores de deficiências nos encontros de catequese;Incentivar os demais catequizandos a aceitar Jesus nos catequizandos portadores de deficiências;Reconhecer a individualidade de cada catequizando dentro da sua deficiência;Conscientizar, no interior da igreja, as pessoas envolvidas na Pastoral da Catequese a seguir o exemplo de Jesus, Incluir os catequizandos para ouvir a Palavra de Deus;Estruturar os encontros de catequese com atividades para os catequizandos sentirem acolhidos;Conscientizar os catequizandos a construir Deus de forma gradativa em cada encontro com os portadores de deficiência;

Desenvolvimento: Estudo de caso com X paróquias da Diocese de Santo Amaro sob orientação de um padre à luz do Evangelho de Marcos, que é o ponto de partida deste Projeto e também conhecido como Evangelho da cura, Jesus acolhia a todos sem discriminar ninguém. A partir de respostas obtidas por meio de um questionário coletivo respondido por tais catequistas; foi realizada uma pesquisa à luz dos documentos que fundamentam a inclusão no Brasil:Declaração de Salamanca (1.994) – Acesso e Qualidade para Todos, e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1.948);

Metodologia: Inicialmente, os catequistas antes de iniciar o ano letivo de catequese, deverão assistir ao filme Procurando Nemo, uma vez que aborda a realidade das crianças por se tratar de um filme infantil, onde este retrata a situação de uma “Inclusão Aquática”, pois Nemo possui uma nadadeira menor do que a outra e mesmo assim é aceito no grupo, após assistirem ao filme será possível perceber que a coragem e o companheirismo caminham juntos e são passaportes essenciais para uma catequese inclusiva, onde a coragem da catequista está em aceitar o desafio do seu CHAMADO e o companheirismo está inserido na sua vocação ao lidar com o catequizando portador de deficiência;

Avaliação: Este projeto será avaliado à luz da Primeira Eucaristia a ser recebida pelos catequizandos com deficiência.

Dessa forma não é o catequizando que se amolda ou se adapta à igreja, mas é ela que, consciente de sua função evangelizadora, coloca-se adequada a ele, apresentando a ele, um espaço inclusivo. Nesse contexto, a catequese inclusiva é gerada para possibilitar que o catequizando com deficiência, atinja os objetivos da evangelização proposto também no Doc de Aparecida e no CELAM. O espaço catequético, que compreende inclusive o mobiliário, deve receber todo e qualquer catequizando, oferecendo condições propícias para a evangelização que é o aprendizado e interação destes futuros (as) vocacionados (as) no serviço à Deus, a exemplo de Jesus, como ele diz no evangelho: Quando fizeres isto ao menor dos meus irmãos, é a mim que estais fazendo.(MT25,40)

Catequistas, a essência do trabalho revangelizador inclusivo, está em usar os talentos e colocar em prática, a missão confiada a Deus, o (a) catequista Inclusivo, é aquele (aquela) que evangeliza a turma TODA, e pensando em ajudar vocês, tenho dois materiais publicados, e que se encontram disponíveis à venda,

http://www.paoevinho.com.br/produtos.php?cod=157&categoria=1

e o Curso online de Catequese Inclusiva Evangelizar nas diferenças e Inclusão: Um ato de amor! http://www.catolicanet.com/?system=cursos&action=view_curso&id=34

Thaís Thaís Rufatto Dos Santos
Pedagogia Pscicopedagogia Consultora Educacional em Educação Inclusiva
abpp Nº 12572
thaisrdossantos@gmail.com

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Fonte: Paróquias & Casas Religiosas novembro-dezxembro 2011
Ano 6- Nº 33
Fonte:http://catequeseebiblia.blogspot.com.br/search/label/Catequese%20Junto%20a%20Pessoa%20com%20Defici%C3%AAncia

Catequese junto às pessoas com Deficiência


Catequese junto às pessoas com Deficiência - Entrevista com Dom Vilson Dias

1. Como o senhor analisa o trabalho da Igreja no Brasil junto às pessoas com Deficiência? 
Existe um grande desafio no trabalho da Igreja, pois a formação de catequese junto à pessoa com deficiência tem se mostrado mais de forma individual por paróquia, em nossas dioceses não existe ainda um trabalho homogêneo. Mas existe um grande avanço no despertar e na preocupação desta formação, hoje temos apoio neste trabalho da Pastoral dos Surdos, Movimento Fé e Luz, Pastoral da Pessoa com Deficiência, temos cursos de extensão com orientação da Catequese Junto a Pessoa com Deficiência no Regional Sul 1 e nos cursos de verão e extensão da UNISAL.

Mas devemos destacar que o avanço das politicas públicas a questão da acessibilidade e de seus direitos na sociedade está mais avançada que na Igreja. A Igreja esta mais aberta e mais acolhedora voltando nos seus primeiros trabalhos das congregações religiosas deste a Campanha da Fraternidade de 2006, mas ainda falta mais acolhida, formação, acessibilidade, precisamos ver que a Igreja é muito viva através da manifestação de fé de uma pessoa com deficiência, a fé é forte, eles falam do amor de Deus através de cada superação que eles vivem, a Igreja precisa criar metodologia para atingir a todos sem barreiras.

Na JMJ (Jornada Mundial da Juventude) ficou claro a participação da pessoa com deficiência muito ativa e a Igreja no Brasil no que diz respeito à Catequese já vem dando vários passos através dos Seminários de Catequese Junto à Pessoa com Deficiência, que até o momento realizou 4 (quatro) em nível nacional.

2. Como atuar melhor pastoralmente para incluir os portadores de deficiência na vida eclesial? 
Deficiência Surda: na atuação para melhorar pastoralmente a inclusão da pessoa com deficiência na vida eclesial, trabalharmos a desmistificação de que uma pessoa com deficiência é incapaz, que a pessoa com deficiência tem limitações intransponíveis. Precisa haver mais abertura para que a comunidade surda se sinta acolhida. É bom saber que temos no Brasil quatro padres surdos que trabalham especialmente nesta dinâmica, e um dialogo aberto com a Pastoral dos Surdos. Também é preciso trabalhar liturgicamente a interpretação dos sinais de forma homogênea, porque a Língua de Sinais (LIBRA) é regional, e muitas vezes o surdo tem um português sinalizado e se sente perdido na liturgia e na participação dos sacramentos.

Na deficiência visual: a possibilidade de produção de material de áudio, os documentos da Igreja gravados em áudio para que os deficientes visuais possam ter acesso mais fácil, nem todos os deficientes visuais domina o braile, termos áudio-descrição da liturgia, incluindo os símbolos litúrgicos. É claro que aqueles que para aqueles que aprenderam o Braille já temos acesso à  bíblia, catecismos e outros material nesse tipo de leitura.

Na deficiência intelectual: houve um grande avanço e temos casos de deficientes intelectuais em faculdades, casamento liberado já na justiça, o que precisamos é mais abertura na acolhida. Para tanto, devemos contar com o apoio do Movimento Fé e Luz, existente em muitos estados do Brasil.

E a deficiência Física: tem trabalhado a questão de acessibilidade na Igreja. É preciso ter acesso na Igreja e liberdade da aceitação para os trabalhos dentro da mesma. Também podemos contar com o apoio da FCD e nos lugares que te organizado, também com a Pastoral da Pessoa com Deficiência.

Em resumos devemos incluir a todos. É o Senhor Jesus quem chamou os deficientes: “vem para o meio”. Os portadores/as de deficiências devem ser amados, inclusos e sentir o carinho e o amor das nossas comunidades. É preciso evangelizar e deixar-se evangelizar por eles.

Deus abençoe e guarde a todos e todas.

Entrevistadora: Liliane Borges
Rádio Canção Nova
liliane@geracaophn.com

Entrevistado: Dom Vilson dias de Oliveira, DC
Bispo Referencial da Comissão Bíblico-Catequética – CNBB/Sul 1
domvilson@uol.com.br

Fonte:http://catequeseregsul1.blogspot.com.br/search/label/Catequese%20Junto%20%C3%A0%20Pessoa%20com%20Defici%C3%AAncia

Oração do Catequista