Boa tarde catequistas! Paz e bem!
Segue em anexo alguns artigos sobre a Iniciação à Vida Cristã, extraidos do blog catequese e biblia. Boa reflexão!
- Buscando uma inspiração na Igreja Primitiva
- Precisamos saber olhar a Realidade de hoje
- Estudos da CNBB 97
- Vamos conversar sobre Iniciação à Vida Cristã?
Catequistas de Conquista
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quarta-feira, 27 de junho de 2012
Iniciação à Vida Cristã
Buscando uma inspiração na Igreja Primitiva
Durante a 3ª Semana Brasileira de Catequese o Pe. Luiz Alves Lima desenvolveu o tema sobre “A Iniciação Cristã ontem e hoje – história e documentação atual”. E, com a sua característica precisão terminológica, foi logo deixando claro que quando se fala de “Iniciação Cristã” se deve entender “todo o processo pelo qual alguém é incorporado ao mistério de Jesus Cristo”. Processo esse, que a Igreja sempre realizou, de uma maneira ou outra, ao longo de toda a sua história.
Quem olha a Igreja hoje normalmente nem imagina as grandes dificuldades que teve que enfrentar, principalmente nos primeiros séculos de sua existência, ao tentar responder ao urgente problema do ingresso dos novos membros nas suas comunidades. As pessoas não eram cristãs e nem vinham de famílias cristãs, por isso era necessário elaborar um processo através do qual os novos membros fossem sendo iniciados aos mistérios e à vida de fé da comunidade. Por isso, inspirando-se em antigas práticas adotadas por outras correntes religiosas, os primeiros cristãos elaboraram um processo de iniciação no sentido mais profundo e rico e que, já no século II recebeu o nome de catecumenato.
O Pe. Lima nos lembra que esse processo “Tinha como objetivo o aprofundamento da fé, como adesão a Jesus Cristo e a tudo o que ele revela; tudo isso como consequência do anúncio central do Evangelho, o kergima. Era o caminho ordinário para conduzir os adultos (e não crianças!) aos mistérios divinos, à plena conversão, à profissão de fé e à participação na comunidade; portanto o modelo daquilo que nós gostaríamos que fosse hoje a catequese.”
Naquela época havia uma grande sintonia entre catequese, liturgia e comunidade, por isso o catecumenato “era constituído de uma série de ensinamentos (catequese), um conjunto de práticas litúrgico-rituais (imposição das mãos, assinalações, exorcismos, entregas, etc.) e sobretudo um exercício (tirocínio) de vida cristã e prática evangélica. Todo o processo era feito no âmbito da comunidade que participava intensamente, sobretudo através do catequista ou instrutor, do padrinho, dos escrutínios e dos ministros (bispos e sacerdotes), tudo culminando numa única celebração dos mistérios cristãos fundamentais (batismo, crisma e eucaristia), durante a Vigília Pascal”.
Apesar de se difundir rapidamente por todas as Igrejas e ter atingido seu período áureo entre os séculos III e IV, o catecumenato começa a definhar e quase desaparece no século VI. Uma grande consequência, fácil de perceber nos dias de hoje, é que a catequese e a liturgia foram se distanciando e tomando rumos diferentes. Assim a catequese foi adquirindo cada vez mais características doutrinais e sendo orientada quase sempre às crianças.
Durante a Idade Média prevaleceu a cristandade e, apesar do total desconhecimento teórico e prático da iniciação cristã e do catecumenato, vivia-se o chamado catecumenato social onde a própria comunidade cristã, a cultura maciçamente católica e até a mesma sociedade realizavam o papel iniciação à fé.
Nos dias de hoje, vale destacar que vários documentos do Concílio Vaticano II (1962-1965) fazem referência à iniciação cristã e à recuperação do catecumenato na vida da Igreja. Por isso, na linha da reforma pós-conciliar dos livros litúrgicos, o “Ritual de Iniciação Cristã de Adultos” (RICA) se apresenta como um sério e profundo processo de preparação de adultos para os sacramentos da iniciação cristã, seguindo o modelo do catecumenato realizado nas primitivas comunidades cristãs.
Que fique bem claro para todos: o RICA é um livro litúrgico e não um manual catequético, mas deve integrar todo o processo catequético. De fato ele propõe um itinerário progressivo de evangelização, catequese e mistagogia, além de trazer reflexões teológicas, critérios pastorais e material litúrgico. Nele estão descritos os tempos e as etapas do catecumenato com seus ritos, orações e celebrações.
Pe. Lima cita ainda muitos outros documentos, textos, eventos e experiências que falam, incentivam ou mesmo vivenciam o estilo catecumenal de iniciação à vida cristã. Assim percebemos que a realidade desafiadora de hoje encontra uma proposta de ação evangelizadora justamente na não menos desafiadora realidade enfrentada pelos cristãos das primeiras comunidades cristãs.
Durante a 3ª Semana Brasileira de Catequese o Pe. Luiz Alves Lima desenvolveu o tema sobre “A Iniciação Cristã ontem e hoje – história e documentação atual”. E, com a sua característica precisão terminológica, foi logo deixando claro que quando se fala de “Iniciação Cristã” se deve entender “todo o processo pelo qual alguém é incorporado ao mistério de Jesus Cristo”. Processo esse, que a Igreja sempre realizou, de uma maneira ou outra, ao longo de toda a sua história.
Quem olha a Igreja hoje normalmente nem imagina as grandes dificuldades que teve que enfrentar, principalmente nos primeiros séculos de sua existência, ao tentar responder ao urgente problema do ingresso dos novos membros nas suas comunidades. As pessoas não eram cristãs e nem vinham de famílias cristãs, por isso era necessário elaborar um processo através do qual os novos membros fossem sendo iniciados aos mistérios e à vida de fé da comunidade. Por isso, inspirando-se em antigas práticas adotadas por outras correntes religiosas, os primeiros cristãos elaboraram um processo de iniciação no sentido mais profundo e rico e que, já no século II recebeu o nome de catecumenato.
O Pe. Lima nos lembra que esse processo “Tinha como objetivo o aprofundamento da fé, como adesão a Jesus Cristo e a tudo o que ele revela; tudo isso como consequência do anúncio central do Evangelho, o kergima. Era o caminho ordinário para conduzir os adultos (e não crianças!) aos mistérios divinos, à plena conversão, à profissão de fé e à participação na comunidade; portanto o modelo daquilo que nós gostaríamos que fosse hoje a catequese.”
Naquela época havia uma grande sintonia entre catequese, liturgia e comunidade, por isso o catecumenato “era constituído de uma série de ensinamentos (catequese), um conjunto de práticas litúrgico-rituais (imposição das mãos, assinalações, exorcismos, entregas, etc.) e sobretudo um exercício (tirocínio) de vida cristã e prática evangélica. Todo o processo era feito no âmbito da comunidade que participava intensamente, sobretudo através do catequista ou instrutor, do padrinho, dos escrutínios e dos ministros (bispos e sacerdotes), tudo culminando numa única celebração dos mistérios cristãos fundamentais (batismo, crisma e eucaristia), durante a Vigília Pascal”.
Apesar de se difundir rapidamente por todas as Igrejas e ter atingido seu período áureo entre os séculos III e IV, o catecumenato começa a definhar e quase desaparece no século VI. Uma grande consequência, fácil de perceber nos dias de hoje, é que a catequese e a liturgia foram se distanciando e tomando rumos diferentes. Assim a catequese foi adquirindo cada vez mais características doutrinais e sendo orientada quase sempre às crianças.
Durante a Idade Média prevaleceu a cristandade e, apesar do total desconhecimento teórico e prático da iniciação cristã e do catecumenato, vivia-se o chamado catecumenato social onde a própria comunidade cristã, a cultura maciçamente católica e até a mesma sociedade realizavam o papel iniciação à fé.
Nos dias de hoje, vale destacar que vários documentos do Concílio Vaticano II (1962-1965) fazem referência à iniciação cristã e à recuperação do catecumenato na vida da Igreja. Por isso, na linha da reforma pós-conciliar dos livros litúrgicos, o “Ritual de Iniciação Cristã de Adultos” (RICA) se apresenta como um sério e profundo processo de preparação de adultos para os sacramentos da iniciação cristã, seguindo o modelo do catecumenato realizado nas primitivas comunidades cristãs.
Que fique bem claro para todos: o RICA é um livro litúrgico e não um manual catequético, mas deve integrar todo o processo catequético. De fato ele propõe um itinerário progressivo de evangelização, catequese e mistagogia, além de trazer reflexões teológicas, critérios pastorais e material litúrgico. Nele estão descritos os tempos e as etapas do catecumenato com seus ritos, orações e celebrações.
Pe. Lima cita ainda muitos outros documentos, textos, eventos e experiências que falam, incentivam ou mesmo vivenciam o estilo catecumenal de iniciação à vida cristã. Assim percebemos que a realidade desafiadora de hoje encontra uma proposta de ação evangelizadora justamente na não menos desafiadora realidade enfrentada pelos cristãos das primeiras comunidades cristãs.
Iniciação à Vida Cristã
Precisamos saber olhar a Realidade de hoje
O desenvolvimento dos temas apresentados durante a 3ª Semana Brasileira de Catequese seguiu, de certa forma, o tradicional esquema do ver, iluminar e agir. Essa metodologia ajudou os participantes a irem conhecendo e se identificando com a proposta. Afinal, um dos objetivos era que as pessoas saíssem dali dispostos a fazer acontecer o Processo da Iniciação à Vida Cristã nos mais variados cantos do País.
O primeiro tema já chegou causando grande impacto e muitos questionamentos: “Catequese num mundo em transformação. Desafios do Contexto sociocultural, religioso, eclesial para a iniciação cristã”, apresentado pelo Pe. Joel Portella. Afinal, quando se faz uma séria análise da realidade do mundo de hoje, é fácil constatar que estamos vivendo uma “mudança de época”. Mas o que isso quer dizer mesmo? O que tem a ver com a vida da gente e com a catequese?
Todo mundo já percebeu que nessas últimas décadas aconteceram muitas transformações em vários aspectos da vida. Além da perplexidade diante dessas novas situações, o que mais desorienta as pessoas de hoje é que nos encontramos diante de um novo jeito de assumir, avaliar e enfrentar a vida e seus desafios. Não há mais segurança diante dos critérios de como captar, compreender e julgar tudo isso que vai acontecendo ao nosso redor. Isso tem grandes consequências que vão atingir todos os aspectos da vida, inclusive a catequese!
De acordo com o Pe. Joel a rapidez com que tudo isso vem acontecendo, nos coloca diante de dois perigos: “O primeiro perigo é o não reconhecimento da mudança de época. É achar que este novo jeito de lidar com a vida é questão de mau comportamento ou ignorância religiosa. É dizer que as coisas sempre funcionaram do jeito que conhecemos e, portanto, o caminho, no caso, da evangelização consiste em continuar fazendo o que sempre foi feito, do modo como sempre foi feito. Este é o perigo de quem não consegue ou não quer enxergar a mudança”. E eu digo, pelas experiências que estou tendo, que esta situação está presente de modo fortemente acentuado em muitas de nossas Comunidades, tanto com os leigos, como com o clero. Além da “pastoral de conservação”, será que isso não explica a volta de certo tradicionalismo que cada vez mais está ganhando forças dentro da Igreja?
Pe. Joel afirma também que “O segundo perigo consiste em mergulhar de tal modo na nova realidade que já não se consiga fazer o discernimento entre o que é evangélico e o que não é. Este perigo consiste na total identificação com as expectativas da época que está surgindo, de modo que a ação evangelizadora acabe perdendo sua capacidade de interpelação, de questionamento, de profetismo e dimensão escatológica. O segredo, consequentemente, é o discernimento.” Mais adiante ele diz: “Ingressar na cultua atual, globalizada, individualizada, consumista (...) não significa, portanto, ser apresentado à pessoa e à mensagem de Jesus Cristo”.
Diante dessa realidade o primeiro desafio a ser assumido por toda a Igreja é o de “recomeçar a partir de Jesus Cristo”, anunciando e reanunciando Jesus Cristo às pessoas de hoje, tantas vezes quantas forem necessárias até que cheguem a serem suas fiéis discípulas. Esses são, sem dúvida, importantes pressupostos sobre o qual se embasam um eficaz Processo de Iniciação à Vida Cristã.
O desenvolvimento dos temas apresentados durante a 3ª Semana Brasileira de Catequese seguiu, de certa forma, o tradicional esquema do ver, iluminar e agir. Essa metodologia ajudou os participantes a irem conhecendo e se identificando com a proposta. Afinal, um dos objetivos era que as pessoas saíssem dali dispostos a fazer acontecer o Processo da Iniciação à Vida Cristã nos mais variados cantos do País.
O primeiro tema já chegou causando grande impacto e muitos questionamentos: “Catequese num mundo em transformação. Desafios do Contexto sociocultural, religioso, eclesial para a iniciação cristã”, apresentado pelo Pe. Joel Portella. Afinal, quando se faz uma séria análise da realidade do mundo de hoje, é fácil constatar que estamos vivendo uma “mudança de época”. Mas o que isso quer dizer mesmo? O que tem a ver com a vida da gente e com a catequese?
Todo mundo já percebeu que nessas últimas décadas aconteceram muitas transformações em vários aspectos da vida. Além da perplexidade diante dessas novas situações, o que mais desorienta as pessoas de hoje é que nos encontramos diante de um novo jeito de assumir, avaliar e enfrentar a vida e seus desafios. Não há mais segurança diante dos critérios de como captar, compreender e julgar tudo isso que vai acontecendo ao nosso redor. Isso tem grandes consequências que vão atingir todos os aspectos da vida, inclusive a catequese!
De acordo com o Pe. Joel a rapidez com que tudo isso vem acontecendo, nos coloca diante de dois perigos: “O primeiro perigo é o não reconhecimento da mudança de época. É achar que este novo jeito de lidar com a vida é questão de mau comportamento ou ignorância religiosa. É dizer que as coisas sempre funcionaram do jeito que conhecemos e, portanto, o caminho, no caso, da evangelização consiste em continuar fazendo o que sempre foi feito, do modo como sempre foi feito. Este é o perigo de quem não consegue ou não quer enxergar a mudança”. E eu digo, pelas experiências que estou tendo, que esta situação está presente de modo fortemente acentuado em muitas de nossas Comunidades, tanto com os leigos, como com o clero. Além da “pastoral de conservação”, será que isso não explica a volta de certo tradicionalismo que cada vez mais está ganhando forças dentro da Igreja?
Pe. Joel afirma também que “O segundo perigo consiste em mergulhar de tal modo na nova realidade que já não se consiga fazer o discernimento entre o que é evangélico e o que não é. Este perigo consiste na total identificação com as expectativas da época que está surgindo, de modo que a ação evangelizadora acabe perdendo sua capacidade de interpelação, de questionamento, de profetismo e dimensão escatológica. O segredo, consequentemente, é o discernimento.” Mais adiante ele diz: “Ingressar na cultua atual, globalizada, individualizada, consumista (...) não significa, portanto, ser apresentado à pessoa e à mensagem de Jesus Cristo”.
Diante dessa realidade o primeiro desafio a ser assumido por toda a Igreja é o de “recomeçar a partir de Jesus Cristo”, anunciando e reanunciando Jesus Cristo às pessoas de hoje, tantas vezes quantas forem necessárias até que cheguem a serem suas fiéis discípulas. Esses são, sem dúvida, importantes pressupostos sobre o qual se embasam um eficaz Processo de Iniciação à Vida Cristã.
Iniciação à Vida Cristã
Estudos da CNBB 97
O texto Iniciação à Vida Cristã. Um Processo de Inspiração Catecumenal, refletido e enriquecido pelos Bispos durante a 47ª Assembleia Geral da CNBB em 2009, precisava ser amplamente divulgado, por isso foi publicado dentro da coleção Estudos da CNBB (número 97). Com esse recurso, ao mesmo tempo em que se iniciava uma desafiadora reflexão sobre o assunto, possibilitava que suas intuições chegassem a toda Igreja do Brasil.
Com linguagem simples e envolvente, além da “Introdução” (com várias questões motivadoras para o desenvolvimento do tema) e da “Conclusão” (como um horizonte orientador da caminhada), o texto apresenta-se dividido em cinco capítulos que facilitam o nosso entendimento sobre as questões básicas da Iniciação à Vida Cristã.
O Capítulo I tem o sugestivo título: “Iniciação à Vida Cristã... Por quê?” Afinal, por que mesmo temos que conhecer e assumir essa proposta? Quem inventou isso e o que esse processo tem a ver com o nosso jeito de evangelizar hoje?
O Capítulo II procura definir o horizonte: “O que temos em vista quando falamos em Iniciação à Vida Cristã.” Se a nossa sociedade de hoje já encontra certa dificuldade em entender o que seja “iniciação”, imagina, então, o que as pessoas de nossas Comunidades estão entendendo quando ouvem falar de Iniciação à Vida Cristã...
O Capítulo III dá pistas para aquela intrigante pergunta: “Iniciação à Vida Cristã... Como?” O modelo catecumenal a partir do Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA) nos é apresentado como inspirador e aberto às necessárias adaptações. Por isso é significativamente comentado a fim de que seja conhecido e valorizado. Tem até um “Quadro Geral” dos vários “tempos” e “etapas” propostos pelo RICA para facilitar o nosso entendimento.
A questão dos interlocutores é tratada no Capítulo IV: “Iniciação à Vida Cristã... Para quem?” Assim como no Diretório Nacional de Catequese, aqui também, mais do que destinatários, o texto fala de interlocutores do processo, pois supõe que sejam ouvidos e acolhidos em suas sedes. Uma significativa lista das pessoas a serem atendidas pelo processo de iniciação faz a gente vislumbrar que tem muito trabalho a ser realizado, e com urgência!
Finalmente, o Capítulo V procura deixar claro quem deve trabalhar para que tudo isso aconteça: “Iniciação à Vida Cristã... Com quem contamos? Onde?” A começar pelos próprios candidatos que devem ser iniciados, o texto vai relacionando as várias pessoas e organismos que devem ser envolvidas para que o processo alcance o êxito desejado. Tentando resumir, posso afirmar que tem trabalho para todo mundo, inclusive para mim e para você!
Todos os capítulos terminam com uma grande série de perguntas “Para refletir”. O objetivo é esse mesmo: ajudar o leitor, ou grupo de leitores, a aprofundarem a compreensão daquela parte estudada, mas a partir de suas realidades concretas. Mais do que respostas certas, essas perguntas pretendem provocar uma séria avaliação do processo de evangelização que já está acontecendo em cada Comunidade e como pode ser vislumbrado um novo modo mais eficaz de realizá-lo.
Como uma espécie de apêndice, encontramos também um precioso e bem elaborado Glossário sobre Iniciação Cristã. Assim a gente nem precisa ter o trabalho de ir procurar em um dicionário o significado de palavras e expressões tão próprias do nosso jeito de evangelizar na Igreja e que se encontram no texto. Desde “Admissão” até “Traditio” são 51 verbetes muito esclarecedores, que enriquecem o nosso vocabulário eclesial.
O solene lançamento desse importante subsídio aconteceu logo na abertura da 3ª Semana Brasileira de Catequese celebrada em Itaicí no início de outubro daquele mesmo ano. Esse fato foi muito bom para o próprio texto, pois graças à presença de catequistas do Brasil inteiro, teve uma imediata repercussão nacional e também foi muito bom para o próprio evento que, logo de início, já deixava clara sua total comunhão com a preocupação e reflexão oficial da Igreja.
Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Doutrinário
O texto Iniciação à Vida Cristã. Um Processo de Inspiração Catecumenal, refletido e enriquecido pelos Bispos durante a 47ª Assembleia Geral da CNBB em 2009, precisava ser amplamente divulgado, por isso foi publicado dentro da coleção Estudos da CNBB (número 97). Com esse recurso, ao mesmo tempo em que se iniciava uma desafiadora reflexão sobre o assunto, possibilitava que suas intuições chegassem a toda Igreja do Brasil.
Com linguagem simples e envolvente, além da “Introdução” (com várias questões motivadoras para o desenvolvimento do tema) e da “Conclusão” (como um horizonte orientador da caminhada), o texto apresenta-se dividido em cinco capítulos que facilitam o nosso entendimento sobre as questões básicas da Iniciação à Vida Cristã.
O Capítulo I tem o sugestivo título: “Iniciação à Vida Cristã... Por quê?” Afinal, por que mesmo temos que conhecer e assumir essa proposta? Quem inventou isso e o que esse processo tem a ver com o nosso jeito de evangelizar hoje?
O Capítulo II procura definir o horizonte: “O que temos em vista quando falamos em Iniciação à Vida Cristã.” Se a nossa sociedade de hoje já encontra certa dificuldade em entender o que seja “iniciação”, imagina, então, o que as pessoas de nossas Comunidades estão entendendo quando ouvem falar de Iniciação à Vida Cristã...
O Capítulo III dá pistas para aquela intrigante pergunta: “Iniciação à Vida Cristã... Como?” O modelo catecumenal a partir do Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA) nos é apresentado como inspirador e aberto às necessárias adaptações. Por isso é significativamente comentado a fim de que seja conhecido e valorizado. Tem até um “Quadro Geral” dos vários “tempos” e “etapas” propostos pelo RICA para facilitar o nosso entendimento.
A questão dos interlocutores é tratada no Capítulo IV: “Iniciação à Vida Cristã... Para quem?” Assim como no Diretório Nacional de Catequese, aqui também, mais do que destinatários, o texto fala de interlocutores do processo, pois supõe que sejam ouvidos e acolhidos em suas sedes. Uma significativa lista das pessoas a serem atendidas pelo processo de iniciação faz a gente vislumbrar que tem muito trabalho a ser realizado, e com urgência!
Finalmente, o Capítulo V procura deixar claro quem deve trabalhar para que tudo isso aconteça: “Iniciação à Vida Cristã... Com quem contamos? Onde?” A começar pelos próprios candidatos que devem ser iniciados, o texto vai relacionando as várias pessoas e organismos que devem ser envolvidas para que o processo alcance o êxito desejado. Tentando resumir, posso afirmar que tem trabalho para todo mundo, inclusive para mim e para você!
Todos os capítulos terminam com uma grande série de perguntas “Para refletir”. O objetivo é esse mesmo: ajudar o leitor, ou grupo de leitores, a aprofundarem a compreensão daquela parte estudada, mas a partir de suas realidades concretas. Mais do que respostas certas, essas perguntas pretendem provocar uma séria avaliação do processo de evangelização que já está acontecendo em cada Comunidade e como pode ser vislumbrado um novo modo mais eficaz de realizá-lo.
Como uma espécie de apêndice, encontramos também um precioso e bem elaborado Glossário sobre Iniciação Cristã. Assim a gente nem precisa ter o trabalho de ir procurar em um dicionário o significado de palavras e expressões tão próprias do nosso jeito de evangelizar na Igreja e que se encontram no texto. Desde “Admissão” até “Traditio” são 51 verbetes muito esclarecedores, que enriquecem o nosso vocabulário eclesial.
O solene lançamento desse importante subsídio aconteceu logo na abertura da 3ª Semana Brasileira de Catequese celebrada em Itaicí no início de outubro daquele mesmo ano. Esse fato foi muito bom para o próprio texto, pois graças à presença de catequistas do Brasil inteiro, teve uma imediata repercussão nacional e também foi muito bom para o próprio evento que, logo de início, já deixava clara sua total comunhão com a preocupação e reflexão oficial da Igreja.
Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Doutrinário
Iniciação à Vida Cristã
Vamos conversar sobre Iniciação à Vida Cristã?
De uns tempos para cá, principalmente o pessoal da catequese, apareceu como a “novidade” de uma tal “iniciação à vida cristã”. Mas será que isso é mesmo invenção deles e que é tão novidade assim? Afinal, até nas atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) os nossos Bispos afirmam que a iniciação à vida cristã é uma urgência a ser assumida por toda a Igreja para bem conseguirmos realizar nossa missão de evangelizar.
O assunto parece novidade porque a grande maioria dos que participam hoje da Igreja passou tanto pelo processo iniciatório como pelos sacramentos da iniciação sem nem se darem conta do que estavam vivenciando. De fato, aqueles que já têm uma certa idade ainda se lembram da época em que a família e a sociedade em geral eram marcadas por um modo cristão de ver e encarar o mundo. Parecia até que todos eram católicos. Bem, pelo menos a grande maioria era batizada! A religião ia sendo aprendida pela criança, tanto na família como na própria sociedade. Era assim que, mesmo sem perceber, as pessoas iam sendo iniciadas na vida cristã. Depois, quando já estava na hora de fazer a 1ª Comunhão, ia-se para a catequese para aprofundar muitas daquelas coisas que já se tinham aprendido em casa e em vários ambientes que frequentava.
Mas, graças a Deus, o tempo não para, não é mesmo? E é fácil constatar que aquele tempo já passou! Agora, mais do que buscar refúgio no saudosismo, temos que ter a consciência de estarmos vivendo uma verdadeira “mudança de época”. Em relação há poucos anos atrás, hoje nós nos encontramos diante de mudanças radicais que estão afetando profundamente o significado da vida e que vão modificando o modo como a gente deve encará-la. Muitas vezes nos sentimos até meio perdidos, sem nem saber mais quais critérios podem ser usados para captar, compreender e julgar o que se apresenta diante de nós.
Entre outras coisas, hoje nos encontramos num mundo marcado por uma grande variedade de escolhas e isso acontece até mesmo no campo religioso. A maioria das famílias e a sociedade em geral deixaram de ser referências seguras para a fé cristã. Aos jovens e adultos de hoje, são oferecidas, de forma atraente e convicta, as mais variadas oportunidades de escolha tanto no campo da fé, como nos mais diferentes setores da vida. Assim, a nós, católicos, resta constatarmos algo que tínhamos esquecido: ninguém nasce cristão! Na realidade, para ser um autêntico seguidor de Jesus Cristo, primeiro é necessário conhecê-lo e, depois, fazer uma opção consciente pela sua proposta de vida!
Portanto, mais do que censurar os dias de hoje, marcados por tanto individualismo e relativismo, temos que saber ver a atual “mudança de época” como uma grande oportunidade da Igreja de poder evangelizar com mais qualidade e entusiasmo. Precisamos aproveitar esse tempo de graça e fazer acontecer essa urgência da ação evangelizadora, que é a realização de um processo consistente de Iniciação à Vida Cristã.
Por esses e outros motivos, acho que ainda temos muito para conversar sobre esse assunto...
Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Doutrinário
De uns tempos para cá, principalmente o pessoal da catequese, apareceu como a “novidade” de uma tal “iniciação à vida cristã”. Mas será que isso é mesmo invenção deles e que é tão novidade assim? Afinal, até nas atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) os nossos Bispos afirmam que a iniciação à vida cristã é uma urgência a ser assumida por toda a Igreja para bem conseguirmos realizar nossa missão de evangelizar.
O assunto parece novidade porque a grande maioria dos que participam hoje da Igreja passou tanto pelo processo iniciatório como pelos sacramentos da iniciação sem nem se darem conta do que estavam vivenciando. De fato, aqueles que já têm uma certa idade ainda se lembram da época em que a família e a sociedade em geral eram marcadas por um modo cristão de ver e encarar o mundo. Parecia até que todos eram católicos. Bem, pelo menos a grande maioria era batizada! A religião ia sendo aprendida pela criança, tanto na família como na própria sociedade. Era assim que, mesmo sem perceber, as pessoas iam sendo iniciadas na vida cristã. Depois, quando já estava na hora de fazer a 1ª Comunhão, ia-se para a catequese para aprofundar muitas daquelas coisas que já se tinham aprendido em casa e em vários ambientes que frequentava.
Mas, graças a Deus, o tempo não para, não é mesmo? E é fácil constatar que aquele tempo já passou! Agora, mais do que buscar refúgio no saudosismo, temos que ter a consciência de estarmos vivendo uma verdadeira “mudança de época”. Em relação há poucos anos atrás, hoje nós nos encontramos diante de mudanças radicais que estão afetando profundamente o significado da vida e que vão modificando o modo como a gente deve encará-la. Muitas vezes nos sentimos até meio perdidos, sem nem saber mais quais critérios podem ser usados para captar, compreender e julgar o que se apresenta diante de nós.
Entre outras coisas, hoje nos encontramos num mundo marcado por uma grande variedade de escolhas e isso acontece até mesmo no campo religioso. A maioria das famílias e a sociedade em geral deixaram de ser referências seguras para a fé cristã. Aos jovens e adultos de hoje, são oferecidas, de forma atraente e convicta, as mais variadas oportunidades de escolha tanto no campo da fé, como nos mais diferentes setores da vida. Assim, a nós, católicos, resta constatarmos algo que tínhamos esquecido: ninguém nasce cristão! Na realidade, para ser um autêntico seguidor de Jesus Cristo, primeiro é necessário conhecê-lo e, depois, fazer uma opção consciente pela sua proposta de vida!
Portanto, mais do que censurar os dias de hoje, marcados por tanto individualismo e relativismo, temos que saber ver a atual “mudança de época” como uma grande oportunidade da Igreja de poder evangelizar com mais qualidade e entusiasmo. Precisamos aproveitar esse tempo de graça e fazer acontecer essa urgência da ação evangelizadora, que é a realização de um processo consistente de Iniciação à Vida Cristã.
Por esses e outros motivos, acho que ainda temos muito para conversar sobre esse assunto...
Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Doutrinário
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