Catequistas de Conquista

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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

CONCÍLIO VATICANO II – UM NOVO PENTECOSTES

No dia 11 de outubro de 2014, celebramos 52 anos do início do Concílio Vaticano II. E para nossa alegria, encontramos no youtube um excelente documentário sobre o Concílio Vaticano II, que traz a história do Concílio e também as suas causas e consequências. Esse foi o maior evento do século XX e também o maior na história da Igreja Católica.

Todo cristão deve conhecer a história de sua Igreja e em especial a história do Concílio Vaticano II, responsável pelo “aggiornamento” que significa “por em dia”, isto é, promover uma reforma na Igreja que a se tornasse mais aberta, mais próxima do povo, mais dialogal.

Este vídeo deveria ser visto por todos os catequistas, pois quem não conhece a história da própria Igreja e não sabe nada sobre o Concílio Vaticano II não está preparado para falar em nome dessa Igreja.

Também deveria ser visto por todos os jovens e adultos que se preparam para os Sacramentos de Iniciação à Vida Cristã, Batismo, Eucaristia e Crisma, pois conhecer a história da Igreja à qual pretendem aderir ajuda a desenvolver a identidade cristã consciente e a criar vínculos sólidos que levam ao compromisso.

Não deixem de assistir o vídeo e se possível conversar e refletir sobre todas as mudanças estabelecidas pelos conciliares. Essas mudanças não são apenas propostas opcionais, mas o estabelecimento do caminho que a Igreja deve seguir a partir de então; todas as mudanças foram promulgadas pelo Papa João XXIII e pelo Papa Paulo VI, Papas conciliares.
Fonte:http://universovozes.com.br/editoravozes/web/view/BlogDaCatequese/index.php/concilio-vaticano-ii-um-novo-pentecostes/


terça-feira, 20 de maio de 2014

Comunidade de Comunidades: Uma nova Paróquia

Do que trata o estudo 104?

O Documento de Aparecida, resultado da 5ª Conferência do episcopado latino-americano (realizada em 2007, com abertura feita pelo Papa Bento XVI), fala da necessidade de renovação, revitalização e mesmo transformação das estruturas da Igreja, a começar pela Paróquia. Fala do esforço a ser empreendido para superar uma pastoral de manutenção e da necessidade de uma conversão pastoral.

É nesse contexto de desafios que emerge o fenômeno da migração religiosa, que vem acontecendo de forma intensa há pelo menos duas décadas. Os dois últimos censos (2000 e 2010) oferecem um mapa dessa migração, mostrando a diminuição considerável do número de católicos no Brasil. Em 1990, os católicos somavam cerca de 83% da população brasileira; em 2000, somavam 73,6% dos brasileiros e, em 2010, diminuíram para 64,6%. Tais dados trazem preocupação à Igreja, chamada, hoje, a responder a importantes e novos desafios:

1. O desafio da vida urbana. As paróquias hoje são, geralmente, demograficamente densas, territorialmente grandes, especialmente as localizadas em áreas periféricas das grandes e médias cidades. Daí a necessidade de uma descentralização por meio da existência, em cada paróquia, de outras comunidades eclesiais, além daquela que se reúne na igreja matriz. A expressão "comunidade de comunidades" indica a paróquia em sua presença expandida, formando como que uma rede de comunidades. Onde surge um novo bairro, sem demora, a Paróquia deveria providenciar espaço físico (terreno) para uma nova comunidade.
2. O desafio da identidade. Uma comunidade eclesial será sempre constituída levando em conta as três dimensões fundamentais da vida da Igreja: palavra – liturgia – caridade. A Palavra de Deus chega pelo anúncio do evangelho e pela catequese em todos os níveis, na Igreja. A caridade é o testemunho visível de amor ao próximo, especialmente aos pobres. Tal testemunho dá credibilidade à presença dos cristãos chamados a ser "luz do mundo". A vida litúrgica e demais aspectos da vida da Igreja têm seu centro na Eucaristia, especialmente a dominical, celebrada no dia do Senhor. Daí a necessidade da presença do sacerdote, a importância de uma eficaz pastoral vocacional e a valorização do ministério ordenado do presbiterato.
3. O protagonismo dos leigos. Cada cristão, isto é, cada batizado, é a presença viva da Igreja no ambiente da sociedade onde ele vive, trabalha, se relaciona. É no mundo e para o mundo que ele dá testemunho público de sua fé e o bom exemplo de pai, mãe, profissional, cidadão... Através do leigo, a Igreja se faz presente nas realidades seculares (presença do mundo no coração da Igreja e presença da Igreja no coração do mundo). Para que isso aconteça, é necessário que o leigo seja valorizado, incentivado, formado e a ele sejam confiados serviços (ministérios), a partir de seus dons (carismas).
Há serviços que os leigos realizam no âmbito interno da Igreja: anúncio da palavra (ministros da palavra), catequese, serviço do altar (ministros extraordinários da sagrada comunhão, salmistas), ministério da coordenação, administração, pastoral dos enfermos, serviço da caridade, isto é, aos pobres, cf. palavras do apóstolo Paulo: nós só nos deveríamos lembrar dos pobres, o que, aliás, tenho procurado fazer com solicitude (Gl 2,10). E a opção preferencial pelos pobres se expande considerando a dimensão profética e transformadora da missão dos leigos, sendo fermento, sal e luz (agente) na construção de uma sociedade justa e solidária.
4. Novas expressões. A Paróquia – com seu pároco, suas comunidades, pastorais e conselhos – deve ser o lugar de acolhida das novas realidades ou novas expressões da vida eclesial, como os movimentos, as novas comunidades, as comunidades de vida, as associações. Deve abrir-se também à possibilidade da existência de comunidades e paróquias ambientais, ou seja, aquelas cuja presença e organização transcendem a territorialidade, uma vez que contará com membros participantes de diversos lugares.
5. Novos métodos. Novo ardor e novas expressões, no dizer do Beato João Paulo II, requerem novos métodos. A conversão pastoral requer abertura a realidades novas e a coragem de inovar e não fazer sempre as mesmas coisas, utilizando-se das mesmas estruturas, muitas vezes ultrapassadas. Supõe também, e antes de tudo, conversão pessoal, mudança de coração e de vida, para, depois, sair de si e ir ao encontro dos irmãos, especialmente os afastados, dando-lhes acolhida, propondo um retorno. Acolher de modo especial os jovens, os pobres, doentes, os "contritos de coração", (tristes, angustiados, deprimidos, solitários, etc...), oferecendo-lhes amparo.
6. Novo ardor (Família e missão). A Igreja, família dos discípulos de Jesus Cristo, é formada pelas famílias. A pastoral familiar empreende esforço para ajudar os casais e as famílias, buscando respostas a novas situações familiares, como a dos casais em segunda união estável e outras ... A Igreja ajudará as famílias a educarem seus filhos na fé, na piedade, na freqüência aos sacramentos, numa conduta exemplar. Do novo ardor cristão nas famílias decorre um novo ardor vocacional e missionário.
7. Anúncio e Catequese. Não se descuide da transmissão da fé (católica), a partir de um processo contínuo de iniciação cristã (catecumenato) e formação catequética e doutrinal em todos os âmbitos e para todas as idades. Serve de inspiração o Sínodo para a "Nova evangelização para a transmissão da fé cristã", acontecido em outubro de 2012, e que contou com a participação de cerca de 400 pessoas do mundo inteiro e a presença do então Papa Bento XVI.
A perda de fiéis católicos e os inúmeros desafios do mundo urbano deveriam suscitar na Igreja uma nova missionariedade, um novo esforço, um novo entusiasmo evangelizador. Isso vem do próprio mandato do Senhor ressuscitado aos apóstolos: "Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15). E também: "Ide e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos" (Mt 28,19-20). E ao prometer e anunciar a vinda do Espírito Santo: "vós sois testemunhas disso" (Lc 24,48).

O documento de Aparecida afirma que a "paróquia como comunidade de comunidades é a célula viva da Igreja e o lugar privilegiado no qual a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e a comunhão eclesial"(DAp. N. 170).

Assim, o presente texto foi elaborado tendo como primeira referência a vida e a prática de Jesus. Ele é o modelo para nos orientarmos na missão de transformar a estrutura da paróquia em comunidade de comunidades. Em seguida, apresentam- se, de modo sintético, alguns elementos que a tradição cristã condensou como traços fundamentais da vida eclesial. Iluminados pela Palavra e pela tradição teológica serão identificados alguns desafios da realidade atual para a vida paroquial. Finalmente, apresenta- se um conjunto de propostas pastorais tendo em vista a renovação paroquial.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Como portar-se na Igreja?

Foto: Como portar-se na Igreja?

Por Dom Henrique Soares da Costa. 

Caro Amigo de Facebook, deseja portar-se na Igreja como verdadeiro católico?

Ao entrar, observe se há a pia de água benta. Se houver, persigne-se com ela, recordando o seu Batismo, pelo qual você, marcado para sempre pela cruz do Redentor, entrou na Igreja. Entrar na igreja-casa deve sempre nos recordar a graça de quando entramos na Igreja-Povo de Deus Pai, Corpo de Cristo e Templo do Espírito!

Depois, vá até o seu lugar. Antes de entrar na fileira dos bancos, faça a genuflexão ao Santíssimo Sacramento, se Ele estiver à vista: dobre até o solo seu joelho direito. Os católicos orientais em geral rezam de pé para recordarem que são humanidade nova e gloriosa em Cristo; rezam, pois, de pé, numa posição gloriosa. Belíssimo! Nós, católicos latinos, ajoelhamo-os em várias ocasiões, como ato de humildade ante o Senhor e, sobretudo, recordando o senhorio de Cristo Jesus, diante de Quem deve dobrar-se todo joelho no céu, na terra e nos abismos. Assim, recordamos também que ainda não somos plenamente glorificados, ainda estamos a caminho! Belíssimo também!

Depois, já no seu lugar, ajoelhe-se e reze; derrame seu coração ante o Senhor em louvor, adoração e amoroso silêncio. Se não estiver inspirado, basta saudar o Santíssimo Sacramento, rezar o Pai-nosso, um Glória ao Pai, uma Ave-Maria... Somente depois sente-se e, calma e silenciosamente, pensando nas coisas de Deus, nas coisas da vida e nas coisas do céu, espere o início da santa Liturgia!

Se necessitar realmente falar com seu vizinho, faça-o com voz muito baixa e com discrição. É importante preservar o ambiente de sacralidade, respeito e religioso silêncio: "O lugar em que pisas é santo"; foi especialmente consagrado a Deus!

É assim que um verdadeiro católico, consciente e educado na fé, se porta!

Fonte: https://www.facebook.com/DomHenriqueSoaresDaCosta
Por Dom Henrique Soares da Costa.

Caro Amigo de Facebook, deseja portar-se na Igreja como verdadeiro católico?

Ao entrar, observe se há a pia de água benta. Se houver, persigne-se com ela, recordando o seu Batismo, pelo qual você, marcado para sempre pela cruz do Redentor, entrou na Igreja. Entrar na igreja-casa deve sempre nos recordar a graça de quando entramos na Igreja-Povo de Deus Pai, Corpo de Cristo e Templo do Espírito!

Depois, vá até o seu lugar. Antes de entrar na fileira dos bancos, faça a genuflexão ao Santíssimo Sacramento, se Ele estiver à vista: dobre até o solo seu joelho direito. Os católicos orientais em geral rezam de pé para recordarem que são humanidade nova e gloriosa em Cristo; rezam, pois, de pé, numa posição gloriosa. Belíssimo! Nós, católicos latinos, ajoelhamo-os em várias ocasiões, como ato de humildade ante o Senhor e, sobretudo, recordando o senhorio de Cristo Jesus, diante de Quem deve dobrar-se todo joelho no céu, na terra e nos abismos. Assim, recordamos também que ainda não somos plenamente glorificados, ainda estamos a caminho! Belíssimo também!

Depois, já no seu lugar, ajoelhe-se e reze; derrame seu coração ante o Senhor em louvor, adoração e amoroso silêncio. Se não estiver inspirado, basta saudar o Santíssimo Sacramento, rezar o Pai-nosso, um Glória ao Pai, uma Ave-Maria... Somente depois sente-se e, calma e silenciosamente, pensando nas coisas de Deus, nas coisas da vida e nas coisas do céu, espere o início da santa Liturgia!

Se necessitar realmente falar com seu vizinho, faça-o com voz muito baixa e com discrição. É importante preservar o ambiente de sacralidade, respeito e religioso silêncio: "O lugar em que pisas é santo"; foi especialmente consagrado a Deus!

É assim que um verdadeiro católico, consciente e educado na fé, se porta!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A FÉ MAL EXPLICADA


O amor é tanto que comemoramos anúncio, concepção, nascimento, momentos da vida, morte e ressurreição de Jesus. Também comemoramos concepção, nascimento, momentos de vida e morte de Maria, a mãe dele. Amor suscita memórias!

Quando tive chance de explicar a um desses irmãos aguerridos de outra igreja, expus o porquê desses nomes e dessas datas. Se ele se satisfez, não sei, mas parou de discordar. Aceito ouvir as explicações deles, mas quero o direito de explicar os meus porquês. Não sou um crente visceral; sou crente cristão católico que estuda. Por isso celebramos os mistérios e vivências de ontem e neles, nossos mistérios e nossas vivências.

1-Anunciação, a 25 de março, por conta do anúncio feito pelo anjo a Maria. Ela seria mãe de alguém especial. Está nos evangelhos.

2-Imaculada Conceição a 8 de dezembro, porque, para nós, o primeiro instante de uma vida é sagrado. O primeiro instante da vida da mãe de Jesus para nós e motivo de festa. Está na Tradição.

3-Natal a 25 de dezembro porque o nascimento de Jesus fez a diferença no mundo. Está nos evangelhos.

4-Natividade de Maria a 8 de setembro porque, se o menino que dela não foi um menino qualquer, ela também não foi menina qualquer. Está na Tradição. Além de festejarmos sua concepção imaculada festejamos seu nascimento.

5-Nossa Senhora das Luzes ou da Candelária no dia 2 de fevereiro; das Dores, dia 15 de setembro, um dia depois do dia da Santa Cruz porque ela estava lá aos pés do filho que morria.
A iluminada é também iluminadora. Por isso, oramos a ela para que ore por nós durante nossa vida e na hora em que estivermos morrendo. Ela viveu isso com o Filho!

Durante o ano temos mais de 40 dias especiais, nos quais lembramos algum mistério da vida de Jesus ou da vida de Maria associada à de Jesus.

6-Ascensão alguns dias depois da Páscoa porque ali Jesus se despediu prometendo que voltaria, mas nunca mais foi visto com os olhos da carne.

7-Assunção, porque seremos todos levados para o céu, para onde não podemos ir por nossas próprias forças, mas lembrando que Maria morreu de morte bem mais serena do que a nossa e que, para ela o céu não trazia dúvidas. Foi passagem serena. Já tinha tido o céu no ventre. Nossa assunção é bem menos festiva. Morrer ainda nos assusta, isto porque não temos a correta dimensão de céu em nós.

Assim, as doutrinas e dogmas que cercam Jesus e seus santos, sobretudo Maria, para nós são festas maiores ou menores, a depender do enfoque devocional desta ou daquela cidade ou paróquia.

Pergunte a um católico devidamente instruído na fé e ele saberá responder porque ora, a quem ora, como ora e porque celebra algum dogma ou acontecimento. Os que lêem menos sabem menos. Mas está tudo lá nos livros oficiais da Igreja. Creio e sei porque creio, celebro e sei o que celebro.

***
Perguntei a um grupo de católicos atuantes qual a diferença entre Ascensão e Assunção e entre Nossa Senhora da Conceição e Natividade de Nossa Senhora. Tiveram dificuldade de responder. Em algum lugar de sua formação alguém se esqueceu de mergulhar nos porquês de nossa devoção.

Agiu coerentemente o pároco de uma ativa comunidade católica, quando escalou uma equipe de jovens para explicar em letras grandes num painel à entrada do templo, a cada festa, o que ela significava e, se fosse a vida de algum santo, o resumo de sua vida, atuação e pensamentos. A mesma equipe foi encarregada de colocar uma breve placa de explicação diante de cada imagem que havia no templo, com a corresponde citação bíblica. Resgatou conceitos e fundamentou suas celebrações.

Deixa a desejar a paróquia ou templo que por anos a fio apenas mostra imagens e celebra festas sem jamais explicar a catequese que elas expressam. Resultado: temos sido uma igreja mal vivida porque é mal explicada!
Fonte: http://catequeseebiblia.blogspot.com.br/2011/09/fe-mal-explicada.html

sábado, 7 de setembro de 2013

Grito dos Excluídos: Um Grito oportuno e responsável


Neste domingo entramos na Semana da Pátria, neste ano de 2013.

Desta vez, emerge com mais evidência o valor cívico de uma iniciativa, que vem se sustentando ao longo dos últimos 19 anos. Trata-se do “Grito dos Excluídos”. Ele surgiu em 1995, ano em que a Campanha da Fraternidade era, exatamente, sobre os Excluídos.

Esta circunstância mostra bem uma das características do “Grito dos Excluídos”, de ter sua realização sintonizada com o contexto histórico de cada ano.

Pois bem, neste ano, o Grito confirma seu significado e sua importância, colocado no contexto das surpreendentes manifestações populares, que abalaram o país, e deixaram perplexa a sociedade. O “Grito dos Excluídos” se apresenta com a firmeza de sua experiência, e com o acerto de suas intuições, que o acompanham desde a sua primeira realização.

Quando a sociedade se surpreende diante do peso que pode assumir a manifestação pública de suas demandas e a afirmação clara de valores e princípios que precisam animá-la, o Grito pode apresentar o seu atestado de maturidade, fruto de uma longa sequência de edições anuais ininterruptas, com a clareza das causas levantadas, e com o rigor dos procedimentos democráticos que sempre caracterizaram o Grito.

Ele foi circundado, desde o seu início, de providências que lhe foram angariando credibilidade, sobretudo pelo cuidado em respeitar as instituições e em evitar ambiguidades, sempre pautando suas demonstrações com temas pertinentes e com atitudes democráticas.

Tendo como referências uma data histórica, o Sete de Setembro, e um lugar simbólico, o Santuário Nacional de Aparecida, o Grito sempre procurou equacionar bem o seu espírito unitário, e ao mesmo tempo sua estratégia de descentralização. A manifestação de Aparecida é paradigmática, incentivando outras manifestações, em milhares de localidades, em todos os Estados do País.

Outra circunstância, que fortalece seu espírito e ilumina o seu alcance, é o fato de ser realizado em parceria com a Romaria dos Trabalhadoras e Trabalhadores, que acontece também no mesmo dia e no mesmo lugar.

Com estas características, foi-se elaborando uma espécie de “teologia do grito” , que foi aglutinando em torno dele um leque de valores com que sempre ele é preparado, com a escolha democrática do seu lema, e com o empenho solidário que supera a falta de recursos e multiplica as adesões gratuitas em organizar suas manifestações simbólicas.

De tal maneira que o Grito se tornou um evento que transformou a praxe com que era festejado o Sete de Setembro, que já tinha se esvaziado de suas finalidades. O Grito veio devolver à cidadania a promoção do Dia da Pátria.

A idéia do Grito nasceu muito despretensiosa. Foi numa reunião do Secretariado Nacional da Cáritas. Estávamos buscando iniciativas para dar continuidade ao tema da Campanha da Fraternidade. Como já existisse, na época, o “grito da terra” e o “grito da Amazônia”, alguém sugeriu fazer também o “grito dos excluídos”.

O que parecia uma sugestão inconsistente, aos poucos foi sendo aceita, pela fecundidade de simbologias que o “Grito dos Excluídos” poderia ter.

Para que continuasse, era preciso tomar uma rápida providência: inserir o “Grito dos Excluídos” na programação oficial da CNBB. Esta providência foi garantida já no ano seguinte.

Aquilo que para alguns parecia incômodo, agora se constata que foi muito providencial. A CNBB pode oferecer à sociedade uma maneira democrática, responsável e providencial de “gritar” as causas urgentes que precisamos assumir, como Pátria onde todos podem se sentir incluídos.

Viva o Grito dos Excluídos!

Dom Demétrio Valentini
Bispo de Jales (SP)
Fonte: http://www.palcocatolico.com.br/noticias/grito-dos-excluidos-um-grito-oportuno-e-responsavel-943/

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O Caminho Para um Namoro Santo


É maravilhosa a essência do amor em todas as suas faces, mas essa experiência perfeita se torna delicada e negativa quando se desvirtua de sua realeza. Amar é dom de Deus e por isso é uma experiência tão perfeita.

Amar é um exercício complexo e encantador, no qual deixamos de viver exclusivamente o nosso tempo para entrar, esperar e compreender o tempo de alguém. E aí temos de perceber a profundidade desse sentimento; amar é, sim, entrar no tempo do outro, é entender, perdoar, estar ao lado sempre, mas não é apoderar-se das vontades alheias nem possuir as rédeas da vida do outro.

Um amor verdadeiro não afasta as pessoas, mas as aproxima; não atropela as etapas que devem ser respeitadas. Não pertencemos a ninguém, não somos propriedade ou objetos de satisfação pessoal; o namoro é, antes de tudo, momento de conhecimento. Somos templo do Espírito Santo de Deus, pertencemos somente a Ele. Amar não é acorrentar, ao contrário é libertar o outro para um mundo diferente do isolamento, da autossuficiência.

Como diz padre Fábio de Melo, “Amor humano é devolução, é restituição. E aquele que aceita qualquer coisa, também será deixado por qualquer coisa”. Somos filhos do céu, filhos da luz, merecemos o Amor em sua mais fiel essência e pureza, não podemos nos contentar com migalhas, fantasias passageiras, promessas imaturas e impensadas. Amar exige maturação, exige renúncia, espera e paciência. É saber entrar no tempo do outro e, acima de tudo, saber permitir que o outro entre em nosso tempo quando isso, de fato, valer a pena.

Diante disso, procure um amor de verdade, diferente daquele que lhe manda flores, envia mensagens e cartões apaixonados; procure um amor que seja muito mais do que isso! Procure um amor que o ajude na caminhada árdua para chegar onde todos nós devemos ir: ao céu!

Um amor que ache seu terço a pulseira mais bela, seu escapulário o seu colar mais lindo, que veja nas suas roupas (avessas ao que o mundo prega) um sinal de pureza e integridade e a ache a mulher mais bela do mundo! Compreenda que, na hora da missão, a rasteirinha toma o lugar do salto alto, que o Evangelho é o mais lindo batom que deve sempre estar em seus lábios e encontre, no seu olhar de compaixão aos irmãos, o brilho mais bonito!

“Amar é, sim, entrar no tempo do outro, é entender, perdoar, estar ao lado sempre”

Aquele que entenda que as músicas ouvidas por você são sinal de oração e ligação profunda com o seu Maior Amado: Deus; compreenda que a Missa diária não é loucura ou fanatismo, mas uma necessidade; saiba que a sua Bíblia é o que nunca falta na sua bolsa! Aquele que compreenda sua vocação e a ajude a seguir nesta vontade do Pai!

Procure um amor que entenda a importância da adoração ao Santíssimo Sacramento, muito mais que um encontro de vocês! Que veja, nos retiros e congressos, pontes que poderão levá-los ao Eterno, e não se importe em adiar passeios e viagens por isso! Acredite que a castidade é o único caminho para um namoro santo e um matrimônio enraizado na fé!

Que sejam assim, desde o início, o nosso relacionamento, baseados em princípios e valores da Palavra de Deus e nos mandamentos da Igreja, é verdade que, nem assim, serão perfeitos; sempre passarão por dificuldades, mas é mais certo ainda que estarão no caminho certo, afinal estaremos construindo em rocha firme, portanto, nada poderá derrubar o que vêm de Deus! Por mais difícil que pareça, creia que Deus está preparando seu amado! Paz e Bem!

Giselle Ferreira (Membro da Comunidade Mariana Boa Semente – Quixeramobim/CE)

 Dicas para um bom namoro
1 – Só comece a namorar quando tiver a convicção de que quer, um dia, se casar. Sem um objetivo na vida, tudo o que fazemos fica vazio; o namoro também, se não tem uma meta, não tem sentido.

2 – Antes de começar a namorar alguém, conheça-o bem por meio de uma boa amizade. É na amizade que surge o namoro, e ela serve também como um pré-namoro. Não seja afoito, não comece a namorar só porque o outro (a) tocou seu coração; conheça-o primeiro.

3 – Faça do seu namoro um tempo de conhecimento do outro e um meio de o outro conhecer você. Sem isso não será possível saber se o namoro deve continuar ou não. Não se ama quem não se conhece. Então, cada um se revele ao outro com sinceridade. 

4 – Não tenha medo de mostrar ao outro a sua realidade e a de sua família. Se ele ou ela não o aceitar como você é, e também sua família, com todas as qualidades e defeitos, é porque não o ama de verdade.

5 – Faça o outro crescer. Namoro é tempo de crescer a dois, pelo fermento do amor, da renúncia, do sacrifício pelo outro. Um relacionamento, no qual ambos não crescem humana e espiritualmente, por estarem juntos, é vazio e deve acabar.

6 – Não deixe o egoísmo tomar conta do relacionamento, pois um casal egoísta é como duas bolas de bilhar que só se encontram para se chocarem e se separarem. O egoísmo mata o amor e destrói o relacionamento.

7 – Não faça do seu namoro uma vida de casado, com vida sexual e intimidades conjugais. Amanhã, o namoro pode terminar e a marca ficará em você, sobretudo, na mulher. Só tem sentido entregar-se a alguém que, antes, colocou uma aliança em sua mão esquerda e lhe jurou amor e fidelidade até o último dia de sua vida. Não desvalorize suas decisões, seu corpo e sua vida.

8 – Não prenda seu namorado pelo sexo, não faça dele uma “arma”, porque a “vítima” pode ser você. Quantas ganharam uma barriga antes da hora, sem ter um berço e um teto para seu filho! Ele merece mais do que isso.

9 – Não tenha medo de terminar um namoro, no qual só existe briga e reclamação; não empurre o problema com a barriga. Namoro é tempo de conhecer e escolher sem pressa e sem paixão que cega a razão. É melhor chorar uma separação, hoje, do que depois de casados.

10 – Não deixe Deus fora do seu namoro, pois foi Ele quem nos criou, foi Ele quem instituiu o casamento entre um homem e uma mulher e será Ele quem os unirá para sempre. Deixe que a mão forte de Cristo esteja entre as suas mãos fracas.

Felipe Aquino
Fonte: http://destrave.cancaonova.com/o-caminho-para-um-namoro-santo/

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Catequista


O que é o catequista? O catequista é aquele que transmite o tesouro da fé católica, apostólica e romana e introduz o catequizando nos mistérios de nossa fé.

Por isso, gostaria de convidar o(a) leitor(a) para fazer um momento de ação de graças pelo seu catequista, aquele ou aquela que o iniciou nas verdades da fé no Pai, no Filho e no Espírito Santo.

A catequese é aquele momento, posterior aos rudimentos da fé que recebemos no seio sacrossanto de nossas famílias, que conectamos de uma maneira mais científico-filosófica-teológica a fé em Jesus Cristo, caminho, verdade e vida.

E num mundo cada vez mais secularizado a catequese é o momento de dar o rumo correto na experiência de fé, e diria mais, na própria experiência antropológica do homem e da mulher.

Tem razão o Sumo Pontífice Bento XVI que, com grande precisão, alinhavou o rumo daquele que é o nosso principal amigo, por isso mesmo, catequista: “Na alocução antes das Ave-Marias, Bento XVI evocou o Evangelho deste domingo, em que Jesus pergunta aos seus discípulos quem dizem as pessoas que ele é, e – depois – o que é que eles próprios dizem a esse propósito. ‘Em nome de todos, impetuosa e decididamente, Pedro toma a palavra para dizer: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’.Solene profissão de fé que, desde então, a Igreja continua a repetir. Também nós hoje queremos proclamar com íntima convicção: Sim, Jesus, Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo! Façamo-lo com a consciência de que é Cristo o verdadeirotesouro pelo qual vale a pena sacrificar tudo: é Ele o amigo que nunca nos abandona, porque conhece as mais íntimas expectativas do nosso coração. Jesus é o Filho do Deus vivo, o Messias prometido, que veio à terra para oferecer à humanidade a salvação e para satisfazer a sede de vida e de amor. Como seria vantajoso para a humanidade acolher este anúncio que traz consigo a alegria e a paz!”

Como bem disse o Papa Bento XVI, a catequese hoje tem que ser refundada. Se uma das lacunas de nossa Igreja é o número suficiente de ministros ordenados nas periferias, e mesmo nos grandes centros, as distintas autoridades eclesiásticas deveriam redescobrir o primordial papel da Catequista como aquela presença preciosa e oficial da Santa Igreja a ensinar a verdade que não envelhece e a conduzir para os caminhos corretos da sã tradição as crianças, jovens e adolescentes, para que se matriculem na autêntica escola de Jesus.

O catequista é a continuação das mãos e dos pés do Pároco e dos seus vigários. Como seu principal colaborador, o catequista nos enleva na gênese do mistério trinitário.

Assim, três perguntas se fazem necessárias no contexto atual de grande secularização:

1 - O que a Igreja espera do catequista?

2 - O que podemos oferecer ao catequizando?

3 - O que esperamos dos pais de nossos catequizandos?

No centro de toda a discussão está o modelo de Igreja que queremos: uma Igreja apenas instituição ou uma Igreja comunidade viva de fiéis?

Juntando as duas experiências riquíssimas da Igreja, o catequista vai aprofundar o seu aluno no mistério de Deus, envolvendo toda a sua família, para que ela sinta a necessidade de pertença à Igreja de Jesus Cristo.

O que nós anunciamos?

Qual deve ser o anúncio dos catequistas?

Evidentemente que Jesus Cristo, morto e ressuscitado, nos chama a segui-Lo, a colocar em prática o Seu Evangelho da Vida, como nos lembra São Paulo: “No que se refere à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa união com ele, nós vos pedimos, irmãos: não deixeis tão facilmente transformar a vossa cabeça, nem vos alarmeis por causa de alguma revelação, ou carta atribuída a nós, afirmando que o Dia do Senhor está próximo. Que ninguém vos engane de modo algum. Deus vos chamou para que, por meio de nosso evangelho, alcanceis a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, portanto, irmãos, ficai firmes e conservai firmemente as tradições que vos ensinamos, de viva voz ou por carta. Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou em sua graça e nos proporcionou uma consolação eterna e feliz esperança, animem os vossos corações e vos confirmem em toda boa ação e palavra” (2Ts 2,1-31;14-17).

O catequista nos leva a este encontro pessoal e comunitário, que ninguém pode nos afastar, do estar com Cristo na junção do compromisso com a pessoa e com a missão de Jesus. Trata-se de uma entrega consciente e obediente de fé, que somos levados pelos catequistas. O grande inaudito trabalho dos catequistas é a comunicação da transmissão do Evangelho dos tempos atuais.

Por isso, os catequistas sejam louvados e valorizados na sua premente missão sempre atual e única na Igreja de Cristo. Amém!
Por: Padre Wagner Augusto Portugal
Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/pewagner/06.htm

sábado, 25 de maio de 2013

Santíssima Trindade: um só Deus em três Pessoas


A Santíssima Trindade é um mistério de um só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. 


                                PAI

Pai que é Deus, que é Amor: somente o Pai que ama respeita a liberdade de seu filho



FILHO                                        

Filho que é Jesus Cristo: é o Deus visível que se fez homem, nascendo da Virgem Maria para cumprir a vontade de Deus de libertar os homens do pecado.
Jesus é Deus e as principais provas são:
a) O próprio Jesus diz-se Deus (Jo 10, 30 / 14, 7 e Lc 22, 67-70) .
b) Os milagres eram feitos pelo próprio Jesus, e não por meio de Jesus.

            ESPÍRITO SANTO

Espírito Santo que é o Amor do Pai e do Filho que nos é comunicado e transmitido. Segundo o CREDO, Jesus foi concebido pelo Poder do Espírito Santo, nascido da Virgem Maria. Maria foi então convidada a conceber Jesus e a concepção de Jesus foi obra do poder do Divino Espírito Santo: "O Espírito virá sobre Ti..." A missão do Espírito Santo está sempre conjugada e ordenada à do Filho, ou seja, toda a vida de Jesus manifesta a vontade do Pai que por sua vez é manifestada pelo Espírito Santo.

Um fato dos Evangelhos é que os Apóstolos estavam com muito medo após a morte de Jesus. Foi à descida do Espírito Santo sobre eles que os transformou radicalmente e deu coragem para que saíssem anunciando o Evangelho. O mesmo Espírito Santo que deu forças aos apóstolos e mártires é recebido no sacramento da Crisma, e aí está a importância deste sacramento no fortalecimento da Fé e na profissão do Cristianismo de cada um.

O Dogma da Santíssima Trindade

A Trindade é Una; não professamos três deuses, mas um só Deus em três Pessoas. Cada uma das três Pessoas é a substância, a essência ou a natureza divina, As pessoas divinas são distintas entre si pela sua relação de origem: o Pai gera; o Filho é gerado; o Espírito Santo é quem procede. Ou seja, ao Pai atribui-se a criação ao Filho atribui-se a Redenção e ao Espírito Santo atribui-se a Santificação.

Resumindo, o mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Só Deus pode nos dar a conhecer, revelando-se como Pai, Filho e Espírito Santo.

Pela graça do Batismo "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" somos chamados a compartilhar da vida da Santíssima Trindade, aqui na Terra na obscuridade de nossa fé e para além da morte, na luz eterna. Pela Confirmação ou Crisma, como o próprio nome diz, somos chamados a confirmar essa fé ora recebida para que, além de vivermos segundo a Palavra de Deus, darmos testemunho dela e levá-la por toda à parte.
Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/catequese/crisma/apostila/01/imaculada/verdades/06.htm


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Quem são os Profetas?


O Profeta é aquele que busca consolar seu povo na hora da crise, mostrando o caminho sociopolítico à luz da vontade de Deus. Ninguém foi mais místico que os profetas, nem teve visão mais cósmica e localizadas das causas, consequências e soluções dos problemas que afligiam a população de Judá e de Israel.
Os problemas do passado são os mesmos de hoje, o povo, especialmente o mais fraco, continua sofrendo sob a insensibilidade dos poderosos.
Ao ler os profetas , cabe a questão: no que os fatos antigos se assemelham aos de hoje? Em Judá havia fome, miséria, violência,exploração, desrespeito à pessoa e muita idolatria.O que os Profetas faziam com coragem e fé em Deus, que nós hoje, estamos deixando de fazer?

Profeta – propriamente, é o que fala em nome de outrem. Em geral, é o que fala em nome de Deus, podendo predizer o futuro. Neste caso, a profecia é a sua predição. A Bíblia, no Antigo Testamento, apresenta profetas chamados maiores e menores, de acordo com a importância de suas predições, em relação a Cristo.
Isaías
Era descendente de Davi. Por sua clareza ao falar de Jesus, mais parece Evangelista que profeta. Uma de suas principais profecias é a referente à virgindade de Nossa Senhora: “Um virgem conceberá e dará à luz um filho, e seu nome será Emanuel” (Emanuel, significa “Deus conosco”).
É o profeta mais citado no Novo Testamento. São João Batista, o precursor do Messias, identifica-se com “a voz que clama no deserto” e menciona textualmente o capitulo 40: “Preparei o caminho do Senhor, endireitai na solidão as veredas de nosso Deus”. E o próprio Jesus aplicou a si mesmo suas profecias, quando, por exemplo, se apresenta como o Bom Pastor: “Ele apascentará como um pastor o seu rebanho: nos seus braços recolherá os cordeiros” (Is 40, 11).
Vejamos o grau de exatidão e de profundidade do capítulo 53. “Ele não tem beleza, nem formosura, e vimo-lo e não tinha parecença do que era, e por isso não fizemos caso dele. Ele era desprezado e o último dos homens, um homem de dores e experimentado nos sofrimentos; e o seu rosto estava encoberto; era desprezado, e por isso nenhum caso fizeram dele.
Verdadeiramente, ele foi o que tomou sobre si nossas fraquezas (e pecados), ele mesmo carregou as nossas dores; e nós o reputamos como um leproso e como um homem ferido por Deus e humilhado. Mas foi ferido por causa das nossas iniquidades, foi despedaçado por causa dos nossos crimes; o castigo que nos devia trazer a paz caiu sobre ele, e nós fomos sarados com as suas pisaduras. Todos nós andamos desgarrados como ovelhas, cada um se extraviou por seu caminho; e o Senhor carregou sobre ele a iniquidade de todos nós.
Foi oferecido (em sacrifício), porque ele mesmo quis, e não abriu a sua boca; como uma ovelha que é levada ao matadouro, e como um cordeiro diante do que o tosquia, guardou silêncio e não abriu sequer a boca” (….) “entregou a sua vida à morte, e foi posto no número dos malfeitores, e tomou sobre si os pecados de muitos, e intercedeu pelos pecadores”. Escrita com cerca de 700 anos de antecedência, realmente, encontra-se ai a fiel narrativa da paixão de Cristo.

Jeremias
Profetizou cerca de 550 anos a.C., em que deplora a destruição do templo de Jerusalém e a ruína da cidade. Seus gemidos e dores são figuras dos de Jesus: “Oh vós todos que passais pelo caminho, atendei e vede se há dor semelhante à minha dor”. (Lm 1, 12)
Ezequiel
Foi cativo na Babilônia, profetizou, aproximadamente, entre os anos 592 e 570 a.C. Suas profecias são muito obscuras. São Jerônimo considerou-o difícil). Predisse o castigo do povo hebreu e sua libertação da Babilônia, como, também, a vinda do Messias.
“Eis que eu mesmo irei buscar as minhas ovelhas e as visitarei. Assim com um pastor visita o seu rebanho no dia que se acha no meio das suas ovelhas (depois que andaram) desgarradas, assim eu visitarei as minhas ovelhas e as livrarei de todos os lugares por onde tinham andado dispersas no dia nublado e de escuridão”
Daniel
Era descendente de Davi. Jovem ainda, foi levado cativo para a Babilônia, por Nabucodonosor, que, impressionado pelo talento e sabedoria que ele demonstrou, tomou-o a seu serviço. No capitulo 3 de suas profecias, conta o episódio dos três hebreus lançados na fornalha, por aquele rei.
No capítulo 5 narra o festim de Baltasar, em que ele próprio interpretou a misteriosa inscrição gravada na parede (Mane, Técel, Fáres, isto é, Contado, Pesado e Dividido). É, também, o principal personagem na bela história de Suzana, em que a livra de seus malfeitores (Cap. 13).
Por duas vezes foi, milagrosamente, salvo na cova dos leões (Cap. 6 e 14). Contudo, a sua maior importância está no capítulo 9, 24: “Setenta semanas (de anos) foram decretadas sobre o teu povo e sobre a tua cidade santa a fim de que a prevaricação se consume e o pecado tenha o seu fim, e a iniquidade se apague e a justiça eterna seja trazida, e as visões e profecias se cumpram, e o Santo dos santos seja ungido”.
De fato, contando-se setenta semanas de anos, ou seja, 490 anos (7 X 70 = 490 – “de anos”: 490 anos), a partir da época em que Daniel fez esta profecia, chega-se a cerca do ano 33 de nossa era, data da morte de Jesus, data em que o Santo dos santos foi ungido – como Sacerdote e Vítima – , data em que as visões e profecias se cumpriram, a justiça eterna foi apaziguada, a iniquidade, o pecado e prevaricação atingiram o auge, sendo, ao mesmo tempo, vencidos pelo Sangue Redentor.
Além dos profetas maiores, há, ainda, outros doze, chamados menores, dentre os quais destaca-se Jonas que, engolido por um peixe, durante três dias, permaneceu vivo em seu ventre, sendo, por isso, figura de Jesus (ressuscitado depois de três dias no sepulcro). “Clamei desde o ventre do sepulcro e tu ouviste a minha voz” (Jn 2, 3).
                                    
Fontes: http://www.parsantacruz.org.br/os-profetas-de-israel/
http://www.site.paroquiaspc.com.br/profetas-e-profecias/

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Deus: amigo imaginário dos fracos?


"Os ateus costumam se gabar de não terem a necessidade de teorias religiosas para lhes dar consolo. Em geral, eles alimentam a convicção de são intelectualmente superiores àqueles que têm fé em Deus, o “amigo imaginário” que aplaca a angústia dos fracos que sentem medo e inconformismo diante da morte.
Cinicamente, muitos afirmam: “Eu tenho até certa inveja daqueles que têm fé… mas, infelizmente, não consigo tê-la”; na verdade, estão querendo dizer: “Reconheço que a ingenuidade e a capacidade de acreditar em fábulas sobrenaturais têm lá as suas vantagens, mas eu prefiro ser racional até o fim e encarar as coisas como elas são, por mais duro que isso seja”.
Há um filme que expressa muito bem essa ideia: “O Primeiro Mentiroso” (The Invention of Lying (2009)). A comédia mostra um mundo fictício em que todos desconhecem o conceito de mentira, são radicalmente honestos e sempre falam a verdade. Até o dia em que um homem, Mark, descobre as vantagens de mentir. Diante sua mãe moribunda, desesperada com o fato de que deixará de existir, ele inventa uma historinha sobre uma vida feliz e eterna após a morte. E, assim, acaba por criar a primeira religião da história.
De acordo com um estudo realizado este ano por uma universidade na Nova Zelândia “pensar na morte leva os ateus a vacilarem sobre a sua descrença”
Apesar disso, é muito superficial afirmar que a percepção religiosa da humanidade nasceu do medo da morte. Não! A percepção de um Ser poderoso que criou a realidade e do qual dependemos surge de uma intuição original dos homens. É elementar: olhamos o mundo, vemos a beleza e a engenhosidade das coisas, a diversidade e sabor dos alimentos, o cosmos… E tudo parece seguir uma ordem, uma lógica… O mundo parece que foi feito na medida para nos favorecer, para viabilizar a nossa existência.
Quem pensou o universo? Quem me fez? Quem arquitetou o mundo? Quem me deu essas coisas? Porque nasci para ver e experimentar e amar tantas coisas boas, se tudo é tão frágil, se serei privado de tudo isso a qualquer momento, e para sempre?
Para explicar melhor, vamos provocar a imaginação. Suponhamos estar nascendo, saindo agora do ventre de nossa mãe, mas com a consciência de jovens e adultos que possuímos hoje. Qual seria o primeiro sentimento, a nossa primeira reação ao ver o mundo? Se eu abrisse pela primeira vez os olhos neste instante, saindo do seio de minha mãe, ficaria maravilhado com as coisas que vejo. As coisas, que estão ali presentes e não foram feitas por mim, mas que são um DOM, que me foram dadas um “outro”, por alguém misterioso.
Quem não crê em Deus é indesculpável, dizia São Paulo, na Carta aos Romanos, porque deve renegar esta experiência original de percepção de um “outro”, que fez as coisas e que me fez. A criança vive sem dar-se conta disso porque ainda não está totalmente consciente; mas o jovem e o adulto que renega essa realidade é menos do que uma criança, é como que atrofiado.
Por isso, não há atitude mais retrógrada do que a de uma pretensiosa atitude científica em relação à religião e ao humano em geral. O ímpeto religioso dos homens não surgiu do medo; o primeiro sentimento das pessoas diante da realidade não é o medo, mas uma atração pelas coisas. A religiosidade é, em primeiro lugar, a afirmação e o desenvolvimento da atração das pessoas pela vida, pela beleza da existência. Só depois, vem o temor de que essas coisas desapareçam.
Do alto de sua arrogância e vaidade, é muito cômodo para os ateus afirmar que Deus faz o papel de um amigo imaginário, inventado para amenizar a aflição dos fracos; porém, as evidências históricas mostram que Ele é um Ser naturalmente “percebido” pela razão humana.
As religiões em geral e o conteúdo que elas apregoam, em sua maior parte, são sim fruto da imaginação humana. Seus mitos e preceitos refletem o esforço humano de contruir pontes precárias para alcançar o infinito, tal como no episódio da Torre de Babel (as exceções, é claro, são o judaísmo e o cristianismo, pois partiram de uma Revelação). No entanto, a essência de todas elas, que é a crença em Deus, está acima de tudo isso. Deus não é fruto do imaginário: Ele é um Ser reconhecido espontaneamente pela razão humana, em todos os tempos e culturas. Isso até os ateus sabem:
“A humanidade inteira segue uma religião ou crê em algum ser ou fenômeno transcendental que dê sentido à existência. (…) Todos os povos que deixaram registros manifestaram a crença de que sobreviveriam à decomposição de seus corpos.”
Dr. Drauzio Varella (no seu artigo “Intolerância religiosa“)
Temos que respeitar e rezar por aqueles que sofrem de algum bloqueio que os impede de reconhecer aquilo que até os sujeitos dos tempos primitivos reconheciam: o transcendente.
O que precisamos compreender com clareza é que, se Deus não existisse, a conclusão do físico Stephen Hawking sobre o nada após a morte estaria correta… E assim nossa vida teria tanto valor quanto ao de um computador que um dia virará sucata, ou de uma galinha destinada a virar recheio de empadão.

*****
Diversas partes deste artigo são recortes de um texto do Padre Luigi Giussani, publicado no capítulo X de seu livro “O senso religioso” (Luigi Giussani. O Senso Religioso. Editora Universa, Brasília-DF, 2009).
 Nota:
(1) Site da Revista Veja. Pensar na morte aumenta fé de ateus, diz estudo. 02/04/2012"

Fonte: matéria(adaptada) extraída do site  http://ocatequista.com.br/?paged=2

O Catequista, uma benção de site!


Queridas(os) catequistas e visitantes do nosso blog,  Paz e bem!  
Em minhas andanças pela web encontrei um site excelente de formação para nós "ocatequista". O site trata diversos temas de nossa Igreja com uma linguagem dinâmica e atual, respeitando e defendo nossa fé católica. Eu visito e indico, o site é muito bom! Pedi autorização e a equipe responsável pelo site me autorizou  a postar em nosso blog matérias produzidas por eles. Desde já fica a dica para todo(as) que já visitam nosso blog também prestigiarem o trabalho desses nossos irmãos. O endereço é http://ocatequista.com.br/
A seguir a primeira de muitas postagens que trarei do site "ocatequista" para o nosso blog:"Deus: amigo imaginário dos fracos?". 
Abraço fraterno, de seu irmão em Cristo! 
Lucas

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Outubro: mês missionário




Outubro, mês das missões


 “Não se abre uma rosa apertando-se o botão”, escreveu alguém.  É um pensamento muito próprio para uma reflexão sobre a vocação missionária do cristão para o mês que se avizinha: o mês de outubro, dedicado às missões. Jesus disse ao enviar os apóstolos para anunciar o ano da graça: “Eis que vos enviou como carneiros em meio a lobos vorazes” (Cf. Mt. 10,16). E, quando, mal recebidos em uma cidade, João e Tiago pretendiam mandar o fogo dos céus sobre aquele povo, mas Jesus os repreendeu “Não sabeis de que espírito sois. (Cf. Lc. 9,55).


A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz. O texto do profeta Isaias lido por Jesus na sinagoga de Nazaré (Cf. Lc. 4,16-22)) e a si próprio aplicado, diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, eis porque me ungiu e mandou-me evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o ano da graça”(Cf. Is. 61, 1-4)

E, logo a seguir, no Sermão da Montanha, revirando todos os princípios e conceitos que o pecado instilara nos corações dos homens, da sociedade e da cultura, declara bem aventurados os mansos, os misericordiosos e os que promovem a paz(Cf. Mt. 5)

A violência e a agressividade afastam os corações. Não é a toa que Santa Terezinha foi declarada padroeira das missões, ela que jamais transpôs as grades de seu convento e, partindo deste mundo aos vinte quatro anos, podia prometer que dos céus enviaria uma chuva de rosas sobre a terra. São Francisco de Sales, igualmente ensinava que se apanham mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de vinagre.

Quanta paciência e compreensão mostraram os santos missionários de todos os tempos na inculturação da fé em corações duros e arraigados numa cultura pagã totalmente diversa dos caminhos cristãos. Davam tempo ao tempo, como o semeador aguarda com paciência o tempo da colheita.

Ainda no Evangelho lido na liturgia de dias atrás, diante da crítica dos fariseus, Jesus amorosamente acolhe a pecadora pública e lhe perdoa os pecados, e não reprime com exasperação o pecado dos “puros de todos os tempos”, mas os leva à conversão chamando-os ao amor.(Cf. Lc. 7, 36-50)  Assim também em outro episódio, uma ceia junto a publicanos e pecadores, o Mestre disse aos que o criticavam: “Não são os que tem saúde  que precisam de médico, mas os doentes. Ide aprendei o que significa: prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Cf. Mt.9, 10-14).

O plano salvífico de Deus não é imposto. Como na criação Deus respeitou a vontade do homem que optou pelo pecado, assim também o respeita na opção que ele faz diante da oferta da salvação. “Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti”, diz Santo Agostinho.

O cristão que tem, pelo batismo, a vocação missionária, a missão de anunciar a Boa Nova, tem de ter, ele próprio, um coração semelhante ao de Cristo, manso e humilde, como pedimos na jaculatória, “fazei nosso coração semelhante ao vosso”.

Paulo VI, na Evangelii nuntiandi exorta: “A obra da evangelização pressupõe um amor fraterno, sempre crescente, para com aqueles a quem ele (o missionário) evangeliza.” (nº 79) e cita São Paulo aos Tessalonicenses (2Tes. 8) como programa.

Refere-se ainda, exemplificativamente, a outros sinais de afeição que o missionário tem de ter em relação ao evangelizando: o respeito pela situação religiosa e espiritual das pessoas a quem se evangeliza; a preocupação de se não ferir o outro sobretudo  se ele é débil em sua fé e um esforço para não transmitir dúvidas ou incertezas  nascidas de uma erudição não assimiladas.

O missionário, ao levar a Boa Nova a um mundo angustiado e sem esperança ou cuja esperança se esgota com o último suspiro, não pode se apresentar triste e descorçoado, impaciente ou ansioso, mas deve manifestar uma vida irradiante de fervor e da alegria de Cristo.

Nesse espírito o missionário, sem tergiversar sobre sua fé e sobre a mensagem, abra sua voz para “propor aos homens a verdade evangélica e a salvação em Cristo,com absoluta clareza e com todo o respeito pela opções livres que a consciência dos ouvintes fará” (E.N 80). Lembre-se “não se abre uma rosa apertando-se o botão”.
Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/eurico/92.htm