Catequistas de Conquista

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segunda-feira, 2 de julho de 2018

O Sacramento da Crisma ou da Confirmação

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A Crisma, ou Confirmação, é o Sacramento pelo qual o batizado é fortalecido com o dom do Espírito Santo, para que, por palavras e obras, seja testemunha de Cristo e propague e defenda a fé. A Crisma é para nós o que Pentecostes foi para os Apóstolos (cf. At 2,1-12).
Nós recebemos o Espírito Santo no Batismo, mas a plenitude dos seus dons recebemos na Crisma. Aí é que estes dons se manifestam com toda a força. ..- É como a flor que desabrocha e exala seu perfume. A matéria da confirmação é a unção do Crisma na testa, junto com a imposição das mãos.
A forma é: “recebe por este sinal o Espírito Santo, dom de Deus”. O ministro da Crisma é normalmente o Bispo, mas em casos extraordinários ele pode delegar algum padre para crismar.
O sujeito é todo batizado que ainda não tenha sido crismado, pois o Sacramento da Crisma, por imprimir caráter, é irrepetível.
São três os efeitos deste Sacramento:
• o aumento da graça santificante;
• a graça sacramental específica, cujo efeito próprio são os 7 dons;
• o aprofundamento do caráter (marca) na alma, que identifica o soldado de Cristo no combate contra o mal.
Para que o Confirmando com uso da razão possa receber licitamente este sacramento, deve estar adequadamente instruído e em estado de graça e deve ser capaz de renovar as promessas do batismo.

Os dons do Espírito Santo
O que são os dons?
São qualidades que Deus comunica a alma e que a torna sensível à graça e lhe facilita a prática da virtude. Os dons despertam-nos a atenção para ouvirmos a silenciosa voz de Deus em nosso interior, tomam-nos dóceis aos “toques” divinos.
Eis a relação dos dons: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus (cf. Is. 11,2).
O primeiro dom é a Sabedoria, que nos dá o adequado sentido de proporção para sabermos apreciar as coisas de Deus; damos ao bem e à virtude o verdadeiro valor e encaramos os bens do mundo como degraus para a santidade, não como fim em si. Por exemplo, se você perde o capítulo da novela para ir à reunião na igreja, você foi conduzido pelo dom da Sabedoria, mesmo que não saiba (cf. 1Cor 2,6-10).
O segundo dom de que trataremos agora é o dom do Entendimento. É aquele que nos dá a percepção espiritual necessária para entendermos as verdades da fé ( cf 1Cor 2,14- l 6).
O terceiro dom de que tratamos é o dom da Fortaleza. Ora, uma vida cristã tem de ser, necessariamente, em algum grau, uma vida heróica. É sacrificar-se, mesmo que venha a ter perdas, por amor a Deus. Em uma palavra, é o dom que nos sustenta nos perigos, temores e tentações, a fim de superarmos as dificuldades espirituais (cf. 2Mac 7,1-42).
A Ciência: Não se confunde com a ciência humana, que é adquirida através dos estudos. Esse dom nos faz olhar o mundo com o olhar de Deus, levando-nos a descobrir nas criaturas visíveis os vestígios da Sabedoria e da perfeição do Criador. Também nos ajuda a distinguir o bem do mal.
A Piedade: Não se relaciona com “ter pena” de alguém, mas este dom nos faz conceber afeto filial para com Deus e sentimentos de fraternidade para com todos os homens, filhos do mesmo Pai. O dom da Piedade nos ajuda a ter gosto, a encontrar o sabor das coisas de Deus.
O Conselho: É aquele dom que nos faz descobrir a decisão certa a ser tomada no momento de hesitação, ajudando-nos aperceber a atitude equilibrada entre posições extremadas. Este dom também nos ajuda a orientar a ajudar a quem precisa.
O Temor de Deus: Não é o mesmo que ter medo de Deus, mas ter uma profunda revereência para com Ele, sabendo que nunca o amaremos como Ele merece. Mas por isso devemos nos esforçar ao máximo para não fazer nada que o desagrade.
Portanto, todos os dons do Espírito Santo têm como finalidade nos ajudar a viver melhor e testemunhar nossa fé. Os sete dons querem ser um resumo de toda a atividade do Espírito em nós. Existe um grande dom que dá sentido aos demais: é o AMOR. Este é o maior presente do Espírito Santo. Sem ele nossa vida não tem sentido. O amor (ou caridade) é a primeira ação de Deus (Ele cria o mundo por amor) e também a última (em Jesus Ele salvou e continua a salvar todos os homens, até o fim dos tempos). Todos os dons que o Espírito concede só têm valor à medida em que são feitos por amor e no amor.
Para concluir, vale dizer que a palavra dom significa presente, dádiva.

Crismar significa fazer um acordo com Deus

O Catecismo da Igreja Católica ensina que a Crisma, pertence, juntamente com o batismo e a Eucaristia, aos três sacramentos da iniciação cristã da Igreja Católica. Nesse sacramento, tal como ocorreu no Pentecostes, o Paráclito desceu sobre a comunidade dos discípulos, então reunida. Assim como neles, o Espírito Santo também desce em cada batizado que pede à Igreja esse dom [Espírito Santo]. Dessa forma, o sacramento encoraja o fiel e o fortalece para uma vida de testemunho de amor a Cristo.
A Confirmação é o sacramento que completa o batismo e pelo qual recebemos o dom do Espírito Santo. Quem se decide livremente por uma vida como filho de Deus e pede o Paráclito, sob o sinal da imposição das mãos e da unção do óleo do Crisma, obtém a força para testemunhar o amor e o poder do Senhor com palavras e atos. Essa pessoa agora é membro legítimo e responsável da Igreja Católica.

O Sacramento da Crisma ou da Confirmação

Crisma, portanto, é o Sacramento que confere os Dons do Espírito Santo, conduzindo o fiel católico ao caminho da perfeição cristã. Representa como que a passagem da infância para a fase adulta, espiritualmente falando. Nesse sentido é que a Crisma é o Sacramento da Confirmação do Batismo. A Crisma é a confirmação do Batismo porque fortalece a Graça que este nos deu: se o Batismo nos imerge no Espírito Santo, a Crisma deve nos tornar “fortes e robustos” no mesmo Espírito, enquanto cristãos e membros do Corpo Místico de Cristo neste mundo, a Santa Igreja.

A palavra Crisma vem do grego e significa Óleo da Unção. O termo, no feminino (a Crisma), refere-se ao Sacramento em si, e no masculino (o crisma), refere-se ao óleo de ungir. Ungir é untar a fronte do crismando com o óleo próprio, em cruz. O óleo usado na cerimônia da Crisma é consagrado na Missa da Quinta-Feira Santa.
Três passos são necessários à administração da Crisma: a imposição das mãos sobre a cabeça do crismando; a unção com o óleo na fronte; as palavra do Bispo: “Recebe por este sinal o Espírito Santo, Dom de Deus”, ao que o crismando responde: “Amém”.
É o Bispo quem ministra o Sacramento da Crisma, mas em sua ausência pode delegar essa missão a um padre. Durante a celebração, o Bispo suplica os Dons do Espírito Santo na seguinte oração: 
“Deus Todo-Poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, pela água e pelo Espírito Santo destes uma vida nova a estes vossos servos, libertando-os do pecado, enviai sobre eles o Espírito Santo Paráclito; dai-lhes, Senhor, o Espírito de sabedoria e de inteligência, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de ciência e de piedade, e enchei-os do Espírito do vosso temor.”

Fontes:
http://www.ofielcatolico.com.br/2001/03/o-sacramento-da-crisma-ou-da-confirmacao.html
http://igrejamatrizdracena.com.br/formacao/o-que-e-a-crima/3/

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Crisma


O Catecismo da Igreja Católica afirma: (1.286)

No Antigo Testamento os profetas anunciaram que o Espírito do Senhor repousaria sobre o Messias esperado em vista de sua missão salvífica. A descida do Espírito Santo sobre Jesus por ocasião de seu Batismo por João Batista foi o sinal de que era Ele Quem devia vir, que Ele era o Messias, o Filho de Deus. Concebido do Espírito Santo, toda a sua vida e toda a sua missão se realizam em uma comunhão total com o mesmo Espírito, que o Pai lhe dá “sem medida” (Jo 3, 34).

Ora, esta plenitude do Espírito não devia ser apenas a do Messias; devia ser comunicada a todo o povo messiânico. Por várias vezes Jesus prometeu esta efusão do Espírito, promessa que realizou primeiramente no dia da Páscoa (na Última Ceia) e em seguida, de maneira mais marcante, no dia de Pentecostes, em que os Apóstolos repletos do Espírito Santo, “proclamaram as maravilhas de Deus”.

Na sequência, os Apóstolos cumprindo a Vontade de Jesus, comunicaram aos neófitos, pela imposição das mãos, o dom do Espírito. É por isso mesmo que a imposição das mãos é reconhecida pela tradição católica como a origem do Sacramento da Confirmação que perpetua, de certo modo, na Igreja, a graça de Pentecostes.

Por outro lado é comum ouvir-se que a Crisma nos faz Soldados de Cristo; que confirma o Batismo; que é o Sacramento do Testemunho; o Sacramento da Ação Católica e o Sacramento da Juventude. Serão estas as suas melhores características?

Para se definir melhor o Sacramento da Crisma ou Confirmação, vamos esclarecer que todos os Sacramentos foram instituídos por Jesus e todos nos concedem o Espírito Santo, mas um deles, o Sacramento da Eucaristia, é por excelência o Sacramento de Cristo. No momento da Consagração na Santa Missa, acontece o fenômeno sobrenatural da “Transubstanciação”, o Espírito Santo transforma o pão e o vinho em Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Então, este fica sendo mais específicamente o Sacramento de Jesus.

Confirmando, todos os Sacramentos são do Espírito Santo, porque em todos eles, temos a ação dinâmica e poderosa do Espírito Santo, mas num deles, o Sacramento da Crisma ou Confirmação, é, por excelência, o Sacramento do Espírito Santo.

Para melhor compreendermos o sentido deste Sacramento, vemos pela Sagrada Escritura que o Espírito Santo tem uma dupla função: “a de dar a vida ou suscitar a vida” e a função de “levar a vida até sua perfeição”. São duas funções plenamente distintas e que se completam. Pelo Batismo, o Espírito Santo nos concede a “Vida Divina”, e no Sacramento da Crisma recebemos o Espírito Santo para chegarmos a “Perfeição” no cumprimento da missão existencial.

O Filho de Deus tornou-se Homem por obra do Espírito Santo. Ele era Messias, isto é, sacerdote, rei e profeta desde sua encarnação. Mas antes de exercer a sua Missão Messiânica, Jesus foi ungido pelo Espírito Santo, no dia de seu Batismo no Rio Jordão.

De modo semelhante também nós. Recebemos o “dom da nova vida” no Batismo por obra do Espírito Santo, oportunidade em que nos tornamos com Cristo, sacerdotes, reis e profetas. Outra realidade é exercer esta função em toda a sua plenitude em nossa vida cristã. Então existe também para nós o dia de Pentecostes. Na nossa Crisma ou Confirmação nós somos ungidos pelo dom do Espírito Santo para que possamos exercer a nossa função de reis e rainhas no Reino de Deus, como senhores e senhoras do mundo; como profetas e profetisas, para indicar as realidades do Reino de Deus a todos os homens; e primordialmente, como sacerdotes e sacerdotisas, para encaminhar e orientar tudo para o seu fim último que é Deus. Este é o sentido da Crisma, “o nosso Pentecostes”, que nos dá o Espírito Santo para “levarmos até a perfeição os dons que recebemos no Batismo”, para vivermos com santidade em todas as circunstâncias de nossa vida, no trabalho, no lar, nas alegrias e tristezas, na construção do mundo e no culto, segundo a Vontade do Pai Eterno. Então realmente podemos afirmar que a Crisma ou Confirmação é por excelência o Sacramento do Espírito Santo.

“Os Candidatos a Crisma”.

Continua o costume de se crismar as crianças na Igreja pela idade dos sete a oito anos, com o uso da razão. Admite-se no entanto que, por motivos pastorais, para uma melhor preparação e engajamento, seja adiada a Confirmação para uma idade que pareça mais conveniente.

O novo ritual aconselha que o Padrinho da Crisma, seja o mesmo do Batismo, mas não se proíbe a escolha por parte do crismando ou da família de um novo Padrinho. Mas o importante e essencial, sobretudo, que eles sejam cristãos praticantes e tenham todas as condições exigidas pela Igreja, conforme vimos no Sacramento do Batismo.

A cerimônia geralmente é realizada durante a celebração da Santa Missa.

O Ministro da Crisma normalmente é o Bispo Diocesano. Isso significa dizer que a Confirmação está intimamente ligada à primeira efusão do Espírito Santo no dia de Pentecostes. Os Bispos, como os Apóstolos, continuam a exercer a função de transmitir o Espírito Santo àqueles que creram e foram batizados. Todavia, em casos especiais, o sacerdote também pode administrar o Sacramento da Crisma.

“Rito da Crisma ou Confirmação”.

Às vezes falamos em quem vai administrar a Crisma, ou em quem vai receber aCrisma, mas na realidade a Igreja é quem celebra a Crisma ou Confirmação, em todas as oportunidades. Como a Festa de Pentecoste é celebrada por toda Igreja, assim também a celebração da Crisma ou Confirmação numa comunidade eclesial constitui realmente uma celebração do Mistério de Pentecostes, ou seja, a comunidade reunida celebra alegremente o Pentecostes de seus irmãos batizados.

A Santa Missa começa como de costume, com cantos e orações especiais, podendo, é claro, haver uma entrada solene dos candidatos, junto com o celebrante.

Na homilia, a Igreja costuma contemplar o plano de Deus revelado na História da Salvação da humanidade.

Concluída a Liturgia da Palavra, os candidatos são apresentados ao Bispo, pelo Pároco, ou por algum outro presbítero, ou por um ministro ou ainda, pelo (a) catequista que os preparou para a Crisma.

O Bispo ou Celebrante lhes dirige a palavra numa pequena mas objetiva homilia sobre o Plano de Deus de Salvação da humanidade, e logo a seguir, é feita a Renovação das promessas do Batismo, com a resposta de cada crismando.

Estando todos em atitude de fé e de conversão, Deus se faz presente pelo sinal da Graça. Desde o Antigo Testamento, e também no tempo dos Apóstolos, conhecem-se dois gestos de doação do Espírito Santo: a imposição das mãos e a unção. Os dois gestos têm o mesmo significado: a transmissão do Espírito Santo.

O Bispo, tendo em torno de si os presbíteros, convida toda a assembléia a rezar, suplicando que o Pai envie o Espírito Santo sobre cada crismando, confirmando-os com seus dons. E todos rezam por algum tempo em silêncio.

“Imposição das Mãos”.

O Bispo impõe as mãos sobre cada confirmando dizendo a oração: “Deus Todo-Poderoso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, pela água e pelo Espírito Santo, fizestes renascer estes vossos servos, libertando-os do pecado, enviai-lhes o Espírito Santo Paráclito; dá-lhes, Senhor, o espírito de sabedoria e inteligência, o espírito de conselho e fortaleza, o espírito de ciência e piedade e enchei-os do espírito do vosso temor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.

“Unção com o óleo santo crisma”.

A seguir, o crismando com seu Padrinho, o qual coloca a mão sobre o ombro direito do afilhado, aproximam-se do Bispo, atendendo ao chamado do locutor.

O Bispo unge a fronte do crismando, dizendo a forma da Confirmação:

“Nome........, recebe, por este sinal, o Dom do Espírito Santo”.

“Oração dos Fiéis”.

A seguir, acontece a Oração dos Fieis, quando toda a Igreja se une em oração, pedindo a Deus que os confirmados possam viver de acordo com a sua vocação; que os pais, parentes e padrinhos, possam ter a força de ajudá-los a seguir o caminho do bem que decidiram encetar.

Na continuidade a Santa Missa segue o seu Rito habitual até o final.
Fonte: http://apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com/crisconfir.html

sábado, 30 de junho de 2012

Crisma

Mais material sobre o sacramento da Crisma disponivel no site:

http://www.catequisar.com.br/texto/catequese/crisma/ind.htm

Crisma

O SACRAMENTO DA CRISMA

1) O que é o Sacramento da Crisma?

Nascidos para a vida da graça pelo Batismo, é pelo Sacramento da Crisma que recebemos a maturidade da vida espiritual. Ou seja, somos fortalecidos pelo Divino Espírito Santo, que nos torna capazes de defender a nossa Fé, de vencer as tentações, de procurarmos a santidade com todas as forças da alma.Pelo Batismo nós nascemos, pela Crisma nós crescemos na vida da graça.

Pelo Batismo nós nascemos, pela Crisma nós crescemos na vida da graça.

2) Matéria e Forma

A matéria do Sacramento da Crisma é o Santo Crisma, o óleo da oliveira (azeite), misturado com um bálsamo perfumado e abençoado solenemente pelo Bispo na Quinta-feira Santa. Essa matéria é usada pelo Bispo na cerimônia da Crisma, junto com a imposição da mão sobre a cabeça, quando o ministro traça o Sinal da Cruz com o Santo Crisma na fronte do crismando, dizendo as palavras da Forma.
A Forma do Sacramento da Crisma é: Eu te marco com o Sinal da Cruz e te confirmo com o Crisma da Salvação, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Após realizar este gesto, o Bispo dá um leve tapa no rosto da pessoa, para significar que ela é soldado de Cristo, tendo o dever de suportar pacientemente, em nome de Jesus, toda sorte de sofrimentos e de injúrias, defender a Fé quando atacada e conhecer a doutrina.

3) Ministro da Crisma

O ministro do Sacramento da Crisma é o Bispo, pois é o pai de todos os fiéis, aquele que lhes confere a maturidade da vida da graça. Em caso de perigo de morte, um simples Padre deve crismar, pois é importante entrarmos no Céu com todas as capacidades de amor a Deus.
A Crisma não é absolutamente necessária para a salvação (uma pessoa não crismada pode ir para o Céu), mas é muito importante receber a Crisma desde cedo: só com a Crisma teremos no Céu a proximidade de Deus e a intensidade de amor que Ele quer nos dar. Além disso, só com a Crisma teremos todas as forças necessárias para vencer as tentações e caminharmos firmemente no caminho da perfeição. De modo que seria grave negligência dos pais se não preparassem seus filhos para receber este Sacramento da perfeição cristã.

4) Instituição da Crisma

Como sabemos que Jesus Cristo instituiu este Sacramento, se não aparece este fato no Evangelho?
Sabemos que verdadeiramente Jesus Cristo instituiu o Sacramento da Crisma porque os Apóstolos administraram este Sacramento, como aparece nos Atos dos Apóstolos (Atos, 8, 14) e porque a Igreja sempre ensinou esta verdade. Vejam o que já ensinava S. Cripriano, Bispo martirizado no ano 258: “Os batizados serão conduzidos aos Bispos, a fim de, por sua oração e imposição das mãos, receberem o Espírito Santo, e pelo selo do Senhor, serem perfeitos.”

5) Quais são as graças que recebemos pelo Sacramento da Crisma?

Aumento da graça santificante.
Recebemos de modo novo e especial o Divino Espírito Santo, com seus sete dons sagrados.
Imprime o caráter de Soldados de Cristo.
A crisma, como o Batismo e a Ordem, imprime caráter, ou seja, marca de modo indelével nossa alma, de modo que nunca mais perdemos a marca de crismados. Por essa razão não podemos receber a Crisma mais de uma vez, como também o Batismo e a Ordem.

6) Quais são os sete dons do Espírito Santo que recebemos de modo especial na Crisma?
São eles:
1 – Temor de Deus
2 – Piedade
3 – Fortaleza
4 – Conselho
5 – Ciência
6 – Inteligência
7 – Sabedoria
Mais tarde, no estudo das Virtudes, vamos estudar cada um deles em particular. Por enquanto basta sabermos seus nomes.

7) Por que existem padrinhos para a Crisma?

Porque, como no caso do Batismo, é bom termos pais espirituais que nos apresentem à Igreja nesta ocasião tão importante, nos aconselhem nas lutas da vida, e rezem por nós. Por isso os padrinhos da Crisma devem ser bons católicos, terem sido crismados, tendo já idade suficiente para aconselhar seus afilhados.

Para terminar, devemos considerar que a Crisma é o Sacramento que aumenta o Amor de Deus em nosso corações. Aos sairmos da cerimônia da Crisma, como soldados de Cristo, temos nossos corações dilatados, abertos para muitas novas graças, capazes de amar a Deus com muito mais forças. É a ação do Divino Espírito Santo que realiza isso em nós.
Devemos estar atentos em deixá-Lo agir em nós, pois Ele vai nos guiar pelos difíceis caminhos da vida, vai nos encher o coração com muitas alegrias espirituais, com o gosto pela oração, com as forças para vencer as tentações. Só assim poderemos estar cada dia mais próximos do Coração de Nosso Senhor, para servi-Lo e amá-Lo para sempre.

Fonte: http://www.capela.org.br/Catecismo/crisma.htm