Catequistas de Conquista

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segunda-feira, 2 de julho de 2018

O jovem e a família


   
   
E Ele lhes era submisso´(Lc 2,51)

A família é sagrada. Foi criada por Deus para nela sermos felizes.

Jesus quis viver numa família e ser obediente por 30 anos a seus pais. (exemplo para os filhos).

Trabalhou submisso a seu pai adotivo São José sem reclamar, sem desobedecer (exemplo)

Foi Deus quem quis que viéssemos ao mundo por nossos pais.

Foi Deus quem lhe deu autoridade sobre os filhos para educá´los. Use (Ef 6,1´3) :Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor ,porque isto é Justo. Honra teu pai e tua mãe´ que é o primeiro mandamento que vem acompanhado de uma promessa ´ para que sejas feliz e tenhas vida longa sobre a terra.

Quem de vocês não quer ser feliz ou ter vida longa sobre a terra ? Então, honre os seu pais.
Usar muito (Eclo 3), que é riquíssimo.
Eclo 3,2 ´ ouvir os conselhos dos pais ...para ser salvo
Eclo 3,5 ´ honra tua mãe... acumula um tesouro
Eclo 3,6 ´ honra teus pais...achará alegria nos filhos
Eclo 3,7 ´ terá vida longa
Eclo 3,9 ´ honra por atos, palavras, paciência
Eclo 3,10 ´ para que te dê a benção (enfatizar a importância da benção dos pais ´ é o próprio Deus que abençoa através dos pais).
Eclo 3,11 ´ a benção do pai fortalece a casa do filho
Eclo 3,14 ´ ajuda a velhice do teu pai, não o desgoste, demonstre a vida
Eclo 3,15 ´ ... não o desprezes... tua bondade para com ele não será esquecida.
Eclo 3,16 ´ ...suportar os defeitos da mãe e serás muito recompensado por Deus: (explorar essas recompensas)
Recompensas ao filho:
. tua casa será prospera na justiça
. lembrar-se-ão de ti no dia da aflição
. teus pecados serão perdoados
Eclo 3,18 ´ como é infame quem abandona seu pai e como é amaldiçoado por Deus quem maltrata sua mãe.

Mostrar como Deus exige do filho o respeito para com os pais.

Na sua casa você é a solução para os problemas ou será que você é um dos problemas a mais ?
Você fez da sua casa uma pensão, onde você só entra para comer, para beber, ver TV, dormir, ou você vive numa família, amando seus pais, seus irmãos, e ajudando a resolver os problemas ?
Você faz a sua mãe de empregada ou até uma escrava, que tem que dar tudo que você quer na hora que você quer?

Muitos filhos ingratos ofendem os pais com palavras, palavrões, insultos, até batem nos pais.
Se a mãe não faz a comida que ele quer, já vai xingando, batendo porta e reclamando...
Filhos que exigem o que o pai não pode dar, roupas caras, roupas de ´marcas´, tênis caro, etc...
Quantos pais choram em silêncio nos seus quartos, sem que os filhos saibam.
A mal criação é grave ofensa aos pais e a Deus.
O perdão dado aos pais.

Os pais não são anjos. Eles têm os seus problemas, mas amam os filhos como ninguém. Precisam ser também perdoados. Precisam ser amados, consolados nas horas duras deles. Você faz isto?
Quanto mais se dá o amor, mais amor se recebe. ´Vingue-se ´do seu pai, amando-o.

Abordar o caso dos filhos que têm vergonha do próprio pai e da própria mãe.

Aceite os seus pais como eles são. Eles te deram a vida . Peça-lhes a benção todos os dias . Ame-os como eles são. Ore por eles para que Deus os ajude sempre.

A sua família depende de você.

Tire a sujeira do seu bigode e a sua família vai melhorar. Seja você uma lâmpada acesa na escuridão do seu lar.

Se lá não há Deus , leve´o para lá, leve Maria para sua casa.

Jesus conta com você para reconstruir e salvar a sua família. É por meio de você, da sua oração no lar, pelo seu carinho com seus pais , com os seus irmãos, que Jesus e Maria vão entrar na sua casa e vão salvar todos vocês. Entregue hoje, aqui e agora, todas as dificuldades da sua família para Jesus, e Ele, com você vai salvar a sua casa.

´Crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e tua família´ (Atos 16,31).

Prof. Felipe Aquino
http://www.catequisar.com.br/texto/materia/especial/jovem/09.htm

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Conselhos para um jovem viver em família

Como viver bem em família? Por que valorizar a vida familiar?

Viver em família é uma experiência muito rica e diversa. Cada família é única porque é composta de pessoas que são também únicas e que se relacionam entre si desde essa singularidade. Essa convivência normalmente é palco de grandes alegrias e também de grandes desafios e dificuldades. O que significa a vocação de ser família? E qual é o papel do jovem nessa vocação, como colocá-lo em prática?

A família está chamada a ser a Igreja doméstica. Se na Igreja nos encontramos com Deus, na família esse encontro precisa ser aprofundado, alimentado, transmitido para as novas gerações. Se é verdade que é o sacerdote quem batiza uma criança, também é verdade que quem pede esse batismo são seus pais, juntamente com os padrinhos. A família é o lugar privilegiado no qual a Igreja espera que se dê a transmissão da fé. É uma missão importantíssima. Uma passagem bonita que deixa isso mais claro podemos encontrar na segunda carta de São Paulo ao seu discípulo Timóteo: “ Evoco a lembrança da fé sem hipocrisia que há em ti, a mesma que habitou primeiramente em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice e que, estou convencido, reside também em ti” (2Tim 1, 5).

Como é a minha família? Ela propicia uma vivência cristã autêntica ou não? 

Esse é o desejo de Deus, que as famílias sejam núcleos de vida cristã. Mas nem sempre isso acontece. Existem dificuldades por todos os lados. Pode ser a má formação na fé dos pais, ou uma família separada por qualquer motivo, falta de entendimento entre pais e filhos, para não mencionar os desafios que ainda aparecerão com todos os ataques à família que hoje vivemos culturalmente. Em meio a tudo isso, como pode o jovem buscar viver em seu meio familiar a vida cristã?

A primeira coisa que parece interessante pensar é a necessidade de olhar para a própria família com objetividade. Como é a minha família? Ela propicia uma vivência cristã autêntica ou não? Depois é preciso saber que não somos determinados pelo meio que nos rodeia. Diria que nem sempre “filho de peixe, peixinho é”. É possível ser diferente, mudar, apostar por um estilo de vida diferente do que me é proposto.

Uma coisa é certa. O ser cristão vem com suas dificuldades seja onde estivermos, na situação em que nos encontrarmos, porque não existe cristianismo sem cruz. O jovem precisa ter uma convicção interior: “Meu encontro com Cristo é verdadeiro e experimento que quero ser cada vez mais como Ele”. A partir disso, é ele quem começa a transformar a realidade que o rodeia, e não o contrário. Se a família não é aquilo que deveria ser, ele, lutando por ser um bom cristão, buscará maneiras de que isso possa ir mudando pouco a pouco. Respondendo ao egoísmo com generosidade, à soberba com humildade, às faltas de caridade com o perdão, sendo obediente mesmo quando custe, e assim por diante, enfim, sendo um bom cristão.

E mesmo em uma família que seja bem católica, sempre é preciso crescer em conformação com Jesus. É preciso buscar, em família, que Cristo seja realmente o centro de suas vidas, Aquele que nutre o amor vivido no interior dessa casa. Se os mais velhos são os responsáveis por transmitir a fé, os mais novos são responsáveis por acolher essa fé e fazê-la vida, renová-la e acrescentá-la.

Tudo isso com a única intenção que coloca São Paulo em sua carta aos Colossenses, antes de começar a falar das relações familiares: “Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Col 3, 17). Ou seja, que a família seja um lugar que de Glória a Deus pela santidade de vida de seus membros.



http://www.a12.com/jovensdemaria/artigos/crescendo-na-fe/conselhos-para-um-jovem-viver-em-familia

quarta-feira, 28 de junho de 2017

10 CONSELHOS DO PAPA FRANCISCO AOS JOVENS



Garimpamos, nos discursos do Papa Francisco, desde o início de seu pontificado, dicas importantes para vivermos bem a juventude em nossos dias, assim como os desafios reservados para a nossa geração na construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário. Os temas não possuem importância hierárquica, trata-se apenas de tópicos que nos ajudam a entender melhor a mensagem de nosso querido Pontífice aos jovens de todo o mundo.

1) Ter um coração jovem sempre: “Vós tendes uma parte importante na festa da fé! Vós nos trazeis a alegria da fé e nos dizeis que devemos vivê-la com um coração jovem sempre: um coração jovem, mesmo aos setenta, oitenta anos! Coração jovem! Com Cristo o coração não envelhece nunca!”(Homilia de Domingo de Ramos 24/03/2013 – Dia da Juventude)

2) Ir contra a corrente: “Sim, jovens, ouvistes bem: ir contra a corrente. Isso fortalece o coração, já que “ir contra a corrente” requer coragem, e o Senhor nos dá essa coragem. Não há dificuldades, tribulações, incompreensões que possam nos meter medo se permanecermos unidos a Deus como os ramos estão unidos à videira, se não perdermos a amizade d’Ele, se lhe dermos cada vez mais espaço na nossa vida”. (Santa Missa dos crismandos em Roma – 28 de abril de 2013)


3) Apostar em grandes ideais: “Não enterrem os talentos! Apostem em grandes ideais, aqueles que alargam o coração, aqueles ideais de serviço que tornam fecundos os seus talentos. A vida não é dada para que a conservemos para nós mesmos, mas para que a doemos. Queridos jovens, tenham uma grande alma! Não tenham medo de sonhar com coisas grandes!” (Catequese do dia 24/04/2013).

4) Estar com Deus em silêncio: “Aprendam a permanecer em silêncio diante d’Ele, a ler e meditar a Bíblia, especialmente os Evangelhos, a dialogar com Ele, todos os dias, para sentir a Sua presença de amizade e de amor”. (Mensagem aos jovens reunidos para a “Sexta Jornada dos Jovens” da Lituânia 28-30 de junho)


5) Rezar o Rosário: “Gostaria de destacar a beleza de uma oração contemplativa simples, acessível a todos, grandes e pequenos, cultos e pouco instruídos: a oração do Santo Rosário. O Rosário é um instrumento eficaz para nos ajudar a nos abrirmos a Deus, porque nos ajuda a vencer o egoísmo e a levar a paz aos corações, às famílias, à sociedade e ao mundo.” (Mensagem aos jovens reunidos para a “Sexta Jornada dos Jovens” da Lituânia 28-30 de junho)

6) Fazer barulho: “Aqui, no Rio, farão barulho, farão certamente. Mas eu quero que se façam ouvir também, nas dioceses, quero que saiam, quero que a Igreja saia pelas estradas, quero que nos defendamos de tudo o que é mundanismo, imobilismo, nos defendamos do que é comodidade, do que é clericalismo, de tudo aquilo que é viver fechados em nós mesmos”. (Discurso aos Jovens Argentinos durante a JMJ Rio 2013)

7) Aproximar-se da cruz de Cristo: “Queridos amigos, a Cruz de Cristo nos ensina a sermos como o Cireneu, aquele que ajuda Jesus a levar o madeiro pesado, como Maria e as outras mulheres, que não tiveram medo de acompanhar Jesus até o fim, com amor, com ternura. E você, como é? Como Pilatos, como o Cireneu, como Maria?” (Discurso aos Jovens durante a Via-sacra, em Copacabana, durante a JMJ Rio 2013)

8) Ser protagonista das mudanças: “Através de vocês, entra o futuro no mundo. Também a vocês, eu peço para serem protagonistas desta mudança. Peço-lhes para serem construtores do mundo, trabalharem por um mundo melhor. Queridos jovens, por favor, não ‘olhem da sacada’ a vida, entrem nela. Jesus não ficou na sacada, Ele mergulhou… ‘Não olhem da sacada’ a vida, mergulhem nela como fez Jesus”. (Discurso na Vigília de Oração, na praia de Copacabana, durante a JMJ Rio 2013)

9) Servir sem medo: “Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os ambientes, até as periferias existenciais, incluindo quem parece mais distante, mais indiferente. O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da Sua misericórdia e do Seu amor”. (Homilia da Missa de encerramento da JMJ Rio 2013)

10) Ser revolucionário: “Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é ‘curtir’ o momento, que não vale a pena se comprometer por toda a vida, fazer escolhas definitivas ‘para sempre’, uma vez que não se sabe o que nos reserva o amanhã. Nisso peço que se rebelem: que se rebelem contra a cultura do provisório, a qual, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de ‘ir contra a corrente’. E também tenham a coragem de ser felizes!” (Discurso aos voluntários da JMJ Rio 2013)

Fonte: http://destrave.cancaonova.com/10-conselhos-do-papa-francisco-aos-jovens/

Jovens e santos


Acredito ainda em nossos dias, muitos pensem que os santos foram pessoas que já nasceram santas, ou que tiveram uma predileção por parte de Deus. Não!
Os santos foram pessoas que em sua condição pecadora e de fragilidade, viram na Graça de Deus, na bondade e até mesmo na sua paciência, o trampolim para a verdadeira liberdade e sentido de vida. Deus não escolhe os especiais, mas mediante a resposta e a abertura de coração destes homens e mulheres, torna-os capazes de brilhar na sociedade pelo seu testemunho e coragem, que com grande amor e vitalidade, abraçam a sua cruz unindo-a com a de Cristo. Os santos são aqueles que resplandecem a santidade de Deus, pois só Ele é santo.
A Igreja nos ensina, por meio da Sagrada Escritura e pela tradição recebida dos apóstolos, que cada um de nós somos chamados a santidade. Não é um simples chamado em que dizemos que vamos pensar em uma resposta, mas é um chamado que provoca toda a nossa existência, um convite que vai ao âmago de nosso ser, que arranca-nos de nosso estado de torpor, preguiça e superficialidade, lançando-nos a profundidade desse amor.
É por meio do batismo que somos incorporados a Cristo, Santo dos santos, e Nele a nossa humanidade caduca e frágil, é divinizada e elevada a um grande grau de dignidade, a condição de filiação divina, ou seja, tornamo-nos filhos de Deus, herdeiros de sua Graça, mas também comprometidos em sermos assim como o Pai-Deus: Santo!
É belo vermos o ritual da missa da Vigília da Páscoa, mãe de todas as vigílias, quando o sacerdote mergulha na pia batismal o círio pascal, mostrando, que Cristo, luz do mundo, fecunda a sua Igreja, ao qual nascerão todos os filhos de Deus, que repletos do Espírito Santo, e guiados por esta mãe e mestra, a Igreja, estarão prontos para incendiar de amor e generosidade este mundo.
Grandes santos de nossa história, foram marcados por bravuras e ações extraordinárias, como São Paulo, São Francisco, Santa Terezinha do Menino Jesus, e muitos outros. Mas no ordinário da vida,alguns nos precederam, sobretudo santos jovens, alguns que nunca estarão em nossos altares, mas pelo seu testemunho e amor a Deus, hoje estão diante deste mesmo Deus intercedendo por cada um de nós.
Alguns jovens, souberam  amar a Deus com todas as suas forças,  consagrando-se de forma simples e cotidiana, mas com grande intensidade. Alguns nomes, para nós brasileiros, são muito poucos conhecidos, como Santa Rosa de Viterbo, que morreu em 1253 com 18 anos incompletos. Esse fato aproxima muito o trabalho de Rosa com a juventude cristã-católica. À medida em que crescia, aumentavam também suas orações. Muitas vezes passava longas horas da noite em contemplação, em estado de ligação constante com Deus.
São Domingo Sávio, Filho de pessoas simples – um ferreiro e uma costureira. Desde pequeno foi dotado “de uma índole doce e de um coração formado para a piedade” e aprendeu com facilidade as orações da manhã e da noite, ao passo que já rezava quando tinha apenas quatro anos.
Santa Inês de Praga, uma linda jovem nascida em Praga, na República Tcheca. Era filha do Rei da Bohemia (atual República Checa) e foi criada e educada pelas freiras Cistercienses. Mesmo quando ainda muito jovem, demonstrava um enorme desejo de se consagrar a Deus e viver intensamente a fé cristã. Por isso, recusou por diversas vezes propostas de rapazes que desejavam casar-se com ela, e estes não eram poucos, pois era uma jovem de destacável beleza. Porém, Inês sempre recusava os pedidos dizendo que o único compromisso que queria ter era com Jesus;
Santa GeannaBerettaMolla, adolescente tornou-se membro da Sociedade São Vicente de Paulo onde, voluntariamente trabalhava com os pobres e os idosos. Gianna via a medicina como um meio de servir a Deus e por isso escolheu essa profissão. Durante o período em que frequentou a universidade, dedicou-se aos seus deveres acadêmicos, mas não deixou de viver a sua fé, bem como de assumir seus deveres de cristã;  
São Gabriel da Virgem Dolorosa, que nasceu na Itália do Século XIX, viveu com o nome de Francisco e foi muito parecido com o Francisco do Século XII. Aliás, foi em homenagem a São Francisco de Assis que o pai – um rico advogado dos Estados Papais – batizou seu filho: Francesco Possenti. Não apenas no nome, mas os Franciscos assemelhavam-se em outros aspectos. Ambos “curtiam a dolcevita”, ou seja, eram jovens galanteadores, sonhadores, elegantes, festeiros e, após uma experiência com o Senhor, mudaram radicalmente sua forma de “curtir a vida”.
Poderíamos relacionar muitos outros santos jovens, que com coragem e auxílio do Espírito Santo, souberam acolher o convite de Deus, e se assim podemos dizer, com muita ousadia.
Lembro-me das palavras do Beato João Paulo II, um grande homem, que tinha uma opção especial pelos jovens, pela vitalidade que podiam oferecer ao Senhor em seu dia a dia, e dizia:
“Precisamos de Santos de calças jeans e tênis. Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos. Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar. Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade. Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo. Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais. Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man. Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos. Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte. Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".
As vésperas da Jornada mundial da Juventude, que acontecerá em Madrid na Espanha, o encontro do Papa com os jovens do mundo inteiro, rogamos ao Espírito Santo, para que renove nos corações de nossos jovens o ardente desejo de ser discípulos e missionários de Cristo, para que Nele tenham vida, e vida em abundância. E que com este inflamado amor, seja sal e luz neste mundo, levando a outros a esta mesma experiência com o Cristo ressuscitado. E sobre a intercessão da Mãe de Deus, sintam-se acolhidos em suas necessidades e anseios, encontrando sempre no coração da Igreja esta experiência concreta do amor a Deus e ao próximo.

Arnaldo Rodrigues
Seminarista da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro – RJ


João Paulo II aos jovens: não tenham medo de falar de Cristo!



Trecho do Discurso do Papa João Paulo II, na Vigília de oração com os jovens espanhóis.
Queridos jovens, ide com confiança ao encontro de Jesus, e, como os novos santos,não tenhais medo de falar d’Ele! Porque Cristo é a resposta verdadeira para todas as perguntas sobre o homem e sobre o seu destino. É preciso que vós, jovens, vos convertais em apóstolos dos vossos coetâneos [contemporâneos]. Sei muito bem que isto não é fácil. Muitas vezes tereis a tentação de dizer como o profeta Jeremias: “Oh! Senhor, eu não sei exprimir-me, sou um jovem” (Jer 1, 6). Não desanimeis, porque não estais sozinhos: o Senhor nunca deixará de vos acompanhar, com a sua graça e com o dom do seu Espírito.
Esta presença fiel do Senhor torna-vos capazes de assumir o compromisso da nova evangelização, para a qual estão chamados todos os filhos da Igreja. É uma tarefa de todos. Nela os leigos têm um papel de protagonistas, especialmente os esposos e as famílias cristãs; sem dúvida, a evangelização exige hoje com urgência sacerdotes e pessoas consagradas. Eis a razão pela qual desejo dizer a cada um de vós, jovens: se sentis a chamada de Deus que vos diz: “Segue-me!” (Mc 2, 14; Lc 5, 27), não a sufoqueis. Sede generosos, respondei como Maria oferecendo a Deus o sim alegre das vossas pessoas e da vossa vida.



João Paulo II em sua primeira visita à Polônia após a sua eleição ao Trono de Pedro, em 1978.
Dou-vos o meu testemunho: eu fui ordenado quando tinha 26 anos. Desde então se passaram 56.
Então, quantos anos tem o Papa? Quase 83! Um jovem de 83 anos. Quando olho para trás e recordo estes anos da minha vida, posso garantir-vos que vale a pena dedicar-se à causa de Cristo e, por amor d’Ele, consagrar-se ao serviço do homem. Vale a pena dar a vida pelo Evangelho e pelos irmãos! Quantas horas faltam para a meia-noite? Três horas. Só três horas para a meia-noite e depois chega a manhã.
Ao concluir as minhas palavras desejo invocar Maria, a estrela luminosa que anuncia o alvorecer do Sol que nasce do Alto, Jesus Cristo:
Salve, Maria, cheia de graça! Fonte: Site do Vaticano