Ainda em Portugal, na idade ainda adolescente, Santo Antonio pregava. Ele tinha costume de ir num rio do qual passava horas pregando, não para as águas, mas sim para os peixes. Tal dom de DEUS este que se os homens não o ouviam,mas os peixes o escutavam.
Santo Antônio é conhecido como Santo de Lisboa (Portugal). Por ter nascido nessa cidade portuguesa, e também como o santo de Pádua, por ter morrido em Pádua (Itália).
Fiel imitador de Cristo, humilde, carismático, foi um exímio pregador do Evangelho. Amante da pobreza e dos pobres, defendia os deserdados e explorados.
Discípulo de São Francisco, seu pai espiritual, Antônio também amava a natureza. Quando não era ouvido pelas pessoas, dirigia-se às aves e aos peixes. Passava muitos dias em meditação e oração em lugares afastados, longe do barulho e da agitação das cidades.
Um dia enquanto rezava recebeu a visita do Menino Jesus. Em razão dessa aparição, Santo Antônio é representado carregando o Menino Jesus nos braços.
O lírio que aparece nos braços ou nos pés, é o símbolo da pureza. A sua mensagem de fé e de amor para com Deus e a sua caridade para com os pobres continuam atuais.
Sal da terra e luz do mundo, Santo Antônio é tão procurado pelas pessoas que se tornou um dos santos mais populares do mundo.
Em sua companhia, procuremos reencontrar o verdadeiro sentido da nossa vida, a fé em Deus, o amor para com os mais pobres e uma esperança na Divina Providência.
Sejamos gratos a Deus por nos ter dado um padroeiro tão poderoso, a quem podemos recorrer em nossas necessidades, porque nunca se ouviu dizer que quem recorresse à sua intercessão não fosse atendido.
ORAÇÃO a Santo Antônio
Ó glorioso Santo Antônio, meu grande advogado, pela confiança e pelo amor que em vós depositei, dignai-vos conceder um olhar benigno em meu favor.
Grande Santo, vós que operais tantos milagres e que tantas graças alcançais para aqueles que vos invocam, tende compaixão também deste devoto servo, que está tão necessitado de vosso auxílio. Dizei uma palavra àquele Menino, que feliz apertais entre os braços, e d'Ele impetrai a graça que humildemente vos peço...
A Festa de São José é um breve intervalo durante a Quaresma para celebrar e refletir sobre a importância do pai adotivo de Cristo na vida da Igreja:
- A Solenidade de São José, assim denominado Patrono da família, é como se fosse um intervalo, e um intervalo breve, nesse clima penitencial da Quaresma, para dar a alegria Pascal de celebrarmos o Mistério de Cristo na vida de São José, pai adotivo ou também chamado Pai terreno do filho unigênito de Deus Pai.
A Igreja o escolheu como padroeiro da boa morte, pois José deve ter terminado sua caminhada na terra ao lado de Jesus e Maria. O calendário litúrgico dedica duas comemorações festivas a este grande Santo: no dia 19 de março (em muitos países este é o dia dos pais) e no dia primeiro de maio, dia do trabalhador. São José foi escolhido como modelo de todos os trabalhadores.
São José foi escolhido também como Padroeiro das Vocações e sua espiritualidade deu origem a inúmeras Congregações religiosas, masculinas e femininas, que operam no mundo, seguindo seu estilo e carisma.
O Papa Francisco, há poucos meses, mandou inserir, na Liturgia eucarística, o nome de São José, que assim é invocado diariamente na hora da Missa, bem logo após a Consagração.
São José Esposo de Maria, ele foi o pai adotivo de Jesus. O evangelho de Mateus deixa claro que a gravidez de Maria na geração de Jesus não veio do marido, mas diretamente do Espírito Santo. No trabalho de carpinteiro José sustentou a Sagrada Família e por isso é chamado de ‘pai nutrício’ de Jesus.
No Evangelho José é o homem justo. A palavra bíblica resume o sentido da pessoa de José em relação à vinda do Salvador, o Messias descendente do rei Davi. A presença de José na genealogia do rei Davi garante a Jesus a linhagem real segundo o relato de Mateus: “Jacó foi pai de José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.” (Mt.1,16). Os evangelhos trazem algumas informações históricas sobre quem era José. Mas, deixam claro seu papel ao lado de Maria em função de Jesus.
Cristo Jesus, o salvador-messias, é o Filho de Deus nascido só de mãe humana. O texto de Mateus fala desse fato miraculoso: Jesus nasceu de uma virgem! Maria era solteira e noiva de José. Segundo o costume legal os noivos assumiam perante duas testemunhas a promessa de se casarem. Somente no final de um ano o noivado dava a eles o direito de coabitarem. A gravidez imprevista de Maria surpreendeu José que resolveu intimamente abandona-la. Tinha ele a certeza da honestidade da noiva e sem saber o que pensar não quis denunciá-la por adultério. Diz-nos Mateus: “José era justo” (v.19). Providencia a viagem até Belém por motivo do recenseamento ordenado pelo Império Romano. Está presente no nascimento de Jesus na gruta. Mesmo não sendo o pai carnal é ele quem impõe o nome ao menino no ato da circuncisão. Mais tarde protege a esposa e o menino na fuga para o Egito. Participa de toda a vida civil religiosa dos judeus. Sofre ao lado de Maria a incompreensão quanto a Jesus perdido em Jerusalém no Templo por três dias. Depois disso Lucas resume numa frase a vida da Sagrada Família em Nazaré: Jesus lhes era submisso e ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens. (Lc. 2,51-52). Enfim, José tem o perfil do homem justo, isto é, fiel a Deus em tudo e amante do trabalho humilde e honesto.
São José, pai adotivo de Jesus e aquele que, com seu silêncio, obediência e coragem, abraçou o Senhor da Vida.
A missão de São José não se encerra com a sua vida terrena, porque a autoridade de pai de José, pela vontade de Deus, estendeu-se sobre toda a Igreja. A Sagrada Família, que José governou com autoridade de pai, foi o berço da Igreja nascente. São José compreendeu o mistério da encarnação de Cristo, tornando-se, assim, um participante da promessa de Deus.
Através deste exemplo, vemos que Deus escolhe os justos e simples para realizar o seu amor no meio do povo; e hoje somos chamados, todos, a louvar a Deus pelo ‘Sim’ de São José, falou.São José, o homem justo e temente a Deus, não é nada mais senão um sinal Dele no meio do povo.
São José ouviu a voz do anjo e se colocou à disposição para cuidar de Maria e do filho Jesus. Que este grande Santo abençoe nossas famílias, os trabalhadores, e consiga muitas vocações para a vida religiosa e sacerdotal, para que a pessoa de Jesus seja cada vez mais conhecida e amada. São José, rogai a Deus por nós.
A grande lição que João nos deixa é que “Ele cresça e eu desapareça!”
João Batista é o santo mais retratado na arte cristã. E não é sem razão. Ele é o último profeta do Antigo Testamento e o primeiro do Novo. A Igreja o festeja duas vezes no ano litúrgico: no dia de sua morte (29 de agosto), e no dia em que nasceu (24 de junho), para assinalar os seis meses que antecedem o nascimento de Jesus, segundo as palavras do arcanjo Gabriel a Maria.
Deus o escolheu desde o ventre de Santa Isabel para ser o precursor o Senhor. No décimo quinto ano de Tibério (28-29 d.C.), iniciou sua missão no rio Jordão: pregar e batizar; daqui vem o nome “Batista”.
Quando batizou Jesus, João revela a identidade de Deus: “Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo!” (Jo 1,29).
A sua Paixão era Jesus. Naquele momento João confia: “Assim, pois, já este meu gozo está cumprido. É necessário que ele cresça e que eu diminua.” (Jo 3,29-30). Morre decapitado, sua cabeça foi pedida por capricho de Salomé, filha de Herodíades, mulher ilegítima do rei de Israel.
João é o “arauto do grande Rei”; “a trombeta do imperador”, como dizia São Francisco. Ele denuncia todo tipo de pecado porque veio para anunciar Aquele que tira o pecado do mundo. E derrama seu sangue para denunciar o pecado do rei.
Ele foi santificado ainda no ventre de sua mãe diante da Virgem Maria. O profeta Isaías já tinha profetizado que Deus o “preparou desde o nascimento para ser seu Servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória”. (Is 49,4-6)
Sua Paixão era Jesus: “Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem Aquele, do qual nem mereço desamarrar as sandálias” (cf. At 13,24-26). E o povo se curvava diante da pregação de João: “Ouvindo-o todo o povo, e mesmo os publicanos, deram razão a Deus, fazendo-se batizar com o batismo de João”. (Lc 7, 29)
Ele disse que era apenas “uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Is 40,3). “Eu vos batizo com água, em sinal de penitência, mas aquele que virá depois de mim é mais poderoso do que eu e nem sou digno de carregar seus calçados. Ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo. Tem na mão a pá, limpará sua eira e recolherá o trigo ao celeiro. As palhas, porém, queimá-las-á num fogo inextinguível”. (Mt 3,1-17)
Jesus fez elogios eloquentes a João: “Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele. ( Mt 11, 11). “Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam”. (Mt 11, 12)
“Vós enviastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. João era uma lâmpada que arde e ilumina; vós, porém, só por uma hora quisestes alegrar-vos com a sua luz”. (Jo 5, 35)
Quando João Batista mandou seus discípulos perguntarem a Jesus: “És tu o que há de vir ou devemos esperar por outro?”, Jesus respondeu-lhes: “Ide anunciar a João o que tendes visto e ouvido: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, aos pobres é anunciado o Evangelho. Depois que se retiraram os mensageiros de João, ele começou a falar de João ao povo: Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Pois vos digo: entre os nascidos de mulher não há maior que João. Entretanto, o menor no Reino de Deus é maior do que ele”. (Lc 7, 22-28)
Jesus sempre se referia a João: “Pois veio João Batista, que nem comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Ele está possuído do demônio”. (Lucas 7, 33)
Ao ver Jesus, João Batista o apresentou a seu discípulos de maneira certeira: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1,29). Assim, João dava a “identidade e a missão” de Jesus. Ele é aquele cordeiro que será imolado pela redenção da humanidade, cuja figura estava naqueles dois cordeirinhos que os judeus sacrificavam todos os dias no Templo, as seis horas da manhã e as seis horas da tarde (o holocausto perpétuo), para que Deus perdoasse os pecados do mundo. João mostrava assim a missão de Jesus, “arrancar com sua morte o pecado do mundo”, porque “o salário do pecado é a morte” (Rom 6,23). Mostrava-nos assim, que Jesus não veio para outra atividade, senão tirar o pecado dos homens e instaurar o reino de Deus, da Graça.
Quando Jesus se apresentou para ser batizado por ele, João rejeitou: “Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim! Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa. Então João cedeu. Depois que Jesus foi batizado, saiu logo da água. Eis que os céus se abriram e viu descer sobre ele, em forma de pomba, o Espírito de Deus. E do céu baixou uma voz: Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição. (Mt 3,1ss)
Como todo profeta, João pagou com sangue sua pregação. Conhecemos bem essa história. A grande lição que João nos deixa é que “Ele cresça e eu desapareça!”
Prof. Felipe Aquino
Fonte: http://cleofas.com.br/a-paixao-de-sao-joao-batista/
Hoje, 24 de junho, o calendário litúrgico da Igreja Católica recorda o nascimento de São João o Batista, filho do sacerdote judeu Zacarias e de Santa Isabel, a prima da Virgem Maria que vivia em Ein Karem (Jerusalém) onde o santo nasceu os seis meses antes de Jesus.
São João o Batista, é o único santo, junto com a Virgem Maria, cuja data de nascimento é celebrada. O anúncio de seu nascimento foi feito por um Anjo enviado por Deus ao seu pai Zacarias, que não podia ter filhos porque Isabel era estéril e pela idade de ambos, como o relata o Evangelho de São Lucas em seu primeiro capítulo.
Durante a Anunciação, ao saber pelo Anjo Gabriel que sua prima estava grávida de seis meses, a Virgem Maria prontamente decidiu viajar até Ein Karem para cuidá-la, e no momento do encontro das duas São João salta de alegria no ventre após a saudação de Maria à sua mãe, Isabel. Deste momento em diante João será o grande anunciador do Messias ao povo de Israel. O nome do santo foi encarregado a Zacarias, que ficou mudo, por não crer na mensagem que o anjo lhe portava.
O Batista foi quem anunciou a vinda do Senhor, o Salvador, pregava sem cessar exortando ao arrependimento dos pecados, à conversão e batizava no rio Jordão. Ele mesmo assinalava que batizava com água para conduzir à penitência; mas o que viria depois batizaria com o Espírito Santo. E ele, João dizia ainda “eu não sou digno nem sequer de soltar a correia de suas sandálias”. A frase “Eis o Cordeiro de Deus”, saiu da boca de João para entrar no Evangelho e na liturgia da Igreja para sempre.
O Papa Francisco assinalava em 2013 na celebração desta festa que João era aquele que “nunca se apodera da Palavra”, João “é o que aponta, que assinala”. O “sentido da vida do João é indicar a outro”.
“Peçamos a graça de imitar a João, sem ideias próprias, sem um Evangelho tomado como propriedade, mas sermos somente uma Igreja-voz que anuncia a Palavra, e até o martírio”.
Junho é mês de quentão, quadrilha... Toda festa junina é uma delícia e, além de
comidas e brincadeiras típicas, a comemoração é uma tradição católica em que
são celebrados os dias de São João, Santo Antônio e São Pedro. Conheça a
história de cada um:
Festa Junina: origem e tradição
Comemorar o mês de junho é um hábito
antigo em várias partes do mundo. Antes do nascimento de Jesus, os povos pagãos
do Hemisfério Norte celebravam o solstício de verão, o dia mais longo e a noite
mais curta do ano, que, lá, acontece em junho. As festas ocorriam para pedir
aos deuses a fertilidade da terra e garantir boas colheitas nos meses
seguintes. Com o avanço do Cristianismo, a Igreja incorporou a tradição e, no
século 6, os ritos da festa do dia do solstício, em 21 de junho, passaram para
o dia do nascimento de São João Batista, em 24 de junho. Mais tarde, no século
13, foram incluídas no calendário litúrgico as datas comemorativas de Santo
Antônio (dia 13) e São Pedro (dia 29). É por isso que esses três santos são os
padroeiros das festas juninas!
São Paulo (dia 29) apesar de ser
comemorado também do mês de junho, não é considerado um santo dos festejos
juninos, mas o apóstolo dos gentios, foi perseguidor que se transformou no
grande pregador. Fundador de muitas das primeiras comunidades cristãs, Paulo
dirigiu a elas muitas Cartas, das quais quatorze são consideradas “canônicas” e
fazem parte do Novo Testamento. Suas Cartas são as mais lidas de todos os
tempos. Dele São Jerônimo disse: “Jamais o mundo verá outro homem da
envergadura de São Paulo”. Nasce em Tarso. Romano por nascimento, judeu de raça
e de religião, fariseu zeloso com sólida formação na escola de Gamaliel. Sua
conversão aconteceu às portas de Damasco e sua queda do cavalo passou a ser
símbolo de toda conversão (At. 9, 4)
As festas juninas são celebradas com
muito entusiasmo pelo nosso povo. As famosas “fogueiras”, as danças denominadas
“quadrilhas”, os fogos de artifício, a reza do terço, o quentão e a pipoca
(propícios para o mês de junho – mês do frio) constituem parte de nosso
folclore e nem por isso perdem o seu colorido religioso e, por isso mesmo ,
fazem parte da religiosidade popular.
Conheça mais sobre os santos de junho
Santo Antônio - 13 de junho
Nascido em uma família de alta nobreza,
recebeu o nome de Fernando e teve uma boa educação religiosa. Iria seguir
carreira militar, mas resolveu refugiar-se num convento, em Coimbra, e
ordenou-se sacerdote em 1220. Tornou-se, então, missionário na África. Entrou
para a ordem Franciscana e adotou o nome de Antônio. Faleceu aos 36 anos, em 13
de junho de 1231, na aldeia de Arcela. Lá foi construído um grandioso templo em
homenagem ao santo, onde se conservam várias de suas relíquias, inclusive sua
língua. Foi proclamado Doutor da Igreja em 1946, pelo Papa Pio XII.
Um de seus mais famosos feitos se deu
quando, pregando e Pádua, foi avisado de que seu pai estava sendo injustamente
condenado à forca, em Lisboa. Milagrosamente, Santo Antônio desdobrou-se e
salvou seu pai em Lisboa ao mesmo tempo em que fazia seu sermão em Pádua. Em
pensamento, fez com que o cadáver do assassinado negasse, por meio de um aceno
de mão, a culpa de seu pai.
São João - 24 de junho
São João Batista, chamado de o “homem
enviado por Deus”, era um profeta eremita, mártir e primo de Jesus. Pregava nas
margens do Rio Jordão e, lá, fez o batismo de Cristo. João era precursor do
Messias e, diz a lenda, que nasceu sem pecado, sendo santificado ainda no útero
de sua mãe. É protetor dos casados e enfermos, protegendo contra dor de cabeça
e de garganta.
São João é o padroeiro da Amizade.
São Pedro - 29 de junho
São Pedro foi o primeiro Papa, líder
dos apóstolos e fundador da Santa Sé de Roma, junto com São Paulo. Ele sempre
foi mencionado como o primeiro apóstolo em todas as passagens do Novo
Testamento e estava ao lado de Cristo, ajudando-O a organizar a Última Ceia.
Foi Pedro que negou Jesus três vezes e o primeiro a vê-Lo depois de
ressuscitado. O Santo foi o instrumento para levar as palavras do Evangelho às
pessoas e a fazer milagres em nome do Senhor.
São
Paulo - 29 de junho
Considerado
o primeiro doutor da Igreja, São Paulo foi o apóstolo, mártir e um dos grandes
missionários da Igreja. Foi aprisionado, torturado e martirizado por causa de
sua fé. Ao longo de suas jornadas missionárias, escreveu cartas e teses que
relatavam o conceito de Cristo, além de graças que se referiam à predestinação,
à liberdade de escolha, ao batismo e à perfeição cristã.
Homilia na canonização de JPII e João XXIII - 27/04/14
Missa de canonização dos beatos João Paulo II e João XXIII
Praça São Pedro – Vaticano
Domingo, 27 de abril de 2014
Boletim da Santa Sé
No centro deste domingo, que encerra a Oitava de Páscoa e que João Paulo II quis dedicar à Misericórdia Divina, encontramos as chagas gloriosas de Jesus ressuscitado.
Já as mostrara quando apareceu pela primeira vez aos Apóstolos, ao anoitecer do dia depois do sábado, o dia da Ressurreição. Mas, naquela noite, Tomé não estava; e quando os outros lhe disseram que tinham visto o Senhor, respondeu que, se não visse e tocasse aquelas feridas, não acreditaria. Oito dias depois, Jesus apareceu de novo no meio dos discípulos, no Cenáculo, encontrando-se presente também Tomé; dirigindo-Se a ele, convidou-o a tocar as suas chagas. E então aquele homem sincero, aquele homem habituado a verificar tudo pessoalmente, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20, 28).
Se as chagas de Jesus podem ser de escândalo para a fé, são também a verificação da fé. Por isso, no corpo de Cristo ressuscitado, as chagas não desaparecem, continuam, porque aquelas chagas são o sinal permanente do amor de Deus por nós, sendo indispensáveis para crer em Deus: não para crer que Deus existe, mas sim que Deus é amor, misericórdia, fidelidade. Citando Isaías, São Pedro escreve aos cristãos: «pelas suas chagas, fostes curados» (1 Ped 2, 24; cf. Is 53, 5).
João XXIII e João Paulo II tiveram a coragem de contemplar as feridas de Jesus, tocar as suas mãos chagadas e o seu lado trespassado. Não tiveram vergonha da carne de Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua cruz; não tiveram vergonha da carne do irmão (cf. Is 58, 7), porque em cada pessoa atribulada viam Jesus. Foram dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, da sua misericórdia, à Igreja e ao mundo.
Foram sacerdotes, bispos e papas do século XX. Conheceram as suas tragédias, mas não foram vencidos por elas. Mais forte, neles, era Deus; mais forte era a fé em Jesus Cristo, Redentor do homem e Senhor da história; mais forte, neles, era a misericórdia de Deus que se manifesta nestas cinco chagas; mais forte era a proximidade materna de Maria.
Nestes dois homens contemplativos das chagas de Cristo e testemunhas da sua misericórdia, habitava «uma esperança viva», juntamente com «uma alegria indescritível e irradiante» (1 Ped 1, 3.8). A esperança e a alegria que Cristo ressuscitado dá aos seus discípulos, e de que nada e ninguém os pode privar. A esperança e a alegria pascais, passadas pelo crisol do despojamento, do aniquilamento, da proximidade aos pecadores levada até ao extremo, até à náusea pela amargura daquele cálice. Estas são a esperança e a alegria que os dois santos Papas receberam como dom do Senhor ressuscitado, tendo-as, por sua vez, doado em abundância ao Povo de Deus, recebendo sua eterna gratidão.
Esta esperança e esta alegria respiravam-se na primeira comunidade dos crentes, em Jerusalém, de que nos falam os Atos dos Apóstolos (cf. 2, 42-47). É uma comunidade onde se vive o essencial do Evangelho, isto é, o amor, a misericórdia, com simplicidade e fraternidade.
E esta é a imagem de Igreja que o Concílio Vaticano II teve diante de si. João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restabelecer e atualizar a Igreja segundo a sua fisionomia originária, a fisionomia que lhe deram os santos ao longo dos séculos. Não esqueçamos que são precisamente os santos que levam avante e fazem crescer a Igreja. Na convocação do Concílio, João XXIII demonstrou uma delicada docilidade ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado. Este foi o seu grande serviço à Igreja; foi o Papa da docilidade ao Espírito.
Neste serviço ao Povo de Deus, João Paulo II foi o Papa da família. Ele mesmo disse uma vez que assim gostaria de ser lembrado: como o Papa da família. Apraz-me sublinhá-lo no momento em que estamos a viver um caminho sinodal sobre a família e com as famílias, um caminho que ele seguramente acompanha e sustenta do Céu.
Que estes dois novos santos Pastores do Povo de Deus intercedam pela Igreja para que, durante estes dois anos de caminho sinodal, seja dócil ao Espírito Santo no serviço pastoral à família. Que ambos nos ensinem a não nos escandalizarmos das chagas de Cristo, a penetrarmos no mistério da misericórdia divina que sempre espera, sempre perdoa, porque sempre ama.
Com a elevação aos altares como santo, foi aprovada a proposta do Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, realizada na 51ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP) no ano passado de que São José de Anchieta se torne o patrono nacional dos catequistas do Brasil.
Segundo dom Odilo, a proposta foi feita no contexto das iniciativas realizadas em prol da canonização do Beato Anchieta, após um pedido da Associação Internacional Anchieta (AIA), presidida pelo padre César Augusto dos Santos, vice-postulador da causa de canonização de Anchieta e diretor do Programa Brasileiro da Rádio Vaticano. O Cardeal explicou que o principal objetivo é “torná-lo mais conhecido e popularizar uma devoção”.
Por sua parte, O Pe. César dos Santos acredita que declarar o novo santo como patrono dos catequistas “é uma questão de justiça”. “Se alguém catequizou esse país, se alguém deu a vida pela Catequese do país, se alguém se entregou totalmente a esta causa, foi Anchieta”, afirmou o religioso. Segundo ele, “Anchieta deu toda a sua juventude, toda a sua inteligência, toda a sua vida para trazer Jesus Cristo a este povo”.
O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, destaca a importância da vida e missão de São José de Anchieta que optou por uma catequese acessível e aculturada, utilizando da poesia, do teatro e de recursos próprios da época.
“Ele é um modelo de evangelizador e missionário de todos os tempos e todas as épocas. Nos ensinou que o Evangelho, ao ser anunciado, deve ser inculturado, levando em conta a cultura das pessoas ao qual se destina”, disse dom Damasceno após o reconhecimento de José de Anchieta como santo padroeiro dos catequistas brasileiros.
Nele estão representados os diversos caminhos para a santidade: (de baixo para cima) apóstolos, santos inocentes, doutores, reis, monges, virgens, mártires, rainhas, anjos e Nossa Senhora. Ao centro, no alto, a Santíssima Trindade.
Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas, a eles que, segundo a promessa do Filho, o mesmo Pai celeste glorifica? De que lhes servem nossos elogios? Os santos não precisam de nossas homenagens, nem lhes vale nossa devoção. Se veneramos os Santos, sem duvida nenhuma, o interesse é nosso, não deles. Eu por mim, confesso, ao recordar-me deles, sinto acender-se um desejo veemente.
Em primeiro lugar, o desejo que sua lembrança mais estimula e incita é o de gozarmos de sua tão amável companhia e de merecermos ser concidadãos e comensais dos espíritos bem-aventurados, de unir-nos ao grupo dos patriarcas, às fileiras dos profetas, ao senado dos apóstolos, ao numeroso exercito dos mártires, ao grêmio dos confessores, aos coros das virgens, de associar-nos, enfim, à comunhão de todos os santos e com todos nos alegrarmos. A assembleia dos primogênitos aguarda-nos e nós parecemos indiferentes! Os santos desejam-nos e não fazemos caso; os justos esperam-nos e esquivamo-nos.
Animemo-nos, enfim, irmãos. Ressuscitemos com Cristo. Busquemos as realidades celestes. Tenhamos gosto pelas coisas do alto. Desejemos aqueles que nos desejam. Apresemo-nos ao encontro dos que nos aguardam.
Antecipemo-nos pelos votos do coração aos que nos esperam. Seja-nos um incentivo não só a companhia dos santos, mas também a sua felicidade. Cobicemos com fervoroso empenho também a glória daqueles cuja presença desejamos. Não é má esta ambição nem de nenhum modo é perigosa à paixão pela glória deles.
O segundo desejo que brota em nós pela comemoração dos santos consiste em que Cristo, nossa vida, tal como a eles, também apareça a nós e nós juntamente com ele apareçamos na glória. Enquanto isso não sucede, nossa Cabeça não como é, mas como se fez por nós, se nos apresenta. Isto é, não coroada de glória, mas como com os espinhos de nossos pecados. É uma vergonha fazer-se de membro regalado, sob uma cabeça coroada de espinhos. Por enquanto a púrpura não lhe é sinal de honra, mas de zombaria. Será sinal de honra quando Cristo vier e não mais se proclamará sua morte, e saberemos que nós estamos mortos com ele, e com ele escondida nossa vida. Aparecerá a Cabeça gloriosa e com ela refulgirão os membros glorificados, quando transformar nosso corpo humilhado, configurando-o à glória da Cabeça que é ele mesmo.
Com inteira e segura ambição cobicemos esta glória. Contudo para que nos seja lícito espera-la e aspirar a tão grande felicidade, cumpre-nos desejar com muito empenho a intercessão dos santos. Assim, aquilo que não podemos obter por nós mesmos, seja-nos dado por sua intercessão.
-- Dos sermões de São Bernardo, abade (Século XII).
Este gigante da santidade era fisicamente de modesta estatura, tinha barbicha rara e escura. E, no plano cultural, ainda mais modesto. Conhecia o provençal, ensinado pelo pai, por ter feito algumas leituras de romances de cavalaria. Era um hábil vendedor de tecidos, ao lado de um pai que lhe enchia a bolsa de moedas. Nas alegres noitadas com os amigos, Francisco não media despesas. Participou das lutas entre as cidades e conheceu a humilhação da derrota e de um ano de prisão em Perúgia.
No regresso, fez-se armar cavaleiro pelo conde Gualtério e esteve a ponto de partir para a Apúlia; mas em Espoleto, “pareceu-lhe ver”, conta são Boaventura na célebre biografia, “um palácio magnífico e belo, e dentro dele muitíssimas armas marcadas com a cruz, e uma voz que vinha do céu: São tuas e dos teus cavaleiros”.
A interpretação do sonho veio-lhe no dia seguinte: “Francisco, quem te pode fazer mais bem, o senhor ou o servo?” Francisco compreendeu, voltou sobre seus passos, abandonou definitivamente a alegre companhia e enquanto estava absorto em oração, na igreja de São Damião, ouviu claramente o apelo: “Francisco, vai e repara a minha Igreja que, como vês, está toda em ruínas”.
O jovem não fez delongas e, diante do bispo Guido — a cuja presença o pai o conduzira à força para fazê-lo desistir —, despojou-se de todas as roupas e as restituiu ao pai.
Improvisou-se em pedreiro e restaurou do melhor modo possível três igrejinhas rurais, entre as quais Santa Maria dos Anjos, dita Porciúncula. Uma frase iluminante do Evangelho indicou-lhe o caminho a seguir: “Ide e pregai... Curai os enfermos... Não leveis alforje, nem duas túnicas, nem sapatos, nem bastão”.
Na primavera de 1208, 11 jovens tinham-se unido a ele. Escreveu a primeira regra da ordem dos frades menores, aprovada oralmente pelo papa Inocêncio III, depois que os 12 foram recebidos em audiência, em meio ao estupor e à indignação da cúria pontifícia diante daqueles jovens descalços e mal-vestidos.
Mas aquele pacífico contestador teve também a solene aprovação do sucessor, Honório III, com a bula Solet annuere, de 29 de novembro de 1223.
Um ano depois, na solidão do monte Alverne, Francisco recebeu o selo da Paixão de Cristo, com os estigmas impressos em seus membros. Depois, ao aproximar-se da “irmã Morte”, improvisou seu “Cântico ao irmão Sol”, como hino conclusivo da pregação de seus frades. Por fim, pediu para ser levado à sua Porciúncula e deposto sobre a terra nua, onde se extinguiu cantando o salmo "Voce mea", nas vésperas de 3 de outubro.
A biografia de São Paulo poderia ser escrita em cinco capítulos: São Paulo, o perseguidor dos cristãos; São Paulo, o apóstolo convertido; São Paulo, o amigo de Jesus Cristo; São Paulo, o grande escritor; e São Paulo, o mártir de Jesus Cristo. Estes e outros títulos dariam um grande livro. Paulo de Tarso era um fariseu ilustre e, extremamente, apegado às tradições religiosas. Conhecia, profundamente, as Escrituras do Antigo Testamento e era um zeloso defensor da lei (cf. Gl 1, 13-15). Educou-se na melhor escola da época, tendo como mestre o douto e famoso Gamaliel. Possuía uma vasta e sólida cultura. Perseguia os cristãos, chegando mesmo a ser cúmplice da morte do diácono Santo Estevão, proto-mártir do cristianismo (cf. At 7, 54-60). Enquanto se dirigia para Damasco, com cartas das autoridades, para prender os cristãos, teve um encontro inesperado com o próprio Jesus Cristo. Este fato ocasionou uma quinada em sua vida. Mudou radicalmente. De perseguidor se tornou apóstolo (cf. At 9, 1-9). De fato, ninguém se pode encontrar, verdadeiramente, com Jesus Cristo e continuar-se o mesmo. Que o digam os grandes convertidos da humanidade, como, por exemplo, Santo Agostinho, Tomás Mérton, Charles de Foucauld e muitos outros.
Após a experiência transformadora de Damasco, Paulo se transformou num grande amigo de Jesus Cristo. Nutria para com o divino Mestre um amor profundo e incondicional. Trazia em si os mesmos sentimentos de Jesus Cristo. Pensava como Jesus pensava; falava como Jesus falava; amava como Jesus amava; sonhava como Jesus sonhava. Para ele, o viver era Cristo. “Eu vivo, dizia, mas, não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (Gl 2, 20)”. Dele se dizia: “Cor Pauli, cor Christi.” O coração de Paulo era o coração de Cristo. Por causa de Jesus Cristo, aceitou, de bom grado, todo tipo de sofrimento: longas e desconfortáveis viagens de navio; naufrágios no mar e perigos na terra; açoites e prisões; desconfianças, perseguições e maus tratos. Havia, também, o “espinho na carne”, um tormento que muito o martirizava (cf. 2 Cor 12, 7-9). Como escritor, São Paulo é um dos exímios hagiógrafos da Bíblia. Dos 27 livros do Novo Testamento, 13 foram escritos por ele. Se acrescentarmos a Carta aos Hebreus, a ele atribuída, este número sobe para 14. Neles se encontram todas as orientações que suas comunidades deviam seguir. Verdadeiras aulas de teologia, de moral, de história, de liturgia e de direito. Prova de sua preocupação e solicitude para com as Igrejas por ele fundadas. Além das constantes visitas, tornava-se presença permanente através de seus escritos. Neles se revelam a severidade e a ternura do apóstolo, na formação dos filhos que gerou mediante a pregação do evangelho.
Juntamente com os outros apóstolos e centenas de outros cristãos, Paulo testemunhou Jesus Cristo com o dom da própria vida. Foi vitima dos imperadores romanos, inimigos dos discípulos de Cristo. Seu martírio se deu fora dos muros de Roma. O local, hoje, é denominado “Tre Fontane”, as três fontes. Segundo a tradição, ao ser decapitado, sua cabeça deu três saltos, nascendo, em cada um deles, uma fonte de água. Atualmente, no lugar das três fontes, foram erguidos três altares. Nesta mesma região, foi construída a belíssima Basílica de São Paulo, fora dos muros. Um templo de peregrina beleza, custodiado pelos monges beneditinos. A exemplo de São Paulo, realizemos, com ardor, o apostolado que Deus nos confiou. Sua eficácia exige, de nós, uma contínua conversão e um profundo amor a Jesus Cristo. Sem isto, nossa vida espiritual e nossas ações ficam estéreis e desprovidas de fundamento. Transformam-se em mera filantropia e, por conseguinte, sem merecimentos para o céu. Apesar de sua morte, observamos que em sua vida Paulo foi um Homem de Formação e Formador, percebemos isto muito claramente em todas as Cartas Paulinas, onde se percebe a sua base doutrinal e teológica. Paulo não foi apenas um grande estudioso, percebemos que ele funda várias comunidades, e lhes dando embasamento, as já existentes na época. Um amor sincero e radical a Jesus Cristo nos leva a dizer com o Apóstolo: “Para mim, o viver é Cristo”.
Fonte: http://mccjovens.blogspot.com.br/2013/01/sao-paulo-apostolo-patrono-do-cursilho.html
“Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. Celebramos hoje, 29/06, a festa das duas colunas da Igreja: São Pedro e São Paulo. Pedro: Simão responde pela fé dos seus irmãos (cf. Evangelho de Mateus 16,13-19). Por isso, Jesus lhe dá o nome de Pedro, que significa sua vocação de ser “pedra”, rocha, para que o Senhor edifique sobre ele a comunidade daqueles que aderem a ele na fé. Pedro deverá dar firmeza aos seus irmãos (cf. Lc 22,32). Esta “nomeação” vai acompanhada de uma promessa infalível: as “portas” (que correspondem à cidade, reino) do inferno (o poder do mal, da morte) não poderão nada contra a Santa Igreja de Cristo, que é uma realização do “Reino do Céu” (de Deus). A libertação da prisão ilustra esta promessa na primeira Leitura. Cristo lhe confia também “o poder das chaves”, ou seja, o serviço de “mordomo” ou administrador de sua casa, de sua família, de sua comunidade ou cidade. Na medida em que a Igreja é a realização, provisória, parcial, do Reino de Deus, Pedro e seus sucessores, os Papas, são administradores dessa parcela do Reino de Deus. Eles têm a última responsabilidade do serviço pastoral. Pedro, sendo aquele que responde “pelos Doze”, administra ou governa as responsabilidades da evangelização. E recebe, ainda, o poder de ligar e de desligar, o poder de decisão, de obrigar ou deixar livre. Não se trata de um poder ilimitado, mas da responsabilidade pastoral, que concerne à orientação dos fiéis para a vida em Deus, no caminho de Cristo. Paulo aparece mais na qualidade de fundador carismático da Igreja. Sua vocação se dá na visão de Nosso Senhor Jesus Cristo no caminho de Damasco: de perseguidor, transforma-se em mensageiro de Cristo, “apóstolo”, grande pedagogo da missão e da vida do Senhor. É Paulo que realiza, por excelência, a missão dos apóstolos de serem testemunhas do Ressuscitado até os confins da terra. As cartas a Timóteo, escritas da prisão de Roma, são a prova disso, pois Roma é a capital do mundo, o trampolim para o Evangelho se espalhar por todo o mundo civilizado daquele tempo. São Paulo é o apóstolo das nações. No fim da sua vida, pode oferecer uma vida como oferenda adequada a Deus, assim como ele ensinou. Como Pedro, Paulo experimentou Deus como Aquele que nos liberta da tribulação. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. Os artistas da iconografia católica colocaram as chaves da Igreja em sua mão, para distinguir o seu encargo de possuidor das chaves da salvação. Paulo foi morto decapitado por ser cidadão romano, o que o impedia de ser crucificado. Os artistas da iconografia católica lhe põem sempre na mão uma espada, além de um livro, para simbolizar as várias epístolas teológicas que legou para a Igreja de Cristo.
Por isso o Evangelho nos fala da confissão de fé de Pedro e a promessa de Jesus para seu futuro. Jesus apelidara Simão de Cefas, que, em aramaico, significa "pedra". O apelido pegara a ponto de todos o chamarem de Simão Pedro ou simplesmente de Pedro. Pedro assim será o fundamento da Igreja, do novo Povo de Deus. A pedra na Bíblia significava e significa a segurança, a solidez e a estabilidade, como régio és meu penedo de salvação. Mas Jesus sabia que, sendo criatura humana, Pedro, por mais fiel que Lhe fosse, seria sempre uma criatura fraca. Por isso, se faz de Pedro o fundamento, reserva para si todo o peso e todo o equilíbrio da construção e sem a qual o inteiro edifício viria abaixo. O simbolismo das chaves é claro. A chave abre e fecha. Possuir a chave significa garantia, propriedade, poder de administrar. Isaías tem uma profecia sobre a derrubada do administrador. Sobna e sua substituição pelo obscuro empregado Eliaquim. Põe na boca de Deus estas palavras: “Colocarei as chaves da casa de Davi sobre seus ombros: ele abrirá e ninguém fechará, ele fechará e ninguém abrirá”(cf. Is 22,22). O texto aproxima-se muito à promessa de Jesus, até mesmo na escolha de um humilde pescador para administrar a nova casa de Deus. Assim como Eliaquim não se tornou o dono da casa de Davi, também Pedro não será o dono da nova comunidade. O dono continuará sempre sendo o próprio Deus. Em linguagem jurídica, diríamos que Pedro tornou-se o fiduciário de Cristo. O binômio ligar-desligar repete o abrir-fechar das chaves. Pedro recebe o direito e a obrigação de decidir sobre a autenticidade da doutrina e comportamento dos cristãos diante dos ensinamentos de Jesus. Esta missão de todos os Papas, sucessores de Pedro, que bem podem ser definidos como os guardiões da verdade e da caridade. Celebrar São Pedro, para os cristãos, é também celebrar o Papa.
Pedro e Paulo representam duas dimensões da vocação apostólica, diferentes, mas complementares. As duas foram necessárias, para que pudéssemos comemorar hoje os fundadores da Igreja Universal. Esta complementaridade dos carismas de Pedro e Paulo continua atual na Igreja de Cristo hoje: a responsabilidade institucional e criatividade missionária, responsabilidade de todos nós! Rezemos, pois, pelo nosso Santo Padre Francisco que para fiel a missão de ter o serviço da caridade de dirigir a Igreja de Cristo nos interpele para seguirmos a missão de Pedro e de Paulo para sermos testemunhas de Cristo no mundo. Amém! Padre Wagner Augusto Portugal Vigário Judicial da Campanha(MG)
Fonte:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11919
São Pedro Pontificado - c. 30 a 67 Quem é que não conhece a vida de São Pedro, daquele pescador da Galiléia, escolhido por Nosso Senhor para ser o primeiro Apóstolo? São Pedro, forte na fé, dedicado ao Divino Mestre a ponto de querer defendê-lo com a espada! São Pedro que, fraco na tentação, negou o Mestre, mas pela contrição se levantou e por Jesus foi nomeado chefe da Igreja! Não é tanto que a vida de São Pedro que hoje se nos apresenta, senão mais o seu pontificado. Na primeira vocação do Apóstolo, Jesus o fitou e disse: " Tu és Simão, filho de Jona; serás chamado " Cefas", que quer dizer Pedro, isto é, pedra". (Jo I, 42). Essa mudança de nome é significativa. Jesus mesmo deu a explicação desse nome, quando em Cesaréia de Filipe disse: "... Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; tudo que ligares na terra, será ligado nos céus; e tudo que desligares na terra será desligado nos céus". (Mt. 16, 18).
Noutras palavras Jesus anuncia, entre outras cousas: que Pedro é a rocha inabalável, que serve de fundamento à Igreja; na mesma recebe o supremo poder e a ela são entregues as chaves do céu. Depois da gloriosa Ressurreição, da pesca milagrosa, do repasto misterioso na praia do lago Genesaré, Jesus dirigiu-se a Pedro, perguntando-lhe: "Simão, filho de Jonas, amas-me mais que estes?" Ele respondeu: "Sim, Senhor, sabeis que vos amo". Jesus disse-lhe: "Apascenta os meus cordeiros". (Jo. 21,16 - 17). Com estas palavras Pedro foi pelo divino Mestre instituído pastor do seu rebanho. Assim São Pedro o compreendeu, e pelos Apóstolos foi reconhecido Chefe da Igreja. Logo depois da Ascensão de Jesus Cristo, Pedro propôs a eleição de um substituto de Judas. Na festa de Pentecostes, Pedro tomou a palavra e falou com tanta convicção e tanto poder, que no mesmo dia três mil judeus pediram o batismo. Foi Pedro também o primeiro que com grandes milagres confirmou a verdade da fé, que pregava. Ao pobre paralítico que, sentado na porta do templo, lhe pediu esmola, disse o Apóstolo: "Prata e ouro não possuo, mas o que tenho te dou: Em nome de Jesus de Nazaré, levanta-te e anda". No mesmo momento o paralítico se levantou e andou. Além destes Pedro operou ainda muitos milagres. Doentes que lhe tocavam a orla do manto, ou se lhe colocavam na sombra, ficaram curados. As autoridades do templo do templo quiseram proibir a Pedro a pregação da nova doutrina. Este, por'm, respondeu: "É preciso obedecer a Deus de preferência aos homens". Assim, Pedro pregou o Evangelho com toda a franqueza, não temendo cárcere e açoites. Foi também o primeiro dos Apóstolos que pregou aos gentios, como prova a conversão de Cornélio.
É difícil resumir em poucas palavras o que o grande Apóstolo fez pela propagação da santa fé. Atravessou toda a Palestina, pregou e fez milagres estupendos, onde quer que chegasse. Curou instantaneamente a Enéas da paralisia, de que sofria havia oito anos; chamou à vida a Tabitha, ordenou sacerdotes e sagrou bispos. Fixou residência em Antioquia, onde permaneceu durante sete anos. Preso por ordem de Herodes em Jerusalém, foi por um anjo libertado da prisão. Depois disto se dirigiu a Roma, a sede da idolatria. De lá mandou missionários para a França, Espanha, Sicília e Alemanha. Nove anos depois, sendo expulso de Roma, voltou a Jerusalém, onde pouco tempo ficou, para procurar outra vez a capital do império. Em Roma vivia um grande feiticeiro chamado Simão. Tendo muito prestígio entre os romanos e sendo protegido de Nero, marcou um dia em que, para comprovar a verdade da sua doutrina, diante de todo o povo ia elevar-se ao céu. Chegou o dia determinado e Simão de fato subiu aos ares. Pedro fez o exorcismo e ordenou aos maus espíritos que se afastassem, e Simão caiu de uma altura considerável, fraturando as pernas. Este fato abriu os olhos a muita gente, que em seguida muitos vieram pedir o Sacramento do Batismo. Mas serviu este fato também para que se desencadeasse uma furiosa tempestade contra a jovem Igreja.
O Imperador Nero atiçava as paixões contra os cristãos. Pedro conservara-se algum tempo escondido da sanha do tirano e projetara a fuga de Roma. Saindo da cidade - assim conta a lenda - teve uma visão. Viu diante de si o divino Mestre. "Senhor, para onde ides?" perguntou-lhe o Apóstolo. " A Roma, para ser crucificado outra vez", respondeu Jesus. Pedro compreendeu o sentido das palavras e voltou para trás. Foi preso e levado ao cárcere mamertino, onde se achava também São Paulo. A prisão durou oito meses. Nesse meio tempo, São Pedro converteu os carcereiros Martiniano e Processo, que, com mais quarenta e oito neo-cristãos, sofram o martírio. Escreveu duas Epístolas,que são as primeiras cartas pastorais dirigidas à Cristandade.
Condenado à morte, São Pedro foi, como o divino Mestre, cruelmente açoitado e em seguida levado à colina vaticana para ser crucificado. Estando tudo pronto para a execução, São Pedro pediu aos algozes que o pregassem na cruz com a cabeça para baixo, porque se achava indigno de morrer como o divino Mestre. Assim morreu o primeiro Papa da Igreja Católica. No lugar do suplício foi mais tarde edificada a Basílica de São Pedro. Os restos mortais do Príncipe dos Apóstolos e primeiro Papa se acham na mesma Basílica.
A Bíblia nos diz que Isabel era prima e muito amiga de Maria, e elas tinham o costume de visitarem-se. Uma dessas ocasiões foi quando já estava grávida: "Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo" (Lc 1,41). Ainda no ventre da mãe, João faz uma reverência e reconhece a presença do Cristo Jesus. Na despedida, as primas combinam que o nascimento de João seria sinalizado com uma fogueira, para que Maria pudesse ir ajudar a prima depois do parto. Assim os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias, cujo dia do nascimento é também chamado de "Aurora da Salvação". É o único santo, além de Nossa Senhora, em que se festeja o nascimento, porque a Igreja vê nele a preanunciação do Natal de Cristo. Ele era um filho muito desejado por seus pais, Isabel e Zacarias, ela estéril e ele mudo, ambos de estirpe sacerdotal e já com idade bem avançada. Isabel haveria de dar à luz um menino, o qual deveria receber o nome de João, que significa "Deus é propício". Assim foi avisado Zacarias pelo anjo Gabriel. Conforme a indicação de Lucas, Isabel estava no sexto mês de gestação de João, que foi fixado pela Igreja três meses após a Anunciação de Maria e seis meses antes do Natal de Jesus. O sobrinho da Virgem Maria foi o último profeta e o primeiro apóstolo. "É mais que profeta, disse ainda Jesus. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti". Ou seja, o primo João inicia sua missão alguns anos antes de Jesus iniciar a sua própria missão terrestre.
Lucas também fala a respeito da infância de João: o menino foi crescendo e fortificando-se em espírito e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel. Com palavras firmes, pregava a conversão e a necessidade do batismo de penitência. Anunciava a vinda do messias prometido e esperado, enquanto de si mesmo deu este testemunho: "Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitarei o caminho do Senhor..." Aos que o confundiam com Jesus, afirmava com humildade: "Eu não sou o Cristo". e "Não sou digno de desatar a correia de sua sandália". Sua originalidade era o convite a receber a ablução com água no rio Jordão, prática chamada batismo. Por isso o seu apelido de Batista. João Batista teve a grande missão de batizar o próprio Cristo. Ele apresentou oficialmente Cristo ao povo como Messias com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo... Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo". Jesus, falando de João Batista, tece-lhe o maior elogio registrado na Bíblia: "Jamais surgiu entre os nascidos de mulher alguém maior do que João Batista. Contudo o menor no Reino de Deus é maior do que ele". Ele morreu degolado no governo do rei Herodes Antipas, por defender a moralidade e os bons costumes. O seu martírio é celebrado em 29 de agosto, com outra veneração litúrgica. São João Batista é um dos santos mais populares em todo o mundo cristão. A sua festa é muito alegre e até folclórica. Com muita música e danças, o ponto central é a fogueira, lembrando aquela primeira feita por seus pais para comunicar o seu nascimento: anel de ligação entre a antiga e a nova aliança.
Fonte:http://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=santo
Como no céu estão muitas estrelas de varios tamanhos e luminosidades, assim entre os santos estão alguns que brilham de uma luz mais intensa. Um destes é São João Batista. Jesus disse falando dele: “Em verdade eu vos digo: entre todos os nascidos das mulheres, não surgiu quem fosse maior que João Batista” (Mt., 11, 11). Ele constitui o fim de uma época e o início duma outra, o ponto de encontro na historia do mundo: é o ultimo profeta do Antigo Testamento e o que iniciou o Novo apresentando o Cristo como o Messias esperado. O mesmo Jesus o chama de limite quando diz: “A lei e os profetas até João Batista” (Lc, 16,16). A sua existência pode ser dividida em três etapas, que exprimem a sua semelhança com o Cristo.
Por primeiro o encontro com Jesus antes de nascer. Duas mulheres se encontram; duas parentes: Maria, jovem, grávida de Jesus; Isabel, sua prima, idosa mas também ela grávida de João. Dois meninos ainda não nascidos que misteriosamente se encontram e se reconhecem. João ainda não fala, mas a sua mãe experimenta no seu corpo o relacionamento dos dois meninos: “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou em seu ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (Lc., I,41). A vocação de João pode-se comparar com a vocação dum outro grande profeta: Jeremias. Ele diz: “Veio a mim a palavra do Senhor: antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já te conhecia; antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações” (Jer., I, 4-5). Nesta visita a presença do menino Jesus santifica o menino João e o elege consagrando-o para monstrar ao mundo o Messias.
A segunda etapa é um outro encontro. Todos dois agora têm 30 anos. Jesus inicia a sua missão e para João chegou o momento de apresentar o Messias esperado: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo., 1, 29). É o ponto mais alto da missão de João, mas tambem o momento da sua eclipse, da sua descida. A sua missão está para terminar. Admiramos a grande humildade junta à verdade. Não ha sedução de poder ou de interesse que tenha força de obscurecer a luz de sua consciência. Quando as pessoas perguntaram : “Quem es tu?”, ele com muita honestidade respondeu: “Eu não sou o Cristo. Eu sou a voz de quem grita no deserto” (Jo. 1, 19-23). Não era ele a luz; ele devia somente testemunhar a luz verdadeira. Diz o evangelista João: “Veio um homem, enviado por Deus, seu nome era João. Ele veio como testemunha, a fim de dar testemunho da luz” (João, 1, 6-7).
Ele era uma pessoa muita querida; muitos discipulos escutavam com devoção as suas palavras. Mas agora que Jesus inicia a sua missão ele convida o povo para escutar a palavra de Jesus. Ele era somente uma voz; Jesus ao contrario era a Palavra de Deus. Ele deve ir embora. A sua missão está terminada. Por isso diz: “É necessario que Ele cresça e eu diminua” (Jo. , 3,30).
A voz se faz muda. Em redor dele se faz o silêncio, que se conclue com o silêncio do cárcere.
A terceira etapa. A identificação com Cristo no testemunho e na morte. Jesus em frente a Pilatos disse: “Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade” (Jo., 18,37). Por isso foi condenado a morte. Tambem João chegou no mundo para testemunhar a verdade, que o único Messias é o Cristo. Mas tambem para testemunhar a verdade moral. Ao rei Herodes disse claramente: o teu comportamento não é conforme à moral natural. Por isso foi conduzido na prisão e matado, martire da verdade. Com a sua morte João preanuciou a morte de Jesus, que ofereceu a sua vida para testemunhar a verdade da sua divindade.
A voz de João ressoa até hoje. A sua mensagem tem uma grande atualidade.
O fim da sua vida foi de apresentar o Jesus como o Cristo, o Messias. Tambem hoje o povo deseja conhecer o Cristo. Mas precisa que alguem mostre o Cristo. Como cristãos comprometidos, São João nos convida a ser testemunhos de Cristo; mostrar o Cristo na sua totalidade, sem vergonha. Hoje o mundo precisa de Cristo, da sua pessoa, da sua doutrina, do seu carinho, do seu perdão. Esta é a nossa missão como batizados e como crismados: testemunhar Cristo e a sua doutrina na sua totalidade, sem medo.
Como João na realização desta sua missão encontrou a alegria e a felicidade, assim nós podemos chegar à verdadeira paz do coração somente vivendo integralmente a nossa realidade cristã.
João evitou qualquer compromisso com a verdade, com as exigências morais. Até a morte. Hoje se diz que a mensagem de Cristo, apresentada pela Igreja, é dura, que não é possivel escutá-la e pratica-la. Não devemos cair nesta tentação. Como João, tambem nós devemos ser coerentes e apresentar com a nossa vida a beleza da moral cristã, que não é uma moral de opressão mas de libertação. É a palavra de Cristo que nos liberta. A pertença ao Senhor requer o sentido profundo de referência e reconhecimento. Precisa coragem de fazer rupturas. Devemos recuperar a nossa personalidade e ter a força de monstrar a verdadeira autonomia, isto é viver um cristianismo integral. Sem medo. São João nos ofereceu o exemplo; nós devemos imitar-lo.
São João parece perder enfrente à violência do tirano Herodes. Ele pensava que matando o profeta tinha a capacidade de parar a sua voz. Mas na verdade tambem o tirano faleceu e permanece mudo. Ao contrario a voz e a mensagem de João ressoa tambem hoje e continua para sempre. A violência e a maldade nunca podem vencer. No final a verdade vence sempre. Os cristãos hoje são perseguidos; a Igreja parece morrer. Mas isso não é possivel. São João nos exorta: Não tenhais medo. Cristo é o vencedor. Ficais juntos com Ele e tambem vós como eu, sereis os vencedores.
* Mons. Vitaliano Mattioli, nasceu em Roma em 1938, realizou estudos clássicos, filosóficos e jurídicos. Foi professor na Universidade Urbaniana e no Pontificio Instituto São Apollinare de Roma e Redator da revista “Palestra del Clero”. Atualmente é missionário Fidei Donum na diocese de Crato, no Brasil.
Fonte: Zenit
Santo Antônio de Pádua era português, nasceu em 1195, em Lisboa. De família muito rica e da nobreza, ingressou muito jovem na Ordem dos Cônegos Regulares de São Agostinho. Fez seus estudos filosóficos e teológicos em Coimbra e foi lá também que se ordenou sacerdote. Nesse tempo, ainda estava vivo Francisco de Assis e os primeiros frades dirigidos por ele chegavam a Portugal.
Empolgado com o estilo de vida e de trabalho dos franciscanos, resolveu também ir pregar no Marrocos. Entrou na Ordem, vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de Antônio.
Entretanto, seu destino não parecia ser o Marrocos. Por causa de algumas desventuras, Antonio acabou desembarcando na Ilha da Sicília e de lá rumou para Assis, a fim de se encontrar com seu inspirador e fundador da Ordem: Francisco.
Com apenas vinte e seis anos de idade, foi eleito Provincial dos franciscanos do norte da Itália, mas não ficou nele por muito tempo. Seu desejo era pregar e rumou pelos caminhos da Itália setentrional, praticando a caridade, catequizando o povo simples, dando assistência espiritual aos enfermos e excluídos e até mesmo organizando socialmente essas comunidades. Pregava contra as novas formas de corrupção nascidas do luxo e da avareza dos ricos e poderosos das cidades, onde se disseminaram filosofias heréticas.
Após as pregações da Quaresma de 1231, sentiu-se cansado e esgotado. Precisava de repouso. Resolveram levá-lo para Pádua, mas Antonio faleceu na viagem. Era dia 13 de junho de 1231 e Antonio tinha apenas 36 anos de idade.
Ele é venerado por ajudar a arranjar casamentos e encontrar coisas perdidas. No Brasil, ele é homenageado numa das festas mais alegres e populares, as festas juninas. Antônio é também conhecido pelos seus milagres. Reflexão: Homem de oração, Santo Antônio se tornou santo porque dedicou toda a sua vida para os mais pobres e para o serviço de Deus. Diversos fatos marcaram a vida deste santo, mas um em especial era a devoção à Maria. Em sua pregação e em sua vida, a figura materna de Maria estava presente. Santo Antônio encontrava em Maria além do conforto a inspiração de vida. O seu culto tem sido objeto de grande devoção popular e é difundido por todo o mundo. Fonte:http://www.a12.com/santuario/capela/santo_do_dia.asp
A Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta-feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. O coração é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus. No Calvário o soldado abriu o lado de Cristo com a lança (cf. João 19,34). Diz a Liturgia que “aberto o seu Coração divino, foi derramado sobre nós torrentes de graças e de misericórdia”. Jesus é a Encarnação viva do Amor de Deus, e seu Coração é o símbolo desse Amor. Por isso, encerrando uma conjunto de grandes Festas (Páscoa, Ascensão, Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpus Christi), a liturgia nos leva a contemplar o Coração de Jesus. [Consagre-se ao Coração de Jesus] Este sagrado Coração é a imagem do amor de Jesus por cada um de nós. É a expressão daquilo que São Paulo disse: ”Eu vivi na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim (Gálatas 2,20). É o convite a que cada um de nós retribua a Jesus este amor, vivendo segundo a Sua vontade e trabalhando com a Igreja pela salvação das almas. Muitos Santos veneraram o Coração de Jesus. Santo Agostinho disse: “Vosso Coração, Jesus, foi ferido, para que na ferida visível contemplássemos a ferida invisível de vosso grande amor”. São João Eudes, grande propagador desta devoção no século XVII, escreveu o primeiro ofício litúrgico em honra do Coração de Jesus, cuja festa se celebrou pela primeira vez na França, em 20 de outubro de 1672. Jesus revelou o desejo da Festa ao seu Sagrado Coração à religiosa Santa Margarida Maria Alacoque, na França, mostrando-lhe o “Coração que tanto amou os homens e é por parte de muitos desprezado”. S. Margarida teve como diretor espiritual o padre jesuíta S. Cláudio de la Colombière, canonizado por João Paulo II, e que se incumbiu de progagar a grande Festa. O Papa Pio XII afirmou que tudo o que S. Margarida declarou “estava de acordo com a nossa fé católica”. Este foi um grande sinal a mais da misericórdia e da graça para as necessidades da Igreja, especialmente num tempo em que grassava a heresia do jansenismo (do bispo francês Jansen) que ensinava uma religião triste e ameaçadora. O Papa Clemente XIII aprovou a Missa em honra do Coração de Jesus e Pio X, dia 23 de agosto de 1856, estendeu a Festa para toda a Igreja a ser celebrada na sexta-feira da semana subseqüente à festa de Corpus Christi. O papa Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus. Paulo VI disse certa vez que ela é garantia de crescimento na vida cristã e garantia da salvação eterna. Entre as Promessas que Jesus fez à Santa Margarida está a das Nove Primeiras Sextas Feiras do mês: aos fiéis que fizerem a Comunhão em nove primeiras sextas-feiras de cada mês, seguidas e sem interrupção, prometeu o Coração de Jesus a graça da perseverança final, o que significa que a pessoa nunca deixará a fé católica e buscará a sua santificação. São as chamadas Comunhões reparadoras a Jesus pela ofensa que tantas vezes seu Sagrado Coração é tão ofendido pelos homens. Pio XII disse: “Nada proíbe que adoremos o Coração Sacratíssimo de Jesus Cristo, enquanto é participante e símbolo natural e sumamente expressivo daquele amor inexaurível em que, ainda hoje, o Divino Redentor arde para com os homens”. Essas são as Promessas que Jesus fez: “No extremo da misericórdia do meu Coração onipotente, concederei a todos aqueles que comungarem nas primeiras sextas feiras de cada mês, durante nove meses consecutivos a graça do arrependimento final. Eles não morrerão sem a minha graça e sem receber os SS. sacramentos. O meu coração naquela hora extrema ser-lhe-á seguro abrigo”. As outras promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque: 1 - Conceder-lhe-ei todas as graças necessárias ao seu estado. 2 - Porei a paz em suas famílias. 3 - Consolá-los-ei nas suas aflições. 4 - Serei seu refúgio na vida e especialmente na hora da morte. 5 - Derramarei copiosas bênçãos sobre suas empresas. 6 - Os pecadores encontrarão no meu Coração a fonte, oceano infinito de misericórdia. 7 - Os tíbios se tornarão fervorosos. 8 - Os fervorosos alcançarão rapidamente grande perfeição. 9 - Abençoarei os lugares onde estiver exposta e venerada a imagem do meu Coração. 10 - Darei aos sacerdotes a força de comover os corações mais endurecidos. 11 - O nome daqueles que propagarem esta devoção ficará escrito no meu Coração e de lá nunca será apagado.
Um dia após o dedicado ao Sagrado Coração de Jesus é que a Igreja toda celebra o Imaculado Coração de Maria. A devoção consiste na veneração ao seu coração carnal, unido à pessoa dela, como símbolo do amor, especialmente o seu amor para com o Divino Filho, suas virtudes e sua vida interior. Esta devoção foi incentivada por S. João Eudes, no século XVII e o Papa Pio VII a permissão para festa no ano de 1805. Motivado pelas aparições de Fátima, o Papa Pio XII, em 31 de outubro de 1942 consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria e em 4 de maio de 1944 determinou que a sua festa fosse celebrada em todas as Igrejas do Ocidente no oitavo dia da Assunção. Honrar o Coração de Maria é honrar o Coração que foi preparado por Deus para ser uma digna morada do Espírito Santo, que formaria a seu tempo o Redentor no ventre imaculado da Virgem Maria. Esta devoção ao Coração de Maria é devoção à própria Mãe de Jesus. É também veneração dos santos sentimentos e afetos, a ardente caridade de Maria para com Deus, para com seu Filho e para com todos os homens, que lhe foram confiados solenemente por Jesus agonizante.