Catequistas de Conquista

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Papa: catequista não é profissão, mas vocação


 
Papa: catequista é vocação, não profissão - 
12/07/2017 12:23


Cidade do Vaticano (RV) – Ser catequista não é uma profissão, mas uma vocação: é o que afirma o Papa Francisco na mensagem enviada aos participantes do Simpósio  Internacional sobre Catequese, em andamento na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica Argentina (UCA), em Buenos Aires.
  
No texto, o Pontífice cita um diálogo de São Francisco de Assis com um de seus seguidores, que queria aprender a pregar. O santo lhe diz: Quando visitamos os enfermos, ajudamos as crianças e damos de comer aos pobres já estamos pregando. “Nesta lição, está contida a vocação e a tarefa do catequista”, escreve o Papa.

Ser catequista
Em primero lugar, a catequese não é um trabalho ou uma tarefa externa à pessoa do catequista, mas se “é” catequista e toda a vida gira em torno desta missão. De fato, “ser” catequista é uma vocação de serviço na Igreja, que se recebeu como dom do Senhor para ser transmitido aos demais. Por isso, o catequista deve constantemente regressar àquele primeiro anúncio ou “kerygma”, que é o dom que transformou a própria vida. Para Francisco, este anúncio deve acompanhar a fé que já está presente na religiosidade do povo.

Com Cristo
O catequista, acrescentou o Papa, caminha a partir de Cristo e com Ele, não é uma pessoa que parte de suas próprias ideias e gostos, mas se deixa olhar por Ele, porque é este olhar que faz arder o coração. Quanto mais Jesus toma o centro da nossa vida, mais nos impulsiona a sair de nós mesmos, nos descentraliza e nos faz mais próximos dos outros.

Catequese “mistagógica”
O Papa compara este dinamismo do amor com os movimentos cardíacos: sístole e diástole, se concentra para se encontrar com o Senhor e imediatamente se abre para pregar Jesus. O exemplo fez do próprio Jesus, que se retirava para rezar ao Pai e logo saía ao encontro das pessoas sedentas de Deus. Daqui nasce a importância da catequese “mistagógica”, que é o encontro constante com a Palavra e os sacramentos e não algo meramente ocasional.

Criatividade
E na hora de pregar, Francisco pede que os catequistas sejam criativos, buscando diferentes meios e formas para anunciar a Cristo. “Os meios podem ser diferentes, mas o importante é ter presente o estilo de Jesus, que se adaptava às pessoas que tinha a sua frente. É preciso saber mudar, adaptar-se, para que a mensagem seja mais próxima, mesmo quando é sempre a mesma, porque Deus não muda, mas renova todas as coisas Nele.

O Papa conclui agradecendo a todos os catequistas pelo que fazem, mas sobretudo porque caminham com o Povo de Deus. “Eu os encorajo a serem alegres mensageiros, custódios do bem e da beleza que resplandecem na vida fiel do discípulo missionário.”
O Simpósio Internacional sobre Catequese teve início no dia 11 de julho e prossegue até o dia 14. O encontro tem como tema "Bem-aventurados os que creem”, e entre os conferencistas estão o Arcebispo  Luis Francisco Ladaria sj, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Mons. José Ruiz Arenas, Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. 

FONTE:http://br.radiovaticana.va/news/2017/07/12/papa_catequista_n%C3%A3o_%C3%A9_profiss%C3%A3o,_mas_voca%C3%A7%C3%A3o/1324551

domingo, 8 de maio de 2016

SER, SABER E SABER FAZER: Três Qualidades do Catequista

SER, SABER E SABER FAZER: Três Qualidades do Catequista

O povo de Deus recebeu a vocação e a consagração de anunciar e testemunhar o Evangelho. Nesta vocação comum, o Senhor escolhe alguns para o serviço da catequese. Portanto, os catequistas são convocados por Deus mediante a Igreja, para desempenhar a missão evangelizadora da educação na fé.
A fim de que estes agentes pastorais possam desempenhar de maneira responsável e qualitativa o seu ministério, devem prestar uma particular atenção às suas competências, entre as quais está o serviço à Palavra de Deus e à Igreja.

A formação 

A formação integral dos catequistas, delineada no Diretório Geral para a Catequese numa tríplice dimensão: ser, saber e saber fazer, procura tornar os catequistas capazes de desempenhar de forma mais consciente a sua tarefa na comunidade eclesial.
A finalidade destas três características educativas consiste em acompanhar progressiva e permanentemente o agente pastoral da catequese, a fim de que ele possa desenvolver a própria personalidade cristã, aonde confluem os valores e a sabedoria humana, a síntese da fé e o compromisso pastoral.
Este programa didascálico comporta o conhecimento da Bíblia e da teologia, da pedagogia e da comunicação, da liturgia e da espiritualidade. Tudo isto não diz respeito de maneira exclusiva a um simples saber intelectual, mas sim a um conhecimento a nível de testemunho, ou seja, a uma profunda experiência de comunhão, de misericórdia e de certeza do amor de Deus, que consiga fazer do catequista um autorizado educador na fé.

Servidor da Palavra 

A atitude típica do cristão consiste em praticar na sua própria existência o projeto de vida do Mestre, expresso de forma categórica, com as seguintes expressões: Com efeito, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos (Mc 10, 45). Por conseguinte, é mediante a participação no Mistério pascal de Cristo que cada um dos batizados se une à vontade do Pai, mas de maneira ainda mais específica aqueles que desempenham um determinado ministério no seio da comunidade eclesial.
Conseqüentemente, a espiritualidade do catequista impõe uma escuta participativa da Palavra em ordem a uma interiorização, a um confronto e a uma resposta existencial. Consciente do seu papel a desempenhar na Igreja, ele tem necessidade de uma familiaridade com a Sagrada Escritura para acompanhar os irmãos na intimidade com o Verbo do Pai.
Da meditação fiel da Bíblia, como uma conseqüência lógica, o catequista poderá iluminar, encorajar e instruir os catequizandos a não se deixarem desanimar pelas dificuldades, a não se submeterem aos critérios secularizadores, hoje predominantes na sociedade, e a não venderem a sua dignidade de filhos de Deus.
Os livros sagrados forjam a mente e o coração do catequista, tornando-o capaz do martírio, ou seja, de dar testemunho da fé, onde se manifesta a sabedoria bíblica, porque conquista o domínio da Sagrada Escritura; inquietude missionária, porque adquire a consciência do incansável zelo missionário evangelizador de Jesus, caminha no seguimento dos seus passos para alcançar todas as pessoas com amor salvífico; caridade veemente, porque segundo o exemplo do Senhor se inclina diante do sofrimento do homem para dar alívio e infundir esperança, sinais evidentes de que o seu agir constitui um eco do novo mandamento: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro manda mento. O segundo é semelhante a este: amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas» (Mt 22, 37-40).
Da recepção humilde e obediente da Palavra revelada, o catequista dispõe-se a servir a comunidade eclesial para a edificar na comunhão, na diaconia e na missionariedade.

Servidor da Igreja 

O ministério do catequista nasce, vive e realiza-se no seio da Igreja; por isso, ele pode ser considerado plena e justamente animador da comunidade eclesial, promotor da educação, da alimentação e do amadurecimento da sua fé, além de testemunha daquilo em que o povo de Deus acredita, daquilo que o mesmo celebra, vive e reza.
Uma das finalidades específicas da catequese consiste em iniciar os catecúmenos na vida comum, onde se vive a experiência de amar e louvar a Deus, de se ajudarem uns aos outros e de se aperfeiçoarem fraternamente, de com partilharem as tribulações e as alegrias, de oferecerem a própria disponibilidade, tolerância, paciência e prudência nos relacionamentos interpessoais, de tal maneira que, em qualquer situação, a Igreja se apresente como ícone da Santíssima Trindade.
Nesta altura, é necessário relevar a importância do relacionamento de colaboração entre os catequistas e os pastores, em vista de realizar conjuntamente a programação pastoral da catequese, para que ela possa corresponder de maneira constante à sua natureza no contexto da missão evangelizado ra da Igreja.
Por sua vez, os pastores que se interessam sinceramente pela preparação dos catequistas, cuidam da sua competência doutrinal e metodológica, enquanto se dedicam à orientação espiritual e virtuosa destes agentes pastorais. E tudo isto, sempre para servir e edificar a Igreja de Deus, na certeza de que cada um dos ministérios encontra a sua gênese na confiante chamada divina. "Não fostes vós que me escolhestes; fui Eu que vos escolhi a vós e que vos destinei para irdes e dardes fruto, e que o vosso fruto permaneça" (Jo 15, 16).

O serviço eclesial à Palavra

Através de uma análise da realidade social contemporânea, evidencia-se o afastamento de tantos batizados da Igreja, porque os valores que no passado orientavam o comportamento humano, atualmente são ameaçados por uma mentalidade ateia; por conseguinte, é necessária uma séria e qualificada catequese em que a Palavra de Deus seja apresentada orgânica e unitariamente, mediante a sua linguagem narrativa dos acontecimentos salvíficos e através do seu impetuoso poder de redenção.
Não com menos urgência, é necessário demonstrar a identidade apostólica da igreja, onde o catequista desempenha o seu serviço em particular sintonia e comunhão com ela. Quanto mais forem evidenciados o amor e a responsabilidade em relação à comunidade eclesial, tanto mais os catequizandos se sentirão como verdadeiros filhos da igreja, orientados pelas Sagradas Escrituras.               
 (L'Osservatore Romano)

Fonte: http://www.buscandonovasaguas.com/?noticia=10
http://www.diocesedejiparana.org.br/noticias-det.php?cod=1262

Catequista, você é especial para Deus!

Sua VOCAÇÃO foi gestada no coração do Pai, para que pudesse chegar aos corações dos seus filhos e filhas com a mensagem da VIDA: Jesus Cristo. O último domingo de agosto é o DIA DO CATEQUISTA. É com admiração, reconhecimento e gratidão que a Igreja celebra essa festividade. Celebrar o DIA DO CATEQUISTA é sempre uma GRAÇA, motivo de alegria e de reflexão mais profunda sobre o SER DO CATEQUISTA, sua vocação e missão na Igreja e sociedade.
Sentimos ainda os “ECOS” e a chama da esperança que ardeu em nosso coração com a realização da Terceira Semana Brasileira de Catequese.

Sentimo‐nos movidos pela força do Espírito, que nos chama e envia, pelas intuições e propostas do tema da Terceira Semana Brasileira de Catequese: “Iniciação à Vida Cristã”.  Nesse Espírito, celebrar o dia do Catequista tem um significado especial, pois são vocês, catequistas, os protagonistas, aqueles que fazem com que o processo de um NOVO JEITO DE FAZER CATEQUESE seja possível. Portanto, confiamos em cada um de vocês, com seus dons partilhados, junto com as forças vivas de toda a Igreja, as comunidades, as pastorais, os movimentos, para que a iniciação à vida cristã seja possível.

Ao celebrar o DIA DO CATEQUISTA queremos refletir sobre a vocação do catequista, que é a vocação do Profeta ‐ aquele/la que fala em nome de Deus e da comunidade a que pertence. A iniciativa sempre parte de Deus. O chamado a ser catequista não é algo pessoal, mas obra divina, graça. A missão do catequista está na raiz da palavra CATEQUESE, que vem do grego Katechein e quer dizer (fazer eco). Logo, catequista é aquele/la que se coloca a serviço da Palavra, que se faz instrumento para que a Palavra ecoe. O Senhor chama você para que, através da sua vida, da sua pessoa, da sua comunicação, a Palavra seja proclamada, Jesus Cristo seja anunciado e testemunhado.

Catequista, você não é só transmissor de idéias, conhecimentos, doutrina, pois sua experiência fundamente está no ENCONTRO PESSOAL com a pessoa de Jesus Cristo. Essa experiência é comunicada pelo SER, SABER e SABER FAZER em comunidade (DNC 261).O ser e o saber do catequista sustentam‐se numa espiritualidade da gratuidade, da confiança, da entrega, da certeza de que o SENHOR está presente, é fiel.

Catequista, você é especial para Deus! Sua VOCAÇÃO foi gestada no coração do Pai, para que pudesse chegar aos corações dos seus filhos e filhas com a mensagem da VIDA: Jesus Cristo.

Sabemos das dificuldades que enfrenta para realizar a sua missão, mesmo assim teimosa e dedicadamente prossegue neste peregrinar de partilha, de despojamento e aprendizagens. Isso demonstra que você cultiva uma profunda espiritualidade alicerçada na Palavra, nos sacramentos, na vida em comunidade. É a experiência do discípulo missionário que vai se configurando na sua trajetória de avanços, desafios e alegrias. É a pedagogia divina, que se concretiza na sua vida permeada de fragilidades e grandeza, medos e coragem, HUMANA e HUMANIZADORA.

É com a certeza da ação amorosa do Deus da Vida que você assume a missão de profeta que ouve o chamado de Deus: “Levanta‐te e Vai à Grande Cidade (Jn 1,2). Seu anúncio é traduzido em atitudes proféticas que testemunham os valores evangélicos, é o SER DO CATEQUISTA partilhado na sua inteireza, no serviço generoso, para que o REINO aconteça.

Catequista, que a experiência do encontro com Jesus Cristo seja a força motivadora capaz de lhe trazer o encantamento por esse fascinante caminho de discipulado, cheio de desafios que o fazem crescer e acabam gerando profundas alegrias.

Catequista, nesse dia acolha o abraço de gratidão de milhares de pessoas, vidas agradecidas, pela sua presença na educação da fé de crianças, adolescentes, jovens e adultos. Em sua ação se traduz de uma forma única e original a vocação da Igreja‐Mãe que cuida maternalmente dos filhos que gerou na fé pela ação do Espírito.

Querido/a Catequista, PARABÉNS! Que a Força da Palavra, continue a suscitar‐lhe a fé e o compromisso missionário !

Que os sacramentos sejam a fonte inesgotável da misericórdia, da reconciliação, da justiça e do REENCANTAMENTO.

Que a comunidade continue sendo o referencial da experiência do Enconto com Cristo naqueles que sofrem, naqueles que buscam acolhida e necessitam ser “CUIDADOS”.

A benção amorosa do PAI, que cuida com carinho dos seus filhos e filhas, que um dia nos chamou a viver com alegria a vocação do discípulo missionário, esteja na sua vida, na vida da sua comunidade hoje e sempre.

Fraternalmente,
Dom Eugênio Rixen
Presidente da Comissão Para Animação Bíblico‐Catequética
Fonte:http://www.catequista.com.br/component/k2/item/26-catequista-voce-e-especial-para-deus









segunda-feira, 19 de maio de 2014

Crise do compromisso comunitário e as tentações que os catequistas precisam evitar

papa evangelli
Por Dom Vilson Dias de Oliveira, DC

(Cap. II da Exortação Apostólica “Evangellii Gaudium”)

CRISE DO COMPROMISSO COMUNITÁRIO
Para se entender “a crise do compromisso comunitário” é preciso analisar alguns aspectos de nosso tempo. Os estudiosos têm usado a expressão “mudança de época” para nos alertar que é mais profunda do que simplesmente algumas transformações culturais; a mudança de época tange as estruturas sociais, os critérios de julgamento, os valores que permeiam nossas relações, as formas do pensamento, a maneira como compreendemos o mundo, a vida, a economia, a sociedade. É uma mudança de paradigma, as respostas que tínhamos para as questões que nos intrigavam não servem mais. Não se admite que haja uma única resposta para os problemas, serão sempre “respostas”, no plural, que variam conforme o ponto de vista do autor, de suas escolhas ideológicas, seus interesses. Cada um terá a “sua” verdade, a “sua” interpretação dos fatos, o “seu” pensamento sobre os quais ninguém pode confrontar, descredenciar. É direito adquirido. “Eu penso assim e ponto!”O papa Bento XVI já havia nos advertido a respeito do “relativismo” que tomou conta de nossas escolas, famílias, tvs, internet, comunidades…. “cada um escolhe o que lhe convêm, a resposta que mais lhe agrada…”. É a impotência da objetividade diante da avalanche do subjetivismo e da hiper valorização do indivíduo. Se cada pessoa faz suas escolhas a partir de seus interesses, do “que lhe agrada”, então é a derrocada das relações interpessoais, o “outro” só é necessário na medida em que me serve, me ajuda, me favorece. Qualquer tentativa de criar relações só funcionará na medida em que me “agradarem” ou me servirem. É uma faceta da crise da vida comunitária.

Diz o Papa Francisco na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”:

 “A humanidade vive, neste momento, uma viragem histórica, que podemos constatar nos progressos que se verificam em vários campos. São louváveis os sucessos que contribuem para o bem-estar das pessoas, por exemplo, no âmbito da saúde, da educação e da comunicação. Todavia não podemos esquecer que a maior parte dos homens e mulheres do nosso tempo vive o seu dia a dia precariamente, com funestas consequências. Aumentam algumas doenças. O medo e o desespero apoderam-se do coração de inúmeras pessoas, mesmo nos chamados países ricos. A alegria de viver frequentemente se desvanece; crescem a falta de respeito e a violência, a desigualdade social torna-se cada vez mais patente. É preciso lutar para viver, e muitas vezes viver com pouca dignidade. Esta mudança de época foi causada pelos enormes saltos qualitativos, quantitativos, velozes e acumulados que se verificam no progresso científico, nas inovações tecnológicas e nas suas rápidas aplicações em diversos âmbitos da natureza e da vida. Estamos na era do conhecimento e da informação, fonte de novas formas dum poder muitas vezes anônimo.” (EG 52)

  São várias as dimensões da crise comunitária, vamos olhar pelo menos três delas: a dimensão econômica, social e religiosa. Elas se implicam umas nas outras, somente a título de estudo e que as separamos:

                1. Dimensão econômica: as relações humanas estão marcadamente condicionadas pelas relações de poder econômico. Os interesse financeiros se sobrepõem aos direitos de viver, de ir e vir, de estudar, de cuidar da saúde… Subordinada ao dinheiro a vida vira mercadoria. Se uma vida não gera lucros, torna-se dispensável, descartável. Neste sentido se fala de “massas sobrantes”. É o “horror econômico”!  Com isto aumentam-se as divisões sociais, a miséria, os conflitos urbanos e a violência.

“Enquanto os lucros de poucos crescem exponencialmente, os da maioria situam-se cada vez mais longe do bem-estar daquela minoria feliz. Tal desequilíbrio provém de ideologias que defendem a autonomia absoluta dos mercados e a especulação financeira. Por isso, negam o direito de controle dos Estados, encarregados de velar pela tutela do bem comum. Instaura-se uma nova tirania invisível, às vezes virtual, que impõe, de forma unilateral e implacável, as suas leis e as suas regras. Além disso, a dívida e os respectivos juros afastam os países das possibilidades viáveis da sua economia, e os cidadãos do seu real poder de compra. A tudo isto vem juntar-se uma corrupção ramificada e uma evasão fiscal egoísta, que assumiram dimensões mundiais. A ambição do poder e do ter não conhece limites. Neste sistema que tende a fagocitar tudo para aumentar os benefícios, qualquer realidade que seja frágil, como o meio ambiente, fica indefesa face aos interesses do mercado divinizado, transformados em regra absoluta.” (EG 56)

PARA PENSAR:

Como catequistas,qual nossa opinião a respeito dessa economia que exclui e gera competições desumanas? Não é comum as pessoas dizerem: “amigos, amigos; negócios à parte”? O que Jesus diria disso? É possível viver num mundo do “salve-se quem puder”? O quanto tudo isto afeta nossa vida de comunidade?

O Papa Francisco, em sua exortação apostólica Evangelii Gaudium, sugere que digamos: não à essa economia de exclusão! Não à idolatria do dinheiro! Não à um dinheiro que governa em vez de servir!

            2. Dimensão social: com a globalização da economia, também globalizou-se a pobreza e a miséria. As sociedades se estratificaram ainda mais. Há cada vez menos ricos com mais dinheiro e mais pobres com menos recursos. Cria-se o fosso social. Esta desigualdade de oportunidades revela-se no mundo do trabalho, de estudo, de condições de vida. Isto gera insegurança e violência. Gasta-se mais tempo indo e vindo do trabalho e menos na convivência familiar, na educação dos filhos. O subemprego leva a ter “que se virar nos trinta” para conseguir sobreviver.  Compreende-se aqui o aliciamento do mundo das drogas que introduzem os jovens no mundo do crime com a esperança de uma vida melhor, o tráfico humano, a prostituição juvenil em troca de favores, o trabalho escravo e infantil. Os conflitos sociais aumentam à medida em que cresce a desigualdade de oportunidades. A ideologia “do ter para ser feliz” seduz também os empobrecidos, que inventam formas de se projetar: rollezinhos, baile funk…

Também aqui o Papa Francisco sugere: não à desigualdade social que gera violência!

              3. Dimensão religiosa: um mundo marcadamente desigual, violento e excludente favorece o aparecimento de “vários discursos religiosos”, com uma infinidade de ofertas e busca de fieis. Há um mercado religioso, no qual nos tornamos “uma igreja” em meio a centenas. Neste mercado oferece-se cura, milagres, salvação, enriquecimento, prosperidade…

             Diz o papa nos números 63 e 64 da “Evangelii Gaudium”:

(63) “A fé católica de muitos povos encontra-se hoje perante o desafio da proliferação de novos movimentos religiosos, alguns tendentes ao fundamentalismo e outros que parecem propor uma espiritualidade sem Deus. Isto, por um lado, é o resultado duma reação humana contra a sociedade materialista, consumista e individualista e, por outro, um aproveitamento das carências da população que vive nas periferias e zonas pobres, sobrevive no meio de grandes preocupações humanas e procura soluções imediatas para as suas necessidades. Estes movimentos religiosos, que se caracterizam pela sua penetração sutil, vêm colmar, dentro do individualismo reinante, um vazio deixado pelo racionalismo secularista. Além disso, é necessário reconhecer que, se uma parte do nosso povo batizado não sente a sua pertença à Igreja, isso deve-se também à existência de estruturas com clima pouco acolhedor nalgumas das nossas paróquias e comunidades, ou à atitude burocrática com que se dá resposta aos problemas, simples ou complexos, da vida dos nossos povos. Em muitas partes,  predomina o aspecto administrativo sobre o pastoral, bem como uma sacramentalização sem outras formas de evangelização.

“O processo de secularização tende a reduzir a fé e a Igreja ao âmbito privado e íntimo. Além disso, com a negação de toda a transcendência, produziu-se uma crescente e deformação ética, um enfraquecimento do sentido do pecado pessoal e social e um aumento progressivo do relativismo; e tudo isso provoca uma desorientação generalizada, especialmente na fase tão vulnerável às mudanças da adolescência e juventude” (EG 64).

É claro que é preciso ressaltar o quanto, apesar de tantas críticas e ataques,a Igreja Católica é ainda uma instituição de muita credibilidade, confiável pela maioria da opinião pública sobretudo no que diz respeito à solidariedade e preocupação com os miseráveis, como medianeira em soluções de conflitos e defesa dos direitos humanos, como aquela que favorece o conhecimento através de universidade e escolas católicas.

          PARA PENSAR:

           Os nossos catequistas percebem essa realidade desafiadora para a vida comunitária? Quepoderíamos fazer para fortalecer nosso compromisso comunitário diante dessas forças contrárias?

AS TENTAÇÕES QUE OS CATEQUISTAS PRECISAM ADQUIRIR:
São muitas qualidades que uma pessoa tem de ter para ser catequista. A seguir elenco algumas dessas características:

Pessoa que fez uma experiência de Deus, encontrou e continua encontrando-o nos irmãos e nos acontecimentos da História
Pessoa de fé
Pessoa que busca um equilíbrio psíquico-espiritual
Pessoa aberta ao novo
Pessoa solidária
Pessoa que busca crescer sempre, num processo contínuo de evolução
Pessoa estudiosa e praticante da Palavra de Deus
Pessoa que tem esperança
Pessoa que gosta de gente
Pessoa que respeita a cultura popular
Pessoa alegre, disponível
Pessoa que procura ama e vive para amar gratuitamente
Pessoa que se sente parte do Corpo de Cristo
Pessoa de igreja
Pessoa que gosta de servir
Pessoa que perdoa
Pessoahonesta
Mistagogo
PARA PENSAR:

Diante de uma visão tão idealizada, quais são astentações dos catequistas hoje? E como resisti-las e superá-las?

 II – AS  TENTAÇÕES QUE OS CATEQUISTAS PRECISAM EVITAR:

São muitas as tentações dos catequistas hoje. A seguir vou apresentar 7 tentações, não porque sejam as mais importantes, mas porque para um processo de superação deve-se começar aos poucos. Se dermos conta de 7, depois veremos outras 7 e assim por diante.

Individualismo da fé.
              A preocupação com a felicidade pessoal chegou a tal ponto que as pessoas buscam atingir espaços de gratificação, de relaxamento, de conforto, de autonomia, de tranquilidade, de alívio… Dessa forma a vida espiritual boa é aquela que conduz o fiel à essa experiência gratificante. Busca-se uma religião que satisfaça essas necessidades imediatamente, que cumpra esse papel gratificador, que não seja exigente, nem comprometedora, aonde se possa receber “boas energias”, “bons fluidos”… uma religião que se torna um apêndice da vida e não compromete a pessoa, nem a leva a um encontro definitivo e profundo com Deus, com os irmãos. Uma religião light. Aqui há um declínio do fervor, uma miscelânea de doutrinas e ideias teológicas, uma confusão de identidades. Apregoa-se o crer em Deus, sem Igreja.

“A cultura midiática e alguns ambientes intelectuais transmitem às vezes, uma acentuada desconfiança quanto à mensagem da Igreja, e um certo desencanto. Em consequência disso, embora rezando, muitos agentes de pastorais desenvolvem uma espécie de complexo dei inferioridade que os leva a relativizar ou esconder a sua identidade cristã e as suas convicções. Gera-se então um círculo vicioso, porque assim não se sentem felizes com o que são nem com o que fazem, não se sentem identificados com a missão evangelizadora, e isto debilita a entrega. Acabam assim por sufocar a alegria da missão numa espécie de obsessão por serem como todos os outros e terem o que possuem os demais. Deste modo, a tarefa da evangelização torna-se forçada e dedicasse-lhe pouco esforço e um tempo muito limitado.” (EG 79)

            O universo das comunicações, com seus tantos recursos midiáticos, os ambientes intelectuais (universidades, escolas…) cooperam para aumentar uma certa desconfiança com relação ao papel da igreja, de seus representantes. Muitas vezes há um esforço para descredenciar o discurso religioso e eclesial. Em consequência disto muitos catequistas, quando enfrentam esses ambientes, sentem-se inferiorizados, envergonhados e não se encorajam para defender sua identidade. Às vezes porque não se sentem preparados, outras porque ficam confusos em meio a tantas informações. Passam assim a esconder sua identidade cristã-católica e convicções.

            Há ainda o risco de um afastamento cada vez maior entre fé e vida, como se uma realidade não implicasse na outra. O “ser catequista” não interfere na vida pessoal, não há ponto de encontro entre uma coisa e outra, assim é possível encontrarmos catequistas que não se importam com os pobres, que passam por sobre os colegas para galgar vantagens, que se deixam seduzir pelas novelas, que não rezam, que não participam das missas na comunidade, que se agarram a seguranças econômicas ou a espaços de poder e glória humana, que buscam mais a si do que a Deus. É preciso resistir a essa tentação! Não deixemos que nos roubem o entusiasmo missionário! Ou que nos separem de Cristo!

Não ao desânimo egoísta
               A segunda tentação que precisamos estar atentos é o desânimo que brota do egoísmo. Hoje em dia é muito difícil encontrar pessoas para trabalharem na igreja, ninguém tem tempo! Na verdade não se quer dispor do tempo livre para realizar tarefas apostólicas, ser catequista. Há uma consciência muito grande do direito ao descanso, ao lazer, ao cuidar de si que beira ao egoísmo. As pessoas gastam a maior parte do seu tempo obsessivamente atrás de si, por isto resistem a tudo o que ameace esses espaços “sagrados” de autonomia e centralização em si, é como se a tarefa da catequese ou da evangelização, os trabalhos pastorais roubassem esse precioso tempo! Não veem essa doação como uma resposta alegre ao amor de Deus, que nos plenifica e fecunda. Este fechamento leva ao desânimo paralisador!

                   A dificuldade está na falta de uma espiritualidade que impregne a ação e a torne desejável. O cansaço não é feliz, mas tenso, desagradável, irritante. Muitas vezes a catequese é vista como obrigação, sem motivação. São várias as causas desse mal estar: idealização excessiva, irrealizável; imediatismo que desconsidera o processo histórico numa pressa em obter resultados; vaidades, desorganização, falta de planejamento, apego ao passado, falta de sensibilidade pastoral, interesses pessoais acima dos interesses comunitários, intolerância com os erros dos irmãos, excesso de ideias e burocracias que inoperantes…

“Assim se gera a maior ameaça, que «é o pragmatismo cinzento da vida quotidiana da Igreja, no qual aparentemente tudo procede dentro da normalidade, mas na realidade a fé vai-se deteriorando e degenerando na mesquinhez». Desenvolve-se a psicologia do túmulo, que pouco a pouco transforma os cristãos em múmias de museu. Desiludidos com a realidade, com a Igreja ou consigo mesmos, vivem constantemente tentados a apegar-se a uma tristeza melosa, sem esperança, que se apodera do coração como «o mais precioso elixir do demónio». Chamados para iluminar e comunicar vida, acabam por se deixar cativar por coisas que só geram escuridão e cansaço interior e corroem o dinamismo apostólico. Por tudo isto, permite que insista: Não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização!” (EG 83).

É preciso dizer não ao pessimismo estéril! Resistir a esta tentação!

Não ao pessimismo estéril
A terceira tentação para os catequistas é perder a força e o ânimo diante das mazelas operantes no mundo e na igreja. Coisas ruins acontecem. Muitas vezes fracassamos. Contudo isto não deve tirar nossa esperança. Aquele que crê é capaz de ver o trigo no meio do joio, a água que se transforma em vinho, a luz na escuridão.  Há os profetas da desgraça, que apregoam o fim da fé, da igreja, a morte de Deus; não podemos nos deixar levar pelas suas palavras. É preciso lembrar o que Jesus diz a S. Paulo “Basta-te a minha graça; pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente” (2Cor 12,9). Não se trata de tapar o sol com a peneira, as dificuldades existentes devem ser enfrentadas. O mal existe, mas nossa esperança está em Deus, que não nos abandona e nos encoraja para a luta!

É preciso vencer o pessimismo! Não deixemos que nos roubem a esperança!

“Uma das tentações mais sérias que sufoca o fervor e a ousadia é a sensação de derrota que nos transforma em pessimistas lamurientos e desencantados com cara de vinagre. Ninguém pode empreender uma luta, se de antemão não está plenamente confiado no triunfo. Quem começa sem confiança, perdeu de antemão metade da batalha e enterra os seus talentos. Embora com a dolorosa consciência das próprias fraquezas, há que seguir em frente, sem se dar por vencido, e recordar o que disse o Senhor a São Paulo: «Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza» (2 Cor 12, 9). O triunfo cristão é sempre uma cruz, mas cruz que é, simultaneamente, estandarte de vitória, que se empunha com ternura batalhadora contra as investidas do mal. O mau espírito da derrota é irmão da tentação de separar prematuramente o trigo do joio, resultado de uma desconfiança ansiosa e egocêntrica” (EG 85).

Não ao isolamento
            Em tempos de desconfiança, violência e individualismo, cada vez mais as pessoas se fecham. A falta de tempo, a intolerância, levam as pessoas a acreditarem no “cada um por si e Deus por todos!”. Com istovalores que são essenciais para os seguidores de Jesus, como solidariedade, amizade, compaixão, entram em desuso. O catequista deve esforçar-se para combater esse isolamento, descobrindo a mística que nasce do viver juntos, da comunidade, do mútuo apoio em horas difíceis, da experiência de fraternidade, de ser povo de Deus, peregrino….assim o catequista é aquele que faz o caminho com os outros, que vai junto com os irmãos, numa alegre e difícil travessia da vida, fazendo história comunitária.

                O isolamento quase sempre desemboca num individualismo doentio, deprimente e num uso da religião como mercadoria, remédio para as tristezas pessoais. Em nosso tempo nem sempre busca-se a religião por causa de Deus, muitas vezes é por causa egoísta e humana, simplesmente, quer-se um Deus que sirva e realize as vontades individuais.

                 Jesus ensina os catequistas a criar e manter relacionamentos novos, a enxergar em cada irmão um próximo a ser servido e amado.

“Nisto está a verdadeira cura: de fato, o modo de nos relacionarmos com os outros que, em vez de nos adoecer, nos cura é uma fraternidade mística, contemplativa, que sabe ver a grandeza sagrada do próximo, que sabe descobrir Deus em cada ser humano, que sabe tolerar as moléstias da convivência agarrando-se ao amor de Deus, que sabe abrir o coração ao amor divino para procurar a felicidade dos outros como a procura o seu Pai bom. Precisamente nesta época, inclusive onde são um «pequenino rebanho» (Lc12, 32), os discípulos do Senhor são chamados a viver como comunidade que seja sal da terra e luz do mundo (cf. Mt5, 13-16). São chamados a testemunhar, de forma sempre nova, uma pertença evangelizadora. Não deixemos que nos roubem a comunidade!” (EG 92).

                   Os catequistas devem resistir ao isolamento! Dizer sim à vida em comunidade, às relações fraternas.

Não ao mundanismo espiritual
            Talvez essa seja, das tentações, a mais difícil de lidar, porque ela vem “maquiada” com cara de boa, é “lobo vestido de cordeiro!”.  Podemos vê-la quandoum grupo de catequistas se põe de guarda fiel da doutrina da igreja, dos ensinamentos de Jesus e assim julga e condena  os demais. Do alto de suas “verdades”ele analisa, classifica, aprova, exclui, condena os demais. Está sempre de vigilância, apegado a certos tradicionalismos ou seguranças a um estilo antigo de igreja, vive querendo repetir o passado, não percebe, nem aceita a ação inovadora do Espírito. Com medo do novo ele impõe os velhos esquemas. Cheio de ideias, perito em dar ordem aos demais, de dizer como deveriam ser as coisas, não se mexe, nem mexe uma “palha com a ponta de seus dedos!” Muitas vezes é rigorista, mostra-se zeloso com as coisas da Igreja, envaidece-se com suas liturgias, com os rituais, com a sabedoria da doutrina, mas esquecem-se do Evangelho! No fundo é uma busca de glória, de reconhecimento quer de si mesmo ou da Igreja, em prejuízo da mensagem de Jesus, do Evangelho! É bom lembrar: a igreja é servidora do Evangelho e não o contrário!

“Quem caiu neste mundanismo olha de cima e de longe, rejeita a profecia dos irmãos, desqualifica quem o questiona, faz ressaltar constantemente os erros alheios e vive obcecado pela aparência. Circunscreveu os pontos de referência do coração ao horizonte fechado da sua imanência e dos seus interesses e, consequentemente, não aprende com os seus pecados nem está verdadeiramente aberto ao perdão. É uma tremenda corrupção, com aparências de bem. Devemos evitá-lo, pondo a Igreja em movimento de saída de si mesma, de missão centrada em Jesus Cristo, de entrega aos pobres. Deus nos livre de uma Igreja mundana sob vestes espirituais ou pastorais! Este mundanismo asfixiante cura-se saboreando o ar puro do Espírito Santo, que nos liberta de estarmos centrados em nós mesmos, escondidos numa aparência religiosa vazia de Deus. Não deixemos que nos roubem o Evangelho!” (EG 97).

Não à guerra entre nós
Há no mundo muitos conflitos, países guerreando entre si, agora mesmo estamos acompanhando a questão da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos. A guerra é um mal, é a incompetência humana, a falência do diálogo, do perdão.

“O mundo está dilacerado pelas guerras e a violência, ou ferido por um generalizado individualismo que divide os seres humanos e põe-nos uns contra os outros visando o próprio bem-estar. Em vários países, ressurgem conflitos e antigas divisões que se pensavam em parte superados. Aos cristãos de todas as comunidades do mundo, quero pedir-lhes de modo especial um testemunho de comunhão fraterna, que se torne fascinante e resplandecente. Que todos possam admirar como vos preocupais uns pelos outros, como mutuamente vos encorajais animais e ajudais: «Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35). Foi o que Jesus, com uma intensa oração, Jesus pediu ao Pai: «Que todos sejam um só (…) em nós [para que] o mundo creia» (Jo 17, 21). Cuidado com a tentação da inveja! Estamos no mesmo barco e vamos para o mesmo porto! Peçamos a graça de nos alegrarmos com os frutos alheios, que são de todos” (EG 99)

Infelizmente,às vezes, esse espírito de contenda e disputa penetra a vida das comunidades cristãs. Não é raro vermos catequistas disputando atenção, competindo pelo reconhecimento de seus trabalhos, movidas pela inveja, ciúme, vaidades. Neste contexto é importante que tomemos consciência do que significa participar da Igreja, aonde todos os membros são importantes, cada um com seus dons e qualidades, que não anulam, nem ofuscam os dos demais. O mandamento do amor deve permear nossas relações e findar as guerras. Somente quem compreendeu o que significa “vede como se amam!” é que é capaz de lançar mão do perdão, do resgate do diálogo, da paciência com os erros e quedas dos outros, da libertação de se ter novas chances sendo perdoado!  Rezar por aqueles que nos ofenderam.

Resistamos às guerras e não deixemos que nos roubem o amor fraterno!

Não ao clericalismo

O Concílio Vaticano II nos ajudou a compreender a Igreja como Povo de Deus e a resgatar o papel dos leigos na comunidade. Contudo, por falta de formação, por busca de poder, muitas vezes alguns catequistas exercem uma liderança autoritária. Por serem competentes, muitas vezes com qualidades que se sobressaem, ocupam lugares de relevância nas comunidades e, infelizmente, exercem o serviço como poder, querem que suas ideias prevaleçam, que as coisas aconteçam segundo sua determinação. Normalmente são pessoas competitivas, vaidosas e dominadoras.  É preciso voltar a Jesus e reparar na sua maneira de servir, lavando os pés. A autoridade não brota da força da dominação, mas do exemplo daqueles que amam. Quando isto não é percebido muitos se afastam da comunidade, passa-se a espelhar não o rosto de Jesus, mas do fulano ou fulana que mandam na igreja. É uma reprodução ruim dos esquemas de poder vigente no mundo e na história. A comunidade servidora não está fechada nela mesma, está disposta a sair de si e servir e transformar a sociedade.

“A configuração do sacerdote com Cristo Cabeça – isto é, como fonte principal da graça – não comporta uma exaltação que o coloque por cima dos demais. Na Igreja, as funções «não dão justificação à superioridade de uns sobre os outros». Com efeito, uma mulher, Maria, é mais importante do que os Bispos. Mesmo quando a função do sacerdócio ministerial é considerada «hierárquica», há que ter bem presente que «se ordena integralmente à santidade dos membros do corpo místico de Cristo». A sua pedra de fecho e o seu fulcro não são o poder entendido como domínio, mas a potestade de administrar o sacramento da Eucaristia; daqui deriva a sua autoridade, que é sempre um serviço ao povo. Aqui está um grande desafio para os Pastores e para os teólogos, que poderiam ajudar a reconhecer melhor o que isto implica no que se refere ao possível lugar das mulheres onde se tomam decisões importantes, nos diferentes âmbitos da Igreja” (EG 104).

No espaço comunitário e catequético os jovens, as crianças, as mulheres e os anciãos deveriam reconhecer-se, tornando-o como espaço seu de convivência, de experiência de amor desinteressado, gratuito. Neste sentido é preciso abolir qualquer tipo de ditadura e promover a inserção, a acolhida generosa de todos! Digamos não ao poder centralizador e autoritário! Busquemos a formação de lideranças democráticas, capazes de diálogo e serviço.

O Papa Francisco traz uma palavra aos jovens e sua importância na comunidade cristã, recordando a importância do seu papel e do seu engajamento nas comunidades e paróquias e na busca de caminhos novos para os mesmos:

“A pastoral juvenil, tal como estávamos habituados a desenvolvê-la, sofreu o impacto das

mudanças sociais. Nas estruturas ordinárias, os jovens habitualmente não encontram respostas para as suas preocupações, necessidades, problemas e feridas. A nós, adultos, custa-nos ouvi-los com paciência, compreender as suas preocupações ou as suas reivindicações, e aprender a falar-lhes na linguagem que eles entendem. Pela mesma razão,

as propostas educacionais não produzem os frutos esperados. A proliferação e o crescimento de associações e movimentos predominantemente juvenis podem ser interpretados como uma ação do Espírito que abre caminhos novos em sintonia com as suas expectativas e a busca de espiritualidade profunda e dum sentido mais concreto de pertença. Todavia é necessário tornar mais estável a participação destas agregações no âmbito da pastoral de conjunto da Igreja” (EG 105).

Finalmente recorda a escassez das vocações sacerdotais e religiosas em nossa igreja, recorda-nos que é preciso um grande ardor apostólico para suscitar o chamado de Cristo à muitos jovens presentes em nossas comunidades, bem como nossas orações ao Senhor da messe que envie trabalhadores à sua messe:

“Em muitos lugares, há escassez de vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Frequentemente isso se fica a dever à falta de ardor apostólico contagioso nas comunidades, pelo que estas não entusiasmam nem fascinam. Onde há vida, fervor, paixão de levar Cristo aos outros, surgem vocações genuínas. Mesmo em paróquias onde os sacerdotes não são muito disponíveis nem alegres, é a vida fraterna e fervorosa da comunidade que desperta o desejo de se consagrar inteiramente a Deus e à evangelização, especialmente se essa comunidade vivente reza insistentemente pelas vocações e tem a coragem de propor aos seus jovens um caminho de especial consagração. Por outro lado, apesar da escassez vocacional, hoje temos noção mais clara da necessidade de melhor seleção dos candidatos ao sacerdócio. Não se podem encher os seminários com qualquer tipo de motivações, e menos ainda se estas estão relacionadas com insegurança afetiva, busca de formas de poder, glória humana ou bem-estar económico” (EG 107).

CONCLUSÃO

                Somos muitos catequistas, no Brasil estamos do Oiapoque ao Chuí, dos rincões amazônicos, com os ribeirinhos e as comunidades indígenas, aos prédios e casas nas grandes cidades. Estamos em nossa Diocese, com suas comunidades e paróquias. Somos jovens, adultos, velhos, mulheres e homens, pobres e ricos, letrados e analfabetos, contudo temos um só desejo: anunciar o Reino de Deus a todos, testemunhar que o amor é mais forte que o ódio, que a vida vence a morte. Que esta mensagem é para todos, de todos os lugares e culturas. Por causa do Reino nós deixamos nossas casas, nossas famílias, nosso conforto; por causa do Reino nós estudamos, nos preparamos e rezamos em comunidade; por causa do Reino suportamos chuva, frio e sol, humilhações e perseguições. Por causa do Reino nós encontramos alegria em meio as tristezas, força diante do medo, luz nas trevas. Tudo por causa do Reino prometido por Jesus. Não esmorecemos, nem desistimos. Porque sabemos que Deus está conosco, caminha conosco, nos encoraja e anima. Com Ele somos corajosos, capazes de vencer todo individualismo e tentações.

“Os desafios existem para ser superados. Sejamos realistas, mas sem perder a alegria, a audácia e a dedicação cheia de esperança. Não deixemos que nos roubem a força missionária!“ (EG 109).

+ Dom Vilson Dias de Oliveira, DC

Bispo Diocesano de Limeira
Fonte: http://diocesedelimeira.org.br/crise-do-compromisso-comunitario-e-as-tentacoes-que-os-catequistas-precisam-evitar/

sábado, 1 de março de 2014

Três reflexões para catequistas

A Catequese do Catequista

Celebrar é, acima de tudo, dizer "obrigado". Nós celebramos a vida em cada aniversário, celebramos a saúde, uma intervenção médica que correu bem, os sorrisos das nossas crianças… Cada facto que celebramos é acoplado com gratidão. No dia do catequista demos graças por eles, pela sua identidade e vocação, que com o silêncio e muita humildade, vão construindo o Reino de Jesus.

O catequista é chamado a ser carinhosamente ele mesmo. Na verdade e na profundidade da sua identidade ecoa o chamado de Deus que o convoca a ser chama de Cristo, para que muitos homens e mulheres se encontrem com Ele. Quanta sintonia e quanta fidelidade! Como fazer-se autêntico eco? Como não ser um eco de outras vozes e outros ruídos capazes de distorcer a verdadeira identidade?

Neste dilema existencial: ser ou não ser o que Deus o convida a ser, está implícito na natureza humana do catequista. Caído e redimido. Fraco e forte. Imperfeito e chamado à plenitude. Seria impensável um catequista desprovido da graça de Deus. Seria impensável um catequista vagando, náufrago de processos educativos incapazes de fixar.

A natureza humana, aberta à ajuda da graça divina e ao auxílio humano da educação, aperfeiçoa-se e torna-se imagem e semelhança de Deus. É um terreno fértil em que Cristo cresce, moldando na personalidade do catequista todas as virtudes que o tornam capaz de ser o que Deus o convida a ser.

Neste processo educativo, a catequese tem o seu lugar próprio e inconfundível. Ela corresponde à educação da fé. E o catequista, como um homem de fé, necessita ser permanente educado nessa mesma fé que professa.

Para ser profundamente o mesmo, o catequista necessita fazer-se destinatário da catequese. Destinatário de itinerários formativos desenhados para ele, nos quais a educação na fé seja intencional e sistematicamente favorecida. Na rede integrada de várias dimensões assumidas pela formação dos catequistas, têm um lugar privilegiado a educação da fé, como uma virtude teologal que deve ser sustentado, fortalecida, encorajado, informada e testemunhada ao longo de toda a vida.

Mas, para ser profundamente o mesmo, o catequista precisa fazer-se destinatário, também, dos processos catequéticos concebidos para os seus catequizandos e catecúmenos. Ali, na sempre nova dinâmica do encontro o processo catequético, ali Deus trabalha sempre produzindo o inimaginável. Ali, no mistério de uma metodologia e de uns recursos sempre imperfeitos, Deus faz, mais uma vez, como naquele dia no poço de Zicar, que os discípulos sejam testemunhas. E o catequista faz-se destinatário do que os catequizandos e catecúmenos dizem.

Catequistas, façamos tudo o que Jesus nos diz

Nós compartilhamos a nossa realidade catequética, com situações novas e antigas e sempre amados por Deus. Ele continua a suscitar vocações catequéticas em homens e mulheres que, no meio desta realidade e enviados pela Igreja, estão a responder como discípulos-missionários ao chamado de Jesus, o Bom Pastor.

Os catequistas estão essencialmente ligados à comunicação da Palavra. A nossa primeira atitude espiritual está relacionada com a palavra contida na Revelação, pregada pela Igreja, celebrada na liturgia e vivida, especialmente, pelos santos.[1] É sempre um encontro com Cristo, escondido na sua Palavra, na Eucaristia, nos irmãos. Abertura à Palavra significa, finalmente, abertura a Deus, à Igreja e ao mundo.

Quando fazemos de catequistas o nosso ministério, ou seja, quando conscientes da nossa própria fé colocamo-nos ao serviço dos nossos irmãos para ajudá-los a crescer na fé, aprendemos a ver o mundo de uma perspetiva: a do Magnificat. Este é um olhar crente, capaz de ver os sinais de esperança. Olhar a realidade com os olhos de Maria significa ver o bem também onde este ainda não germinou.

Os olhos de Maria, que procuram Jesus, sabem encontrá-lo e às vezes convidá-lo a dar sinais concretos para que o mundo creia, como nas bodas de Caná.[2] Com esse olhar crente, os catequistas são arautos do Reino. O mundo de hoje, como ontem e como sempre, tem direito ao anúncio. Não se o pode privado dele. E, enquanto todos os batizados foram chamados para esta tarefa, aos catequistas compete-nos de modo especial.

O coração crente apercebe-se que o mundo é amado por Deus, sustentado pelo seu amor. Muitas vezes os catequistas são pobre em recursos, meios de comunicação, mas pela graça de Deus, representam uma força de mudança extraordinária. Onde está Jesus, ali está o Reino, ali amadurece a esperança, ali é possível fazer o amor que dá vida. O encontro com Jesus faz de nós testemunhas credíveis do seu Reino, assemelha-nos a Ele para nos transformar na memória viva do seu modo de viver e agir.

Ver a vida com olhos de crentes

Os catequizados e catecúmenos vêm de diferentes caminhos… Com histórias de vida e experiências de fé diferentes. Os catequistas, muitas vezes preocupados com a transmissão de conteúdos, ingenuamente, ignoram um olhar profundo para o que eles experimentaram e que realmente acreditam.

Nós usamos muito a palavra "itinerário", mas mais do que uma vez a reduzimos à simples categoria de "programa" ou "lista de conteúdos" predefinidos. Estamos presos a um dever ser que se esquece de enraizar a vida das pessoas e processos anteriores neste novo caminho que empreendemos na catequese familiar.

Talvez este breve e antiga história nos possa ajudar a expressar de forma simples o que queremos dizer.

Uma vez um explorador foi enviado pelos seus a um lugar perdido na selva amazónica. A sua missão consistia em fazer um levantamento detalhado da área. Como o explorador era um especialista no seu ofício, fez a sua tarefa com grande cuidado e perícia. Nenhum canto foi deixado sem ser explorado.

Ele descobriu quais eram as plantas e os animais, as características de cada estação, os segredos do grande rio que atravessa toda a região, as chuvas, os ventos, as possibilidades para a vida humana neste local remoto...

Quando, finalmente, ele acreditou que sabia tudo, decidiu regressar para transmitir a quem o tinha enviado o corpo de conhecimentos adquiridos.

Os seus receberam-no com expectativa… Eles queriam saber tudo sobre a Amazónia. Mas o explorador experiente percebeu, naquele momento, a incapacidade de responder aos desejos de seu povo. Como ele poderia transmitir a beleza incomparável do lugar, ou a harmonia profunda da noite que conseguiam elevar o seu coração? Como poderia compartilhar com eles o sentimento de profunda solidão que retinha à noite, o medo que o paralisou perante as feras selvagens do lugar ou o senso incomum de liberdade que ele sentia quando conduzia a canoa pelas águas incertas do rio?

Então, depois de pensar sobre isso, o explorador tomou uma decisão e disse: "- Ide e conhecei vós mesmos o lugar. Nada pode substituir o risco e a experiência pessoal. "Mas ele teve medo… Se alguma coisa acontece com eles… Se não sabem chegar… Então ele fez um mapa para guiá-los. Todos fizeram cópias, distribuindo-as e foram para a Amazónia munidos com o mapa que tinham recebido.

Todos os que tinham uma cópia consideravam-se especialistas. Não se conheciam, através do mapa, cada curva da estrada, lugares perigosos, a largura e profundidade do rio, os rápidos e as cachoeiras?

No entanto, o explorador lamentou durante toda a sua vida ter-lhes dado o mapa… Teria sido melhor não o dar a eles.

Esta história tem, talvez, muito a dizer com o ministério catequético. Não se trata de ajudar os catequizandos a explorar a selva, introduzindo-os nos meandros ou no preciosismo de uma informação doutrinária detalhada, mas principalmente para ajudar a encontrar o Deus de Jesus Cristo.

Embora seja verdade que a catequese inclui tarefas de instrução, de iniciação e educação, também é verdade que ela é um ministério ao serviço da fé. Trata-se, acima de tudo, de promover que os nossos interlocutores vivam a sua própria experiência de fé, sempre única, pessoal e intransferível.

Quando os interlocutores da catequese começam a viver a sua fé assim, como verdadeiros exploradores, com algum risco e embarcando numa espécie de "aventura pessoal", podemos dizer que este "novo nascimento" os afeta inteiramente e os abre para uma nova realidade, para realizar uma nova forma de existência.

Talvez eles, em caminhos anteriores, tenham recebido muitos mapas e estão, portanto, convencidos de ser verdadeiros especialistas nas questões da fé... Mas eles não conseguem olhar a vida com olhos de crentes. Talvez esses mapas os tenham dececionado, eles não conduziram a um encontro com Jesus e permaneceram em questões externas que criticam altamente ou que aceitam com resignação ou sem reflexão.

Talvez nós mesmos, seus catequistas, lhes tenhamos oferecido alguns mapas pré-fabricados, que serviram para nós, mas que não servem para eles. Sugerimos caminhos que nós mesmos temos percorrido, com mais ou menos sucesso, mas não os deixamos explorar e aventurar-se para encontrar-se, finalmente, com o Senhor.

Nem se trata de improvisar ou deixá-los sozinhos. Talvez seja a hora, para desvendar o significado e profundidade de uma pedagogia que Jesus conhecia muito bem: o acompanhamento. Esse caminhar acompanhando o que procura, permitindo-lhe que continue procurando... Esse caminhar, no início de modo quase impercetível e depois tão encarnada na vida do catequisando.

Um caminhar que não violenta, que não apressa, que não para e que, recorrendo à Palavra, vai deixando chegar… Cada um tem o seu tempo, com respeito aos tempos do outro, e de acordo com as suas possibilidades. Mas, por fim, arde o coração e dá-se o encontro que se celebra com o Pão compartilhado. A pedagogia do acompanhamento não se desenha em mapas, mas andando e acompanhando os caminhos pessoais e comunitários de procura.

Como catequistas, podemos propor indagar por aqui algumas das respostas pendentes para o fracasso atual da iniciação cristã. Pode muito bem ser possível iniciar-se ou retornar à fé, descartando mapas antigos e aprendendo a olhar a vida com olhos de crentes.


[1] Cf. Juan Pablo II, Ex. Ap. Catechesi Tradendae, 26-27no “Guía para los catequistas”, aprovada por Juan Pablo II a 16 de junho de 1992.

[2] Ao terceiro dia, celebrava-se uma boda em Caná da Galileia e a mãe de Jesus estava lá. Jesus e os seus discípulos também foram convidados para a boda. Como viesse a faltar o vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: «Não têm vinho!»

Jesus respondeu-lhe: «Mulher, que tem isso a ver contigo e comigo? Ainda não chegou a minha hora.» Sua mãe disse aos serventes: «Fazei o que Ele vos disser!»

Ora, havia ali seis vasilhas de pedra preparadas para os ritos de purificação dos judeus, com capacidade de duas ou três medidas cada uma. Disse-lhes Jesus: «Enchei as vasilhas de água.» Eles encheram-nas até cima. Então ordenou-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa.»

E eles assim fizeram. O chefe de mesa provou a água transformada em vinho, sem saber de onde era - se bem que o soubessem os serventes que tinham tirado a água; chamou o noivo e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho melhor e, depois de terem bebido bem, é que serve o pior. Tu, porém, guardaste o melhor vinho até agora!»

Assim, em Caná da Galileia, Jesus realizou o primeiro dos seus sinais miraculosos, com o qual manifestou a sua glória, e os discípulos creram nele. Depois disto, desceu a Cafarnaúm com sua mãe, os irmãos e os seus discípulos, e ficaram ali apenas alguns dias. (Jo 2,1-12)
Escrito por Pe. José Luis Quijano. 
Fonte:http://www.abcdacatequese.com/index.php/evangelizacao/catequese/1923-tres-reflexoes-para-catequistas

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O que é um catequista?


Duas palavras que aparecem na carta de S. Paulo aos Gálatas podem ajudar-nos na compreensão de quem é um catequista e qual a sua missão: “Quem está a ser instruído (katekoúmenos) na Palavra esteja em comunhão com aquele que o instrui (katekón)” (Gl 6, 6).

Podemos afirmar, sem lugar a dúvidas, que desde os inícios da pregação apostólica se empregaram as palavras que, com o evoluir dos tempos, deram origem aos nomes catequista e catequese. O verbo katekein significa fazer ressoar no coração dos ouvintes a palavra anunciada e, tal como afirma a carta aos Gálatas, o catequista (ketekón) é o que ensina e o catecúmeno/catequizando (katekoúmenos) é aquele que se prepara para receber os sacramentos da iniciação cristã.

Educador básico da fé

Sendo assim, o catequista aparece como o educador básico da fé porque a missão que realiza é a de capacitar basicamente os catequizandos para entender, celebrar e viver o Evangelho de Jesus, na linha daquilo que os documentos definem por catequese ao “procurar compreender o significado dos gestos e das palavras de Cristo e dos sinais por Ele realizados, e fazer que os catequizando se ponha, não apenas em contacto, mas em comunhão, em intimidade com Jesus Cristo” (CT 5).

A catequese é como que um noviciado dos cristãos (AG 14), isto é, o período de amadurecimento da conversão inicial, a etapa na qual os convertidos se iniciam em todos os aspectos da vida da comunidade para se poderem integrar nela de uma forma adulta e como sujeitos activos na sua construção. Aquele que foi evangelizado, evangeliza por sua vez, e esta é prova da verdade, a pedra de toque de toda a evangelização (cf. EN 25).

A catequese deve proporcionar às crianças e aos jovens “as certezas que temos, simples mas sólidas, porque são elas que os hão-de ajudar a procurar mais e melhor o conhecimento do Senhor” (CT 60). Tal como os alicerces estão para a construção de uma casa ou a coluna vertebral para o nosso corpo, assim está a catequese para a nossa vida cristã. Sem catequese o primeiro anúncio do Evangelho não se desenvolve e não lança raízes no coração dos crentes. Como podemos celebrar e viver a fé se não tivermos uma iniciação global ao mistério cristão?

O grande último documento sobre a catequese publicado pela Igreja, diz-nos em que consiste esta educação básica da fé ao apresentar as características que deve ter a catequese da iniciação cristã:

Uma formação orgânica e sistemática da fé, isto é, que aprofunde o mistério cristão distinguindo-se das outras formas de apresentação da Palavra de Deus;

Uma formação que faça uma aprendizagem de toda a vida cristã, de tal modo que o catecúmeno se sinta fecundado pela Palavra de Deus nas suas experiências mais profundas;

Uma formação de base, essencial, centrada naquilo que constitui o núcleo da experiência cristã (cf. DGC 67).

A catequese tem uma função muito própria dentro da ampla tarefa da educação da fé. Não podemos atribuir-lhe mais campos de acção, nem responsabilidades que já tem no que refere ao ministério da palavra. Nem tudo é catequese na Igreja e devemos evitar atribuir a tudo o que se faz numa paróquia o nome de catequese (catequese para os noivos, catequese para os pais…), para que esta não termine por perder a sua identidade dentro da acção pastoral da Igreja. A sua função específica é a seguinte: a fé cristã é uma fé eclesial e a Igreja “em quem ressoa a voz do Evangelho” (DV 8), proporciona à catequese o seu objecto, isto é, o mistério cristão tal como é acreditado e professado pelo povo de Deus, o meio onde se desenvolve, isto é, as comunidades cristãs que a constituem e a sua meta, que consiste em fazer de cada catecúmeno um membro activo da vida e da missão da Igreja.

Esta incorporação na Igreja implica uma iniciação naquelas mediações (linguagem, doutrina, culto, formas de vida…), através das quais a Igreja expressa e vive a sua fé. O catequista enquanto educador básico da fé é aquele que faz uma iniciação global e sistemática a todas as expressões da fé da Igreja.
P. António Moiteiro
Fonte:http://www.catequese.net/index.php?option=com_content&view=article&id=110%3A-voz-da-catequese-janeiro-fevereiro-2004&catid=43%3Acatequistas&Itemid=63&limitstart=1


 A IDENTIDADE DO CATEQUISTA


A Vocação de Catequista é um dom do qual há que dar graças a Deus. O Catequista participa e prolonga a missão de Jesus como Mestre, pois realiza o mandato do Senhor: ‘Ide e fazei discípulos (Mt 28,19)’. O Catequista surge como alguém chamado por Deus, vocacionado, que acredita no Senhor, com uma fé profunda, consciente do seu ser Igreja, com uma clara identidade eclesial. 

FÉ PROFUNDA – É chamado a ser educador da fé, o catequista deve possuir antes de mais uma profunda vida de fé. Deve estar imbuído de um profundo sentido religioso, com uma experiência madura de fé e um forte sentido de Deus. Isto porque o Catequista deve ser um anunciador de Deus e dizê-lo no mundo de hoje. Ao dizer a sua fé está a responder às inquietações profundas do ser humano.
Na pessoa do catequista verifica-se a interação entre a fé e a vida. 

CLARA IDENTIDADE ECLESIAL – A identidade eclesial provém de uma forte adesão a Jesus Cristo e do seguimento d’Ele. O catequista tem bem clara a sua pertença à Igreja e o seu ser Igreja. Transmite a fé da Igreja como testemunha. Experimenta o seu ser Igreja como algo que faz parte da sua fé. Como agente da Evangelização, age em nome da Igreja e transmite a fé da Igreja.   

ENVIADO PELA COMUNIDADE – O catequista realiza a sua missão no âmbito da Comunidade, da Paróquia, e por mandato desta, pois a catequese é uma responsabilidade de toda a comunidade cristã (DGC 220).  

PREOCUPAÇÃO MISSIONÁRIA – A realidade em que vivemos, com a situação adversa à fé, pede que a Igreja exerça duas ações simultâneas no campo catequético: a acção missionária e a catequese de iniciação. Por isso, acima de tudo o catequista tem de fazer que os catequizandos adiram à fé. A preocupação missionária nasce da alegria de anunciar a Boa Nova e porque se descobriu a grande surpresa que é Cristo.  

SABER ESPECIFICO – Para além da formação doutrinal sólida, deve possuir os princípios básicos da pastoral e o projeto da Igreja Diocesana, dominar toda a programação e conteúdos catequéticos, conhecer as pessoas com quem está a trabalhar e suas motivações, bem como as situações familiares, sociais e de fé dos catequizandos.

FAZER DISCÍPULOS NUMA IGREJA SEMPRE RENOVADA         
A finalidade da ação do Catequista consiste em acompanhar o catequizando num processo de conversão, em ordem em favorecer uma profissão de fé viva, explícita e atuante, ou seja, fazer discípulos de Jesus Cristo. É sempre da Comunidade Cristã que nasce o anúncio do Evangelho, que convida cada pessoa a seguir Cristo.

Fonte: http://catequeseestrela.blogspot.com.br/2009/10/identidade-do-catequista.html

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

AOS CATEQUISTAS

A você catequista.
Ou talvez possa me expressar a nós catequistas, pois também tive o privilegio de ser chamada a esta sublime missão.
 Quero aqui manifestar o meu agradecimento a Deus por ter me concedido tamanha graça, e essa grande oportunidade para distribuir entre os meus irmãos, os dons que Dele mesmo recebi.
Ao longo deste texto, quero por muitas vezes, me dirigir na primeira pessoa, pois esta não é uma reflexão somente para você, mas também é para mim mesma, enquanto catequista.


 “Certa vez, perguntaram a Madre Tereza de Calcutá,” Madre, se a senhora pudesse mudar algo na igreja, o que a senhora mudaria? Cheia da sabedoria de Deus ela respondeu: eu mudaria a mim mesma.
 É, no entanto com esse principio que pretendo falar para você, mas não quero falar somente para você “o outro”, mas, sim falar para mim também, confesso que muitas vezes me sinto pequena demais diante do grandioso chamado, pequena demais perante a importante missão de evangelizar o povo de Deus; porém, confiante na Palavra de Jesus, tenho a garantia de que é Ele mesmo quem escolhe os menos capacitados e os capacita  para que possam florescer na Sua Obra Santa e, assim, vou seguindo o meu chamado, com esta firme confiança, que é Nele, com Ele, e para Ele, que aceito o santo convite, e digo o meu sim.
Mas, esse sim precisa ser consciente. Consciente de que em meio a tantas outras pessoas, fui eu a escolhida, portanto, e para tanto, não posso responder um sim de qualquer jeito, preciso tomar consciência, e ser agradecida a Deus por Ele ter derramado em mim tantas bênçãos, bem sei que não sou merecedora, e nem possuo condições tais de assumir a grande missão, mas, Ele por amor e por misericórdia quis que junto com Ele eu me colocasse a disposição neste serviço de amor e doação, na catequese.
Então, que eu saiba olhar para o alto e reconhecer assim como Maria, e dizer que: “O Senhor fez em mim maravilhas.”


 Alguém escreveu que: “A humildade não é se declarar pequeno, humildade é reconhecer suas forças e suas fraquezas, e perante, isso buscar o seu melhor.”.
          As perguntas hoje para mim, e para você, são mais ou menos assim: Como estamos sendo enquanto catequistas? Estou, estamos buscando o meu, o nosso melhor? O que estou, estamos levando para os nossos catequizando? Qual é o meu, o nosso testemunho pessoal? Estou, estamos dando testemunho de vida? Sou, somos humildes o bastante para reconhecer minhas, nossas fraquezas? E será que estamos dispostos e temos a coragem para mudar aquilo que necessita de mudança, em mim, em nós?
 É assim, nessas condições que me dirijo a todos os catequistas do nosso Vicariato São Lucas, de nossa Arquidiocese de Vitória da Conquista, ou ainda a todos aqueles quantos possam ser alcançados através destes escritos e dessas reflexões.
Que o bom Deus possa abençoar a todos nós, e que o Espírito Santo, nos conduza a abrir o coração para o acolhimento daquilo que for necessário, para o meu, o nosso amadurecimento espiritual, para que possamos estar à frente da Catequese e assumindo a missão confiada a mim, a nós, pelo próprio Jesus.
Não podemos brincar de catequizar, ou assumimos para valer o nosso chamado e o nosso ser missionário neste serviço, ou então, deixemos que o próprio Jesus leve outros a ocuparem o nosso lugar nesta missão de catequizar.
 É muito sério! Talvez mais sério do que podemos imaginar. A nossa Igreja nos tempos atuais, nos tempos de hoje mais do que nunca, precisa estar plantando bons e edificantes frutos para que sejam colhidos amanha nesta mesma Igreja.
Muitas vezes nós não estamos sendo um bom fruto e não estamos dando um bom testemunho; não estamos nem vivendo os Sacramentos, o pecado muitas vezes nos impede de vivenciar a santidade desejada por Jesus, até ensinamos isto aos nossos catequizando, mas, nos agarramos tanto, naquele nosso jeito de pecador e ao mesmo tempo gostamos tanto de ser catequista, que mesmo não dando testemunho queremos continuar na Catequese; “ninguém sabe dos meus pecados, vou continuando aqui quietinho (a) catequizando do meu jeito”. Mas, Deus sabe. Deus tudo vê.
Não temos mais tempo para ficarmos em cima do muro, ou assumimos que queremos e podemos continuar catequizando, ou assumimos que não podemos, apesar de querer.
Faremos então uma reflexão interior, um questionamento interior.


Jesus conta com pessoas sérias e comprometidas, é certo que a Sagrada Escritura nos diz que: “Grande é a messe, poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe”. (Lc, 10-2-3).
Mas, precisamos do discernimento, é perigoso continuar nesse método, pois o próprio Jesus nos diz através da sua Palavra Santa, que: “O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será acoitado com numerosos golpes”. Mas aquele que ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será acoitado com poucos golpes. Porque, há quem muito se deu muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir. (Lc 12, 47-48).
 Nós somos testemunhas de Jesus, nós somos a voz do Evangelho para nossos catequizando e para nossos irmãos de caminhada, é tempo de aprender a viver e a conviver como irmãos na mesma fraternidade e na mesma profissão de fé. Que possamos fazer o nosso propósito; que haja entre nós mais respeito e amor uns para com os outros, que procuramos ouvir mais um ao outro, tentar entender mais o outro, poder ajudar o outro, saber acolher o outro e não competir com ele, como se fossemos adversários, que saibamos perdoar e pedir perdão, trabalhar com mais amor e dedicação, com um espírito desprendido e totalmente entregue a Deus. Enfim, se ajudando mutuamente, para que cresça cada vez mais o amor de Cristo em nós e que possamos testemunhá-lo ao mundo.
Sobretudo para catequizar nós precisamos ser catequizados também, e devemos reconhecer nossas limitações e não deixemos que o inimigo ache em nós uma brecha para agir na nossa Igreja, não deixemos porta aberta para que ele possa entrar, melhor é que deixemos de catequizar do que catequizar de uma forma errada, ou inconveniente.
Precisamos ser bem formados, estar bem preparados para podermos também preparar bem e formar bem, se hoje somos catequistas, com certeza é porque tivemos uma boa Catequese, à base recebida dos nossos pais e familiares, dos nossos catequistas, da Igreja, foram muito boas e hoje estão colhendo os frutos.
Mas, a Catequese na família como base solida, é também um assunto sério a ser tratado e quem sabe num próximo texto, onde quero me dedicar especialmente a uma reflexão voltada para os pais, por ora a reflexão de hoje se limita a nós mesmos, os Catequistas.
É importante por demais termos a humildade de acolher o que vem até nós como embasamento e para o crescimento da nossa fé, louvemos a Deus rico em misericórdia, que nos dá sempre uma oportunidade para aproveitar e particularmente onde somos chamados a refletir e aprofundar mais a nossa fé. Somos ainda, convocados a transmitir de uma maneira correta e verdadeira esta fé que professamos.
O Catecismo da Igreja Católica, no seu Prólogo nos diz sobre a transmissão da fé – a Catequese.
4- Bem cedo passou – se a chamar de catequese o conjunto de esforços empreendidos na Igreja para fazer discípulos, para ajudar os homens a crerem que Jesus é o Filho de Deus, a fim de que, por meio da fé, tenham a vida em nome dele, para educá-los e instruí-los nesta vida, e assim construir o Corpo de Cristo.
5 – A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, a qual compreende especialmente um ensino da doutrina cristã, dado em geral de maneira orgânica e sistemática, com o fim de iniciá-los na plenitude da vida crista.
6 – sem confundir –se com eles, a catequese se articula em torno de determinado número de elementos da missão pastoral da Igreja que têm um aspecto catequético e que preparam a catequese ou dela derivam: primeiro anúncio do Evangelho ou pregação missionária para suscitar a fé; busca das razoes de crer; experiência de vida cristã; celebração dos sacramentos; integração na comunidade eclesial; testemunho apostólico e missionário.
7 – A catequese anda intimamente ligada com toda a vida da Igreja. Não é somente a extensão geográfica e o aumento numérico, mas também e mais ainda o crescimento interior da Igreja, sua correspondência ao desígnio de Deus que dependem da catequese mesma.
8 – os períodos de renovação da Igreja são também tempos fortes da catequese. Eis por que, na grande época dos Padres da Igreja, vemos Santos Bispos dedicarem uma parte importante de seu ministério á catequese. É a época de S. Cirilo de Jerusalém e de S. João Crisóstomo, de Sto. Ambrosio e de Sto. Agostinho, e de muitos outros Padres cujas obras catequéticas permanecem como modelos.
O Catecismo ainda nos ensina nos seus artigos:
2039 – os ministérios a (catequese) devem ser exercidos em um espírito de serviço fraterno e dedicação à Igreja, em nome do Senhor. Ao mesmo tempo, a consciência de cada fiel, em seu julgamento moral sobre seus atos pessoais, deve evitar encerrar-se em uma consideração individual. Do melhor modo possível ela deve abrir-se à consideração do bem de todos, tal como ele se exprime na lei moral, natural e revelada, e, por conseguinte na lei da Igreja e no ensino autorizado do magistério sobre as questões morais. Não convém opor a consciência pessoal e a razão à lei moral ou ao magistério da Igreja.
2044 – A fidelidade dos batizados é condição primordial para o anúncio do Evangelho e para a missão da Igreja no mundo. Para manifestar diante dos homens sua força de verdade e de irradiação, a mensagem da salvação der ser autenticada pelo testemunho de vida dos cristãos: “O próprio testemunho de vida cristã e as boas obras feitas em espírito sobrenatural possuem a força de atrair os homens para a fé e para Deus.
Prezadas catequistas, minhas irmãs (os) em Cristo Jesus, vejamos ai às grandezas de nossa missão, sintamos a importância do nosso desempenho e da nossa dedicação, este texto foi escrito com o único propósito de nos esforçamos mais; de nos empenharmos mais; de nos dedicarmos mais a nossa catequese e a nossa Igreja, que nos doemos mais; que amemos mais a nossa missão, que aprendamos a colocar mais amor naquilo que desempenhamos que aprendamos mais sobre a missão de catequizar; que procuremos estudar mais as Sagradas Escrituras, o Catecismo da Igreja Católica; que procuremos leituras edificantes para nos formar cada vez melhor; e, sobretudo que saibamos caminhar como família de Deus. Como herança da porção escolhida, e que, portanto, não podemos servir de qualquer jeito, e nem servir do nosso jeito.
Que o Bom Deus toque nos nossos corações, e que sejamos humildes o bastante ao ponto de reconhecer se estamos ou não frutificando com a nossa doação neste serviço.
A todos eu desejo um feliz retorno a catequese neste ano de 2014.


Oração do Catequista

Senhor,
chamaste-me a ser Catequista
na Tua Igreja;
e na minha paróquia.
Confiaste – me a missão
de anunciar a Tua Palavra;
de denunciar o pecado,
de testemunhar, com a minha vida,
os valores do Evangelho.
É pesado, Senhor,
a minha responsabilidade,
mas confio na Tua graça.
Faz – me Teu Instrumento
para que venha o Teu Reino.
Reino de amor e de paz;
De Fraternidade e Justiça.
Amém!


Sônia Querino Soares – OFS
Catequista da Paróquia Nossa Senhora das Vitórias – Catedral.
Janeiro/fevereiro de 2014.
Paz e Bem!