Catequistas de Conquista
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domingo, 24 de julho de 2016
Alguns conselhos para viver bem o Ano da Misericórdia
Deus manifesta seu carinho e cuidado pela criação e por Seus servos. Neste tempo, o Senhor nos enviou um servo muito querido e estimado até pelos não cristãos, Papa Francisco. Ele nos presenteia com seus discursos e reflexões, com uma vida cristã que transborda Jesus e Sua misericórdia.
Que ano é este?
O Papa, por inspiração divina, anunciou o Ano da Misericórdia. Mas que ano é esse? Como devemos vivê-lo? Dentre tantos passos apresentados por Francisco na bula Misericordie Vultus (O Rosto da Misericórdia), posso ousar em elencar dez conselhos.
Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai
1) Reconhecer a misericórdia do Pai em Jesus é o tema do Ano Santo: “Misericordiosos como o Pai”. Logo no início da bula, Francisco ensina: “Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai”. Mas como imitá-Lo em Sua misericórdia? Por meio do Filho, Jesus, reconhecer a misericórdia do Pai. Com o olhar no Cristo, é possível verificar que Deus é Pai, misericórdia, amor e vida, Ele é Emanuel, o Santo. O primeiro conselho é reconhecer o Pai no Filho e seguir o que Ele ensinou e viveu.
A misericórdia do Senhor é para todos
2) Se é possível ver a misericórdia do Pai no Filho, se Ele é Santo, o segundo conselho é reconhecer-se pecador. No entanto, a misericórdia do Senhor é para todos, não podemos temê-Lo, mas confiar que Ele não se cansa de perdoar. “Nós é que nos cansamos de pedir perdão”, já frisou o Papa em seus ensinamentos. Reconhecer-se pecador é o mesmo que dizer “sou alvo da misericórdia do Pai”.
Tempo de busca pelo sacramento da reconciliação
3) Ir em busca do perdão. O Papa ressalta que é tempo de misericórdia; então, é tempo de buscar o sacramento da reconciliação, fazer um bom exame de consciência, estar arrependido, ter a firme resolução de não pecar mais, confessar e viver uma vida nova em Cristo. Francisco chamou à atenção os confessores e sacerdotes, para que tenham um especial cuidado de acolher, orientar e perdoar os penitentes..
A misericórdia não é algo abstrato
5) A misericórdia não é algo abstrato, mas muito concreto como o amor de mãe, ou seja, provém do íntimo de Deus, ensina o Papa. A mãe ama com carinho, afeto e, ao mesmo tempo, com firmeza e verdade; assim, Deus nos ama e nos convida a fazer o mesmo.
Diante da misericórdia que se recebe, como concretamente traduzi-la?
As obras de misericórdia
6) Concretamente, o Papa recorda algo que a Igreja ensina e vive há muito tempo: as obras de misericórdia, que podem ser espirituais e corporais. As obras de misericórdia espirituais são: instruir, aconselhar, corrigir, perdoar e ter paciência. Já as obras de misericórdia corporais são: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir o nu, dar abrigo a quem não tem, visitar os doentes e presos, sepultar os mortos, praticar a justiça e dar esmola.
Porta-voz da misericórdia do Pai
7) Anunciadores da misericórdia, a Igreja deve ser porta-voz da misericórdia do Pai. Francisco recordou São João Paulo II, quando este, na sua encíclica Dives in Misericordia, falou sobre o esquecimento dessa palavra e atitude: agir com misericórdia. Neste mundo, a Igreja tem a missão de chegar ao coração e à mente de cada pessoa com a misericórdia divina. A Igreja, claro que não apenas as pessoas que fazem parte do clero ou fizeram algum tipo de voto, mas todos os batizados e ungidos pelo Senhor são instrumentos, são os braços, os pés, as mãos do Senhor. O clero e os leigos, juntos, revelam o Rosto da Misericórdia.
Por fim, acredito que poderíamos elencar outros conselhos e passos a serem dados, pois estes nos ajudam a tomar posse desse Deus Pai Misericordioso, que enviou Seu Filho e, assim, revela-nos seu Rosto de Misericórdia. O Senhor, Pai da Providência, concede-nos, neste tempo, a graça por meio da Igreja, de seu servo o Papa Francisco, que conta com tantos outros servos que, banhados pela misericórdia, só podem responder com misericórdia. Que a nossa resposta hoje e sempre seja de misericórdia com palavras e gestos concretos.
Catequese sobre o “Rosto da Misericórdia”
Catequese sobre o “Rosto da Misericórdia”
1.ª Parte: Conceito de Misericórdia
a) A Misericórdia é um Rosto: Jesus
a misericórdia não é uma palavra abstrata
mas um rosto. A misericórdia de que falamos tornou-se viva, visível e atingiu o
seu climax em Jesus de Nazaré”.
contemplemos o mistério da misericórdia porque
ela, diz: “é fonte de alegria, serenidade e paz… Revela o mistério da
Santíssima Trindade… É o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso
encontro… É a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com
olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida… É o caminho que une
Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para
sempre, apesar da limitação do nosso pecado”.
Tudo fala de Misericórdia em Jesus…
“Deus
é amor” (I Jo 4,8.16)… Este amor tornou-se visível e palpável em toda a vida de
Jesus. A sua pessoa não é senão amor, um amor que se dá gratuitamente. O Seu relacionamento com
as pessoas, que se abeiram dele, manifesta algo de único e irrepetível. Os
sinais que realiza, sobretudo para com os pecadores, as pessoas pobres,
marginalizadas, doentes e atribuladas, decorrem sob o signo da misericórdia.
Tudo nele fala de misericórdia. Nele, nada há que seja desprovido de
compaixão (8)
(Portanto: não se consegue entender Jesus sem o conceito da
misericórdia)
O
Papa ilustra esta afirmação com narrações do evangelho:
…
Vendo que a multidão de pessoas que o seguia estava cansada e abatida, Jesus
sentiu, no fundo do coração, uma intensa compaixão por elas… Em todas as
circunstâncias, o que movia Jesus era apenas a misericórdia. Quando encontrou a
viúva de Naim que levava o seu único filho a sepultar, sentiu grande compaixão
pela dor imensa daquela mãe em lágrimas… A própria vocação de Mateus se insere
no horizonte da misericórdia. Ao passar diante do posto de cobrança dos
impostos, os olhos de Jesus fixaram-se nos de Mateus. Era um olhar cheio de
misericórdia que perdoava os pecados daquele homem e vencendo as resistências
dos outros discípulos, escolheu-o, a ele pecador e publicano, para se tornar um
dos Doze.
A Misericórdia é critério de identificação dos filhos de Deus
A
parábola contém um ensinamento profundo para cada um de nós. Jesus declara
que a misericórdia não é apenas o agir do Pai, mas torna-se critério para
identificar quem são os seus verdadeiros filhos… O perdão das ofensas torna-se
a expressão mais evidente do amor misericordioso e, para os cristãos, é um
imperativo de que não podemos prescindir. Como parece difícil, tantas vezes
perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis
mãos para alcançar a serenidade do coração. Deixar de lado o ressentimento, a
raiva, a violência e a vingança são condições necessárias para se viver feliz.
Acolhamos, pois a exortação do Apóstolo: Que o sol não se ponha sobre o vosso
ressentimento.(9)
A misericórdia é critério de credibilidade para a nossa fé
O
Papa propõe que se escute “a palavra de Jesus que colocou a misericórdia como
ideal de vida e como critério de credibilidade para a nossa fé: “felizes os
misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”. (9)
Deus
não se limita a afirmar o seu amor para connosco (só
palavras…), mas
torna-o visível e palpável. O Seu amor nunca poderia ser uma palavra abstrata. Por sua
natureza, é vida concreta: intenções, atitudes, comportamentos que se verificam
na atividade de todos os dias. A misericórdia de Deus é a sua
responsabilidade por nós. Ele sente-se responsável, isto é, deseja o nosso
bem e quer-nos felizes, cheios de alegria e serenos… Tal como Ele é
misericordioso, assim somos chamados também nós a ser misericordiosos uns para
com os outros” (9) (ou seja: se a misericórdia é responsabilidade
de Deus para connosco a misericórdia é responsabilidade nossa para com os
outros, se quisermos que a nossa fé seja credível)
É triste ver como a experiência do perdão
vai rareando cada vez mais na nossa cultura… Todavia sem o testemunho do
perdão, resta apenas uma vida infecunda e estéril, como se se vivesse num
deserto desolador… É o tempo de regresso ao essencial, para cuidar das
fraquezas e dificuldades dos nossos irmãos. O perdão é uma força que ressuscita
para a nova vida e infunde a coragem para olhar o futuro com esperança” (10)
O
papa evoca depois a 2.ª encíclica do papa João Paulo II, “Dives in
misericordia”, e diz que ela já foi resultado do “esquecimento em que caíra o
tema da misericórdia, na cultura dos nossos dias” (11) e cita-a: A Igreja vive
uma vida autêntica quando professa e proclama a misericórdia” (11). (Já o Papa João Paulo II o dizia, portanto).
A misericórdia é determinante para a credibilidade do anúncio do Evangelho
A
Igreja tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do
Evangelho, que por meio dela deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa… É
determinante para a Igreja, e para a credibilidade do seu anúncio, que viva e
testemunhe, ela mesma, a misericórdia. A sua linguagem e os seus gestos, para
penetrarem no coração das pessoas e desafia-las a encontrar novamente o caminho
para regressar ao Pai, devem irradiar misericórdia. (12)
Faz um apelo:
“Onde
a Igreja estiver presente, aí deve estar evidente a misericórdia do Pai”. Nas
nossas paróquias, nas comunidades, nas associações e nos movimentos – em suma,
onde houver cristãos – qualquer pessoa deve poder encontrar um oásis
de misericórdia” (12)
Cumprir as obras de misericórdia corporais e espirituais (15)
Para
“acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da
pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são
privilegiados da misericórdia divina”
Há
que redescobrir as obras de misericórdia corporais e espirituais, apela o Papa.
b) Relação entre justiça e misericórdia (20 e 21)
Para
o papa “a Justiça de Deus é o Seu perdão” e “o primado da misericórdia é
a dimensão fundamental da missão de Jesus, porque não é a observância da lei
que salva, mas a fé em Jesus Cristo”
“A
misericórdia não é contrária à justiça, mas exprime o comportamento de Deus
para com o pecador, oferecendo-lhe a nova possibilidade de se arrepender,
converter e acreditar” (21)
O
papa chega a dizer que “Se Deus se detivesse na justiça, deixaria de ser Deus;
seria como todos os homens que clamam pelo respeito da lei. A justiça por si só
não é suficiente… Por isso Deus, com a misericórdia e o perdão, vai além da
justiça. Isto não significa desvalorizar a justiça ou torna-la supérflua… Deus
não rejeita a justiça. Ele engloba-a e supera-a num evento superior onde se experimenta
o amor, que está na base duma verdadeira justiça” (21)
Conclusão
O Papa invoca Nossa Senhora…
a
Quem designa de “a Mãe da Misericórdia”. “A doçura do Seu olhar nos acompanhe
neste Ano Santo, para podermos todos redescobrir a alegria da ternura de Deus”
Diz que “ninguém, como Maria, conheceu a profundidade do mistério de Deus feito
homem.
Na
solenidade de Cristo Rei, que será a 20 de novembro de 2016, o ano jubilar irá
terminar… Mas a Igreja continuará a proclamar com confiança e sem cessar: “
Lembra-te, Senhor, da tua misericórdia e do teu amor, pois eles existem desde
sempre” (Sl 25, 6)… E para sempre.
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