Catequistas de Conquista

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domingo, 24 de julho de 2016

Atitudes que ajudam a rezar



“A Igreja não pode dispensar o pulmão da oração” (EG 262), nos disse o Papa Francisco. Ela é o meio privilegiado do encontro cotidiano com Deus, conosco mesmos e com a comunidade de fé. No entanto, é preciso dispor-se, através de algumas atitudes.

A primeira atitude que facilita a oração é o recolhimento. Recolher a vida com toda a sua complexidade, recolhê-la, em especial diante de Deus. Estar presente e atento a tudo o que estou vivendo. A dificuldade é a distração. Se viver distraído e ausente a maior parte do dia, se não tenho consciência de mim mesmo habitualmente em cada atividade, se não me centro no que estou fazendo no decorrer do dia, o normal é que tampouco o faça no momento de oração. Oramos como vivemos e vivemos como oramos. Tomar consciência do corpo, dos sentimentos e da mente, com todos os pensamentos, reflexões, recordações e fantasias que aparecem e desaparecem. Exercitar a atenção central: a capacidade de ver e perceber tudo com uma luz interior. Invocar o Espírito Santo, que conduz o encontro com Deus. Quanto mais eu exercitar o recolhimento, tanto mais centrado estarei em cada momento. 

A segunda atitude é exercitar o silêncio exterior e interior. Há ruídos exteriores e interiores.
Não nos concentramos quando estamos em um ambiente ruidoso. O mesmo acontece quando temos um barulho dentro de nós mesmos: nervosismo, tensão, preocupações, angústia, agressividade, estresse... Este ruído emocional nos bloqueia e nos incapacita para estar, para estar simplesmente em atenção amorosa a Deus. É preciso criar espaços e tempos de silêncio: criar um clima silencioso, sereno, pacificador. Uma pessoa barulhenta o será em tudo: na vida e na oração. E uma pessoa silenciosa o será em tudo: na oração e na vida. O silêncio interior é absolutamente imprescindível para viver uma experiência de oração. Um silêncio interior que nos abra ao diálogo com Deus. Assim se expressava Henri Nouwen: “Senhor Jesus! As palavras que dirigiste a teu Pai brotaram do teu silêncio. Introduze-me neste silêncio, para que assim fale em teu nome e minhas palavras deem fruto. É tão difícil permanecer em silêncio, silêncio de palavras, mas também silêncio do coração... Há tantas coisas que falam dentro de mim... Sempre pareço estar enredado em debates interiores comigo mesmo, com meus amigos, com meus inimigos, com meus defensores, com meus adversários, com meus colegas e com meus rivais. Porém, este debate interior põe às claras quanto longe está de ti meu coração.” (Escritos Essenciales, Santander: Editorial Sal Terrae, 1999, p.95). Normalmente, a vida de uma pessoa ruidosa é superficial. A vida de uma pessoa silenciosa tende a ser mais profunda, integrada, positiva, unificada, repleta de harmonia, de paz e de plenitude. 

A terceira atitude é a abertura para escutar e dialogar. A oração é sempre um diálogo, um encontro. Não é um monólogo, nem uma mera introspecção. É um encontro, uma saída de si, para dar espaço para acolher a Deus, que continuamente sai de si para nos encontrar, para nos falar. A abertura é fruto da consciência de si e do silêncio. Uma pessoa encerrada em seu próprio cárcere de tensões e angústias é incapaz de ver e perceber, de escutar e acolher o outro tal como é. Atitude de escuta que espera o Senhor. “Fala, Senhor, que teu servo escuta” (1Sm 3,10), disse Samuel. Escutar é uma atitude radical e essencial do homem que deseja viver aberto e acolhedor dos outros e a Deus. Escutar na oração, escutar a Deus, é, portanto, uma atitude permanente, que devo manter sempre, tal como são permanentes a comunicação e a manifestação de Deus. 

A quarta atitude é a entrega de si. É uma entrega mútua em liberdade, em que eu acolho o dom infinito de sua presença e de seu amor e respondo livremente, em plena disponibilidade de amor obediente. Deus não dá coisas, ele se dá a si mesmo numa entrega total, infinita e eterna porque nos ama. Diante de Deus, portanto, só tem sentido a entrega e disponibilidade, o abandono confiante. “Faça-se em mim, segundo a tua Palavra.” (Lc 1, 38). Então, nessa experiência de amor, entrega-se, como barro modelável nas mãos de Deus. 

Dom Adelar Baruffi - Bispo de Cruz Alta



domingo, 31 de maio de 2015

O significado da oração do Pai Nosso


O significado da oração do Pai Nosso
Entenda o significado de cada parte da oração do Pai Nosso

No Evangelho de Mateus, Jesus ensina: “… o vosso Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes. Vós, portanto, orai assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome…” (Mt 6,8-9). Dessa forma, Cristo ensina a principal oração dos cristãos, que os acompanha desde os primórdios da fé.
O Catecismo da Igreja Católica classifica a oração do Pai Nosso como a oração que está no centro das Escrituras, “a Oração do Senhor” e a oração da Igreja. E, Santo Agostinho explica que todas as orações da Bíblia, inclusive os Salmos, se convergem nos pedidos do Pai Nosso. “Percorrei todas as orações que se encontram nas Escrituras, e eu não creio que possais encontrar nelas algo que não esteja incluído na oração do Senhor (Pai Nosso)”.

Segundo o Catecismo, esta oração deve ser tida como principal modelo de oração cristã, com a qual se inicia todas as demais orações. Todavia, não deve ser recitada como uma fórmula repetida “maquinalmente”.

A oração do Pai Nosso é fundamental porque contém tudo aquilo que é essencial para a vida humana.

“O Pai Nosso tem sete pedidos incluídos em si. Esse número na Sagrada Escritura significa a plenitude, plenitude de tudo aquilo que o homem precisa. Então, ela é fundamental porque o que está contido no Pai Nosso é aquilo que nós precisamos para nossa vida de cristãos, para a experiência da nossa fé em Deus”.

Esta oração traduz a centralidade da pregação de Jesus: revelar o rosto paternal de Deus. “Jesus Cristo traz a identidade de Deus, Ele mostra que Deus é Pai, tanto que, a primeira palavra que Ele usa ao ensinar os discípulos a rezar é ‘Pai'; Cristo os ensina a chamarem Deus de Pai.”

Todos aqueles que rezam esta oração recordam a sua filiação a Deus Pai, concedida aos homens por meio de Jesus Cristo. Em Jesus todos são filhos e filhas, e para Deus é uma alegria ser chamado de Pai. “Deus se alegra em ter-nos como filhos”, afirmou.


Veja abaixo, na tabela, os significados de cada expressão rezada na oração do Pai Nosso e conheça um pouco sobre as explicações que o Catecismo Jovem (YouCat) traz sobre esta oração.
Pai Nosso
- Um dia, em certo lugar, Jesus rezava. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a orar como João ensinou a seus discípulos”. É em resposta a este pedido que o Senhor confia a seus discípulos e à sua Igreja a oração cristã fundamental, o Pai-Nosso.

Pai Nosso que estais no céu…
- Se rezamos verdadeiramente ao “Nosso Pai”, saímos do individualismo, pois o Amor que acolhemos nos liberta (do individualismo). O “nosso”do início da Oração do Senhor, como o “nós” dos quatro últimos pedidos, não exclui ninguém. Para que seja dito em verdade, nossas divisões e oposições devem ser superadas.
É com razão que estas palavras “Pai Nosso que estais no céu” provêm do coração dos justos, onde Deus habita como que em seu templo. Por elas também o que reza desejará ver morar em si aquele que ele invoca.

Os sete pedidos
- Depois de nos ter posto na presença de Deus, nosso Pai, para adorá-lo, amá-lo e bendizê-lo, o Espírito filial faz subir de nossos corações sete pedidos, sete bênçãos:
- Os três primeiros pedidos nos leva em direção a Ele, para Ele:
vosso Nome, vosso Reino, vossa Vontade!
É próprio do amor pensar primeiro naquele que amamos.
- Em cada um destes três pedidos não nos mencionamos, mas o que se apodera de nós é “o desejo ardente”, “a angústia”, do Filho bem-amado para a Glória de seu Pai: “Seja santificado… Venha… Seja feita…”:
essas três súplicas já foram atendidas pelo Sacrifício do Cristo Salvador, mas se elevam doravante, na esperança, para seu cumprimento final, enquanto Deus ainda não é tudo em todos.
- Os quatro últimos pedidos desenrola-se no ritmo de certas invocações eucarísticas: é apresentação de nossas expectativas e atrai o olhar do Pai das misericórdias. Sobe de nós e nos diz respeito desde agora, neste mundo:
dai-nos… perdoai-nos… referem-se à nossa vida, como tal, seja para alimentá-la, seja para curá-la do pecado.
não nos deixeis… livrai-nos... referem-se ao nosso combate pela vitória da Vida, o combate da própria oração.

Santificado seja o Vosso Nome…
- Na água do Batismo fomos “lavados, santificados, justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus”. Durante toda nossa vida, nosso Pai “nos chama à santidade”. E, já que é “por ele que vós sois em Cristo Jesus, que se tornou para nós santificação“, contribui para sua Glória e para nossa vida o fato de seu nome ser santificadoem nós e por nós. Essa é a urgência de nosso primeiro pedido.
Quem poderia santificar a Deus, já que é Ele mesmo quem santifica? Mas, inspirando-nos nesta palavra: “Sede santos porque eu sou Santo”, nós pedimos que, santificado pelo Batismo, perseveremos naquilo que começamos a ser. Pedimos todos os dias, porque cometemos faltas todos os dias e devemos purificar-nos de nossos pecados por uma santificação retomada sem cessar… Recorremos, portanto, à oração para que esta santidade permaneça em nós.

Venha a nós o Vosso Reino…
- O Reino de Deus existe antes de nós. Aproximou-se no Verbo encarnado, é anunciado ao longo de todo o Evangelho, veio na morte e na Ressurreição de Cristo. O Reino de Deusvem desde a santa Ceia e na Eucaristia: ele está no meio de nós. O Reino virá na glória quando Cristo o restituir a seu Pai:
O Reino de Deus pode até significar o Cristo em pessoa, a quem invocamos com nossas súplicas todos os dias e cuja vinda queremos apressar por nossa espera. Assim como Ele é nossa Ressurreição, pois nele nós ressuscitamos, assim também pode ser o Reino de Deus, pois nele nós reinaremos.

Seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no céu…
- Pela oração é que podemos “discernir qual é a vontade de Deus“e obter “a perseverança para cumpri-la”.
Jesus nos ensina que entramos no Reino dos céus não por palavras, mas “praticando a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21).
“Se alguém faz a vontade de Deus, a este Deus escuta”(Jo 9,31).
Tal é a força da oração da Igreja em Nome de seu Senhor, sobretudo na Eucaristia; é comunhão de intercessão com a Santíssima Mãe de Deus e com todos os santos que foram “agradáveis” ao Senhor por não terem querido fazer senão a Sua Vontade.

O pão nosso de cada dia nos daí hoje…
“Reza e trabalha.” “Rezai como se tudo dependesse de Deus e trabalhai como se tudo dependesse de vós.” Tendo realizado nosso trabalho, o alimento fica sendo um dom de nosso Pai; convém pedi-lo e disso render-lhe graças. É esse o sentido da bênção da mesa numa família cristã.
- Este pedido e a responsabilidade que ele implica valem também para outra fome da qual os homens padecem: “O homem não vive apenas de pão, mas de tudo aquilo que procede da boca de Deus”, isto é, Sua Palavra e seu Sopro.
Os cristãos devem envidar todos os seus esforços para “anunciar o Evangelho aos pobres”. Há uma fome na terra, “não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a Palavra de Deus” (Amós 8,11). Por isso, o sentido especificamente cristão desse quarto pedido refere-se ao Pão de Vida: a Palavra de Deus a ser acolhida na fé, o Corpo de Cristo recebido na Eucaristia.
A Eucaristia é nosso pão cotidiano. A virtude própria deste alimento divino é uma força de união que nos vincula ao Corpo do Salvador e nos faz seus membros, a fim de que nos transformemos naquilo que recebemos… Este pão cotidiano está ainda nas leituras que ouvis cada dia na Igreja, nos hinos que são cantados e que vós cantais. Tudo isso é necessário à nossa peregrinação.
- O Papai do céu nos exorta a pedir, como filhos do céu, o Pão do céu, Cristo: “é Ele mesmo o pãoque, semeado na Virgem, levedado na carne, amassado na Paixão, cozido no forno do sepulcro, colocado em reserva na Igreja, levado aos altares, proporciona cada dia aos fiéis um alimento celeste“.

Perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido…
- Neste pedido, nós nos voltamos ao Papai como o filho pródigo, e nos reconhecemos pecadores, diante dele, como o publicano (Lc 15, 11-32; 18,13).
- Nosso pedido começa por uma “confissão”, na qual declaramos, ao mesmo tempo, nossa miséria e Sua Misericórdia.
- Este mar de misericórdia não pode penetrar em nosso coração enquanto não tivermos perdoado aos que nos ofenderam.
- O amor, como o Corpo de Cristo, é indivisível: não podemos amar o Deus que não vemos, se não amamos o irmão, a irmã, que vemos.
Recusando-nos a perdoar nossos irmãos e irmãs, nosso coração se fecha,
sua dureza o torna impermeável ao amor misericordioso do Papai.
- Confessando nosso pecado, nosso coração se abre à sua graça.
Oremos: Por livre vontade e a exemplo de Jesus, perdoo, rezo, amo, abençoo e agradeço a Deus pela vida de todas as pessoas que sinto que me rejeitam, me odeiam e amaldiçoam, não me amam, não me aceitam, me difamam e perseguem.
Não nos deixeis cair em tentação…
- Este pedido atinge a raiz do precedente, pois nossos pecados são fruto do consentimento na tentação. Pedimos ao nosso Papai que não nos “deixe cair” nela. Nós lhe pedimos que não nos deixe enveredar pelo caminho que conduz ao pecado. Estamos empenhados no combate “entre a carne e o Espírito”. Este pedido implora o Espírito de discernimento e de fortaleza.
- O Espírito Santo nos faz discernir entre a provação, necessária ao crescimento do homem interior em vista de uma “virtude comprovada”, e a tentação, que leva ao pecado e à morte. Devemos também discernir entre “ser tentado e consentir” na tentação. Por fim, o discernimento desmascara a mentira da tentação: aparentemente, seu objeto é “bom, sedutor para a vista, agradável” (Gn 3,6), ao passo que, na realidade, seu fruto é a morte.
Livrai-nos do mal…
- O último pedido ao nosso Papai aparece, também, na oração de Jesus: “Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno” (Jo 17,15).Diz respeito a cada um de nós pessoalmente, mas somos sempre “nós” que rezamos em comunhão com toda a Igreja e pela libertação de toda a família humana.
“Homicida desde o princípio, mentiroso e pai da mentira” (Jo 8,44),“Satanás, sedutor de toda a terra habitada” (Ap 12,9), foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo e é por sua derrota definitiva que a criação toda será “liberta da corrupção do pecado e da morte”.
- Ao pedir que nos livre do maligno, pedimos igualmente que sejamos libertados de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador.
- Neste último pedido, a Igreja traz toda a miséria do mundo diante do Pai. – Com a libertação dos males que oprimem a humanidade, ela implora o dom precioso da paz e a graça de esperar perseverantemente o retorno de Cristo. Rezando dessa forma, ela antecipa, na humildade da fé, a recapitulação de todos e de tudo naquele que…
“detém as chaves da morte e do hades” (Ap 1,18),
“O Todo-Poderoso, Aquele que é, Aquele que era Aquele que vem” (Ap 1,8).
(CIC-Catecismo da Igreja Católica §2759-2865)

A importância da oração

Para você ser um cristão “de pé”, forte e equilibrado, senhor de você mesmo, e capaz de amar,  você precisa aprender a rezar.

A nossa natureza ficou debilitada pelo pecado original e é marcada pela concupiscência, isto é, uma força que nos puxa para o mal.

Quem de nós não sente isso? Jesus disse claro: “O espírito é forte, mas a carne é fraca. Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt 26,41).

Jesus estimava tanto a oração que passava noites inteiras no alto dos mon­tes da Galiléia conversando com o Pai (cf. Lc 5,16; 6,12; 9,29). E aí estava a sua força; de dia pregava, de noite rezava.

Ensinou os discípulos a rezarem (cf. Mt 6,9) e insistiu com eles: É necessário orar sempre sem jamais deixar de faze-lo” (Lc 18,1b);); “Pedi e se vos dará” (Mt 7,7a).

Orar é uma ordem, um mandamento do Senhor. Sem oração, nenhum de nós fica de pé espiritualmente e ninguém consegue fazer a vontade de Deus. A razão é muito clara: “Porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15, 4). Jesus deixou claro:

esse “nada” indica que, por nós mesmos, não conseguiremos fazer o bem e, pior ainda, evitar o mal. São Paulo insistiu: ‘E o mesmo Deus que opera tudo em todos” (1 Cor 12,6b).

São Tomás de Aquino disse que todas as graças que o Se­nhor, desde toda a eternidade, determinou conceder-nos, não as quer conceder a não ser por meio da oração. “A oração é necessária”, disse o santo, “não para que Deus conheça as nos­sas necessidades, mas para que fiquemos conhecendo a neces­sidade que temos de recorrer a Deus, reconhecendo-O como o único autor de todos os bens”.

Quando o Senhor manda: “Pedi e se vos dará. Buscai e achareis” (Mt 7,7a), no fundo, Ele deseja que reconheçamos que só Ele é o autor dos nossos bens e que, portanto, devemos só a Ele recorrer. É por isso que desagradamos profundamente a Deus todas as vezes que buscamos socorro fora dEle, especialmente nas práticas idolátricas – magia, feiticismo, necromancia, car­tomancia, adivinhação, invocação dos mortos, horóscopo e em outras práticas – sendo infiéis a Deus.

Toda a tradi­ção da Igreja e as Escrituras condenam toda e qualquer busca de poder fora de Deus, por ser exatamente essa a característica do paganismo (1Cor 10,20; Dt18,9-13).

Por outro lado, aquele que ora, manifesta confiança em Deus, como Q salmista disse: “Confia ao Senhor a tua sorte, espera nele: e ele agirá” (Sl 36,5). O velho Tobias afirmava: “Pede-lhe que dirija os teus passos, de modo que os teus planos estejam sempre de acordo com a sua vontade” (Tb 4,20b).

Feliz o cristão que adquiriu o hábito de conversar; coração a coração, familiarmente, com Deus. Isso é orar; falar com Deus, coração a coração, em todas as circunstancias.

Deus quer que conversemos com Ele, diz São Ligório, e quer ser tratado como amigo íntimo. Ninguém nos ama tanto como Ele e até as nossas pequenas coisas Lhe interessam.

É preciso sermos transparentes diante do Senhor; abrin­do-Ihe o coração com toda a liberdade e confiança. Diz o livro da Sabedoria que “Deus antecipa-se a dar-se a conhecer aos que O desejam” (cf. Sb 6,13).

São Paulo expressou tudo isso em poucas palavras: “Vivei sempre contentes. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cris­to” (1 Ts 5,16-18).

Você deve conversar com Deus em todas as ocasiões: na alegria e na dor; na penúria e na fartura, na saúde e na doença, pedindo, agradecendo, louvan­do, bendizendo, cantando… Podemos orar quando estamos no carro, na bicicleta, na cozinha, no silêncio do quarto, na rua. E Deus estará sempre acolhendo nossa oração e nos respon­dendo.

Enfim, a oração é a força do homem, é o caminho mais simples para receber os dons de Deus. Sem oração você não conhecerá a vitó­ria.

São Afonso de  Ligório, doutor da Igreja, viveu 91 anos. Escreveu mais de cem livros e disse que, se em toda a sua vida tivesse de fazer uma só pregação, essa seria sobre a oração.

Sem oração é impossível caminhar na fé e fazer a vontade de Deus.  Ela é a nossa força; por ela os santos chegaram à santidade; e, sem ela ninguém experimentará a glória e o poder de Deus.

A oração é para a alma o que o ar é para o corpo.

Uma alma que não reza é uma alma que não respira; não tem vida.  Ninguém pode servir a Deus sem muita oração, pela simples razão de que é Ele, e somente Ele, que realiza todas as coisas; nós somos apenas seus instrumentos.

Quanto mais comungamos com Ele pela oração, mais nos tornamos um instrumento útil em suas santas mãos.  É uma grande ilusão querer fazer algo por Deus, e para Deus, sem antes muito rezar.  Esta é a maior tentação que sofremos: rezar pouco, não rezar ou rezar mal.

A oração pode mudar todas as coisas; o Anjo Gabriel disse à Maria: “Para Deus nada é impossível” (Lc 1,37).

“Tudo é possível ao que crê” (Mc 9,23), nos garantiu o Senhor.  E mais, “pedi e vos será dado” (Lc 11,9), “Tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado” (Mc 11,24).

São Paulo  recomenda com insistência: “Orai em todo o tempo” (Ef 6,18), “perseverai  na oração” (Col 4,2), “orai  sempre e em todo o lugar” (1 Tim 2,8).  “Antes de tudo recomendo que se façam súplicas, orações, petições, ações de graças por todos os homens…” (1Tim 2,1).

E São Pedro nos adverte:

“Lançai em Deus todas as vossas preocupações porque Ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5,7).

O Papa Paulo VI disse certa vez:

“Quando consideramos as mais verdadeiras, mais profundas e, ao mesmo tempo, mais negligenciadas necessidades dos homens do nosso tempo, não podemos deixar de concluir pelo primado da oração no campo da atividade multiforme da Igreja”.

“A Igreja é a sociedade dos homens que oram.  Seu principal objetivo é ensinar a rezar”.

“A Igreja proclama a identidade entre a oração e a caridade; afirma Bossuet: É certo que não existe senão a caridade que ora” (L’Osservatore Romano- 21/7/1966).

“… A oração está no ponto mais alto da razão, no vértice da psicologia, no ápice da moralidade e da esperança.” (L’Osservatore Romano – 14/3/1976).

Além do mais, o próprio Senhor nos deu o exemplo:

“Entretanto espalhava mais e mais a sua fama, e concorriam grandes multidões para o ouvir  e ser curadas das suas enfermidades.  Mas ele costumava retirar-se a lugares solitários para orar” (Lc 5,15-16).

Há muitas formas de oração e todas elas são boas, desde que sejam feitas “com o coração”, como nos tem pedido insistentemente a grande Mãe de Deus.

Aqui você irá encontrar profundas orações para todos os dias e para ocasiões próprias.  É um livro para você levar consigo em todos os lugares e, assim, estar sempre em oração, por toda a vida.

Muitas dessas orações estavam “enterradas” nos porões do tempo, há muitos e muitos anos;  mas agora,  neste Novo Pentecostes que o Senhor está derramando sobre a Sua Santa Igreja, elas estão sendo redescobertas com toda a sua força e graça salvíficas.

Se  você não sabe rezar, abra este livro e deixe Deus falar ao seu coração. Reze “com o coração”, sem pressa, esqueça o relógio, e entregue-se ao Coração de Jesus. ” Tudo pode ser mudado pela oração”.

O grande pregador de Notre Dame de Paris, Padre De Ravignân S.J., dizia:

“Meus queridos amigos, acreditem-me, depois da experiência de 30 anos de ministério, eu sinto o dever de notificar e testemunhar o seguinte:

“Todas as defecções e todas as deficiências; todas as misérias e todas as falhas; todas as quedas assim como os passos mais horríveis fora do caminho reto, tudo isto deriva de uma única fonte: falta de constância na oração”.

“Vivam uma vida de oração; aprendam  a transformar qualquer coisa na oração, quer os sofrimentos, quer as dores e qualquer tipo de tentação”.

“Rezem na calma e na tempestade, rezem à noite como ao longo do dia, rezem indo e voltando, rezem embora se sintam cansados e distraídos”.

“Rezem  também  a  contragosto e peçam a Jesus que agoniza no Jardim das Oliveiras e no Calvário aquela força e aquela coragem de rezar que Ele nos mereceu com suas dores e seu sangue”.

“Rezem, porque a oração é a força que salva, a coragem que dá a  perseverança,  a  mística ponte lançada por Deus sobre o abismo que separa a alma de Deus.”

São João Maria Vianney, sobre a oração, dizia:

“Prestai atenção, meus filhinhos: o tesouro do cristão não está na terra, mas nos céus. Por isso o nosso pensamento deve estar voltado para onde está o nosso tesouro. Esta é a mais bela profissão do homem: rezar e amar.

A oração nada mais é do que a união com Deus. Quando alguém tem o coração puro e unido a Deus, senteem si mesmo uma sua vida de e doçura que inebria e uma luz maravilhosa que o envolve. Nesta íntima união,  Deus e  a alma são como dois pedaços de cera, fundidos em  um só, de tal modo que ninguém mais pode separar. Como é bela esta união de Deus com a sua pequenina criatura!  É uma felicidade impossível de se compreender “.

Recomendo essas páginas aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, e ao glorioso São José, suplicando-lhes que concedam a todos os que fizerem uso delas para orar, a graça de serem incendiados no amor de Deus e cumprirem fielmente a Sua vontade em suas vidas.

“Ser orante, antes de ser orador” . “Falar com   Deus, mais do que falar de Deus”. “Teu desejo é a tua oração; se o desejo é contínuo, também a oração é contínua”. (Santo Agostinho).

Fonte: http://cleofas.com.br/a-importancia-da-oracao/

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Uma oração em cada dedo


(Papa Francisco)

1. O Polegar é o mais próximo de você. Então comece a orar por aqueles que lhe são mais próximos. ...Eles são os mais facilmente lembrados. Orar por nossos entes queridos é "uma doce obrigação"!

2. O seguinte é o dedo indicador. Ore por aqueles que ensinam, instruem e curam.Isso inclui mestres, professores, médicos e padres. Eles necessitam de apoio e sabedoria para indicar a direção correta aos outros. Mantenha-os em suas orações sempre presentes.

3. O próximo dedo é o mais alto. Ela nos lembra dos nossos líderes. Ore para que os presidentes, congressistas, empresários e gestores. Essas pessoas dirigem os destinos de nossa nação e orientam a opinião pública. Eles precisam da orientação de Deus.

4. O quarto dedo é o nosso dedo anelar. Embora muitos fiquem surpresos, é o nosso dedo mais fraco, como pode dizer qualquer professor de piano. Ele deve lembrar-nos a rezar para os fracos, com muitos problemas ou prostrados pela doença. Eles precisam da sua oração dia e noite. Nunca é demais para orar por eles. Você também deve se lembrar de orar pelos casamentos.

5. E finalmente o nosso dedo mindinho, o dedo menor de todos, que é a forma como devemos nos ver diante de Deus e dos outros. Como a Bíblia diz que "os últimos serão os primeiros". Seu dedo mindinho deve lembrá-lo de orar por você. Quando você estiver orado para os outros quatro grupos, suas próprias necessidades estarão na perspectiva correta, e você poderá rezar melhor pelas suas necessidades.

(Livre tradução: Pe. Helder José, C.Ss.R.)

Fonte: http://semeandocatequese.blogspot.com.br/2013/04/uma-oracao-em-cada-dedo.html#.UuL1XxBTu1s

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Oração de Ano Novo!


Senhor Deus, Pai de bondade, Senhor da história, do tempo e da eternidade. Mais um ano chega ao fim e às portas do novo as oportunidades e sonhos se renovam;

A vida é sempre feita de escolhas e possibilidades, e, são justamente elas que nos fazem acreditar que o amanhã que está por vir será melhor do que o ontem que passou;

Te agradeço Senhor por tudo o que tens feito por mim, pelo água, pelo ar, pela luz, pelos dons, pela vida, pelos meus, enfim, por tudo. Agradecer é reconhecer que tudo vem de Vós e a Ti devemos nossa ação de graças;

Ano novo, nova vida, novos sonhos, novos projetos, novas expectativas. Renova Senhor em mim o dom da fé, da esperança e da caridade. Faz com que eu veja em cada dia do ano que está por vir uma oportunidade de ser melhor, de mudar, de ajudar, de crescer. Faz Senhor com que eu busque mais amar, que eu busque mais me colocar na Tua presença e só assim poder concretizar tudo aquilo que desejo no fim deste ano;

Enfim Senhor, olha por todos aqueles que me destes e que me são tão caros, olha por aqueles que nos ajudam, olha por aqueles que estão do meu lado, aqueles que olham por mim e que pedem simplesmente que eu reze por eles. Todos eles Senhor são dons que colocastes no meu caminho e aos quais agradeço imensamente. Sobre eles, sobre mim e sobre o ano novo te peço Senhor, derrama suas bênçãos hoje e sempre;
Amém!
Fonte: http://pvfranciscanos.blogspot.com.br/2010/12/oracao-de-ano-novo.html

sábado, 9 de novembro de 2013

Terço Mariano


Como rezar o terço



Mistérios Gozosos - Segundas e Sábados

Mistérios Dolorosos - Terças e Sextas

Mistérios Gloriosos - Quartas e Domingos

Mistérios Luminosos - Quinta-feira








Orações

PAI NOSSO




AVE MARIA




ANJO DA GUARDA

CREDO








quinta-feira, 12 de julho de 2012

O poder da oração


Estudos Revelam o Poder da Oração
Este estudo foi conduzido pelo Dr. Randolph Byrd, um especialista de doenças do coração do Hospital Geral de San Francisco, EUA.
Dr. Byrd escolheu 400 pacientes que foram admitidos à unidade de tratamento intensivo de doenças do coração. Ele dividiu essas pessoas em 2 grupos: um grupo recebeu cuidados médicos rotineiros do hospital, chamados de "grupo de controle"; o segundo grupo recebeu não somente cuidados médicos rotineiros mas também orações, esses foram chamados de "grupo de orações."
Para eliminar qualquer preconceito de seleção, ele deixou um computador determinar quais pacientes iriam fazer parte de cada grupo. As pessoas que se reuniram para orar pelo grupo de orações receberam apenas o nome dos pacientes e informações básicas sobre sua condição médica. Todos os pacientes, pertencendo a ambos grupos, assinaram um formulário de autorização, no qual foram informados da possibilidade de que poderiam ou não receber orações em seu favor. Desta forma, nenhum dos pacientes sabia com certeza se estava recebendo orações em seu favor ao mesmo tempo, assim todos tiveram chances iguais.
Todos os pacientes, seus amigos e parentes tiveram liberdade para orar por si próprios caso o desejassem. Nenhuma sugestão foi dada de que deveriam orar por si mesmos.
Estes sendo grupos grandes, todos os fatores de chance se igualariam para se realizar uma comparação estrita entre o grupo de orações e o grupo de controle. Isso possibilitou aos pesquisadores estudar objetivamente o efeito das orações adicionais que foram realizadas pelo hospital.
Além disso, nem os funcionários do hospital, nem os pacientes sabiam quem estava recebendo orações. Isso é muito importante em um estudo científico, porque se os pacientes sabem ou descobrem sobre tais diferenças, então, sem dúvida alguma, eles podem melhorar ou piorar devido ao efeito placebo.
Por exemplo, a pessoa que está recebendo orações em seu favor, pode adquirir um estímulo psicológico extra, enquanto o outro que sabe que não está recebendo orações, pode se sentir destituído de algo que teria o potencial para sua melhora.
Da mesma forma, é importante que os funcionários do hospital não saibam qual paciente está participando em determinado grupo. Sem dúvida, se um membro do grupo de tratamento sabe da composição dos grupos, ele pode dar aos pacientes tratamento preferencial, dar mais atenção, ou passar, sem intenção, seu entusiasmo e esperança ao paciente. De acordo com as exigências de um estudo despreconceituoso e objetivo, todos os requerimentos foram observados.
Resultados do Estudo
O Dr. Byrd descobriu que o grupo que recebeu orações se saiu muito melhor do que o grupo que não havia recebido orações. Vários benefícios foram notados no grupo que recebeu orações. Eles tiveram menos probabilidade de desenvolver falha congestiva do coração e edema pulmonar, no qual os pulmões ficam cheios de fluído; eles tiveram 5 vezes menos a necessidade de usar antibióticos; apenas alguns tiveram que usar ventiladores e receber respiração artificial; apenas uns poucos desenvolveram pneumonia ou tiveram enfartos. Todos os benefícios mencionados acima foram estatisticamente significativos.
Oração Direta x Oração Indireta
Estudos seguindo estritos padrões de análise também foram realizados comparando a eficácia dos vários tipos de orações. Um destes estudos foi realizado pela Fundação Spindrift em Salem, Oregon, que se especializa nos estudos da oração.
Para o propósito deste estudo, orações foram classificadas em 2 tipos; a "oração direta" e "oração indireta." Vamos ver a definição dos dois tipos.
Uma oração direta tem um desejo específico e um resultado específico em mente.
A oração indireta é somente o conhecimento da existência da pessoa que irá receber a oração. Esta oração é simplesmente para manifestar o melhor potencial daquele indivíduo, ou para que o melhor resultado aconteça para aquela pessoa. A oração indireta é a oração do tipo "seja feita a tua vontade."
Este estudo foi também realizado com a germinação de sementes. As sementes que receberam orações sempre germinaram mais que as sementes que não receberam nenhuma oração, e as sementes que receberam orações indiretas germinaram mais do que as sementes que receberam orações diretas.
A Fundação Spindrift concluiu que os dois tipos de oração trazem benefícios, mas que as orações indiretas foram de 3 a 4 vezes mais efetivas.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Orações



Oração
Quando nós rezamos o Senhor ouve a nossa oração.As palavras orar e rezar possuem definições diferentes mas sabemos que orar ou rezar significam falar com Deus.
Orar é ter uma conversa espontânea e pessoal com Deus a cerca dos acontecimentos e circunstâncias que nos envolvem.
Rezar é exprimir-se por meio de uma oração já escrita,geralmente decorada pelos fieis e falada pelo grupo ou individualmente.
A oração nos faz ficar mais perto de Deus,nos faz sentir amados e protegidos por Ele,nos faz mais unidos e mais irmãos uns dos outros.
Quando nós rezamos nao devemos somente pedir mas agradecer a Deus por tudo de bom que Ele nos dá.
Jesus também orava e assim como ele nós devemos fazer o mesmo.Devemos rezar ao acordar,durante o dia,antes de dormir,na Igreja,em qualquer hora que precisemos de Deus.
A oração fortalece a nossa fé e nos faz ficar mais perto de Deus.
"Meu senhor Jesus e minha mãe Maria dei-me a graça de rezar sempre.

Orações principais do católico

Pai Nosso
"Um dia ,Jesus estava rezando em certo lugar.Quando terminou ,um dos discipulos pediu.:"Senhor,ensina-nos a rezar,como também João ensinou os discipulos dele."Jesus respondeu:"Quando vocês rezarem ,digam :Pai,Santificado seja o Teu Nome.Venha o Teu Reino.Da-nos a cada dia o pão de amanhã,e perdoa-nos os nossos pecados,pois nós também perdoamos a todos aqueles que nos devem;e não nos deixes cair em tentação.(Lucas 11,1-4)
Para entendermos melhor a oração do Pai Nosso verificamos que ela é dividida em duas partes:

1ª Parte.Contém uma introdução e três petições referentes a Deus.

Introdução:Pai Nosso que estais nos Céus.Esta introdução é uma súplica de louvor a Deus ,Nosso Pai Criador de tudo e de todos.Ele está nos Céus,isto é ,em todos os lugares.
1ª petição:Santificado seja o Vosso Nome.Com ela pedimos que Deus seja respeitado,proclamado,reconhecido e amado em todo o universo.
2ª petição:Venha a nós o Vosso Reino.O Reino de paz,de justiça,de fraternidade e amor.Esse Reino já está no meio de nós como uma semente,por isso precisamos pedir que ele brote e todos os povos vejam a Santidade de Deus.
3ª petiçao:seja feita a Vossa Vontade,assim na Terra como no céu.Somos egoístas,limitados ,impacientes ,não sabemos pedir como convém.O próprio Jeus falou:"Pois desci do céu não para fazer a minha vontade ,mas a vontade de quem me enviou."(Jo 6,38).Por isso,devemos pedir que a vontade de Deus seja tambem a nossa.

2ª Parte:Contém também três petições ,referentes ao homem e uma conclusão.

1ª petição: o pão nosso de cada dia nos dai hoje.Esse pão significa o pão da subsistência,a casa ,a roupa,a água ,a luz, a comida,a saúde,etc.Tudo que proporciona uma vida digna para todos os filhos de Deus.
2ª petição: perdoai-nos as nossas ofensas ,assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.Quem perdoa seu irmão pode contar com o perdão de Deus.Disse Jesus:"Perdoai e vos será perdoado.(Lu 8,37)

3ª petição:e nao nos deixeis cair em tentação.Não é a toa que,desde o inicio ,a Biblía nos apresenta o tema da tentação.A tentação existe,o próprio Jesus foi tentado,nós somos tentados todos os dias a praticar o mal e rejeitar o bem.Mas Jesus venceu as tentações e nos ensinou também a vencê-las com o auxilio da palavra de Deus.
A conclusão: Mas livrai-nos do Mal.É o pedido de proteção,livrai-nos do mal,o mal do pecado,o mal do perigo,o mal da discórdia,o mal da desunião,enfim,o mal moral ,físico e espiritual


Anjo da guarda

Os anjos são seres espirituais,não corporais.Eles são servidores e mensageiros de Deus .Cristo é o centro do mundo angélico,pois os anjos foram criados por Ele e para Ele.
Desde o nascimento até a morte ,nossa vida é cercada pela proteção dos anjos,ou seja ,cada um de nós tem um Anjo da Guarda que combate e esta ao nosso lado.Algumas orações como a do anjo da guarda não estão na Biblia ,mas foram inspiradas a luz das Escrituras por autores inspirados pelo Espirito Santo de Deus.

Santo Anjo Do Senhor,
meu zeloso guardador,
se a ti me confiou a piedade divina,
sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumina.Amém.


Credo
A palavra credo significa Creio.O credo é uma oração que expressa todas as verdades da nossa fé,afirmando tudo aquilo que nós catolicos cremos.
Credo

Creio em Deus Pai Todo-Poderoso,
Criador do céu e da terra,
creio em Jesus Cristo Nosso Senhor,
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo,
nasceu da Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado morto e sepultado,
desceu à mansão dos mortos,
subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai,
de onde a de vir a julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo,
na Santa Igreja Católica,
na comunhão dos Santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne,
na vida eterna.Amém.


Ave Maria

A Ave Maria é sem duvida a oração mariana mais conhecida em todo o mundo.Ela é rezada todos os dias por milhoes de católicos e muitos chegam a recitá-la até duzentas vezes,quando rezam o rosário ao longo do dia.É uma oração composta de duas partes:uma de louvor e a outra de súplica.A sua primeira parte é tirada do evangelho de Sao Lucas:consiste na saudação do anjo Gabriel a Maria:"Alegra-te ,cheia de graça,o Senhor está contigo!"(Lc)1,28),e na saudação de Isabel:"Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!"(Lc 1,42)
Inicialmente esta união entre as duas saudações era encontrada somente na liturgia,e só mais tarde tornou-se uma oração popular.O seu uso como fórmula de oração começou nos mosteiros,em torno do ano 100,e foi aos poucos se difundindo,tornando-se universal após o século XIII.O texto ,porém, compreendia somente a primeira parte sem o nome de Jesus.Foi somente no século XV que se acrescentou parte da Ave Maria:"Santa Maria ,mãe de Deus,rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte .Amém!".E foi nessa época também que acrescentou o nome de Jesus no final da primeira parte.Esta segunda parte é de origem popular-eclesial e também foi surgindo aos poucos.A súplica a Maria começa com o adjetivo santa,porque Maria é a primeira entre todos os santos venerados pela Igreja,pois somente Ela é "!cheia de graça".

Ave Maria

Ave Maria,
cheia de graça,
o Senhor é convosco,
bendita sois Vós entre as mulheres,
bendito é o fruto em Vosso ventre,
Jesus.

Santa Maria Mãe de Deus,
rogai por nós os pecadores,
agora e na hora da nossa morte.Amém.


Salve Rainha

Salve Rainha,
Mãe de Misericórdia,
vida e doçura esperança nossa salve!
A vós bradamos degredados filho de Eva.
A vós suspiramos gemendo e chorando neste
vale de lágrimas.
Eia pois advogada nossa
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
e depois deste desterro mostrai Jesus bendito fruto em vosso ventre,

ó clemente,
ó piedosa
ó doce e Santa Virgem Maria.

Rogai por nós Santa mãe de Deus.
Para que sejamos sempre livre do pecado,
protegido de todos os perigos
e dignos da promessa de Cristo.



O Santo Rosário

A palavra ROSÁRIO origina-se de ROSA , flor da roseira , que tem coloração variada (branca, amarela e vermelha, principalmente), aspecto belo e delicado, além de um aroma agradável, sempre alegrando os olhos e confortando o coração.
O ROSÁRIO é uma enfiada de 165 contas, correspondentes ao número de quinze dezenas de ave-marias e quinze pais-nossos para serem rezados como prática religiosa, entremeado da contemplação dos mistérios da vida, paixão, morte e ressurreição de CRISTO sempre relacionando essa caminhada com a VIRGEM SANTÍSSIMA.

Em português, para se indicar a reza do ROSÁRIO surgiu um novo nome: O TERÇO, tirado do costume de se rezar cada dia a terça parte do ROSÁRIO.
Contém o ROSÁRIO elementos que o fazem uma oração preciosa: pela sua simplicidade e conteúdo cristão é facilmente compreensível, oferecendo material para a reflexão para todas as pessoas.

A devoção do ROSÁRIO sempre foi praticada pela cristandade em todos os lugares, havendo o seu reflorescimento com as aparições de MARIA em LOURDES ( 1.858 ) e FÁTIMA (1.917), devendo ser registrado que, no século XIII, na Europa, SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO e seus confrades fizeram uma grande campanha pela prática dessa celebração, com a aparição de NOSSA SENHORA a este Santo, com um ROSÁRIO na mão, pedindo-lhe o empenho na difusão dessa oração entre as populações cristãs como penhor de salvação.

A clemência, o merecimento e a paz de espírito são atributos inerentes a essa oração forte, sólida, comum e popular do ROSÁRIO, tanto é que ao longo dos séculos tem sido consagrada em memoráveis encíclicas, além do acerto das recomendações feitas por espíritos santificados e tantos outros, que o rezavam diariamente, recomendando essa benéfica e benfazeja prática, que vem sempre impregnada de humildade, renascimento, caridade, pureza, penitência, perdão, perseverança, devoção
e fé na salvação eterna .


O Santo Terço
Em Fátima Nossa Senhora pediu que rezassemos o terço todos os dias.Em cada dezena meditamos sobre a vida,morte e ressurreição de Nosso Senhor.Maria,minha mãe querida ,rogai por nós!

Mistérios Gozosos :
(Segundas e Sábados)
1- A anunciação do arcanjo São Gabriel a Nossa Senhora
2-A Visitação de N. Senhora á sua prima Santa Isabel
3-O Nascimento do Menino Jesus em Belém
4-A apresentação do Menino Jesus no Templo
5-O encontro de Jesus no Templo entre os doutores da Lei.

Mistérios Luminosos:
(Quintas-feiras)
1-O Batismo do Senhor Jesus no Rio Jordão
2-O primeiro milagre nas Bodas de Caná
3-O anúncio do Reino de Deus e o convite a conversão
4-A Transfiguração do Senhor Jesus no monte Tabor
5-A instituição da Santíssima Eucaristia

Mistérios Dolorosos:
(Terças e Sextas-feiras)
1-A Agonia de Jesus no Horto das oliveiras
2-A Sangrenta flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo
3-A Coroação de Espinhos em Jesus
4-A subida dolorosa de Jesus ao Calvário
5-A crucificação e morte de Jesus

Mistérios Gloriosos:
(Domingos e Quartas-feiras)
1-A Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo
2-A Ascensão admirável de Jesus Cristo ao Céu
3-A Vinda do Espírito Santo sobre a Virgem Maria e sobre os Apóstolos
4-A Assenção de Nossa Senhora ao Céu
5-A coroação de Nossa Senhora como Rainha do Céu e da Terra.