Catequistas de Conquista

sábado, 22 de junho de 2013

"entre todos os nascidos das mulheres, não surgiu quem fosse maior que João Batista"

Como no céu estão muitas estrelas de varios tamanhos e luminosidades, assim entre os santos estão alguns que brilham de uma luz mais intensa. Um destes é São João Batista. Jesus disse falando dele: “Em verdade eu vos digo: entre todos os nascidos das mulheres, não surgiu quem fosse maior que João Batista” (Mt., 11, 11). Ele constitui o fim de uma época e o início duma outra, o ponto de encontro na historia do mundo: é o ultimo profeta do Antigo Testamento e o que iniciou o Novo apresentando o Cristo como o Messias esperado. O mesmo Jesus o chama de limite quando diz: “A lei e os profetas até João Batista” (Lc, 16,16). A sua existência pode ser dividida em três etapas, que exprimem a sua semelhança com o Cristo.


Por primeiro o encontro com Jesus antes de nascer. Duas mulheres se encontram; duas parentes: Maria, jovem, grávida de Jesus; Isabel, sua prima, idosa mas também ela grávida de João. Dois meninos ainda não nascidos que misteriosamente se encontram e se reconhecem. João ainda não fala, mas a sua mãe experimenta no seu corpo o relacionamento dos dois meninos: “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou em seu ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (Lc., I,41). A vocação de João pode-se comparar com a vocação dum outro grande profeta: Jeremias. Ele diz: “Veio a mim a palavra do Senhor: antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já te conhecia; antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações” (Jer., I, 4-5). Nesta visita a presença do menino Jesus santifica o menino João e o elege consagrando-o para monstrar ao mundo o Messias.


A segunda etapa é um outro encontro. Todos dois agora têm 30 anos. Jesus inicia a sua missão e para João chegou o momento de apresentar o Messias esperado: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo., 1, 29). É o ponto mais alto da missão de João, mas tambem o momento da sua eclipse, da sua descida. A sua missão está para terminar. Admiramos a grande humildade junta à verdade. Não ha sedução de poder ou de interesse que tenha força de obscurecer a luz de sua consciência. Quando as pessoas perguntaram : “Quem es tu?”, ele com muita honestidade respondeu: “Eu não sou o Cristo. Eu sou a voz de quem grita no deserto” (Jo. 1, 19-23). Não era ele a luz; ele devia somente testemunhar a luz verdadeira. Diz o evangelista João: “Veio um homem, enviado por Deus, seu nome era João. Ele veio como testemunha, a fim de dar testemunho da luz” (João, 1, 6-7).

Ele era uma pessoa muita querida; muitos discipulos escutavam com devoção as suas palavras. Mas agora que Jesus inicia a sua missão ele convida o povo para escutar a palavra de Jesus. Ele era somente uma voz; Jesus ao contrario era a Palavra de Deus. Ele deve ir embora. A sua missão está terminada. Por isso diz: “É necessario que Ele cresça e eu diminua” (Jo. , 3,30).

A voz se faz muda. Em redor dele se faz o silêncio, que se conclue com o silêncio do cárcere.



A terceira etapa. A identificação com Cristo no testemunho e na morte. Jesus em frente a Pilatos disse: “Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade” (Jo., 18,37). Por isso foi condenado a morte. Tambem João chegou no mundo para testemunhar a verdade, que o único Messias é o Cristo. Mas tambem para testemunhar a verdade moral. Ao rei Herodes disse claramente: o teu comportamento não é conforme à moral natural. Por isso foi conduzido na prisão e matado, martire da verdade. Com a sua morte João preanuciou a morte de Jesus, que ofereceu a sua vida para testemunhar a verdade da sua divindade.


A voz de João ressoa até hoje. A sua mensagem tem uma grande atualidade.

O fim da sua vida foi de apresentar o Jesus como o Cristo, o Messias. Tambem hoje o povo deseja conhecer o Cristo. Mas precisa que alguem mostre o Cristo. Como cristãos comprometidos, São João nos convida a ser testemunhos de Cristo; mostrar o Cristo na sua totalidade, sem vergonha. Hoje o mundo precisa de Cristo, da sua pessoa, da sua doutrina, do seu carinho, do seu perdão. Esta é a nossa missão como batizados e como crismados: testemunhar Cristo e a sua doutrina na sua totalidade, sem medo.

Como João na realização desta sua missão encontrou a alegria e a felicidade, assim nós podemos chegar à verdadeira paz do coração somente vivendo integralmente a nossa realidade cristã.

João evitou qualquer compromisso com a verdade, com as exigências morais. Até a morte. Hoje se diz que a mensagem de Cristo, apresentada pela Igreja, é dura, que não é possivel escutá-la e pratica-la. Não devemos cair nesta tentação. Como João, tambem nós devemos ser coerentes e apresentar com a nossa vida a beleza da moral cristã, que não é uma moral de opressão mas de libertação. É a palavra de Cristo que nos liberta. A pertença ao Senhor requer o sentido profundo de referência e reconhecimento. Precisa coragem de fazer rupturas. Devemos recuperar a nossa personalidade e ter a força de monstrar a verdadeira autonomia, isto é viver um cristianismo integral. Sem medo. São João nos ofereceu o exemplo; nós devemos imitar-lo.

São João parece perder enfrente à violência do tirano Herodes. Ele pensava que matando o profeta tinha a capacidade de parar a sua voz. Mas na verdade tambem o tirano faleceu e permanece mudo. Ao contrario a voz e a mensagem de João ressoa tambem hoje e continua para sempre. A violência e a maldade nunca podem vencer. No final a verdade vence sempre. Os cristãos hoje são perseguidos; a Igreja parece morrer. Mas isso não é possivel. São João nos exorta: Não tenhais medo. Cristo é o vencedor. Ficais juntos com Ele e tambem vós como eu, sereis os vencedores.

* Mons. Vitaliano Mattioli, nasceu em Roma em 1938, realizou estudos clássicos, filosóficos e jurídicos. Foi professor na Universidade Urbaniana e no Pontificio Instituto São Apollinare de Roma e Redator da revista “Palestra del Clero”. Atualmente é missionário Fidei Donum na diocese de Crato, no Brasil.
Fonte: Zenit


sábado, 15 de junho de 2013

Papa Francisco escreve a pároco e explica porque mora na Casa Santa Marta


Foto: Francisco escreve a pároco e explica porque mora na Casa Santa Marta

http://pt.radiovaticana.va/news/2013/05/30/francisco_escreve_a_pároco_e_explica_porque_mora_na_casa_santa_marta/bra-696805
do site da Rádio Vaticano
Buenos Aires (RV) - Em uma recente carta enviada a um sacerdote argentino, Papa Francisco explicou o porquê de morar na Casa Santa Marta, lugar onde decidiu fixar sua residência depois de ficar hospedado nos dias do Conclave, em março, quando foi eleito sucessor de Pedro.

A carta de Francisco - escrita de próprio punho - divulgada pela agência AICA, foi enviada ao Padre Enrique Martínez, pároco da Anunciação do Senhor, no bairro Cochangasta, da Diocese de La Rioja, na Argentina.

Eis a íntegra da carta:

"Querido Quique: Hoje recebi a carta do último dia 1° de maio. Trouxe-me muita alegria, a descrição da Festa Patronal trouxe-me ar fresco. Eu estou bem e não perdi a paz diante de um fato totalmente inesperado, e isto considero um dom de Deus.

Procuro manter o mesmo jeito de ser e de agir que tinha em Buenos Aires porque, se eu mudar na minha idade, com certeza vou fazer um papel ridículo.

Não quis ir morar no Palácio Apostólico, vou lá só para trabalhar e para as audiências. Fiquei morando na Casa Santa Marta, que é uma casa de hóspedes (onde ficamos hospedados durante o Conclave) para bispos, padres e leigos. Estou perto das pessoas e levo uma vida normal: missa pública de manhã, como no refeitório com todos, etc. Isto me faz bem e evita que fique isolado.

Quique, saudações a seus paroquianos. Peço, por favor, que reze e peça para rezarem por mim. Saudações para o Carlos e o Miguel. Que Jesus o abençoe e a Virgem Santa cuide de você. Fraternalmente, Francisco. Vaticano, 15 de maio 2013".

No domingo passado, Padre Martínez recebeu um envelope com a carta do Papa Francisco, que pôde ler aos seus fiéis logo depois da Missa. Após a leitura as pessoas começaram a aplaudir como se o mesmo Santo Padre estivesse presente, recordou. O sacerdote comentou que receber a carta foi “como sentir a proximidade do Papa. Aconteceu a mesma coisa comigo quando vi João Paulo II em Córdoba”. 

O sacerdote tinha escrito ao Vaticano no dia 1º de maio, logo depois das festas patronais da capela São José Operário, do bairro 4 de Junho. “Contava-lhe do calor popular da festa, onde toda a comunidade se integrou, inclusive os doentes. A procissão parava com frequência e me esperava para caminhar meio quarteirão ou um quarteirão para dar a unção dos enfermos a um doente; e não tinham problema de esperar, relatou”. (SP) 
Fonte:http://pt.radiovaticana.va/news/2013/05/30/francisco_escreve_a_p%C3%A1roco_e_explica_porque_mora_na_casa_santa_marta/bra-696805

Pap revela porque não quis "luxos"

Durante um encontro com estudantes, o Papa optou por passar de imediato ao diálogo, explicou que não foi viver para a residência papal por "razões psiquiátricas" e disse que era dever de todos os cristãos envolverem-se na política. Francisco voltou a romper com o protocolo e preferiu uma sessão livre de perguntas e respostas num encontro com centenas de alunos de colégios jesuítas.

Psicopedagogia catequética das idades


O catecismo tem a missão de transmitir às crianças, aos jovens e aos adultos a mensagem de amor, que está na História da Salvação, na caminhada do Povo de Deus que começou com Abraão e chega até nós. Só se pode transmitir a mensagem do amor tendo as atitudes de Jesus. Ele ai ao encontro das pessoas, procurando aceitá-las como eram, aceitando a realidade de cada uma.Para ter esta mesma atitude de Jesus não é necessário ter muito estudo de pedagogia ou de psicologia, mas apenas um pouco de boa vontade e muito carinho.

O ser humano é um grande dom de Deus. A educação da fé deve penetrar na vida da criança, do adolescente, do jovem e do adulto mais do que na inteligência. A Palavra de Deus é a mesma para todas as pessoas, mas cada idade tem uma maneira diferente de receber a mensagem.
A criança é um grande tesouro que Deus confiou à humanidade porque é uma vida a ser desenvolvida. E cada criança é um ser, diferente de todos os demais. As necessidades do crescimento da vida de Deus em cada criança estão intimamente entrelaçadas com o desenvolvimento físico, intelectual, social e com o todo da sua personalidade. O crescimento da criança não acontece em linha reta, mas por períodos, que começam, cada um, por uma crise.

Psicologia das idades
Para ajudar o catequista em seu trabalho, citaremos algumas características correspondentes às diversas faixas etárias: 1ª infância(0 a 6 anos)/ 2ª infância( 7 a 9 anos); pré- adolescência(9 a 12 anos); adolescência(12 a 14 anos).

                                                          1ª INFÂNCIA – 0 a 6 anos

 

É a fase em que a criança acorda para o mundo, num ambiente de família. Precisa de muita alegria,afeição e segurança. É a idade das primeiras descobertas: de si mesma, do mundo familiar, do seu corpo e das coisas. É uma fase de total dependência e aprende por imitação.

 Características: a criança de 0 a 6 anos é:
- imensamente afetiva,precisa de proteção, amor, carinho, apoio,confiança, atenção e segurança;
-bastante possessiva,quer tudo para si e não gosta de repartir;
-insegura,dependente e não faz muita diferença entre ela e o mundo que a cerca;
- muito intuitiva e aprende mais vendo, tocando e fazendo.


Orientações para o catequista:
-a criança nunca deve ser reprimida.Reprimir a criança é impedir que seja ela mesma, é impedir seu desenvolvimento;
-criar em torno da criança um ambiente de segurança,de afeição e de alegria;
- o ensino religioso não será sistemático,mas ocasional. A preocupação do catequista será fundamentar a vida de fé do dia de amanhã pelo culto a Deus. Dar às crianças a certeza de que são amadas por Deus e levá-las a corresponder a esse amor por uma vida de gratidão e bom comportamento;
-acentuar a oração de louvor, gratidão e admiração.
Consagrar todos os dias algum tempo para a oração sem constrangimento e com alegria. Ex: Deus é grande, fiquemos de joelhos; Deus é bom,vamos louvá-lo e agradecê-lo.
Atividades:
As atividades devem ser todas baseadas nos gestos, na expressão corporal, no desenho e na música.

2ª INFÂNCIA – 7 a 9 anos


É a fase da curiosidade. É a idade em que a criança precisa ser valorizada e começa a despertar a consciência moral. Vive no mundo da imaginação. A televisão exerce uma grande influencia nesta idade.
 Características: a criança de 7 a 9 anos gosta:
–de admirar as coisas, desenhar a natureza, as coisas que ela gosta,admira e contempla;
-de saber o porquê das coisas.Começa a desenvolver o uso da razão de uma maneira mais acentuada. É a fase da curiosidade;
-de possuir um certo grau de consciência moral e já é capaz de distinguir o bem do mal, o certo do errado;
-de apresentar sentimentos violentos,mas de pouca duração. É capaz de bater no irmãozinho e beijá-lo logo em seguida;
-de chamar a atenção sobre si;
-de participar de jogos coletivos e de dar ordens;
-de viver no mundo da imaginação e da fantasia.

 Orientações para o catequista:
-nunca dizer para uma criança que o trabalho dela está mal feito;
-o catequista deve responder a todas as perguntas que a criança faz, mesmo se for preciso pesquisar e responder depois. Dizer sempre com frases simples e curtas;
-a criança é capaz de permanecer muito tempo em admiração e meditação diante de uma flor. O catequista poderá aproveitar-se disso para levar a criança a admirar a criação de Deus.
- o catequista deve canalizar a agressividade para o bem, para o belo, etc.Aproveitar as energias da criança para as atividades e não castigá-la;-
-o catequista deve ser um testemunho para a criança.Aproveitar-se da interiorização da criança para levá-la a pensar, a falar com Cristo em oração.
 Atividades:
As atividades devem ser organizadas em equipes, brincadeiras com certas regras e que estimulam a liderança.

PRÉ-ADOLESCÊNCIA -  9 a 12 anos
É a fase em que os interesses,energias e atenções estão voltados para o mundo das coisas e das pessoas. É a descoberta do mundo e das pessoas. É também a fase das experiências e atividades. Nesta faixa etária,tanto os meninos quanto as meninas têm uma vontade imensa de se sentirem importantes e uma grande facilidade de memorização.
Características: o pré-adolescente gosta de:
-viver em grupos homogêneos(grupos só de meninos ou só de meninas) mas ainda sem uma liderança definida;
-viver no mundo dos sonhos,das fantasias;
-as meninas procuram fazer-se notar diante dos adultos e provocam os meninos;
-o menino quer ser o “tal”, o “forte” e sente-se superior às meninas. É a fase das brutalidades ou indiferença diante delas. Gosta de realizar “grandes inventos”;
-tanto os meninos como as meninas têm grande capacidade de memorização;
-questionar o que aprendeu no catecismo.
Orientações para o catequista:
-nos encontros de catequese, partir do que é concreto;
-a criança nesta fase tem necessidade de exteriorizar sua fé; é bom que participe de celebrações litúrgicas;
-é  melhor época para desenvolver na criança o sentimento da comunidade e para lhe dar a ideia de Igreja-Comunidade Unida;
-a oração para essa idade deve ser uma oração voltada para a realidade, com fórmulas simples e espontâneas,partindo sempre do mundo que a cerca.
Atividades:
Já que o pré-adolescente gosta de atividades, deve-se desenvolver o trabalho em grupo,fazendo cartazes, debates, álbuns,etc.Deve-se organizar teatros,dramatizações,celebrações litúrgicas,jograis,interpretações de fatos,encenações,expressão corporal,etc.

ADOLESCÊNCIA -12 a 14 anos

É a fase da busca de personalidade,da liberdade, do amor e da realização pessoal. O adolescente gosta de viver em grupos e sente necessidade de se auto-afirmar,de amar e ser amado. É a idade das transformações, das grandes mudanças. É inconstante nas atitudes e emoções.Nessa fase(idade), muitos já entram no mundo do trabalho.
Características: o adolescente gosta:
-de seguir a moda,de curtir seus heróis e costuma criar ídolos; é muito influenciado pelos Meios de Comunicação Social;
-de ser independente dos adultos e de fazer novas experiências;
-de questionar e criticar as práticas religiosas;
-de viver em grupo onde pode se auto-afirmar;
-de conviver com pessoas do mesmo sexo. É a idade da amizade;
-de ouvir música;
-de ter emoções fortes, sentimentos diferentes. É a idade da grande instabilidade emocional;
-de sonhar,de viver no mundo da fantasia como se fosse realidade. É a chamada idade dos sonhos.

 Orientações para o catequista:
-para o adolescente o catequista é aquele que vai ajudá-lo a resolver os seus conflitos, as suas dúvidas religiosas;
-o catequista deve inspirar-lhe confiança,coragem para que o adolescente se sinta seguro e possa, espontaneamente, abrir-lhe o coração;
-não se pode ter receio de tratar todos os problemas da vida numa linguagem acessível e numa dimensão de fé;
-o desenvolvimento sexual marca um período de grandes dificuldades para o adolescente. O catequista precisa estar atento e procurar ajudá-lo em suas dificuldades.
 Atividades:
As atividades devem ser em grupos,explorando a criatividade, com músicas que apresentem mensagens e exercícios que utilizem a memorização.Daí a facilidade que os adolescentes têm na apresentação de encenações,teatros,etc.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

SANTO ANTÔNIO - HINO | Maria Bethânia

13 de junho - Santo Antônio de Pádua


Santo Antônio de Pádua era português, nasceu em 1195, em Lisboa. De família muito rica e da nobreza, ingressou muito jovem na Ordem dos Cônegos Regulares de São Agostinho. Fez seus estudos filosóficos e teológicos em Coimbra e foi lá também que se ordenou sacerdote. Nesse tempo, ainda estava vivo Francisco de Assis e os primeiros frades dirigidos por ele chegavam a Portugal.

Empolgado com o estilo de vida e de trabalho dos franciscanos, resolveu também ir pregar no Marrocos. Entrou na Ordem, vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de Antônio.

Entretanto, seu destino não parecia ser o Marrocos. Por causa de algumas desventuras, Antonio acabou desembarcando na Ilha da Sicília e de lá rumou para Assis, a fim de se encontrar com seu inspirador e fundador da Ordem: Francisco.

Com apenas vinte e seis anos de idade, foi eleito Provincial dos franciscanos do norte da Itália, mas não ficou nele por muito tempo. Seu desejo era pregar e rumou pelos caminhos da Itália setentrional, praticando a caridade, catequizando o povo simples, dando assistência espiritual aos enfermos e excluídos e até mesmo organizando socialmente essas comunidades. Pregava contra as novas formas de corrupção nascidas do luxo e da avareza dos ricos e poderosos das cidades, onde se disseminaram filosofias heréticas. 

Após as pregações da Quaresma de 1231, sentiu-se cansado e esgotado. Precisava de repouso. Resolveram levá-lo para Pádua, mas Antonio faleceu na viagem. Era dia 13 de junho de 1231 e Antonio tinha apenas 36 anos de idade.

Ele é venerado por ajudar a arranjar casamentos e encontrar coisas perdidas. No Brasil, ele é homenageado numa das festas mais alegres e populares, as festas juninas. Antônio é também conhecido pelos seus milagres.

 
Reflexão:
Homem de oração, Santo Antônio se tornou santo porque dedicou toda a sua vida para os mais pobres e para o serviço de Deus. Diversos fatos marcaram a vida deste santo, mas um em especial era a devoção à Maria. Em sua pregação e em sua vida, a figura materna de Maria estava presente. Santo Antônio encontrava em Maria além do conforto a inspiração de vida. O seu culto tem sido objeto de grande devoção popular e é difundido por todo o mundo.
Fonte:http://www.a12.com/santuario/capela/santo_do_dia.asp

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O Caminho Para um Namoro Santo


É maravilhosa a essência do amor em todas as suas faces, mas essa experiência perfeita se torna delicada e negativa quando se desvirtua de sua realeza. Amar é dom de Deus e por isso é uma experiência tão perfeita.

Amar é um exercício complexo e encantador, no qual deixamos de viver exclusivamente o nosso tempo para entrar, esperar e compreender o tempo de alguém. E aí temos de perceber a profundidade desse sentimento; amar é, sim, entrar no tempo do outro, é entender, perdoar, estar ao lado sempre, mas não é apoderar-se das vontades alheias nem possuir as rédeas da vida do outro.

Um amor verdadeiro não afasta as pessoas, mas as aproxima; não atropela as etapas que devem ser respeitadas. Não pertencemos a ninguém, não somos propriedade ou objetos de satisfação pessoal; o namoro é, antes de tudo, momento de conhecimento. Somos templo do Espírito Santo de Deus, pertencemos somente a Ele. Amar não é acorrentar, ao contrário é libertar o outro para um mundo diferente do isolamento, da autossuficiência.

Como diz padre Fábio de Melo, “Amor humano é devolução, é restituição. E aquele que aceita qualquer coisa, também será deixado por qualquer coisa”. Somos filhos do céu, filhos da luz, merecemos o Amor em sua mais fiel essência e pureza, não podemos nos contentar com migalhas, fantasias passageiras, promessas imaturas e impensadas. Amar exige maturação, exige renúncia, espera e paciência. É saber entrar no tempo do outro e, acima de tudo, saber permitir que o outro entre em nosso tempo quando isso, de fato, valer a pena.

Diante disso, procure um amor de verdade, diferente daquele que lhe manda flores, envia mensagens e cartões apaixonados; procure um amor que seja muito mais do que isso! Procure um amor que o ajude na caminhada árdua para chegar onde todos nós devemos ir: ao céu!

Um amor que ache seu terço a pulseira mais bela, seu escapulário o seu colar mais lindo, que veja nas suas roupas (avessas ao que o mundo prega) um sinal de pureza e integridade e a ache a mulher mais bela do mundo! Compreenda que, na hora da missão, a rasteirinha toma o lugar do salto alto, que o Evangelho é o mais lindo batom que deve sempre estar em seus lábios e encontre, no seu olhar de compaixão aos irmãos, o brilho mais bonito!

“Amar é, sim, entrar no tempo do outro, é entender, perdoar, estar ao lado sempre”

Aquele que entenda que as músicas ouvidas por você são sinal de oração e ligação profunda com o seu Maior Amado: Deus; compreenda que a Missa diária não é loucura ou fanatismo, mas uma necessidade; saiba que a sua Bíblia é o que nunca falta na sua bolsa! Aquele que compreenda sua vocação e a ajude a seguir nesta vontade do Pai!

Procure um amor que entenda a importância da adoração ao Santíssimo Sacramento, muito mais que um encontro de vocês! Que veja, nos retiros e congressos, pontes que poderão levá-los ao Eterno, e não se importe em adiar passeios e viagens por isso! Acredite que a castidade é o único caminho para um namoro santo e um matrimônio enraizado na fé!

Que sejam assim, desde o início, o nosso relacionamento, baseados em princípios e valores da Palavra de Deus e nos mandamentos da Igreja, é verdade que, nem assim, serão perfeitos; sempre passarão por dificuldades, mas é mais certo ainda que estarão no caminho certo, afinal estaremos construindo em rocha firme, portanto, nada poderá derrubar o que vêm de Deus! Por mais difícil que pareça, creia que Deus está preparando seu amado! Paz e Bem!

Giselle Ferreira (Membro da Comunidade Mariana Boa Semente – Quixeramobim/CE)

 Dicas para um bom namoro
1 – Só comece a namorar quando tiver a convicção de que quer, um dia, se casar. Sem um objetivo na vida, tudo o que fazemos fica vazio; o namoro também, se não tem uma meta, não tem sentido.

2 – Antes de começar a namorar alguém, conheça-o bem por meio de uma boa amizade. É na amizade que surge o namoro, e ela serve também como um pré-namoro. Não seja afoito, não comece a namorar só porque o outro (a) tocou seu coração; conheça-o primeiro.

3 – Faça do seu namoro um tempo de conhecimento do outro e um meio de o outro conhecer você. Sem isso não será possível saber se o namoro deve continuar ou não. Não se ama quem não se conhece. Então, cada um se revele ao outro com sinceridade. 

4 – Não tenha medo de mostrar ao outro a sua realidade e a de sua família. Se ele ou ela não o aceitar como você é, e também sua família, com todas as qualidades e defeitos, é porque não o ama de verdade.

5 – Faça o outro crescer. Namoro é tempo de crescer a dois, pelo fermento do amor, da renúncia, do sacrifício pelo outro. Um relacionamento, no qual ambos não crescem humana e espiritualmente, por estarem juntos, é vazio e deve acabar.

6 – Não deixe o egoísmo tomar conta do relacionamento, pois um casal egoísta é como duas bolas de bilhar que só se encontram para se chocarem e se separarem. O egoísmo mata o amor e destrói o relacionamento.

7 – Não faça do seu namoro uma vida de casado, com vida sexual e intimidades conjugais. Amanhã, o namoro pode terminar e a marca ficará em você, sobretudo, na mulher. Só tem sentido entregar-se a alguém que, antes, colocou uma aliança em sua mão esquerda e lhe jurou amor e fidelidade até o último dia de sua vida. Não desvalorize suas decisões, seu corpo e sua vida.

8 – Não prenda seu namorado pelo sexo, não faça dele uma “arma”, porque a “vítima” pode ser você. Quantas ganharam uma barriga antes da hora, sem ter um berço e um teto para seu filho! Ele merece mais do que isso.

9 – Não tenha medo de terminar um namoro, no qual só existe briga e reclamação; não empurre o problema com a barriga. Namoro é tempo de conhecer e escolher sem pressa e sem paixão que cega a razão. É melhor chorar uma separação, hoje, do que depois de casados.

10 – Não deixe Deus fora do seu namoro, pois foi Ele quem nos criou, foi Ele quem instituiu o casamento entre um homem e uma mulher e será Ele quem os unirá para sempre. Deixe que a mão forte de Cristo esteja entre as suas mãos fracas.

Felipe Aquino
Fonte: http://destrave.cancaonova.com/o-caminho-para-um-namoro-santo/

domingo, 9 de junho de 2013

Imaculada, Maria de Deus

Coração de Jesus


Os Sagrados Corações


A Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta-feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. O coração é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus. No Calvário o soldado abriu o lado de Cristo com a lança (cf. João 19,34). Diz a Liturgia que “aberto o seu Coração divino, foi derramado sobre nós torrentes de graças e de misericórdia”. Jesus é a Encarnação viva do Amor de Deus, e seu Coração é o símbolo desse Amor. Por isso, encerrando uma conjunto de grandes Festas (Páscoa, Ascensão, Pentecostes, Santíssima Trindade, Corpus Christi), a liturgia nos leva a contemplar o Coração de Jesus. [Consagre-se ao Coração de Jesus]

Este sagrado Coração é a imagem do amor de Jesus por cada um de nós. É a expressão daquilo que São Paulo disse: ”Eu vivi na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim (Gálatas 2,20). É o convite a que cada um de nós retribua a Jesus este amor, vivendo segundo a Sua vontade e trabalhando com a Igreja pela salvação das almas.

Muitos Santos veneraram o Coração de Jesus. Santo Agostinho disse: “Vosso Coração, Jesus, foi ferido, para que na ferida visível contemplássemos a ferida invisível de vosso grande amor”. São João Eudes, grande propagador desta devoção no século XVII, escreveu o primeiro ofício litúrgico em honra do Coração de Jesus, cuja festa se celebrou pela primeira vez na França, em 20 de outubro de 1672.

Jesus revelou o desejo da Festa ao seu Sagrado Coração à religiosa Santa Margarida Maria Alacoque, na França, mostrando-lhe o “Coração que tanto amou os homens e é por parte de muitos desprezado”. S. Margarida teve como diretor espiritual o padre jesuíta S. Cláudio de la Colombière, canonizado por João Paulo II, e que se incumbiu de progagar a grande Festa.

O Papa Pio XII afirmou que tudo o que S. Margarida declarou “estava de acordo com a nossa fé católica”. Este foi um grande sinal a mais da misericórdia e da graça para as necessidades da Igreja, especialmente num tempo em que grassava a heresia do jansenismo (do bispo francês Jansen) que ensinava uma religião triste e ameaçadora.

O Papa Clemente XIII aprovou a Missa em honra do Coração de Jesus e Pio X, dia 23 de agosto de 1856, estendeu a Festa para toda a Igreja a ser celebrada na sexta-feira da semana subseqüente à festa de Corpus Christi. O papa Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus. Paulo VI disse certa vez que ela é garantia de crescimento na vida cristã e garantia da salvação eterna.

Entre as Promessas que Jesus fez à Santa Margarida está a das Nove Primeiras Sextas Feiras do mês: aos fiéis que fizerem a Comunhão em nove primeiras sextas-feiras de cada mês, seguidas e sem interrupção, prometeu o Coração de Jesus a graça da perseverança final, o que significa que a pessoa nunca deixará a fé católica e buscará a sua santificação. São as chamadas Comunhões reparadoras a Jesus pela ofensa que tantas vezes seu Sagrado Coração é tão ofendido pelos homens.

Pio XII disse: “Nada proíbe que adoremos o Coração Sacratíssimo de Jesus Cristo, enquanto é participante e símbolo natural e sumamente expressivo daquele amor inexaurível em que, ainda hoje, o Divino Redentor arde para com os homens”.


Essas são as Promessas que Jesus fez:

“No extremo da misericórdia do meu Coração onipotente, concederei a todos aqueles que comungarem nas primeiras sextas feiras de cada mês, durante nove meses consecutivos a graça do arrependimento final. Eles não morrerão sem a minha graça e sem receber os SS. sacramentos. O meu coração naquela hora extrema ser-lhe-á seguro abrigo”.

As outras promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:

1 - Conceder-lhe-ei todas as graças necessárias ao seu estado.

2 - Porei a paz em suas famílias.

3 - Consolá-los-ei nas suas aflições.

4 - Serei seu refúgio na vida e especialmente na hora da morte.

5 - Derramarei copiosas bênçãos sobre suas empresas.

6 - Os pecadores encontrarão no meu Coração a fonte, oceano infinito de misericórdia.

7 - Os tíbios se tornarão fervorosos.

8 - Os fervorosos alcançarão rapidamente grande perfeição.

9 - Abençoarei os lugares onde estiver exposta e venerada a imagem do meu Coração.

10 - Darei aos sacerdotes a força de comover os corações mais endurecidos.

11 - O nome daqueles que propagarem esta devoção ficará escrito no meu Coração e de lá nunca será apagado.

Um dia após o dedicado ao Sagrado Coração de Jesus é que a Igreja toda celebra o Imaculado Coração de Maria.

A devoção consiste na veneração ao seu coração carnal, unido à pessoa dela, como símbolo do amor, especialmente o seu amor para com o Divino Filho, suas virtudes e sua vida interior. Esta devoção foi incentivada por S. João Eudes, no século XVII e o Papa Pio VII a permissão para festa no ano de 1805. Motivado pelas aparições de Fátima, o Papa Pio XII, em 31 de outubro de 1942 consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria e em 4 de maio de 1944 determinou que a sua festa fosse celebrada em todas as Igrejas do Ocidente no oitavo dia da Assunção.

Honrar o Coração de Maria é honrar o Coração que foi preparado por Deus para ser uma digna morada do Espírito Santo, que formaria a seu tempo o Redentor no ventre imaculado da Virgem Maria.

Esta devoção ao Coração de Maria é devoção à própria Mãe de Jesus. É também veneração dos santos sentimentos e afetos, a ardente caridade de Maria para com Deus, para com seu Filho e para com todos os homens, que lhe foram confiados solenemente por Jesus agonizante.

Fontes:
http://www.santissimavirgemaria.com.br/imaculado_coracao_de_maria.html
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11499