Catequistas de Conquista

sábado, 11 de maio de 2013

“Crescer rumo a maturidade em Cristo”


Jesus subiu aos céus e está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso (cf. Ef 1,20-21). O ato de subir é profundamente simbólico. O cristão não pode se contentar com o lugar em que está, pois ainda não reside em sua casa definitiva. A vida é uma oportunidade para elevar-se. Se ainda aguardamos nossa “elevação” para a Pátria definitiva, devemos “crescer rumo a maturidade em Cristo” (Ef 4,13).

É preciso vencer a estagnação, a paralisia que não nos deixa crescer. Sempre somos perseguidos pelo desejo de permanecer na mediocridade ou de manter sempre os mesmos hábitos, ou seja, ser vencidos pelo comodismo. Crescer significa romper a inércia, inovar, recriar, reinventar, mudar...

Um pai ou uma mãe não deverão se contentar com uma vida familiar sem sabor ou com o individualismo dos filhos, que preferem horas de internet a refeição em comum. As lideranças não deverão se conformar com os limites da comunidade que segue com as mesmas estruturas pastorais defasadas, mas terão empenho de transformá-la.

Um cristão deverá se comprometer com o seu crescimento pessoal, com sua vida espiritual, com o cultivo de si mesmo, com a readequação de suas práticas, com o uma vida mais voltada para o Evangelho de Jesus. Não podemos nos conformar com a manutenção da pastoral, da vida espiritual, da vida familiar, de nossa vida profissional... Jesus subiu para que caminhemos na mesma direção, no mesmo sentido. A jornada termina no Céu.

O Céu é a nossa Pátria. A ascensão é a reafirmação de uma verdade fundamental ao cristão: este mundo passa, o Reino definitivo e glorioso é a nossa meta e esperança. É preciso ter sempre diante de nós acesa a chama da “esperança do nosso chamamento” (Ef 1,18).  Sim, este mundo com suas dores e limites será vencido e transformado. O Tempo Pascal nos coloca nesta dinâmica de Céu que se antecipa, mas ainda é esperança que anima a vida terrena. Ter clara esta certeza nos dá combustível para o empenho do crescimento pessoal, comunitário e social. Triste se passarmos pelo mundo sem fazer o bem, sem construir um sentido, sem amar.

Ele não nos abandona. O Senhor está no Céu e inaugurou, com sua ascensão, uma nova maneira de estar presente. Agora é seu Espírito que nos animará. Subir é necessário, para que esta presença seja garantida até que vejamos a Deus face a face. É preciso caminhar na certeza do futuro e, ao mesmo tempo, na certeza da presença do Senhor que nos impulsiona, encoraja e transforma.

No final do texto do Evangelho de Lucas, os discípulos são abençoados.  Não basta ficar adorando (Lc 24,52) ou olhando para o Céu (At 1,11). Os discípulos devem voltar para a cidade (Jerusalém). Devem, pois, voltar ao cotidiano, ao lugar em que estavam. É na normalidade da vida que devem testemunhar o Senhor, mas antes recebem a sua benção. Também nós, ao final da missa, recebemos a benção para partir em missão. Ou seja, a benção marca o início do testemunho.

Resta dizer que os discípulos testemunhavam a alegria (Lc 24,52). Hoje é preciso transformar o rosto enfezado do legalismo em face inundada pelo sorriso. É esta a marca que atrairá outros ao mesmo dom. Devemos seguir como testemunhas, não apenas em Jerusalém (nossa casa), mas na Samaria e em toda Judéia. Ou seja, a Igreja nasce missionária, com o dever de não se acovardar ou acomodar-se jamais.
Pe Roberto Nentwig
Fonte:http://catequeseebiblia.blogspot.com.br/2013/05/homilia-da-ascensao-do-senhor.html




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Domingo, 12 de Maio - Ascensão do Senhor



 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
Vós sereis testemunhas de tudo isso. Eu enviarei sobre vós aquele que meu Pai prometeu.
Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto”.
Então Jesus levou-os para fora, até perto de Betânia. Ali ergueu as mãos e abençoou-os. Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu. Eles o adoraram.
Em seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria. E estavam sempre no Templo, bendizendo a Deus.(Lucas 24,46-53)



Salmo 46 - Ascensão do Senhor

Por entre aclamações Deus se elevou,/ 
o Senhor subiu ao toque da trombeta. 

 Povos todos do universo, batei palmas,/ 
gritai a Deus aclamações de alegria!/ 
Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo,/ 
o soberano que domina toda a terra. 

Por entre aclamações Deus se elevou,/ 
o Senhor subiu ao toque da trombeta./ 
Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,/ 
salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei! 

Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,/ 
ao som da harpa acompanhai os seus louvores!/ 
Deus reina sobre todas as nações,/ 
está sentado no seu trono glorioso.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

IGREJA CATÓLICA : Maior Instituição Caritativa do Mundo


Nos seus 2.000 anos de história a Igreja Catolica foi a instituição que mais fez caridade neste mundo.
Se a Igreja não existisse provavelmente o mundo ocidental nem conheceria o sentido da palavra caridade. Essa é uma palavra que surgiu na Igreja, no sentido de ajudar, sem querer nada em retorno, essa idéia para os povos antigos, como os gregos e romanos, seria um absurdo! Essa virtude surgiu depois que o mundo ocidental se tornou católico.

-São milhares de Obras Assistenciais da Igreja Católica espalhadas por este mundo.
- Na época em que a lepra foi um grande mal, na Europa e Ásia haviam 3000 leprosários católicos.
- Em muitos países africanos as escolas e hospitais são matidos pela Igreja Católica.
- A Igreja educou mais crianças do que qualque outra instituição educativa ou religiosa.

- 25% das obras que cuidam de aidéticos em todo o mundo são mantidas pela Igreja Católica.
- Incontáveis hospitais, sanatórios, escolas para crianças carentes, asilos, creches etc  espalhadas em todo o mundo!

- Durante 2000 anos, 20 séculos de existência, ninguém como a Igreja socorreu tanto os pobres, órfãos, viúvas e doentes, como ainda hoje fazem, por exemplo, as irmãs de Madre Teresa de Calcutá.
- É inegável, nenhuma instituição no mundo ocidental fez e faz tanta caridade como a Igreja Católica, infelizmente isto parece não ser importante para os insistem em difamar a Igreja.

            

Em Portugal:
- Até ao século xix, num contexto antecedente à legislação de política social, a assistência social baseava-se em instituições de caridade privada (maioritariamente ligadas à Igreja e às ordens religiosas), directa ou indirectamente financiadas pela casa real, sendo sublinhada a não intervenção do Estado na sua actividade. Somente a partir do sec. XX é que começaram a desenvolver-se as instituições de assitência social do Estado.

- A Santa Casa da Misericordia surgiu de uma iniciativa conjunta da Coroa Portuguesa e a Igreja Católica.
- A Cáritas Portuguesa é uma instituição oficial da Conferência Episcopal Portuguesa, vocacionada para a promoção e dinamização da acção social da Igreja. Visa a assistência e também a promoção, o desenvolvimento e a transformação social. Luta por uma sociedade mais justa, com a participação dos que são atingidos por qualquer forma de exclusão ou emergência, sem olhar a crenças, culturas, etnias ou origem. 


- Os Centros Sociais Paroquiais, os Centros Paroquiais de Bem-Estar Social ou outras congregações religiosas, fortemente ligadas à Igreja Católica, são as segundas IPSS mais antigas, denominadas antes de 1983 por Institutos de Assistência. A Igreja é a instituição que em Portugal mais atenção prestou e de um modo mais persistente à acção social. A Igreja sempre foi um agente determinante e uma força fundamental na gestão das pessoas e dos meios relacionados com a solidariedade social. Para esta a acção social “... trata-se de um agir eficaz em ordem à edificação do Reino de Deus, contribuindo para a melhor ordenação da sociedade humana, a partir de comunidade cristã,...”.,De notar que 25% dos Centros Sociais Paroquiais são presididos por um sacerdote.
Quando a epidemia de Aids estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer eles chamaram as freiras da Igreja pra cuidar dos doentes porque ninguém mais queria fazê-lo .
No Brasil até 1950 quando não existia nenhuma política de saúde pública eram as casas de caridade que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital.
"Aquele que souber fazer o bem, e não o faz, peca." (Tg 4, 17)




A Igreja Católica mantém na Ásia:

1.076 hospitais
3.400 dispensários 
330 leprosários
1.685 asilos
3.900 orfanatos
2.960 jardins de infância

Na África:
964 hospitais 
5.000 dispensários
260 leprosários
650 asilos
800 orfanatos
2.000 jardins de infância

Na América:
1.900 hospitais
5.400 dispensários
50 leprosários
3.700 asilos
2.500 orfanatos
4.200 jardins de infância

Na Oceania:
170 hospitais
180 dispensários
1 leprosario 
360 asilos
60 orfanatos
90 jardins de infância

Na Europa:
1.230 hospitais
2.450 dispensários
4 Leprosários
7.970 asilos 
2.370 jardins de infância

                                                

Fontes:
http://www.murmt.com.br/2012/05/igreja-catolica-maior-instituicao-de.html
 http://jornalpartilha.blogspot.com/2007/10/histria-das-ipsss-em-portugal.html
http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223380820T2vFD3xo1Yc47NV1.pdf
http://www.caritas.pt/seccao3.asp?seccaoid=393
Livros:
UMA HISTÓRIA QUE NÃO É CONTADA – Prof. Felipe Aquino – Editora Cleófas
CIÊNCIA E FÉ EM HARMONIA – Prof. Felipe Aquino – Editora Cleófas
Jornal:
Folha de São Paulo, domingo, 24 de maio de 2009, A3, Painel do Leitor.

terça-feira, 7 de maio de 2013

MAIO: MÊS MARIANO




Ao longo da História, foram poucas as mulheres que romperam com o preconceito e conseguiram participar efetivamente dos fatos e acontecimentos significativos de seu tempo, alcançando seus objetivos e ganhando o devido reconhecimento. Maria foi uma dessas mulheres, senão, a principal delas.
Ainda muito jovem, ficou noiva de José, um homem honesto e bem mais velho do que ela, que não tardaria em tomá-la como esposa. Vivendo em uma sociedade judaica que estava sob a dominação dos romanos, onde a mulher pouco ou quase nada valia, esta jovem percebe, em um momento de inconfundível beleza, a presença de Deus em sua vida. E Deus a convida para ser a mãe de seu Filho predileto, Jesus Cristo, que assumiu a condição humana e veio ao mundo para nos ensinar que o amor é o único caminho que, verdadeiramente, nos leva à felicidade.

Maria disse "sim" a Deus e levou este "sim" às últimas conseqüências. Por ação direta e exclusiva do Espírito Santo, ficou grávida antes de se casar e correu o risco de ser apedrejada, conforme mandava a lei daquela época. Suportou a desconfiança de seu esposo; suportou as dificuldades inerentes à pobreza; suportou a perseguição de homens poderosos e cruéis, como Herodes, que tentou matar Jesus ainda quando criança. Por fim, suportou a dor de ver seu Filho inocente ser condenado, cruelmente agredido e crucificado. Suportou tudo isso sem perder a fé, a confiança, a dignidade e a esperança em seu Deus. Suportou tudo por amor, já que o amor tudo suporta (1°Coríntios 13,7). Suportou tudo em silêncio. Silêncio que não significa covardia e omissão, mas que se traduz em serviço constante, em humildade, em entrega total e absoluta ao papel que lhe havia sido reservado por Deus na história da humanidade. Em silêncio Maria viveu sua opção por Cristo. E, agindo assim, deu exemplo de fé, de coragem, de conversão autêntica, de adesão absoluta ao plano de Deus para a salvação dos homens. Ao mesmo tempo iniciou uma luta pelo resgate da dignidade da mulher, perdida em meio aos abusos de uma sociedade patriarcal, preconceituosa e machista. Essa luta sobreviveu até hoje e se fortaleceu ao longo de inúmeras gerações. Muitas vitórias já foram conquistadas. Entretanto, muita coisa precisa melhorar.
Existem no mundo milhões de "Marias" que, a despeito de toda a evolução política, econômica, social e tecnológica, ainda não conseguiram um local digno para morar, assistência médica eficiente, emprego e salários compatíveis com suas necessidades, respeito profissional e igualdade de direitos e deveres em relação aos homens. A mulher segue sendo marginalizada, discriminada e explorada. Muitas ainda comercializam seus corpos e até mesmo seus filhos para conseguirem um mísero pedaço de pão.

                                                        

Ao dizer a Deus "
Faça-se em mim segundo a vossa palavra", Maria revolucionou a História. Em seu silêncio, disse mais do que ninguém que é preciso lutar constantemente pelo estabelecimento da justiça, da paz, da liberdade, da fraternidade e da igualdade em nosso mundo. Ao abrir seu coração a Cristo, ela rompeu com as barreira do egoísmo humano e nos ensinou que é preciso amar a todos, independente da raça, da cor da pele e do sexo.
Apesar de todo o sofrimento que vivenciou, Maria tornou-se uma mulher vitoriosa e feliz. Nós a chamamos de bendita e bendizemos também a seu Filho, Jesus, que num gesto de amor, fez com que ela se tornasse mãe de todos nós (João 19, 25-27).
Em maio, o desabrochar das flores manifesta com originalidade e beleza o milagre da vida. A tradição católica escolheu este período do ano para venerar com especial devoção a Maria, que, com simplicidade e fidelidade inimitáveis, vivenciou os ensinamentos de Cristo, caminho, verdade e vida. Rezemos com fé renovada a Ave Maria, oração que exprime com perfeição o mistério da serva bem-aventurada de Deus.


NOSSO CULTO A MARIA, A MÃE DE JESUS

Depois da ascensão de Jesus ao céu, Maria permaneceu no cenáculo juntamente com os apóstolos e discípulos, aguardando a vinda do Espírito Santo. Podemos dizer que ela continuava sua maternidade, agora, na Igreja nascente. O autor do livro dos Atos dos Apóstolos, São Lucas, nos oferece uma passagem que é, ao mesmo tempo, de profundo significado teológico: “
Todos eles, unânimes, perseveravam na oração, com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus” (Atos dos Apóstolos 1,14). Vemos, neste trecho, não apenas a presença de Maria mas sua perseverante oração. Ela intercedia junto ao seu Filho por aquela pequena comunidade no Cenáculo, nos primórdios de sua caminhada.


Sua presença intercessora continuará, ao longo da história da Igreja, ímpar e singular. Encontramos no Cemitério de Priscila, na via Salária em Roma, a mais antiga imagem de Maria, com o menino Jesus em seus braços, demonstrando assim que os antigos cristãos, no final do segundo século, já veneravam sua memória com grande devoção.

Quando os primeiros concílios definiam as verdades da fé e se organizavam as primeiras formulações do “Creio”, o nome de Maria era inserido em todos os documentos: “Nasceu da Virgem Maria!”.
Os grandes teólogos dessa época como Hipólito, Ambrósio, Agostinho, Ildefonso de Toledo e tantos outros, transmitem as verdades reveladas e inserem o nome da Virgem Maria em seus tratados sobre as Profissões de Fé.
                                 
No dia 22 de junho de 431, no Concílio de Éfeso, era lida a carta de Cirilo de Alexandria a Nestório, onde ele transmitia aquilo que os padres conciliares haviam definido: a Santa Virgem Maria é Mãe de Deus. Dela nasceu o santo corpo de Jesus dotado de alma racional, ao qual o Verbo está unido substancialmente.
Ela é Mãe de Deus e, mesmo depois do parto, permanece sempre Virgem. Jesus nasceu segundo a natureza humana, porém, como Pessoa divina.

O culto a Maria é fundamentado na Sagrada Escritura, na tradição litúrgica e no magistério da Igreja. A religiosidade popular colhe nestas grandes fontes as suas mais autênticas expressões. Basta considerarmos o número de paróquias, santuários, igrejas e capelas consagrados a Maria Santíssima. Quantas arquidioceses e dioceses na América Latina e, particularmente no Brasil, a têm por padroeira! Quantos profissionais a escolhem por protetora! Quantas congregações religiosas e sociedades de vida apostólica a têm por inspiradora!
Todas essas evidências nos colocam diante de uma realidade que precisa ser considerada: se o Salvador da humanidade cumulou sua Mãe de predicados tão excelentes e ela, por sua vez, colaborou com a graça a ponto de ser chamada de “plena de graça” pelo arcanjo São Gabriel, tudo isso nos mostra um caminho de esperança. Podemos, contemplando Maria, alcançar a salvação em Jesus e por Jesus.


Em 29 de abril de 1965, no segundo ano do pontificado, Paulo VI promulgou a encíclica “Mês de Maio”, dedicada a Maria Santíssima. A Igreja estava vivendo o Concílio Vaticano II e o Papa se preocupava com a paz no mundo. Nessa encíclica de apenas doze parágrafos, Paulo VI pedia orações por dois motivos: o êxito do Concílio e um apelo à paz do mundo.

Maria, diz o Papa Paulo VI, foi constituída administradora e dispensadora generosa dos tesouros da divina misericórdia. Nessa mesma carta incentiva o Papa a prática da reza do Santo Rosário, oração tão agradável à Virgem Maria. Nove anos depois, o mesmo Paulo VI promulgava a Exortação Apostólica “Marialis Cultus”: para a reta compreensão e desenvolvimento verdadeiro do culto à Bem-aventurada Virgem Maria.
A Sagrada Escritura traz muitos exemplos de figuras de linguagem com motivos florais que os Padres da Igreja, sem muita dificuldade, aplicaram a Maria: Cântico dos cânticos, Provérbios, Eclesiástico, etc.
O mês de Maio se tornou mês de Maria, como sabemos, por causa das oferendas florais, muito comuns na Europa com a chegada da primavera, que no hemisfério norte acontece neste mês.
Seguindo o conselho da Igreja, procuremos imitar a Virgem Maria não apenas por atos de piedade, que são muito edificantes, mas sobretudo por atitudes.


Buscamos em Maria um modelo a ser imitado: modelo de mulher, enquanto “filha de Sião”, sempre consciente de seu papel de cidadã; modelo de esposa, que partilhou com São José as tarefas quotidianas de um lar comum para o seu tempo; modelo de mãe que não apenas se dedica, com o mesmo São José, à educação de Jesus, mas o prepara para assumir seu ministério.

Finalmente, o Concílio Vaticano II, na Constituição Dogmática “Lumen Gentium” lhe confere o título de “Mãe de Deus e Mãe dos Homens”. E por isso, o culto à Santíssima Virgem Maria deve ser equilibrado e digno. O texto conciliar nos alerta sobre o perigo de um estéril e transistório afeto. A verdadeira devoção deve proceder da fé verdadeira que nos leva a contemplar a Virgem Mãe de Deus para lhe dedicar o nosso amor e nossa filial devoção em decorrência do mistério de Cristo.

Enquanto sinal de esperança e de conforto ao peregrinante povo de Deus, convidam-se os cristãos a suplicar, instantemente, até que todas as famílias dos povos, tanto as que estão ornadas com o nome de cristãos, como as que ainda ignoram o seu Salvador, sejam felizmente congregadas na paz e na concórdia (GS 69).

Na exortação apostólica pós sinodal “Evangelii Nuntiandi”, Maria é assim invocada: “Que seja Maria a estrela da evangelização. Que a Igreja, obediente ao mandato do Senhor, promova e realize, sobretudo nestes tempos difíceis, cheios de esperanças, essa grandiosa obra da Evangelização!



D. EUSÉBIO OSCAR SCHEID
Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro
IN:
 Ação José Online

Fonte: http://www.santuariosaojose.com.br/artigos/artigo09.php

domingo, 5 de maio de 2013

Nhá Chica pode ser a primeira santa nascida no Brasil




Mensagem de Nhá Chica, no interior da igreja em Baependi, MG (Foto: Globo Repórter)


Depois do religioso Frei Galvão, a Igreja pode reconhecer, numa mulher do povo, a primeira Santa Brasileira: Nhá Chica

Nestes tempos em que a mídia tem tocado muito no assunto da canonização de Frei Galvão, filho de Guaratinguetá (SP), faz-se importante situar os leitores sobre um outro processo de Beatificação que corre adiantado no Vaticano. Depois do nosso primeiro santo efetivamente brasileiro, podemos esperar que se cumpra o desejo do saudoso Papa João Paulo II, quando mencionou que o "Brasil precisa de santos, muitos santos"! A expectativa, agora, é pelo reconhecimento da vida de santidade de uma mulher leiga, humilde, filha e neta de escravas, que levou uma vida monástica na pequena Baependi-MG, do séc. XIX. 


HISTÓRIA DE NHÁ CHICA:
"atentai para aqueles que andam conforme o exemplo que tendes em nós; "
(Filipenses 3:17)


Ainda pequena Francisca de Paula de Jesus, que nasceu no Distrito de Santo Antônio do Rio das Mortes em São João Del Rey -MG chegou em Baependi, MG. 

Estava acompanhada por sua mãe, uma ex- escrava e por seu irmão Teotônio. Com eles, poucos pertences e uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. 

Em 1818, com apenas 10 anos de idade, a mãe de Nhá Chica faleceu deixando aos cuidados de Deus e da Virgem Maria as duas crianças, Francisca Paula de Jesus e seu irmão, então com 12 anos. 

Órfãos de mãe, sozinhos no mundo, Francisca Paula e Teotônio, cresceram sob os cuidados e a proteção de Nossa Senhora, que pouco a pouco foi conquistando o coração de Nhá Chica. 

Nhá Chica

Esta, a chamava carinhosamente de "Minha Sinhá" que quer dizer: "Minha Senhora", e nada fazia sem primeiro consultá-la. 

Nhá Chica soube administrar muito bem e fazer prosperar a herança espiritual que recebera da mãe. Nunca se casou. Rejeitou com liberdade a todas as propostas de casamento que lhes apareceram.

 Foi toda do Senhor. Se dava bem com os pobres, ricos e com os mais necessitados. Atendia a todos os que a procuravam, sem discriminar ninguém e, para todos tinha uma palavra de conforto, um conselho ou uma promessa de oração.

 Ainda muito jovem, era procurada para dar conselhos, fazer orações e dar sugestões para pessoas que lidavam com negócio. 

Muitos, não tomavam decisões sem primeiro consultá-la, e para tantas pessoas, ela era considerada uma "santa", todavia em resposta para quem quis saber quem ela, realmente, era, respondeu com tranquilidade: "... É porque eu rezo com fé". 

Sua fama de santidade foi se espalhando de tal modo que pessoas de muito longe começaram a visitar Baependi para conhecê-la, conversar com ela, falar-lhe de suas dores e necessidades e, sobretudo para pedir-lhe orações.

 A todos, atendia com a mesma paciência e dedicação, mas nas sextas feiras, não atendia a ninguém. Era o dia em que lavava as próprias roupas e se dedicava mais à oração e à penitência. Isso porque sexta-feira é o dia que se recorda a Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo para a salvação de todos nós. 

Às Três horas da tarde, intensificava suas orações e mantinha uma particular veneração à Virgem da Conceição, com a qual tratava familiarmente como a uma amiga. 
  
Nhá Chica era analfabeta, pois não aprendeu a ler nem escrever, desejava somente ler as Escrituras Sagradas, mas alguém as lia para ela, e a fazia feliz. 

 Casa de Nhá Chica 

Compôs uma Novena à Nossa Senhora da Conceição e em Sua honra, construiu, ao lado de sua casa, uma Igrejinha, onde venerava uma pequena Imagem de Nossa Senhora da Conceição que era de sua mãe e, diante da qual, rezava piedosamente para todos aqueles que a ela se recomendavam.


 Essa Imagem, ainda hoje, se encontra na sala da casinha onde ela viveu, sobre o Altar da antiga Capela. 
  
Em 1954, a Igreja de Nhá Chica foi confiada à Congregação das Irmãs Franciscanas do Senhor. Desde então teve início bem ao lado da Igreja, uma obra de assistência social para crianças necessitadas que vem sendo mantida por benfeitores devotos de Nhá Chica. Hoje a "Associação Beneficente Nhá Chica" (ABNC) acolhe mais de 160 crianças entre meninas e meninos. 



Ao longo dos anos, a "Igrejinha de Nhá Chica", depois de ter passado por algumas reformas, é hoje o "Santuário Nossa Senhora da Conceição" que acolhe Peregrinos de todo o Brasil e de diversas partes do mundo. 


Muitos fiéis que visitam o lugar, pedem graças e oram com fé. Tantos voltam para agradecer e registram suas graças recebidas. 

Atualmente, no "Registro de graças do Santuário", podem-se ler aproximadamente 20.000 graças alcançadas por intermédio de Nhá Chica. 

 
 Ex-votos de graças alcançadas

A Venerável morreu no dia 14 de junho de 1895, estando com 87 anos de idade, mas foi sepultada somente no dia 18, no interior da Capela por ela construída.

 As pessoas que ali estiveram sentiram exalar-se de seu corpo um misterioso perfume de rosas durante os quatro dias de seu velório. 

 Tal perfume foi novamente sentido no dia 18 de junho de 1998, 103 anos depois, por Autoridades Eclesiásticas e por membros do Tribunal Eclesiástico pela Causa de Beatificação de Nhá Chica e, também, pelos pedreiros, por ocasião da exumação do seu corpo. 

Os restos Mortais da Venerável se encontram hoje no mesmo lugar, no interior do Santuário Nossa Senhora da Conceição em Baependi, protegidos por uma Urna de acrílico colocada no interior de uma outra de granito, onde são venerados pelos fiéis. 



"sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas." (Hb 6,12)

Fontes: http://rezairezairezai.blogspot.com.br/2012/07/vida-e-milagres-de-nha-chica-francisca.html
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=229301
http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2013/05/confira-estrutura-de-baependi-para-os-dias-de-beatificacao-de-nha-chica.html

Domingo- 5 de Maio de 2013 VI Domingo da Páscoa



Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou.
Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.
Ouvistes o que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.
Disse-vos isso, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.(João 14,23-29) 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Dia 03 de Maio Festa dos Apóstolos, São Filipe e São Tiago (Menor).


Ó Santos mártires de Cristo.
Ensinai-nos a defender a FÉ que herdamos de vós.
Auxiliai-nos na Evangelização e difusão do Santíssimo Nome de Jesus!
Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!
Hoje , dia 03 de maio, celebramos com muita alegria a Festa de SÃO FILIPE E SÃO TIAGO, APÓSTOLOS. 

Oremos : 
Ó Deus, vós nos alegrais cada ano com a festa dos apóstolos São Filipe e São Tiago. Concedei-nos, por suas preces, participar de tal modo da paixão e ressurreição do vosso Filho que vejamos eternamente a vossa face. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém !!!

Papa Francisco acolhe Bento XVI, que volta a residir no Vaticano


Voltapapa

Bento XVI retornou ao Vaticano. Ele chegou ao heliporto localizado nos jardins vaticanos pouco depois das 16h45min (hora local), vindo de Castelgandolfo. Um grande número de fiéis estava presente na Praça São Pedro desejosos de saudá-lo e de onde puderam testemunhar a chegada do helicóptero.

O Bispo emérito de Roma foi recebido pelo Secretário de Estado Tarcisio Bertone, pelo Presidente do Governatorado, Cardeal Giuseppe Bertello e pelo decano do Colégio Cardinalício, Cardeal Angelo Sodano.

Também estavam presentes o Substituto da Secretaria de Estado, Arcebispo Angelo Becciu, o Sub-secretário de Assuntos Exteriores, Arcebispo Dominique Mamberti e o Secretário do Governatorado Arcebispo Giuseppe Sciacca.

Do heliporto, Bento XVI seguiu em automóvel até o Mosteiro Mater Ecclesia, onde foi recebido com grande e fraterna cordialidade pelo Papa Francisco, que o aguardava. Juntos, foram à capela do Mosteiro para um momento de oração.

Esta foi a segunda vez que se encontraram pessoalmente, desde a eleição de Francisco. Em 23 de março passado Francisco foi até Castel Gandolfo para encontrar Bento XVI (foto acima). Em numerosas ocasiões falaram-se ao telefone.

Bento XVI retornou para o Vaticano após concluídas as reformas realizadas no Mosteiro, onde vai residir acompanhado da ‘Família pontifícia”, formada pelo seu Secretário particular e atual Prefeito da casa Pontifícia, Arcebispo Georg Ganswein, as 4 leigas consagradas do Instituto “Memores Domini”, além de um diácono belga. Um quarto está reservado para seu irmão Georg, também sacerdote, de 89 anos, que vive na Alemanha.

Em 11 de fevereiro, Ratzinger anunciou que passaria a servir a Igreja através da oração.
QUI, 02 DE MAIO DE 2013 14:16 / ATUALIZADO - QUI, 02 DE MAIO DE 2013 14:46POR: CNBB / RÁDIO VATICANOFonte: http://cnbb.org.br/site/imprensa/internacional/11898-papa-francisco-acolhe-bento-xvi-que-volta-a-residir-no-vaticano

quarta-feira, 1 de maio de 2013

1 de Maio - São José Operário




Iniciamos o mês de maio com a festa de São José Operário que foi instituída por PIO XII em 1955 para dar um protetor aos trabalhadores e um sentido cristão “a festa do trabalho”. A pessoa de São José, pai adotivo de Jesus, é descrita pelo evangelista Mateus como um homem justo e que exercia a profissão de carpinteiro.  Deus Pai quis que seu Filho Jesus nascesse no seio de uma família e que exercesse uma profissão como homem, assim encontramos os conterrâneos da Família de Nazaré admirados e diziam: “donde lhe vem esta sabedoria e esses milagres? Não é ele o filho do carpinteiro? (Mt13,54-55).
O trabalho concede ao ser humano uma  maravilhosa oportunidade para participar na obra criadora de Deus, os trabalhadores modernos tomaram consciência deste valor ao reivindicar o respeito aos seus direitos e a sua personalidade. Em vários momentos a Igreja tem pronunciado de modo oficial, falando sobre o trabalho humano.  Sua Doutrina Social é rica de documentos pontifícios que nos direcionam no campo social. O Concilio Vaticano II em sua Constituição Pastoral Gaudium et Spes, alegria e esperança, afirma: “O trabalho humano que se exerce na produção e comercio de bens ou na prestação de serviços econômicos, é superior aos outros elementos da vida econômica, pois estes são de ordem meramente instrumental.”(GS 67).
Segundo o relato da Criação, Deus criou o universo, a natureza e o ser humano em seis dias e no sétimo descansou. Na Aliança de Deus com o Povo liberto da escravidão no Egito, encontramos o mandamento de santificar o dia de sábado como dia de descanso, nós cristãos santificamos o Domingo, como Dia do Senhor. O trabalhador merece seu repouso e também um salário digno de sua profissão.  Desde 13 de maio de 1888 a escravidão foi abolida em nosso país, contudo ainda existem trabalhadores sendo escravizados no campo ou na cidade, outros se escravizam em busca do lucro e esquecem-se da família, dos amigos e da Igreja.

São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: "Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa... O Senhor é Cristo" (Col 3,23-24).
Padre Ermindo Rapozo de Assis

São José Operário, rogai por nós!




domingo, 28 de abril de 2013

Domingo, 28 de Abril de 2013 - 5º Domingo da Páscoa




Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo.
Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”. Evangelho (João 13,31-33a.34-35)