Catequistas de Conquista

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Música - O Profeta _ Coral Paulus



Antes que te formasses

Antes que te formasses dentro do seio de tua mãe
Antes que tu nascesses, te conheci e te consagrei.
Para ser meu profeta entre as nações eu te escolhi.
Irás onde enviar-te e o que eu mando proclamarás.
Tenho de gritar, tenho de arriscar, 
ai de mim se não o faço.
Como escapar de ti, como calar, 
se tua voz arde em meu peito? 


Não temas arriscar-te porque contigo eu estarei.
Não temas anunciar-me, em tua boca eu falarei.

Entrego-te meu povo, vai arrancar e derrubar.
Para edificares, destruirás e plantarás.
Deixa os teus irmãos, deixa teu pai e tua mãe.
Deixa a tua casa, porque a terra gritando está.
Nada tragas contigo pois a teu lado eu estarei.
É hora de lutar, porque meu povo sofrendo está.

Trailer Dom Helder Camara - O Santo Rebelde

SE CALAREM A VOZ DOS PROFETAS



Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão. 
Se fecharem os poucos caminhos, mil trilhas nascerão.
Muito tempo não dura a verdade, 

Nestas margens estreitas demais, 
Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais.
É Jesus este pão de igualdade, 
Viemos pra comungar, 
Com a luta sofrida de um povo que quer ter voz, ter vez, lugar. Comungar é tornar-se um perigo, 
Viemos pra incomodar, 
Com a fé e a união nossos passos um dia vão chegar.
O espírito é vento incessante que nada há de prender.

Ele sopra até ao absurdo, que a gente não quer ver.
Muito tempo não dura a verdade...
No banquete da festa de uns poucos só rico se sentou. 

Nosso Deus fica ao lado dos pobres, colhendo o que sobrou.
Muito tempo não dura a verdade...
O poder tem raízes na areia, o tempo faz cair. 

União é a rocha que o povo usou pra construir.
Muito tempo não dura a verdade...

COMO FAZER UM BOM ENCONTRO COM SEUS CATEQUIZANDOS




“O catequista é de certo modo,o intérprete da Igreja junto aos catequizandos” Diretório Catequético Geral(DCN 35).


Algumas sugestões práticas para o catequista

Ø    Antes de preparar o encontro peça a luz do Espirito Santo que ilumine sua mente e lhe dê sabedoria.

Ø    Esteja presente em cada um e cada uma. Toda pessoa necessita ser reconhecida individualmente,como gente.Ser conhecida pelo nome,com um “rosto” e uma historia própria.Faça-se presente com uma palavra,um gesto,um elogio,um olhar,um pedido.

Ø    Evite improvisar.Prepare cada encontro com antecedência.Estude o tema que será trabalhado.Tenha um caderno de anotações.

                   Quanto ao local do Encontro:

Ø    Procure variar o local do encontro.Aproveite os espaços da comunidade,a área externa,a Igreja ou as celebrações.Se possível,faça alguns encontros nas casas.Ajuda a conhecer a realidade dos participantes.

Ø    Se não puder variar o local ,varie ao menos a disposição dos lugares.A arrumação em circulo permite que todos possam se ver e cria um clima de comunidade.
Ø    Procure manter o local do encontro em ordem,limpo e agradável.Convide os catequizandos para ajudarem na arrumação;

Ø    Colocar cartazes ou figuras sobre  o tema.Enfeitando o ambiente,para despertar interesse no assunto.Usar símbolos em cada encontro.

Ø    A Bíblia deve ocupar um lugar de destaque no encontro e no ambiente também,ajudando a despertar o amor e respeito a Palavra de Deus;


                              Quanto ao Acolhimento:

Ø    Para acolher bem os catequizandos,o catequista deverá chegar um tempo antes do horário do inicio do Encontro para receber a todos com igual atenção,sem demonstrar preferências;

Ø    Todo catequizando traz para a catequese experiências de vida sempre diferentes.É preciso dialogar com eles sobre suas vidas,perguntando o que fizeram durante a semana,como estão se sentindo,o que desejam receber na catequese.Não deve ser um relatório,mas uma conversa espontânea,com muita simplicidade;
Ø    Não se interesse pelos catequizandos somente no momento do encontro.Eles gostam de saber e sentir que o catequista pensa neles,quer seu bem.Procure estar atento aos interesses e problemas de cada um.

Ø    O ponto de vista do catequizando deverá ser respeitado,e a sua opinião ser ouvida com muita atenção;

Ø    Nunca faça comparações entre os participantes.Encoraje cada qual a ser ele mesmo.É importante aprender a conviver com as diferenças.Enriquecemo-nos mutuamente se soubermos ser respeitosos.

Ø    Não chamar a atenção do catequizando na frente de outras pessoas,mas a sós,depois do Encontro.

Ø    Ser objetivo ao fazer perguntas e não esperar respostas automáticas.Dar tempo para que pensem e discutam;

Ø    Dizer sempre a verdade.Se o catequista não souber responder a alguma pergunta,deverá se comprometer em procurar a resposta e levá-la no próximo Encontro.

Ø    Coloque uma pitada de humor em cada encontro,criando um clima alegre,cativante e contagiante.A alegria é sinal da presença de Deus;

                                     [

               Quanto à Linguagem:

Ø    A linguagem deverá ser clara,coerente e simples;

Ø    Nunca falar num tom infantil,mas naturalmente,com firmeza e simplicidade;

Ø    Procurar usar o mesmo vocabulário,usando na realidade dos catequizandos, para que eles possam compreender melhor a mensagem;

Ø    Atenção com algumas palavras que costumamos usar.Catequese não é curso,nem escola.Em vez de “aula”,falar de “Encontro”.Não fazer “provas” nem dar “notas”,nem “prêmios e castigos”.Que o relacionamento não seja de “professor” e “aluno”.

Ø    Essas coisas existem na escola,mas não na catequese,que é o Encontro da pessoa com Jesus Cristo e com a comunidade.

Ø    A grande linguagem é a do coração, carregada de afeto, ternura e misericórdia que se manifeste no belo, no lúdico e no místico.


                          Quanto à Organização:

Ø    Anotar os dados principais do catequizando: idade,endereço,escolaridade,etc;

Ø    Anotar também a freqüência nos Encontros.

Ø    Fazer uma ficha de participação para que o catequista possa acompanhar o catequizando.
                                                  
                                       Quanto ao Grupo de Catequistas:

Ø    É aconselhável que os catequistas atuem em grupos,nunca isolados,a exemplo de Jesus que enviou seus discípulos “dois a dois”(Lc 9,1-6;10,1)

Ø    É no grupo que acontece a formação,por meio: dos debates,da partilha dos problemas e da busca de solução e das alegrias das atividades da catequese.
Ø    O grupo é a fonte de vida,de esperança,de animação,de dialogo,de fraternidade e de alegria.Nele o catequista cresce e  sente fortalecido em sua missão.
Ø    Esteja sempre em contato com outros catequistas e com a coordenação.Você não se sentirá sozinho num trabalho tão gratificante,mas que tem suas dificuldades.

                                                     Quanto a Avaliação:

Ø    É importante avaliar a caminhada da catequese.Esta pode ser feita no grupo de  catequistas.Lembre-se que avaliar não é defender ou acusar o trabalho nosso ou dos outros.Devemos ter a coragem de nos questionar para crescer.

 

Recursos na catequese:

Ø    Não se trata de usar instrumentos caros e complicados,basta ter criatividade e usar o que tiver à mão.O testemunho é o melhor recurso para o catequizando.O material didático não substitui a palavra de Deus.
Ø    Há muitas outras maneiras de expressão alem da palavra,do discurso, e esta nem sempre é a melhor maneira de comunicação.
Ø    Usar recursos, dinâmicas, técnicas que eduquem para valores evangélicos.


          Quanto à Missão dos Catequistas

Ø    A missão da catequese é juntar fé à vida,na comunidade.Para conseguir isso,a catequese deve sempre se lembrar da maneira como Deus se revelou a seu povo.

Ø    O catequista deve procurar ver os acontecimentos e as situações que vivemos hoje,a luz da Palavra de Deus,para continuar a mesma caminhada do Povo de Deus,nas nossas comunidades.


Jesus Cristo ensina a ter objetivos claros e ações concretas: ‘De fato, se algum de vocês quer construir uma torre, não se senta primeiro para calcular os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar?’ (Lc 14,28)”. 


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Nossa Senhora da Luz


Quarenta dias após o  Natal (2 de Fevereiro) é celebrada a festa da apresentação do Menino Jesus no templo e da purificação de Nossa Senhora.


Pode-se dizer que a devoção a Nossa Senhora das Candeias, ou Nossa Senhora da Candelária, ou Nossa Senhora da Luz, tenha duas origens, uma baseada em uma lenda das Ilhas Tenerife (Canárias) e outra pela devoção popular .
Origem pela Lenda: Conta-se que por volta de 1440, dois pastores guardavam seus animais perto de uma caverna na ilha de Tenerife, nas Canárias, e observaram, certo dia, que o gado se recusava a entrar na caverna, apesar de seus esforços. Os pastores entraram então na gruta e descobriram a imagem de uma Senhora com o filho no colo. Estranhando o ocorrido, foram relatar ao povo. Acudindo a população, inclusive o rei do país, ao local, observaram maravilhados a existência de numerosas candeias (velas) sustentadas por seres invisíveis que, com seus cânticos, ensinavam a maneira de render culto a Deus e a Virgem Maria . Começaram os nativos a honrar Aquela que amavam sem conhecer, até que um cristão espanhol, casualmente, ali desembarcou nos fins do século XV e explicou-lhes o mistério. Pouco depois, foram as ilhas conquistadas pelos castelhanos e, quando os Padres Jesuítas chegaram, não tiveram trabalho em converter aquele povo já tão devoto de Maria, a quem deram o título de Candelária, por causa das candeias que iluminavam a imagem. No inicio do século XVII, Antônio Martins Palma, natural da Ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, e sua mulher, navegando em direção às Índias Espanholas (América latina), foram surpreendidos por terrível tempestade, que pôs em perigo o navio do qual ele era capitão, e a vida de todos os passageiros. Recorreram, então, a Nossa Senhora da Candelária, venerada em sua pátria, e prometeram perpetuar a memória de sua proteção edificando-lhe um templo na primeira terra onde aportassem sãos e salvos. Esta terra foi o Rio de Janeiro, e os quase náufragos, ao desembarcarem, deram graças a Deus e à Virgem Maria.

Origem pela Devoção Popular: A origem da devoção à Senhora dasCandeias tem os seus começos no que é narrado por São Lucas no capítulo segundo de seu Evangelho, sobre apresentação do Menino Jesus no Templo e da purificação de Nossa Senhora, quarenta dias após o seu nascimento (sendo celebrada, portanto, no dia 2 de Fevereiro, 40 dias após o Natal do Senhor). De acordo com a tradição de Lei de Moisés, as mulheres, após darem à luz, ficavam impuras, devendo não ir ao Templo até quarenta dias após o parto. Nessa data, deviam apresentar-se diante do chefe dos sacerdote, a fim de apresentar o seu sacrifício (um cordeiro e duas pombas ou duas rolas) e assim purificar-se. Desta forma, José e Maria apresentaram-se diante de Simeão para cumprir o seu dever, e este, depois de lhes ter revelado maravilhas acerca do Filho que ali lhe traziam, teria-lhes dito: «Agora, Senhor, deixa partir o vosso servo em paz, conforme a Vossa Palavra. Pois os meus olhos viram a Vossa salvação que preparastes diante dos olhos das nações: Luz para aclarar as nações, e glória de Israel, vosso povo» (Lucas, 2, 29-33).
Com base na Apresentação de Jesus e Purificação da Virgem, nasceu a festa de Nossa Senhora da Purificação e do cântico de Simeão, que promete que Jesus será a luz que irá iluminar todos os povos, nasce a devoção a Nossa Senhora das Candeias, da Luz ou da Candelária, cujas festas eram geralmente celebradas com uma procissão de velas, a relembrar o fato.

                                                         
Nossa Senhora da Luz era tradicionalmente invocada pelos cegos (como afirma o Padre Antônio Vieira no seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus: «Perguntai aos cegos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Luz [...]»), e tornou-se particularmente cultuada em Portugal a partir do início do século XV; segundo a tradição, deve-se a um português, Pedro Martins, muito devoto de Nossa Senhora, que descobriu uma imagem da Mãe de Deus por entre uma estranha luz, no sítio de Carnide, nos arredores de Lisboa. Aí se fundou de imediato um convento e igreja a ela dedicada, que conheceu grande incentivo devido à ação da jovem filha de D. Manuel I e sua terceira esposa, D. Leonor de Áustria. A partir daí, a devoção à Senhora da Luz cresceu, e com a expansão do Império Português, também se dilatou pelas regiões colonizadas. É a santa padroeira das ilhas Canárias, sob o nome de Nossa Senhora da Candelária. Mas especial destaque vem para o Brasil, onde é a santa padroeira da cidade de Curitiba, capital do Paraná, Guarabira, na Paraíba ou ainda de Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul. A Bahia tem-se uma devoção especial por ela e em nossa Candeias, Minas Gerais. Aqui, a presença abundante da árvore de candeia, deve ter exercido uma influência marcante na escolha e na invocação de Maria entre nós como a Virgem das Candeias.
Fonte: http://www.paroquianossasenhoradascandeias.com/devocao.htm


Carta de São João Bosco aos Jovens


O demônio tem normalmente duas artimanhas principais para afastar da virtude os jovens. A primeira consiste em persuadi-los de que o serviço de Deus exige uma vida triste sem nenhum divertimento nem prazer. Mas isto não é verdade, meus caros jovens. Eu vou lhes indicar um plano de vida cristã que poderá mantê-los alegres e contentes, fazendo-os conhecer ao mesmo tempo quais são os verdadeiros divertimentos e os verdadeiros prazeres, para que vocês possam exclamar com o santo profeta Davi: “Sirvamos ao Senhor na santa alegria”.
A segunda artimanha do demônio consiste em fazê-los conceber uma falsa esperança duma longa vida que permite converter-se na velhice ou na hora da morte. Prestem atenção, meus caros jovens, muitos se deixaram prender por esta mentira. Quem nos garante que chegaremos à velhice? Se se tratasse de fazer um pacto com a morte e de esperar até então... Mas a vida e a morte estão entre as mãos de Deus que dispõe de tudo a seu bel-prazer.
E mesmo se Deus lhes concedesse uma longa vida, escutai, entretanto, sua advertência: “O caminho do homem começa na juventude, ele o segue na velhice até a morte”. Ou seja, se, jovens, começamos uma vida exemplar, seremos exemplares na idade adulta, nossa morte será santa e nos fará entrar na felicidade eterna.
Se, pelo contrário, os vícios começam a nos dominar desde a juventude, é muito provável que eles nos manterão em escravidão toda a nossa vida até a morte, triste prelúdio de uma eternidade terrível.
Para que esta infelicidade não lhes aconteça, eu lhes apresento um método de vida alegre e fácil, mas que lhes bastará para se tornarem a consolação de seus pais, a honra da pátria de vocês, bons cidadãos da terra, em seguida felizes habitantes do céu...
Meus caros jovens, eu os amo de todo o meu coração e basta-me que vocês sejam jovens para que eu os ame extraordinariamente. Eu lhes garanto que vocês encontrarão livros que lhes foram dirigidos por pessoas mais virtuosas e mais sábias que eu em muitos pontos, mas dificilmente vocês poderão encontrar algum que os ame mais que eu em Jesus Cristo e deseja mais a felicidade de vocês.
Conservem no coração o tesouro da virtude, porque possuindo-o, vocês têm tudo, mas se o perderem, vocês se tornarão os homens mais infelizes do mundo. Que o Senhor esteja sempre com vocês e que Ele lhes conceda seguir os simples conselhos presentes, para que vocês possam aumentar a glória de Deus e obter a salvação da alma, fim supremo para o qual fomos criados. Que o Céu lhes dê longos anos de vida feliz e que o santo temor de Deus seja sempre a grande riqueza que os cumule de bens celestes aqui e por toda a eternidade.
Vivam contentes e que o Senhor esteja com vocês. Seu muito afeiçoado em Jesus Cristo.

João Bosco - Sacerdote.

Fonte: http://catecismojovem.blogspot.com.br/2011/10/carta-de-sao-joao-bosco-juventude.html

SÃO JOÃO BOSCO


Em  31 de Janeiro é comemorado o dia de São João Bosco, um dos Santos mais populares da Igreja e do mundo. Foi sua missão específica a educação cristã da juventude, num tempo em que essa porção da sociedade humana começava a ser atacada por novos e perigosos inimigos.
Para o desempenho da sua missão salvadora, jamais o Céu lhe faltou com extraordinários dotes humanos e sobrenaturais.

João Bosco nasceu no Colle dos Becchi, no Piemonte, Itália, uma localidade junto de Castelnuovo de Asti (agora chama-se Castelnuovo Dom Bosco) a 16 de agosto de 1815. Era filho de humilde família de camponeses. Órfão de pai aos dois anos, viveu sua mocidade e fez os primeiros estudos no meio de inumeráveis trabalhos e dificuldades. Desde os mais tenros anos sentiu-se impelido para o apostolado entre os companheiros. Sua mãe, que era analfabeta, mas rica de sabedoria cristã, com a palavra e com o exemplo animava-o no seu desejo de crescer virtuoso aos olhos de Deus e dos homens.
Mesmo diante de todas as dificuldades, João Bosco nunca desistiu. Durante um tempo foi obrigado a mendigar para manter os estudos. Prestou toda a espécie de serviços. Foi costureiro, sapateiro, ferreiro, carpinteiro e, ainda nos tempos livres, estudava música.
Queria vivamente ser sacerdote. Dizia: "Quando crescer quero ser sacerdote para tomar conta dos meninos. Os meninos são bons; se há meninos maus é porque não há quem cuide deles". A Divina Providência atendeu os seus anseios. Em 1835 entrou para o seminário de Chieri.
Ordenado Sacerdote a 5 de junho de 1841, principiou logo a dar provas do seu zelo apostólico, sob a direção de São José Cafasso, seu confessor. No dia 8 de dezembro desse mesmo ano, iniciou o seu apostolado juvenil em Turim, catequizando um humilde rapaz de nome Bartolomeu Garelli. Começava assim a obra dos Oratórios Festivos, destinada, em tempos difíceis, a preservar da ignorância religiosa e da corrupção, especialmente os filhos do povo.
Em 1846 estabeleceu-se definitivamente em Valdocco, bairro de Turim, onde fundou o Oratório de São Francisco de Sales. Ao Oratório juntou uma escola profissional, depois um ginásio, um internato etc. Em 1855 deu o nome de Salesianos aos seus colaboradores. Em 1859 fundou com os seus jovens salesianos a Sociedade ou Congregação Salesiana.
Com a ajuda de Santa Maria Domingas Mazzarello, fundou em 1872 o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora para a educação da juventude feminina. Em 1875 enviou a primeira turma de seus missionários para a América do Sul.
Foi ele quem mandou os salesianos para fundar o Colégio Santa Rosa em Niterói, primeira casa salesiana do Brasil, e o Liceu Coração de Jesus em São Paulo. Criou ainda a Associação dos Cooperadores Salesianos. Prodígio da Providência divina, a Obra de Dom Bosco é toda ela um poema de fé e caridade. Consumido pelo trabalho, fechou o ciclo de sua vida terrena aos 72 anos de idade, a 31 de janeiro de 1888, deixando a Congregação Religiosa Salesiana espalhada por diversos países da Europa e da América.
Se em vida foi honrado e admirado, muito mais o foi depois da morte. O seu nome de taumaturgo, de renovador do Sistema Preventivo na educação da juventude, de defensor intrépido da Igreja Católica e de apóstolo da Virgem Auxiliadora se espalhou pelo mundo inteiro e ganhou o coração dos povos. Pio XI, que o conheceu e gozou da sua amizade, canonizou-o na Páscoa de 1934.
Apesar dos anos que separam os dias de hoje do tempo em que viveu Dom Bosco, seu amor pelos jovens, sua dedicação e sua herança pedagógica vêm sendo transmitidos por homens e mulheres no mundo inteiro.



Hoje Dom Bosco se destaca na história como o grande santo Mestre e Pai da Juventude.
Embora tenha feito repercutir pelo mundo o seu carisma e o sistema preventivo de salesiano, que é baseado na Razão, na Religião e na Bondade, Dom Bosco permaneceu durante toda a sua vida em Turim, na Itália. Dedicou-se como ninguém pelo bem-estar de muitos jovens, na maioria órfãos, que vinham do campo para a cidade em busca de emprego e acabavam sendo explorados por empregadores interessados em mão-de-obra barata ou na rua passando fome e convivendo com o crime.
Com atitudes audaciosas, pontuadas por diversas inovações, Dom Bosco revolucionou no seu tempo o modelo de ser padre, sempre contando com o apoio e a proteção de Nossa Senhora Auxiliadora. Aliás, o sacerdote sempre considerou como essencial na educação dos jovens a devoção à Maria.
Dom Bosco ficou muito famoso pelas frases que usava com os meninos do oratório e com os padres e irmãs que o ajudavam. Embora tenham sido criadas no século passado, essas frases, ainda hoje, são atuais e ricas de sabedoria. Elas demonstram o imenso carinho que Dom Bosco tinha pelos jovens.
Entre alguns exemplos, "Basta que sejam jovens para que eu vos ame.", "Prometi a Deus que até meu último suspiro seria para os jovens.", "O que somos é presente de Deus; no que nos transformamos é o nosso presente a Ele", "Ganhai o coração dos jovens por meio do amor", "A música dos jovens se escuta com o coração, não com os ouvidos."
O método de apostolado de Dom Bosco era o de partilhar em tudo a vida dos jovens; para isto no concreto abriu escolas de alfabetização, artesanato, casas de hospedagem, campos de diversão para os jovens com catequese e orientação profissional; foi por isso a Igreja reza: "Deus suscitou São João Bosco para dar à juventude um mestre e um pai".
De estatura atlética, memória incomum, inclinado à música e a arte, Dom Bosco tinha uma linguagem fácil, espírito de liderança e ótimo escritor. Este grande apóstolo da juventude foi elevado para o céu em 31 de janeiro de 1888 na cidade de Turim; a causa foi o outros, já que afirmava ter sido colocado neste mundo para os outros.





domingo, 27 de janeiro de 2013

Oração do Ano da Fé


É acreditando com o coração que você é justificado, e fazendo a declaração com os seus lábios que você é salvo
(Rm 10, 10)

Que o Ano da Fé guie todos os crentes a decorar o creio e a dizer isto todos os dias como uma oração, então a respiração estará de acordo com a fé
(Do Subsídio Pastoral para o Ano da Fé)

Amados irmãos e irmãs, é com alegria que gostaríamos de compartilhar com vocês que, para o Ano da Fé, a oração proposta foi o “Credo Niceno”¹, ou “Creio”.

Em geral, rezamos o “Credo dos Apóstolos”, assim chamado por ser um resumo fiel à fé dos apóstolos² e por ser o “mais antigo catecismo romano”4.

 O “Credo Niceno”5 é resultado dos dois primeiros Concílios Ecumênicos³ e é “mais completo e detalhado” que o “Credo dos Apóstolos”.

Segue abaixo à oração. Que através dela possamos a cada dia professar e viver a nossa fé, além de estar em perfeita comunhão com nossa Santa e amada Igreja!


Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso
Criador do Céu e da Terra,
de todas as coisas visíveis e invisíveis.

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigénito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Deus de Deus, luz da luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro;
gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas.
E por nós homens e para nossa salvação
desceu dos Céus.
E encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria,
e se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos;
padeceu e foi sepultado.

Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as Escrituras;
e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai.
De novo há-de vir em sua glória
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu Reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida,
e procede do Pai e do Filho;
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas.

Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica.
Professo um só Baptismo para a remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos
e a vida do mundo que há-de vir. Ámen.


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O Catequista e o Ano da Fé


O Ano da Fé teve início dia 11 de outubro e se encerrará dia 24 de novembro de 2013. O Papa Bento XVI na Exortação Apostólica Porta Fidei, em que proclama o Ano da Fé, diz os objetivos: “Queremos uma conversão a Deus cada vez mais completa, para fortalecer a nossa fé n’Ele e para anuncia-lo com alegria ao homem do nosso tempo”. A Renovação da Fé deve ser prioridade!


Em síntese, o que devemos guardar sobre o Ano da Fé:

 1.  É também um ano para celebrar:
Ø  50 anos do Concílio Vaticano II (1962 a 1965).
Ø  20 anos do Catecismo da Igreja Católica (1992)
Ø  Assembleia Sinodal sobre a Nova Evangelização (que foi realizada em Roma mês passado).
 

2.   Finalidades do Ano da Fé:
§  Renovação da Igreja.

§  Nova Evangelização.


3.  Algumas ações fundamentais:

v  Refletir (aprofundar o conteúdo da fé).

v  Confessar a fé (confissão pública e individual do CREDO).

                v  Celebrar a fé  (na Liturgia).

                 v  Testemunhar a fé (caridade).

 4.  Os meios e instrumentos para realizar essa tarefa

a) O Catecismo da Igreja Católica (que contém a síntese ou conteúdo da fé).
b) A “história da fé” (memória dos homens e mulheres que testemunharam a fé ontem e hoje).
c) Testemunho da caridade, porque a fé sem obras é morta.
 

Algumas ações durante o Ano da Fé:

1.  Rever a Formação dos Catequistas

       Em que cremos?
 
       Por que cremos?

É preciso e possível proporcionar espaços de formação sobre o CREDO e sobre a Trindade. O Catecismo da Igreja Católica pode ser a fonte de inspiração. Também a Palavra de Deus que é a grande fonte da catequese. Mais do que a doutrina, a Palavra “amacia” o coração. 
Também é importante reforçar a formação básica dos novos catequistas. Sem formação a catequese perde seu vigor. Sem a verdadeira orientação sobre o núcleo da Fé cristã, o catequista costuma “encher” os encontros catequéticos de coisas que não são essenciais a fé, ao seguimento de Jesus Cristo. Daí a importância de reforçarmos a formação dos catequistas.


2. Cuidar da Espiritualidade do Catequista
Mais do que nunca será importante oferecer espaço de cultivo da intimidade com Deus. É possível pensar em manhãs, tardes ou dias de Espiritualidade (uma vez por semestre, pelo menos). Quem sabe até, um final de semana de retiro com o grupo de catequista.
Sem o cultivo da intimidade com o Amado, a vida vai perdendo o sabor, a catequese perde sua razão de ser. É a espiritualidade que mantem acesa a chama do Amor e a missão.

 3. Rever o Conteúdo da Catequese
Será importante rever o conteúdo da catequese que está sendo feita com crianças, jovens e adultos. Se o grupo usa um manual (livro) como instrumento, também deve ser avaliado. Há muitos “roteiros” ou “temas” dos encontros catequéticos que acentuam algum aspecto da história da salvação e não privilegia a vida de Jesus, por exemplo. Muitos manuais levam um ano para “contar” a história do povo de Jesus e há poucos temas sobre Jesus... Outros catequistas comunicam sua religiosidade pessoal (devoção) e não o essencial que é Jesus Cristo.
É preciso analisar, estudar o que é essencial a ser comunicado pela catequese, assim não perdemos tempo com o que é assessório. O Centro da Catequese é Jesus Cristo e sua mensagem: o Reino de Deus.

“Apresentar a pessoa de Jesus, sem maquiagem e fundamentalismos, como sentido máximo para a vida, muito além da Instituição, é fundamental! Proporcionar o encontro com Ele e a experiência do seu amor...Isso exige uma catequese mais “enxuta”, voltada para o essencial, despojada de tantos conteúdos e temas que podem ser compreendidos ao longo de toda a vida cristã”. Pe. Vanildo Paiva

Continuaremos a refletir sobre o catequista e o ano da fé...
Fonte: http://catequesenordeste3.blogspot.com.br/search/label/Ano%20da%20F%C3%A9