Catequistas de Conquista

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Eucaristia


O que é a Eucaristia?
Respostas do Catecismo da Igreja Católica
O que é a Eucaristia?
É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar pelos séculos, até seu retorno, o sacrifício da cruz, confiando assim à sua Igreja o memorial de sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, no qual se recebe Cristo, a alma é coberta de graça e é dado o penhor da vida eterna.
Quando Cristo instituiu a Eucaristia?
Instituiu-a na Quinta-feira Santa, "na noite em que ia ser entregue" (1Cor 11,23), celebrando com os seus Apóstolos a Última Ceia.
O que representa a Eucaristia na vida da Igreja?
É fonte e ápice de toda a vida cristã. Na Eucaristia, atingem o seu clímax a ação santificante de Deus para conosco e o nosso culto para com Ele. Ele encerra todo o bem espiritual da Igreja: o mesmo Cristo, nossa Páscoa. A comunhão da vida divina e a unidade do Povo de Deus são expressas e realizadas pela Eucaristia. Mediante a celebração eucarística, já nos unimos à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna.
Como Jesus está presente na Eucaristia?
Jesus Cristo está presente na Eucaristia de modo único e incomparável. Está presente, com efeito, de modo verdadeiro, real, substancial: com o seu Corpo e o seu Sangue, com a sua Alma e a sua Divindade. Nela está, portanto, presente de modo sacramental, ou seja, sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho, Cristo todo inteiro: Deus e homem.
O que significa transubstanciação?
Transubstanciação significa a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue. Essa conversão se realiza na oração eucarística, mediante a eficácia da Palavra de Cristo e da ação do Espírito Santo. Todavia, as características sensíveis do pão e do vinho, ou seja, as “espécies eucarísticas”, permanecem inalteradas.
O que se requer para receber a santa comunhão?
Para receber a santa Comunhão, deve-se estar plenamente incorporado à Igreja católica e estar em estado de graça, ou seja, sem consciência de pecado mortal. Quem estiver consciente de ter cometido um pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximar da comunhão. Importantes são também o espírito de recolhimento e de oração, a observância do jejum prescrito pela Igreja e a atitude do corpo (gestos, roupas), em sinal de respeito a Cristo.
"Na Eucaristia, nós partimos 'o único pão que é remédio de imortalidade, antídodo para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre' "(Santo Inácio de Antioquia)

O QUE É VIVER BEM?




O QUE É VIVER BEM?
Por Cora Coralina

Um repórter perguntou à CORA CORALINA (poeta que viveu até 95 anos) o que é viver bem?
Ela disse-lhe: “Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo prá você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais. Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros.
Então silêncio! Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não. Você acha que eu sou?
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor.Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.”
Cora coralina morreu em 1985 aos 95 de idade, cuidou do seu interior mais do que seu exterior, tinha todas as linhas da vida no rosto, e que vida !

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Santos














A vida dos Santos.

JESUS CRISTO é o único mestre da verdade,
o único modelo, o único mediador da vida do PAI.

São Francisco de Sales diz:
"Que são a vida dos Santos se não o Evangelho colocado em prática?"
Os Santos de Deus são aqueles heróis de JESUS CRISTO que, alcançando uma vitória sobre o demônio, o mundo e a carne, e praticando as virtudes em grau heróico, alcançaram a eterna bem-aventurança.
São modelos de vida em Cristo, e pelo seu testemunho são nossos intercessores junto a Deus.
O que fazer para participar dessa felicíssima glória na JERUSALÉM CELESTE?
Temos a Sagrada Escritura, os Mandamentos, os Sacramentos, a Doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana e os exemplos dos Santos.
Nenhuma pessoa humana chegou à eterna felicidade senão pela via da Cruz, e praticando as virtudes do Divino Mestre, da humildade, da paciência, da perseverança, mansidão, castidade, e um abrasado amor à Deus e ao próximo e uma rejeição ao mal e ao pecado.

A Virgem Maria e o Concílio Vaticano II


A Virgem Maria e o Concílio Vaticano II

Entrevista com o Secretário da Academia Pontifícia "Mariana Internationalis"

ROMA, sexta-feira, 3 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Neste sábado, 4 de junho, a Academia Pontifícia Mariana Internationalis organiza um seminário de estudos para preparar o 23º Congresso Mariológico Mariano Internacional, sobre "A mariologia a partir do Concílio Vaticano II: recepção, balanço e perspectivas".

Considerando o grande interesse por Nossa Senhora que existe entre os cristãos e mesmo entre os não cristãos, ZENIT entrevistou o padre Stefano Cecchin O.F.M., Secretário da Academia Pontifícia Mariana Internationalis (http://accademiamariana.org).

ZENIT: Quem era Maria e qual era o papel dela na história da salvação, segundo a religião cristã?

Padre Cecchin: Maria era a mãe de Jesus. Mas, por explícito desejo de Cristo, manifestado na cruz, ela é a mãe de todas as pessoas que se converteram a Cristo: é a mãe dos verdadeiros discípulos de Jesus. O papel fundamental de Maria na história da salvação foi dizer "sim". Então Cristo se encarnou, e foi por meio da encarnação que nós fomos salvos. Foi graças a ela que o Filho de Deus se tornou nosso irmão.

ZENIT: Apesar da natureza humana de Maria, os cristãos a colocam numa dimensão que vai além da santidade. Ela é invocada como a intercessora mais influente junto a Jesus. Por quê?

Padre Cecchin: A santidade está ligada à proximidade com Deus. E quem está mais perto de Deus do que ela? Ela carregou no ventre, durante nove meses, Aquele que vivia no seio do Pai (Jo 1,18)! Ou, como dizem os Padres da Igreja, "ela conteve em si mesma Aquele que nem os céus podem conter". Então a santidade de Maria é considerada a maior, porque é a mais próxima de Deus, a mais íntima, porque "a carne de Cristo é a carne de Maria" (Santo Agostinho). Jesus e Maria viveram unidos não só no sangue, mas também nos sentimentos, na fé, na vida, na morte. Ela foi assunta na glória com o Filho e ao lado dele. Quem pode apresentar as nossas necessidades a Jesus melhor do que ela? O amor que temos pela mãe de Jesus nos infunde a confiança de que ela não pode deixar de ouvir as nossas orações, e que, estando ao lado de Jesus, a nossa prece será ouvida por ele com certeza.

ZENIT: Como é que Maria pode ser um exemplo de virtude para o nosso tempo? Muitas mulheres dizem que Maria está longe demais da realidade terrena.

Padre Cecchin: A devoção do passado revestia Maria com mantos preciosíssimos, coroas... esquecia pouco a pouco a humanidade dela. A reviravolta antropológica do Concílio Vaticano II nos fez redescobrir "a mulher de Nazaré" na sua plena humanidade. Encontramos nela, ao lado de Jesus, uma mulher plenamente realizada, mas só depois de ter aceitado a vontade de Deus, que se revelava a ela no seu constante caminho de fé, que a torna verdadeira discípula de Cristo. Em Maria nós achamos todas as expressões da humanidade que acolhe um filho, que a enche de responsabilidade, que o faz crescer, que o educa... Ela fica viúva, vê o filho sair de casa, ser amado mas incompreendido até chegar à cruz. O que pode ser mais terrível para uma mãe do que ver um filho inocente morrendo assim? Redescobrir a humanidade de Maria, a missão de educadora do homem Jesus, com todas as suas características psicológicas, nos faz confiar nela não só como uma amiga que entende a nossa situação humana, mas também como um modelo que nos mostra que é possível viver o evangelho em plenitude.

ZENIT: São inumeráveis os fenômenos de devoção a Nossa Senhora. Milhões de pessoas rezam a ela todo dia. Como o senhor encara fenômenos como o de Medjugorje?

Padre Cecchin: Todo dom de Deus é graça. Mas não pode ser um acréscimo ao dom da Revelação, que já está contido nas Sagradas Escrituras e que é retamente interpretado pela Igreja. Pessoalmente, eu encontro a Deus, Maria e os santos na liturgia da Igreja, que muitos deveriam descobrir como lugar normal em que Deus se manifesta! Depois, eu também amo os santuários, lugares de peregrinação que fazem muito bem para o espírito.

ZENIT: A sua academia está preparando o 23º Congresso Mariológico Mariano Internacional sobre a mariologia a partir do ConcílioVaticano II. Pode nos falar dos conteúdos e da finalidade?

Padre Cecchin: Neste dia 4 de junho vamos ter um seminário na Universidade Pontifícia Antonianum (Via Merulana, 124, Roma), como preparação para esse evento, que é chamado também de "Concílio dos peritos em mariologia". A cada quatro anos, os mariólogos do mundo inteiro se encontram nesse congresso para juntar os resultados dos seus estudos sobre a Virgem Maria. Neste seminário nós vamos preparar o tema e o foco, para delinear os campos de estudo futuro da mariologia.

Antonio Gaspari

A Virgem Maria foi destinada para dar ao Senhor uma digna morada


A Virgem Maria foi destinada para dar ao Senhor uma digna morada

O capítulo nono dos Provérbios é aberto com este versículo: "A sabedoria edificou para sí uma casa". Qual é esta sabedoria e que morada construiu ela para seu uso? São Bernardo nos responde: "Esta sabedoria que era de Deus e que era Deus, vinda a nós do seio do Pai, construiu para si uma casa, e esta casa foi a Virgem Maria, sua Mãe." [1].

Casa Decorada pelo Divino Arquiteto
Corroborado pelas opiniões do santo Abade de Claraval e de outros eminentes varões da Igreja, escreve o Padre Paulo Ségneri, afamado jesuíta e pregador na Corte Pontifícia, no século XVII:

"Segundo os santos doutores, a casa que a Sabedoria para si edificou é a Virgem Santa que o Verbo escolheu desde toda a eternidade por Mãe. Agora, um rei poderoso e rico que deseje construir para si uma mansão, deseja, ao mesmo tempo, que nada se economize para a retidão, ornamento e magnificência do edifício.

A Sabedoria Eterna faria menos pela sua morada?

"Não. O Verbo, tendo resolvido tomar um corpo humano no seio de uma Virgem, e de nele permanecer nove meses, não descuidou nada para adornar este templo de sua divindade, para enriquecê-lo de todos seus dons, em uma palavra, para torná-lo digno de si. Deste modo a Escritura fala do Verbo sob o nome de Sabedoria, 'Sapientia ædificavit sibi domum', a fim de assinalar nos que é a a sabedoria que Ele emprega, para escolher e formar uma criatura da qual jamais se envergonhará o Filho.

"O Verbo, pois, como hábil arquiteto que nada deixa irregular, nada defeituoso, na obra prima de sua arte, e que lhe dá, ao contrário, toda a perfeição que é capaz, o Verbo, disse, longe de suportar em sua Mãe qualquer desordem, qualquer defeito, terá prazer em aperfeiçoá-la, como em una obra à qual preside sua sabedoria infinita.

"Que prova não é necessária, depois disso, das grandes prerrogativas da Santíssima Virgem? Pode alguém negar-lhe alguma, quando se faz a reflexão de que ela é a casa que a Sabedoria edificou para si: Sapientia ædificavit sibi domum?" [2].

Na mesma linha seguem os comentários do Padre Jourdain:

"Não a um homem, senão ao próprio Deus era mister preparar uma residencia, a qual em tudo fosse digna do hóspede divino que a ocuparia, não por um dia, de passagem, senão que para nela habitar e dela tomar os elementos de uma nova vida . (...)

"Tal mansão está necessariamente ao abrigo de qualquer mácula. Ou seja, Maria, Mãe do Deus feito homem, criada e preparada por ele para encarnar-se seu seio, foi necessariamente livre de qualquer falta, seja atual, seja original. [...] Isto não basta, agrega ainda Santo Agostinho; conviria que Ela fosse adornada e enriquecida de todas as virtudes: «O Filho de Deus não construiu jamais uma casa mais digna de Si que Maria. Esta habitação nunca foi assaltada por ladrões, jamais atacada pelos inimigos, nunca despojada de seus ornamentos». (...)

A mais ilustre habitação de Deus
"São Pedro Damião e São Jeronimo, assim entendem o capítulo III de Isaías: a Santíssima Virgem é verdadeiramente a casa de Deua, ou melhor, o palácio ou a corte real onde o Filho do Rei Eterno, revestido de nossa carne, fez sua entrada neste mundo. «O palácio sagrado do Rei, única habitação d'Aquele que nenhum lugar pode conter», como disse Santo André de Creta. (...)

"A Santíssima Virgem Maria é, por tanto, a casa de Deus. Se, como disse o Apóstolo, «os que vivem castamente são o templo de Deus», a Virgem, a castíssima Mãe de Deus poderia não sê-lo? Sim, Ela o é, e jamais possuiu Deus morada mais digna de Si. Por isto diz São Gregório: «Salve, templo vivo da Divindade! Salve, casa equivalente ao Céu e à Terra! ¡Salve, templo digno de Deus!»" [3]

Habitação adornada com as mais belas prendas
E Santo Afonso de Ligório, citando o Doutor Angélico, comenta:
"Devem ser santas e limpas todas as coisas destinadas a Deus. Por isso David, ao traçar o plano do templo de Jerusalém com a magnificência digna do Senhor, exclamou: Não se prepara a morada para algum homem, sinão que para Deus (IPar. XXIX, 1). Agora o soberano Criador havia destinado Maria para Mãe de seu próprio Filho. Não devia, então, adornar-lhe a alma com todas as mais belas prendas, tornando-a digna habitação de um Deus?

"Afirma o Beato Dionísio Cartuxo: O divino artífice do universo queria preparar para seu Filho uma digna habitação, e por isso ornou Maria com as mais encantadoras graças. Dessa verdade nos assegura a própria Igreja. Na oração depois da Salve Rainha, certifica que Deus preparou o corpo e a alma da Santíssima Virgem, para ser na Terra digna habitação de seu Unigênito" [4].

A morada do Rei Crucificado
Finalmente, outro aspecto - talvez mais sublime que os demais-- de Maria Santíssima como casa de Deus, nos é apresentado por Santo Ambrósio, o pai da Mariologia ocidental. Comentando o Evangelho de São Lucas (XXIII, 33-49), designa ele a Nossa Senhora, junto à Cruz, como sendo "a morada do Rey" [5].

A isto observa, por sua vez, o beneditino Dom Manuel Bonaño: "A Virgem é a corte, o palácio, a morada por excelência do grande Rei. Aos pés da Cruz, quando Nosso Senhor é abandonado por todos, Ela continua sendo sua morada, como o foi na Encarnação" [6].

Maria, templo onde Jesus quer ser invocado
Oh Jesus que vives em Maria, venha e viva em vossos servos, no espirito de vossa santidade, diz a conhecida Oração a Jesus em Maria. Comentando esta passagem, assim se expressa o Professor Plinio Corrêa de Oliveira:
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"Jesus viveu em Maria, e, de Maria, Jesus se comunicou aos homens. Nossa Senhora é o sacrário onde está Nosso Senhor Jesus Cristo, e o santuário de dentro do qual todas as graças se difundem para o gênero humano.

"Por isso, devemos rezar a Jesus como vivendo em Maria, porque Ele quer ser invocado dentro de seu templo, que é a Santíssima Virgem. Pedir o que a Ele? Que Ele venha e viva em nós, como vivia n'Ela.

"Viver em nós, quer dizer, é ter o espírito da santidade de Jesus Cristo, que é o espírito da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. E é, portanto, o espírito «ultramontano», a expressão mais característica do espírito da Santa Igreja.

"Isto é o que devemos pedir a Jesus, por meio de Nossa Senhora, como vivendo n'Ela." [7]

Por Mons. João Scognamiglio Clá Dias
Fonte: http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=art&cat=110&scat=82&id=5389

Maria


Uma só Maria em todas as "nossas senhoras"
Epíteto é uma palavra qualificando o nome de uma pessoa. Celebridades, reis e santos tem epítetos após o nome. É um título! Ex. Átila, o flagelo de Deus. Napoleão, o corso (Ilha de Córsega, onde ele nasceu). São Boaventura, o doutor seráfico. São João Maria Vianney, o cura d´Ars. Rui Barbosa, a águia de Haia. Os títulos após um nome ou são honoríficos ou são uma espécie de ‘apelido’ que caracteriza alguém: o que fez, foi ou pelo seu modo de ser. A bíblia acrescenta títulos aos nomes, a começar pelo de Jesus: o Nazareno (Mt.2,23). Há no Novo Testamento mais de 100 títulos apostos ao nome de Jesus: o Messias; o Verbo de Deus; o Ungido de Deus; o Emanuel (Deus conosco); o primogênito de toda a criação; a cabeça da Igreja etc. Indicam o amadurecimento da fé em Cristo ressuscitado no início da Igreja. São Marcos (2,17) informa: Jesus deu aos dois apóstolos irmãos, Tiago e João, um epíteto: Boanerges, isto é, filhos do trovão.


Ora, no Evangelho de Lucas a primeira referência à pessoa de Maria é um título dado a ela pelo mensageiro de Deus: “ó cheia de graça!” (Lc.1,28). Jesus chama sua mãe de Mulher: nas Bodas de Caná e no Calvário (Jo.2,4); (Jo.19,26). “Mulher, eis aí teu filho!” Isto revela a convicção dos primeiros cristãos no papel de Maria na salvação realizada por Jesus. Ela é a nova Eva, prevista no livro do Gênesis (3,15), como a vencedora futura do demônio. Vitória confirmada no livro do Apocalipse, cap. 12, que fala do grande sinal que apareceu no céu: uma mulher vestida de sol, a lua debaixo dos pés e uma coroa de 12 estrelas na cabeça. Por isso, a reflexão cristã deu à Maria desde os primeiros tempos o título: Imaculada! Ela é ainda chamada de: Mãe de Deus e de Sempre Virgem. O título de “nossa senhora” vem desde o 1º século. Segundo a pesquisa histórica e a iconografia (arte de representar por imagens), as primeiras imagens de Nossa Senhora seriam as chamadas “virgens orantes“ das catacumbas romanas. Maria é representada de pé, braços elevados em atitude de oração. A origem da veneração à Maria para o culto litúrgico e a devoção popular, nasceu da excelência da Mãe de Deus no evangelho: do seu papel na missão de Jesus, de sua condição de discípula-modelo para os cristãos. Essa é a causa dos inumeráveis títulos das “nossas senhoras” pelo mundo afora.

Não raro os títulos “nossa senhora” traduzem os anseios das pessoas, grupos ou povos. Assim os escravos negros eram devotos de Nossa Senhora do Rosário. Com o tempo o culto litúrgico à Mãe de Jesus e as invocações populares (ladainhas, novenas, terço) multiplicaram as “nossas senhoras”. Lembravam os locais onde Maria viveu (Belém, Nazaré); os episódios narrados nos Evangelhos (Ex: a Natividade; a Anunciação); o papel dela na missão de Jesus; um local onde aconteceram fatos extraordinários (Lourdes, Fátima, aparecida). Enfim, Maria é uma só em seu corpo terreno. Os títulos referem-se à sua condição glorificada, à íntima e inseparável união com o Filho ressuscitado. A grande imprensa não sabe distinguir isso. Um cristão consciente deve saber! Nomes e títulos de “nossa senhora” devem nos conduzir à escuta da Palavra de Deus e ao amor a Jesus Cristo. “Todas as gerações me chamarão: bem-aventurada!”


Pe. Antonio Clayton Sant ´Anna – CSsR
Diretor da Academia Marial de Aparecida

Fonte :http://www.a12.com/santuario/academia/artigos.asp?art=54&lang=pt

O poder da oração


Estudos Revelam o Poder da Oração
Este estudo foi conduzido pelo Dr. Randolph Byrd, um especialista de doenças do coração do Hospital Geral de San Francisco, EUA.
Dr. Byrd escolheu 400 pacientes que foram admitidos à unidade de tratamento intensivo de doenças do coração. Ele dividiu essas pessoas em 2 grupos: um grupo recebeu cuidados médicos rotineiros do hospital, chamados de "grupo de controle"; o segundo grupo recebeu não somente cuidados médicos rotineiros mas também orações, esses foram chamados de "grupo de orações."
Para eliminar qualquer preconceito de seleção, ele deixou um computador determinar quais pacientes iriam fazer parte de cada grupo. As pessoas que se reuniram para orar pelo grupo de orações receberam apenas o nome dos pacientes e informações básicas sobre sua condição médica. Todos os pacientes, pertencendo a ambos grupos, assinaram um formulário de autorização, no qual foram informados da possibilidade de que poderiam ou não receber orações em seu favor. Desta forma, nenhum dos pacientes sabia com certeza se estava recebendo orações em seu favor ao mesmo tempo, assim todos tiveram chances iguais.
Todos os pacientes, seus amigos e parentes tiveram liberdade para orar por si próprios caso o desejassem. Nenhuma sugestão foi dada de que deveriam orar por si mesmos.
Estes sendo grupos grandes, todos os fatores de chance se igualariam para se realizar uma comparação estrita entre o grupo de orações e o grupo de controle. Isso possibilitou aos pesquisadores estudar objetivamente o efeito das orações adicionais que foram realizadas pelo hospital.
Além disso, nem os funcionários do hospital, nem os pacientes sabiam quem estava recebendo orações. Isso é muito importante em um estudo científico, porque se os pacientes sabem ou descobrem sobre tais diferenças, então, sem dúvida alguma, eles podem melhorar ou piorar devido ao efeito placebo.
Por exemplo, a pessoa que está recebendo orações em seu favor, pode adquirir um estímulo psicológico extra, enquanto o outro que sabe que não está recebendo orações, pode se sentir destituído de algo que teria o potencial para sua melhora.
Da mesma forma, é importante que os funcionários do hospital não saibam qual paciente está participando em determinado grupo. Sem dúvida, se um membro do grupo de tratamento sabe da composição dos grupos, ele pode dar aos pacientes tratamento preferencial, dar mais atenção, ou passar, sem intenção, seu entusiasmo e esperança ao paciente. De acordo com as exigências de um estudo despreconceituoso e objetivo, todos os requerimentos foram observados.
Resultados do Estudo
O Dr. Byrd descobriu que o grupo que recebeu orações se saiu muito melhor do que o grupo que não havia recebido orações. Vários benefícios foram notados no grupo que recebeu orações. Eles tiveram menos probabilidade de desenvolver falha congestiva do coração e edema pulmonar, no qual os pulmões ficam cheios de fluído; eles tiveram 5 vezes menos a necessidade de usar antibióticos; apenas alguns tiveram que usar ventiladores e receber respiração artificial; apenas uns poucos desenvolveram pneumonia ou tiveram enfartos. Todos os benefícios mencionados acima foram estatisticamente significativos.
Oração Direta x Oração Indireta
Estudos seguindo estritos padrões de análise também foram realizados comparando a eficácia dos vários tipos de orações. Um destes estudos foi realizado pela Fundação Spindrift em Salem, Oregon, que se especializa nos estudos da oração.
Para o propósito deste estudo, orações foram classificadas em 2 tipos; a "oração direta" e "oração indireta." Vamos ver a definição dos dois tipos.
Uma oração direta tem um desejo específico e um resultado específico em mente.
A oração indireta é somente o conhecimento da existência da pessoa que irá receber a oração. Esta oração é simplesmente para manifestar o melhor potencial daquele indivíduo, ou para que o melhor resultado aconteça para aquela pessoa. A oração indireta é a oração do tipo "seja feita a tua vontade."
Este estudo foi também realizado com a germinação de sementes. As sementes que receberam orações sempre germinaram mais que as sementes que não receberam nenhuma oração, e as sementes que receberam orações indiretas germinaram mais do que as sementes que receberam orações diretas.
A Fundação Spindrift concluiu que os dois tipos de oração trazem benefícios, mas que as orações indiretas foram de 3 a 4 vezes mais efetivas.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Crisma


O Catecismo da Igreja Católica afirma: (1.286)

No Antigo Testamento os profetas anunciaram que o Espírito do Senhor repousaria sobre o Messias esperado em vista de sua missão salvífica. A descida do Espírito Santo sobre Jesus por ocasião de seu Batismo por João Batista foi o sinal de que era Ele Quem devia vir, que Ele era o Messias, o Filho de Deus. Concebido do Espírito Santo, toda a sua vida e toda a sua missão se realizam em uma comunhão total com o mesmo Espírito, que o Pai lhe dá “sem medida” (Jo 3, 34).

Ora, esta plenitude do Espírito não devia ser apenas a do Messias; devia ser comunicada a todo o povo messiânico. Por várias vezes Jesus prometeu esta efusão do Espírito, promessa que realizou primeiramente no dia da Páscoa (na Última Ceia) e em seguida, de maneira mais marcante, no dia de Pentecostes, em que os Apóstolos repletos do Espírito Santo, “proclamaram as maravilhas de Deus”.

Na sequência, os Apóstolos cumprindo a Vontade de Jesus, comunicaram aos neófitos, pela imposição das mãos, o dom do Espírito. É por isso mesmo que a imposição das mãos é reconhecida pela tradição católica como a origem do Sacramento da Confirmação que perpetua, de certo modo, na Igreja, a graça de Pentecostes.

Por outro lado é comum ouvir-se que a Crisma nos faz Soldados de Cristo; que confirma o Batismo; que é o Sacramento do Testemunho; o Sacramento da Ação Católica e o Sacramento da Juventude. Serão estas as suas melhores características?

Para se definir melhor o Sacramento da Crisma ou Confirmação, vamos esclarecer que todos os Sacramentos foram instituídos por Jesus e todos nos concedem o Espírito Santo, mas um deles, o Sacramento da Eucaristia, é por excelência o Sacramento de Cristo. No momento da Consagração na Santa Missa, acontece o fenômeno sobrenatural da “Transubstanciação”, o Espírito Santo transforma o pão e o vinho em Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Então, este fica sendo mais específicamente o Sacramento de Jesus.

Confirmando, todos os Sacramentos são do Espírito Santo, porque em todos eles, temos a ação dinâmica e poderosa do Espírito Santo, mas num deles, o Sacramento da Crisma ou Confirmação, é, por excelência, o Sacramento do Espírito Santo.

Para melhor compreendermos o sentido deste Sacramento, vemos pela Sagrada Escritura que o Espírito Santo tem uma dupla função: “a de dar a vida ou suscitar a vida” e a função de “levar a vida até sua perfeição”. São duas funções plenamente distintas e que se completam. Pelo Batismo, o Espírito Santo nos concede a “Vida Divina”, e no Sacramento da Crisma recebemos o Espírito Santo para chegarmos a “Perfeição” no cumprimento da missão existencial.

O Filho de Deus tornou-se Homem por obra do Espírito Santo. Ele era Messias, isto é, sacerdote, rei e profeta desde sua encarnação. Mas antes de exercer a sua Missão Messiânica, Jesus foi ungido pelo Espírito Santo, no dia de seu Batismo no Rio Jordão.

De modo semelhante também nós. Recebemos o “dom da nova vida” no Batismo por obra do Espírito Santo, oportunidade em que nos tornamos com Cristo, sacerdotes, reis e profetas. Outra realidade é exercer esta função em toda a sua plenitude em nossa vida cristã. Então existe também para nós o dia de Pentecostes. Na nossa Crisma ou Confirmação nós somos ungidos pelo dom do Espírito Santo para que possamos exercer a nossa função de reis e rainhas no Reino de Deus, como senhores e senhoras do mundo; como profetas e profetisas, para indicar as realidades do Reino de Deus a todos os homens; e primordialmente, como sacerdotes e sacerdotisas, para encaminhar e orientar tudo para o seu fim último que é Deus. Este é o sentido da Crisma, “o nosso Pentecostes”, que nos dá o Espírito Santo para “levarmos até a perfeição os dons que recebemos no Batismo”, para vivermos com santidade em todas as circunstâncias de nossa vida, no trabalho, no lar, nas alegrias e tristezas, na construção do mundo e no culto, segundo a Vontade do Pai Eterno. Então realmente podemos afirmar que a Crisma ou Confirmação é por excelência o Sacramento do Espírito Santo.

“Os Candidatos a Crisma”.

Continua o costume de se crismar as crianças na Igreja pela idade dos sete a oito anos, com o uso da razão. Admite-se no entanto que, por motivos pastorais, para uma melhor preparação e engajamento, seja adiada a Confirmação para uma idade que pareça mais conveniente.

O novo ritual aconselha que o Padrinho da Crisma, seja o mesmo do Batismo, mas não se proíbe a escolha por parte do crismando ou da família de um novo Padrinho. Mas o importante e essencial, sobretudo, que eles sejam cristãos praticantes e tenham todas as condições exigidas pela Igreja, conforme vimos no Sacramento do Batismo.

A cerimônia geralmente é realizada durante a celebração da Santa Missa.

O Ministro da Crisma normalmente é o Bispo Diocesano. Isso significa dizer que a Confirmação está intimamente ligada à primeira efusão do Espírito Santo no dia de Pentecostes. Os Bispos, como os Apóstolos, continuam a exercer a função de transmitir o Espírito Santo àqueles que creram e foram batizados. Todavia, em casos especiais, o sacerdote também pode administrar o Sacramento da Crisma.

“Rito da Crisma ou Confirmação”.

Às vezes falamos em quem vai administrar a Crisma, ou em quem vai receber aCrisma, mas na realidade a Igreja é quem celebra a Crisma ou Confirmação, em todas as oportunidades. Como a Festa de Pentecoste é celebrada por toda Igreja, assim também a celebração da Crisma ou Confirmação numa comunidade eclesial constitui realmente uma celebração do Mistério de Pentecostes, ou seja, a comunidade reunida celebra alegremente o Pentecostes de seus irmãos batizados.

A Santa Missa começa como de costume, com cantos e orações especiais, podendo, é claro, haver uma entrada solene dos candidatos, junto com o celebrante.

Na homilia, a Igreja costuma contemplar o plano de Deus revelado na História da Salvação da humanidade.

Concluída a Liturgia da Palavra, os candidatos são apresentados ao Bispo, pelo Pároco, ou por algum outro presbítero, ou por um ministro ou ainda, pelo (a) catequista que os preparou para a Crisma.

O Bispo ou Celebrante lhes dirige a palavra numa pequena mas objetiva homilia sobre o Plano de Deus de Salvação da humanidade, e logo a seguir, é feita a Renovação das promessas do Batismo, com a resposta de cada crismando.

Estando todos em atitude de fé e de conversão, Deus se faz presente pelo sinal da Graça. Desde o Antigo Testamento, e também no tempo dos Apóstolos, conhecem-se dois gestos de doação do Espírito Santo: a imposição das mãos e a unção. Os dois gestos têm o mesmo significado: a transmissão do Espírito Santo.

O Bispo, tendo em torno de si os presbíteros, convida toda a assembléia a rezar, suplicando que o Pai envie o Espírito Santo sobre cada crismando, confirmando-os com seus dons. E todos rezam por algum tempo em silêncio.

“Imposição das Mãos”.

O Bispo impõe as mãos sobre cada confirmando dizendo a oração: “Deus Todo-Poderoso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, pela água e pelo Espírito Santo, fizestes renascer estes vossos servos, libertando-os do pecado, enviai-lhes o Espírito Santo Paráclito; dá-lhes, Senhor, o espírito de sabedoria e inteligência, o espírito de conselho e fortaleza, o espírito de ciência e piedade e enchei-os do espírito do vosso temor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.

“Unção com o óleo santo crisma”.

A seguir, o crismando com seu Padrinho, o qual coloca a mão sobre o ombro direito do afilhado, aproximam-se do Bispo, atendendo ao chamado do locutor.

O Bispo unge a fronte do crismando, dizendo a forma da Confirmação:

“Nome........, recebe, por este sinal, o Dom do Espírito Santo”.

“Oração dos Fiéis”.

A seguir, acontece a Oração dos Fieis, quando toda a Igreja se une em oração, pedindo a Deus que os confirmados possam viver de acordo com a sua vocação; que os pais, parentes e padrinhos, possam ter a força de ajudá-los a seguir o caminho do bem que decidiram encetar.

Na continuidade a Santa Missa segue o seu Rito habitual até o final.
Fonte: http://apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com/crisconfir.html

Batismo I


As famílias são a base de nossa sociedade e de nossa nação. Todavia, infelizmente, emnosso século XXI, muitas estão mergulhadas num sono de indiferença e de interesses pessoais, que conduz os seus membros a um assustador e impressionante “caos familiar” . De modo lamentável e sem uma causa real, está acontecendo à separação de muitos casais, o aumento da liberdade sexual dos homens e o consequente recrudescimento da emancipação sexual precoce da mulher, inclusive, com o absurdo crescimento de uma anormalidade totalmente irracional: das mulheres procurarem ser mães mesmo não estando casadas!

Esta realidade levou muitos pesquisadores a buscarem caminhos para explicar aquelas ocorrência, atribuindo-as principalmente, a secularização dos costumes, com o gradual e continuo afastamento de Deus e das coisas sagradas, numa verdadeira dessacralização dos costumes. Também não pode ser esquecida, a irrestrita permissividade, atitudes de emacipação assumidas por jovens e adultos, em busca de uma liberdade que escraviza, que fere e distorce os conceitos da moral, da harmonia e da fidelidade. Junto com estes, muitos outros acontecimentos têm contribuído para o “caos familiar”, clamando por uma providência eficaz e imediata de cada pai e de cada mãe de família, que amam os seus filhos e quer a plena e total felicidade de cada um deles. Isto porque, a continuidade e o crescimento destes fatos, poderão conduzir a uma incontrolável “violência”, que resultará na companhia de uma abominável “impiedade”, aprofundando de modo terrível e perigoso a decaída moral, que envolta pelo ódio e pela irracionalidade fatalmente conduzirá as famílias ao abismo mais profundo da infelicidade! Por isso mesmo, torna-se imperioso, muito mais importante e merecedor dos melhores cuidados, a educação e o exemplo que os Pais devem dar aos seus filhos.

A responsabilidade dos Pais e Padrinhos deve ser assumida com consciência e decisão, a fim de que as crianças recebam em plenitude, os benefícios de uma harmoniosa e digna vivencia familiar. É assim que devem procurar viver como autênticos cristãos, no trabalho, no lar e no lazer. O “bom exemplo” que demonstrarem, será o melhor ensinamento para as crianças e sem dúvida, será uma contribuição concreta para a boa formação do caráter dos filhos e afilhados. Uma palavra de conselho ou repreensão, tem a sua validade nos momentos oportunos e adequados. Todavia, o “bom exemplo” dos Pais e também dos Padrinhos, são muito mais importantes e atuam decisivamente na vida do adolescente.

Isto significa dizer, que se os Pais e Padrinhos desejam que os seus filhos e afilhados sejam obedientes, dedicados ao trabalho, pessoas normais e tementes a Deus, comecem a educá-los desde criança, não se esquecendo todavia, de iniciar primeiro com a educação deles, ou seja, com a educação que eles precisam ter a fim de podê-la transmitir de modo eficiente e real aos seus filhos.

Vamos citar alguns exemplos para que o assunto fique bem claro:

1 – A mãe que trata os filhos na base do grito e da tapa, sem qualquer diálogo, não precisa esperar outro resultado. À medida que as crianças crescerem instintivamente vão dar o “troco”. A experiência comprova que aquelas crianças darão origem a pessoas cada vez mais violentas e agressivas.

2 – O pai que diante da televisão fica "elogiando" as mulheres que aparecem na tela, além de faltar com o respeito e consideração à própria esposa, enfraquece os laços da autoridade paterna e estimula o desejo da sexualidade nos seus filhos. Estas mesmas considerações são endereçadas as mães que têm igual procedimento diante da televisão, elogiando os homens que aparecem na tela.

3 – Pai ou Padrinho que gosta de ostentar o título de “conquistador”, inclusive que gosta de olhar para todas as mulheres na rua ou na praia, com certeza vai colocar uma terrível “minhoca” na cabeça de seus filhos, desenhando em seu subconsciente um conceito errado sobre a verdadeira vida em família. Estas mesmas considerações são endereçadas também as mães que têm igual procedimento em casa, na rua, ou na sociedade que frequentam.

4 – Mãe ou Madrinha que usam vestidos “muito decotados” , e também “muito curtos” ou “muito apertados” para realçar as suas formas, distorce completamente o sentido da boa moral familiar, deixando confusa a cabeça de um jovem em formação, ocasionando as reações mais diversas, como por exemplo: nervosismo, rancor, gestos bruscos, que são manifestações que atestam o repúdio do jóvem a aquele comportamento. Há homens que apreciam esta vaidade das mulheres e até aplaude! Mas com certeza, a maioria não desejaria que esta realidade acontecesse com as suas esposas e com as suas filhas.

5 – Por isso mesmo, cuidado com as Novelas da Televisão! Cuidado com os seus abomináveis exemplos. Muitas delas induzem ao crime, ao vício da bebida ou da droga e primordialmente, convida ao exercício do sexo prematuro, ao adultério, a traição conjugal, a briga entre os casais, assim como a separação e a busca de uma situação financeira confortável "a qualquer preço". Os Pais devem estar atentos e devem dar aos filhos uma explicação lógica e correta, sobre algum comportamento desajustado que for evidenciado na TV.

É extremamente edificante os Pais, nas oportunidades certas, procurar orientar os seus filhos pelo caminho do “bem”, dando o bom exemplo, estando sempre abertos ao diálogo, evitando “as mentiras”, sendo autênticos nos conselhos e orientações, ensinando o procedimento correto na convivência do lar e no ambiente social em que habitam, sobretudo, ensinando-os a rezar, a conhecer e amar a Deus. A presença do Senhor é primordialmente necessária no cotidiano da família. Por isso, ela deve ser cultivada com insistência e sinceridade.

Assim sendo, os Pais devem dispor de um tempo, pequeno que seja, para ensinar os filhos a rezar e lhes instruir com algum conhecimento de religião. Por isso, na faixa de idade recomendada, devem colocá-los no Catecismo Paroquial, a fim deles poderem conhecer os fundamentos da religião, os quais são importantes e necessários a vida de todos nós.

È necessário também, que as crianças acompanhem os seus pais nos passeios, nas compras, no lazer, na Igreja, a fim de que possam adquirir o hábito de valorizar ainda mais a companhia dos pais e assim, possam sentir prazer em copiar o bom exemplo, os ensinamentos e todas as suas orientações paternas.

Ao transmitir a educação aos seus filhos, os Pais deverão também ter o cuidado de lhes ensinar o comportamento correto dentro da Igreja, mesmo antes das celebrações, não permitindo que as crianças fiquem correndo de um lado para o outro, subindo no altar ou permanecendo brincando nos degraus de acesso, transformando a Igreja num Parque Infantil. Isto porque, este procedimento incomoda e interfere na liturgia, também aborrece os idosos e as pessoas que querem permanecer interiorizadas em suas orações. Para que as crianças não tenham esse hábito, é necessário os Pais ensiná-las e dialogar com elas, explicando-lhes e as educando com o devido respeito pelas coisas sagradas.

Lidar com as crianças exige calma, observação e pedagogia, sobretudo, muito amor. Porque na base do castigo e da repreensão, ninguém conseguirá educá-las.

Isto significa dizer, que ao longo da existência, os pais não devem somente ficar preocupados com o trabalho, com o que precisarão produzir para ganhar mais dinheiro. Sem dúvida, isto é muito importante e necessário, mas os filhos não podem e não devem ser esquecidos. Esta é uma condição essencial para que a família alcance a almejada felicidade vivencial.

Também, os pais deverão ser curiosos em saber e conhecer, quem são as companhias de seus filhos nos estudos, nos passeios e nas brincadeiras. Não poderão ficar indiferentes ao desempenho escolar das crianças. Terão que exigir sempre mais e aplaudi-las quando elas alcançarem sucesso nos estudos.

Devem também ser cuidadosos na escolha do Nome da criança.

O Nome deve ser escolhido com critério e responsabilidade, não se esquecendo de que amanhã aquela criança será um homem ou uma mulher, e eles não deverão envergonhar-se de seu próprio Nome. Isto porque, um Nome “feio” ou “estranho”, poderá lhes causar problemas discriminatórios, inclusive poderá atuar no próprio íntimo de cada um causando certa inibição, ou certo constrangimento, por causa do “nome esquisito” que foi colocado pelos Pais. Por isso, os Pais devem pensar e decidir juntos, qual o melhor nome para colocar nos filhos, porque também, este cuidado evitará que eles sejam humilhados pelos companheiros e em consequência venham até adquirir um “trauma”, que muito poderá interferir no êxito de sua vida.

Também os Padrinhos, que foram escolhidos com tanto amor, devem procurar dar o bom exemplo e quando necessário, devem dar bons conselhos ao afilhado.

Por isso mesmo, os pais não devem escolher os padrinhos visando vantagens materiais, posição social ou visando ganhar bons presentes. O Catecismo Católico determina que os padrinhos sejam casados na Igreja e no Civil, que frequentem a Santa Missa e sejam bons cristãos. Porque na verdade, só assim eles poderão colaborar efetivamente na educação e na formação do bom caráter do afilhado.

As Normas e Diretrizes Diocesanas aceitam também Padrinhos Solteiros, que tenham a idade mínima de 16 anos. Todavia eles terão que ser bons cristãos, para darem o seu bom exemplo aos afilhados.

Fonte: http://apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com/respater.html

Batismo II


Sacramento do Batismo foi instituído por Jesus com o objetivo de santificar a vida da humanidade, conforme podemos ler no Novo Testamento, no Evangelho escrito por São Mateus, que reproduz as palavras do Senhor:

“Toda autoridade sobre o Céu e sobre a Terra me foi entregue. Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que Eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos!” (Mt 28, 18-20)

Normalmente o Batizado é realizado na Igreja. E quem Batiza são os Sacerdotes, Diáconos e Ministros credenciados.

Quanto à maneira de Batizar, Jesus mandou que Batismo fosse feito do mesmo modo que João Batista fazia, quando realizava um “Batismo de Penitência” no Rio Jordão, preparando o povo para que recebessem dignamente o Messias. Da mesma maneira que no Batismo de Penitência, no Sacramento do Batismo tem “Matéria” e “Forma”.

A “Matéria” é a Água utilizada na Cerimônia, que pode estar num rio, numa fonte, numa piscina, numa banheira ou dentro de uma jarra. Jesus escolheu a Água, porque ela é o símbolo da vida, ninguém vive sem ela.

A “Forma” são as palavras ditas no momento da celebração.

O rito central do Batismo vem da palavra grega “Baptizein”, que traduzida para o português significa “imersão”. Antigamente a maneira de Batizar era por “imersão” realizada num rio ou numa piscina. Com o passar dos anos, pelo desconforto que ocasionava, a Igreja instituiu a “Infusão” com Água, ou seja, o derramamento de Água na cabeça do batizando, pronunciando a “Forma”: “Eu te Batizo em nome do Pai, (derrama uma porção de água na cabeça do batizando) do Filho (derrama uma segunda porção de água) e do Espírito Santo" (derrama outra porção de água).

Mas porque Batizamos nossos filhos? Qual a finalidade do Batismo? Será que é para nossos filhos não serem “azarados” ou para não “pegarem mal olhado”? Ou porque é bonito! Ou porque todo mundo batiza, e por isso, nós vamos batizar também!

Evidentemente este não pode e não deve ser os motivos para Batizarmos os nossos filhos .

Batizamos nossos filhos e afilhados, para que eles recebam o manancial de graças que o Senhor derramada sobre as pessoas, através do Sacramento. Pelo Batismo nossos filhos tornam-se “cristãos”, irmãos de Cristo, membros de sua Igreja e participantes de seu sacerdócio. No momento da “Infusão da Água”, o Espírito Santo desce sobre o batizando, perdoando os seus pecados cometidos até aquele dia (caso do Batismo de Adultos), neutraliza o efeito nefasto do Primeiro Pecado (cometido pelos nossos primeiros Pais) também chamado de Pecado Original, coloca no coração do batizando a semente da Fé que ele deverá ter em Jesus e na Santíssima Trindade (que nos inventou e criou), concedendo as três Virtudes Teologais: Fé, Esperança e Caridade (Amor), além do Caráter Sacramental de “Filho de Deus”.

Por todas essas razões, devemos ter pressa em Batizar os nossos filhos, para que eles recebam estas preciosas graças que o Senhor nos concede através do Sacramento.

Por outro lado, é fácil compreender que o Batismo é um “Sinal”, pelo qual demonstramos querer que os nossos filhos e afilhados, sejam realmente de Deus. Assim sendo, através do Sacramento do Batismo, a humanidade faz uma “Aliança” com o Criador. Ele é o parceiro perfeito, porque sempre cumpre integralmente a sua parte. O Sacramento nos oferece meios e nos predispõe a cumprirmos também a nossa parte, estimulando-nos a assumirmos os deveres e obrigações de cristãos e sermos de fato aqueles “Filhos de Deus”, que o Senhor gostaria que fôssemos.

Esta é a resposta correta que deve ser dada a quem fizer a pergunta: porque Batizamos os nossos filhos?

São João em seu Evangelho, transcreve outras palavras de Jesus: “Eu sou a verdadeira vide e o meu Pai é o agricultor. Todo ramo em Mim que não produz fruto, Ele o corta, e todo o que produz fruto Ele o poda, para que produza mais fruto ainda.” (Jo 15, 1-2)

Os batizados tornam-se “ramos” da imensa videira que é Jesus. Então, temos que ensinar e educar os nossos filhos para que eles dêem frutos na vida, que sejam trabalhadores, responsáveis com seus deveres e obrigações, que pratiquem a justiça e o amor fraterno e não se afastem de Deus, rezando com frequência e participando da Santa Missa. Isto porque, as pessoas que produzem frutos serão “podadas” pelo Criador, ou seja, receberão mais virtudes e dons, para que possam aperfeiçoar ainda mais as suas boas qualidades e poderem produzir ainda mais frutos.

Contudo, aquele “ramo” que não produz fruto, o Criador o “corta”, ou seja, deixa-o entregue a sua própria sorte, até que um dia ele compreenda o seu desacerto e decida buscar um caminho de conversão.

Quando afirmei que o Sacramento do Batismo perdoa todos os pecados cometidos até aquele dia, coloquei em evidência o Batismo de Adultos, porque a criança ainda não cometeu pecado. Todavia, para Batizar um Adulto, é necessário que ele seja preparado convenientemente, conheça a Doutrina e compreenda a Verdade Cristã, a fim de que possa receber o Sacramento e ter plena consciência do valor e utilidade do mesmo.

Desse modo, conforme já mencionamos anteriormente, o Adulto deve ser preparado através de uma catequese eficiente, para receber no mesmo dia o Sacramento do Batismo, depois o Sacramento da Crisma ou Confirmação e logo a seguir, na mesma cerimônia, a Primeira Eucaristia, sem a necessidade de se confessar com um sacerdote, porque sendo Batizado recebe a graça do perdão de todos os seus pecados cometidos.

Poderá também receber qualquer outro Sacramento, se tiver sido preparado para recebê-lo.

Os Sacramentos instituídos por Jesus para a nossa santificação através do Espírito Santo, são sete (7): Batismo, Crisma ou Confirmação, Confissão ou Penitência, Eucaristia ou Sagrada Comunhão, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio ou Casamento.

O Batismo é o primeiro dos Sacramentos da Iniciação Cristã, somente depois de recebê-lo é que as pessoas poderão receber os outros Sacramentos.

O Batismo também neutraliza o efeito nefasto do Pecado Original ou Primeiro Pecado. Mas que Pecado é esse?

Foi o Pecado cometido pelos nossos primeiros pais, Adão e Eva.

Deus criou o universo com tudo o que existe, numa manifestação normal e espontânea de seu infinito e generoso Amor. Ele nunca precisou de nada e de ninguém para completar a sua felicidade, porque Ele sempre foi e é feliz! Criou a humanidade por imensa Bondade, porque quis dividir com suas criaturas, o esplendor, a beleza e o conforto do Paraíso Eterno. Por outro lado, pelo fato do Criador ser Onisciente (sabe de todas as coisas; é conhecedor do presente, do passado e do futuro), quando criou Adão e Eva, sabia que eles seriam tentados pelo maligno e seriam fracos e não resistiriam à tentação. Mesmo assim, agilizou a criação e colocou os nossos primeiros pais no Éden, no Paraíso Terrestre e lhes deu este mandamento: “Podes comer (os frutos) de todas as árvores do jardim. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque no dia em que dela comeres terás que morrer.” (Gn 2, 16-17)

Entretanto, o demônio sempre a espreita de uma oportunidade para querer interferir no Plano de Deus, sob a forma de uma serpente tentou Eva, dizendo-lhe que ela não ia morrer, que se comesse daquele fruto seria como deuses, conhecedores do bem e do mal. Eva iludida pela tentação fraquejou e aceitou o fruto da árvore proibida comendo um pedaço. Gostou! Ofereceu a Adão que também comeu do fruto. Estava concretizado o Primeiro Pecado, também chamado: Pecado Original. Na realidade, o Pecado Original além de ter sido um Pecado de Desobediência, foi também um Pecado de Soberba, porque Adão e Eva além de desobedecerem à ordem do Criador, enfeitiçados pela tentação diabólica quiseram ser como “deuses”.

E por ter sido uma ofensa direta contra Deus, teve reflexo infinito, porque o Criador é infinito. Assim, todas as gerações que nasceram e continuam nascendo trazem a maldita chancela, o estigma hereditário do Primeiro Pecado ou Pecado Original.

Todavia, como Deus sabia que ia acontecer a tentação e que nossos primeiros pais, apesar de estarem revestidos de graças especiais, acolheriam inocentemente a trama de satanás, projetou enviar o seu próprio Filho, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, para Salvar e Redimir a humanidade por causa do Primeiro Pecado e dos Pecados Subsequentes que foram cometidos.

E assim aconteceu, na plenitude dos tempos, pela ação do Espírito Santo, Jesus nasceu da Virgem Maria entre nós, no meio do povo que Ele veio Salvar e Redimir. E cumpriu maravilhosamente a sua Divina Missão, derramando o seu sagrado e precioso sangue no alto de um madeiro, neutralizando o poder do Pecado Original, Redimindo e Salvando todas as gerações, e consolando o Criador, além de deixar-nos os seus ensinamentos, o seu exemplo maravilhoso de Homem, deixar-nos os Sacramentos para santificar a humanidade e também, deixar-nos Maria sua Mãe, para ser a Mãe Espiritual de todos nós, nossa intercessora e advogada de todas as causas junto de Deus.

Depois da vinda de Jesus as pessoas continuam nascendo e da mesma forma, trazem na alma o estigma do Primeiro Pecado. Mas agora, as pessoas trazem também a graça Redentora que nasceu no Divino Sacrifício do Senhor na Cruz, graça poderosa que neutraliza o poder daquela predisposição para o mal e impede o domínio das más ações oriundas do Pecado Original.

Por outro lado, na cerimônia do Batizado, no momento em que o celebrante derrama Água na cabecinha do batizando, o Divino Espírito Santo coloca no coração do candidato a semente da Fé que ele deve ter em Jesus e na Santíssima Trindade que o inventou e criou.

Todavia, a “Fé” embora sendo uma força invisível e poderosa, ela requer atenção, precisa ser cuidada e alimentada diligentemente, caso contrário irá se enfraquecendo e até desaparecer totalmente.

Mas como cuidar da “Fé”?

Alimentando-a com leituras Bíblicas, com livros sobre a Vida dos Santos, através das Orações diárias, das Santas Missas, jejuns e penitências que forem realizados ao longo da existência, acompanhados de uma dedicada frequência aos Sacramentos.

E também é importante realçar, que o Sacramento do Batismo não depende da “santidade” e nem da “fé” do celebrante que dirige a cerimônia, mas primordialmente da sua “intenção”, em querer Batizar as pessoas (Crianças e Adultos).

A Igreja aceita ainda três tipos especiais de Batismo: Batismo de Emergência, Batismo de Desejo e Batismo de Sangue.

BATISMO DE EMERGÊNCIA – È aquele ministrado durante uma emergência. Para ficar bem explícito, vamos exemplificar:
Imaginemos que o filho de um casal ao nascer, apresentou um problema sério de saúde. Então, os pais vão a procura de um sacerdote ou um diácono para Batizar a criança, porque de acordo com o diagnóstico médico, ela tinha uma pequena chance de viver. Mas os Pais não encontraram ninguém para Batizar o filho. Neste caso, se você estiver presente ao acontecimento, deverá Batizar a criança. O procedimento é simples: os pais escolhem um nome para a criança e da mesma maneira, escolhem os Padrinhos entre as pessoas que ali se encontrarem, ou poderão também escolher como Padrinhos, um Santo ou uma Santa da devoção deles. Com um copo de água filtrada e uma pequena mecha de algodão poderão realizar a cerimônia, molhando o algodão na água e colocando-o de leve na cabeça da criança por três vezes, dizendo a “Forma”: “José ou Maria, eu te Batizo em nome do PAI (coloca o algodão molhado na cabeça da criança), do FILHO (coloca o algodão molhado outra vez) e do ESPÍRITO SANTO" (coloca-o pela terceira vez). A criança está Batizada. Se ela morrer, sua alma vai certinha para os carinhosos braços de Deus.

Entretanto, pode acontecer que ela não morra, porque a Misericórdia do Senhor é muito grande e Ele pode decidir, através daquele Batismo de Emergência, restituir a saúde à criança.

E agora, o que fazer? A criança está Batizada, embora não foi Batizada na Igreja e nem o celebrante foi um sacerdote, ou Diácono ou um Ministro credenciado! Como legalizar esta situação?

Os pais deverão ir a Igreja e contar a ocorrência ao Padre. Ele autorizará que num domingo de Batizados na Igreja, a criança seja submetida à parte Complementar do Batismo (liturgia da palavra, unção com óleo dos catecúmenos, veste branca, vela acesa), para que o nome dela seja inserido no Livro de Registro de Batizados da Paróquia. No futuro, quando a criança tornar-se jovem e necessitar de uma Certidão de Batismo para o Casamento, a Igreja terá condições de fornecê-la.

BATISMO DE DESEJO – Voltando ao exemplo anterior, em que a criança recém nascida estava com um grave problema de saúde, e que os pais procuraram exaustivamente e não encontraram um sacerdote, um diácono ou um ministro credenciado para batizá-la e também, não havia ninguém que soubesse nada a respeito do Batismo de Emergência! Isto resultaria que a criança ia morrer sem ser Batizada.

Nestes casos, a Misericórdia Divina atua em plenitude, porque Deus conhecendo todos os corações, sabe que existiu de fato, o “desejo” e a “intenção” dos pais em Batizar a criança. Eles procuraram exaustivamente um celebrante e não encontraram. Então, pela Bondade incomensurável do Senhor, concretiza-se o “Batismo de Desejo”. A criança morrendo, a sua alma com certeza, irá para o Céu.

BATISMO DE SANGUE – Acontecia com frequência no início do Cristianismo. Naquela época, aqueles que se preparavam para serem Batizados, chamados de Catecúmenos, frequentavam a Comunidade Cristã durante três anos de preparação. Eram adultos que assumiam a responsabilidade Batismal. A partir do ano 64, Nero, um terrível Imperador Romano, querendo conseguir espaço para fazer novas construções grandiosas em Roma e também, para se inspirar e escrever um poema épico, mandou incendiar diversos casarões no centro de Roma. Como existiam muitas casas de madeira, o fogo alastrou-se com violência e destruiu quatro, dos quatorze bairros que a cidade possuía, matando muita gente e deixando milhares de pessoas completamente desprotegidas. Diante da catástrofe, ele se acovardou, ficou apavorado e com medo. Junto com seus comparsas decidiram arranjar um “bode expiatório” para ficar com a culpa do incêndio. Colocaram a culpa nos cristãos. Então, iniciou uma cruel e abominável perseguição prendendo homens, mulheres, velhos, jovens e crianças. Não poupavam ninguém. Iam todos para as prisões romanas. Do cárcere eram levados para o Coliseu Romano e para Circo de Calígula, onde eram estraçalhados na arena pelos leões famintos, também crucificados impiedosamente, enquanto outros amarrados em postes de madeira tinham o corpo impregnado de betumem, eram incendiados, transformando-se em tochas vivas para iluminar a devassidão da corte imperial. Morriam derramando o sangue pela causa de Cristo. Eram verdadeiros “Mártires”! Por isso dizemos que acontecia um “Batismo de Sangue”. Embora fossem catecúmenos, ou seja, ainda não tivessem recebido o Sacramento do Batismo, como derramaram o seu sangue crendo em Deus, foram para o Céu, como verdadeiros “Santos”.

Fonte: http://apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com/teosacra.html