Catequistas de Conquista

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

1 de Janeiro de 2016: Mensagem do Papa Francisco para o 49º Dia Mundial da Paz




    "Vence a indiferença e conquista a paz" é título da mensagem do papa Francisco para o 49º Dia Mundial da Paz. 
    O texto divulgado, pelo Vaticano, trata das formas de exclusões presentes na vida em sociedade e alerta que a paz está ameaçada pela indiferença globalizada. Dentro das celebrações do Ano da Misericórdia, aberto oficialmente em 8 de dezembro, o papa Francisco diz que a paz é fruto do perdão.

    "No espírito do Jubileu da Misericórdia, cada um é chamado a reconhecer como se manifesta a indiferença na sua vida e a adotar um compromisso concreto que contribua para melhorar a realidade onde vive, a começar pela própria família, a vizinhança ou o ambiente de trabalho", escreveu Francisco. Confira íntegra da mensagem:

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO 49º DIA MUNDIAL DA PAZ
1º DE JANEIRO DE 2016

VENCE A INDIFERENÇA E CONQUISTA A PAZ

1. Deus não é indiferente; importa-Lhe a humanidade! Deus não a abandona! Com esta minha profunda convicção, quero, no início do novo ano, formular votos de paz e bênçãos abundantes, sob o signo da esperança, para o futuro de cada homem e mulher, de cada família, povo e nação do mundo, e também dos chefes de Estado e de governo e dos responsáveis das religiões. Com efeito, não perdemos a esperança de que o ano de 2016 nos veja a todos firme e confiadamente empenhados, nos diferentes níveis, a realizar a justiça e a trabalhar pela paz. Na verdade, esta é dom de Deus e trabalho dos homens; a paz é dom de Deus, mas confiado a todos os homens e a todas as mulheres, que são chamados a realizá-lo.

Conservar as razões da esperança
2. Embora o ano passado tenha sido caracterizado, do princípio ao fim, por guerras e atos terroristas, com as suas trágicas consequências de sequestros de pessoas, perseguições por motivos étnicos ou religiosos, prevaricações, multiplicando-se cruelmente em muitas regiões do mundo, a ponto de assumir os contornos daquela que se poderia chamar uma «terceira guerra mundial por pedaços», todavia alguns acontecimentos dos últimos anos e também do ano passado incitam-me, com o novo ano em vista, a renovar a exortação a não perder a esperança na capacidade que o homem tem, com a graça de Deus, de superar o mal, não se rendendo à resignação nem à indiferença. Tais acontecimentos representam a capacidade de a humanidade agir solidariamente, perante as situações críticas, superando os interesses individualistas, a apatia e a indiferença.

    Dentre tais acontecimentos, quero recordar o esforço feito para favorecer o encontro dos líderes mundiais, no âmbito da Cop21, a fim de se procurar novos caminhos para enfrentar as alterações climáticas e salvaguardar o bem-estar da terra, a nossa casa comum. E isto remete para mais dois acontecimentos anteriores de nível mundial: a Cimeira de Adis-Abeba para arrecadação de fundos destinados ao desenvolvimento sustentável do mundo; e a adoção, por parte das Nações Unidas, da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que visa assegurar, até ao referido ano, uma existência mais digna para todos, sobretudo para as populações pobres da terra.

    O ano de 2015 foi um ano especial para a Igreja, nomeadamente porque registou o cinquentenário da publicação de dois documentos do Concílio Vaticano II que exprimem, de forma muito eloquente, o sentido de solidariedade da Igreja com o mundo. O Papa João XXIII, no início do Concílio, quis escancarar as janelas da Igreja, para que houvesse, entre ela e o mundo, uma comunicação mais aberta. Os dois documentos – Nostra aetate e Gaudium et spes – são expressões emblemáticas da nova relação de diálogo, solidariedade e convivência que a Igreja pretendia introduzir no interior da humanidade. Na Declaração Nostra aetate, a Igreja foi chamada a abrir-se ao diálogo com as expressões religiosas não-cristãs. Na Constituição pastoral Gaudium et spes – dado que «as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo»[1] –, a Igreja desejava estabelecer um diálogo com a família humana sobre os problemas do mundo, como sinal de solidariedade, respeito e amor.[2]

    Nesta mesma perspectiva, com o Jubileu da Misericórdia, quero convidar a Igreja a rezar e trabalhar para que cada cristão possa maturar um coração humilde e compassivo, capaz de anunciar e testemunhar a misericórdia, de «perdoar e dar», de abrir-se «àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dramática», sem cair «na indiferença que humilha, na habituação que anestesia o espírito e impede de descobrir a novidade, no cinismo que destrói».[3]

    Variadas são as razões para crer na capacidade que a humanidade tem de agir, conjunta e solidariamente, reconhecendo a própria interligação e interdependência e tendo a peito os membros mais frágeis e a salvaguarda do bem comum. Esta atitude de solidária corresponsabilidade está na raiz da vocação fundamental à fraternidade e à vida comum. A dignidade e as relações interpessoais constituem-nos como seres humanos, queridos por Deus à sua imagem e semelhança. Como criaturas dotadas de inalienável dignidade, existimos relacionando-nos com os nossos irmãos e irmãs, pelos quais somos responsáveis e com os quais agimos solidariamente. Fora desta relação, passaríamos a ser menos humanos. É por isso mesmo que a indiferença constitui uma ameaça para a família humana. No limiar de um novo ano, quero convidar a todos para que reconheçam este fato a fim de se vencer a indiferença e conquistar a paz.

Algumas formas de indiferença
3. Não há dúvida de que o comportamento do indivíduo indiferente, de quem fecha o coração desinteressando-se dos outros, de quem fecha os olhos para não ver o que sucede ao seu redor ou se esquiva para não ser abalroado pelos problemas alheios, caracteriza uma tipologia humana bastante difundida e presente em cada época da história; mas, hoje em dia, superou decididamente o âmbito individual para assumir uma dimensão global, gerando o fenômeno da «globalização da indiferença».

    A primeira forma de indiferença na sociedade humana é a indiferença para com Deus, da qual deriva também a indiferença para com o próximo e a criação. Trata-se de um dos graves efeitos dum falso humanismo e do materialismo prático, combinados com um pensamento relativista e niilista. O homem pensa que é o autor de si mesmo, da sua vida e da sociedade; sente-se auto-suficiente e visa não só ocupar o lugar de Deus, mas prescindir completamente d’Ele; consequentemente, pensa que não deve nada a ninguém, excepto a si mesmo, e pretende ter apenas direitos.[4] Contra esta errônea compreensão que a pessoa tem de si mesma, Bento XVI recordava que nem o homem nem o seu desenvolvimento são capazes, por si mesmos, de se atribuir o próprio significado último;[5] e, antes dele, Paulo VI afirmara que «não há verdadeiro humanismo senão o aberto ao Absoluto, reconhecendo uma vocação que exprime a ideia exata do que é a vida humana».[6]

    A indiferença para com o próximo assume diferentes fisionomias. Há quem esteja bem informado, ouça o rádio, leia os jornais ou veja programas de televisão, mas fá-lo de maneira entorpecida, quase numa condição de rendição: estas pessoas conhecem vagamente os dramas que afligem a humanidade, mas não se sentem envolvidas, não vivem a compaixão. Este é o comportamento de quem sabe, mas mantém o olhar, o pensamento e a ação voltados para si mesmo. Infelizmente, temos de constatar que o aumento das informações, próprio do nosso tempo, não significa, de por si, aumento de atenção aos problemas, se não for acompanhado por uma abertura das consciências em sentido solidário.[7] Antes, pode gerar uma certa saturação que anestesia e, em certa medida, relativiza a gravidade dos problemas. «Alguns comprazem-se simplesmente em culpar, dos próprios males, os pobres e os países pobres, com generalizações indevidas, e pretendem encontrar a solução numa “educação” que os tranquilize e transforme em seres domesticados e inofensivos. Isto torna-se ainda mais irritante, quando os excluídos vêem crescer este câncer social que é a corrupção profundamente radicada em muitos países – nos seus governos, empresários e instituições – seja qual for a ideologia política dos governantes».[8]

    Noutros casos, a indiferença manifesta-se como falta de atenção à realidade circundante, especialmente a mais distante. Algumas pessoas preferem não indagar, não se informar e vivem o seu bem-estar e o seu conforto, surdas ao grito de angústia da humanidade sofredora. Quase sem nos dar conta, tornamo-nos incapazes de sentir compaixão pelos outros, pelos seus dramas; não nos interessa ocupar-nos deles, como se aquilo que lhes sucede fosse responsabilidade alheia, que não nos compete.[9] «Quando estamos bem e comodamente instalados, esquecemo-nos certamente dos outros (isto, Deus Pai nunca o faz!), não nos interessam os seus problemas, nem as tribulações e injustiças que sofrem; e, assim, o nosso coração cai na indiferença: encontrando-me relativamente bem e confortável, esqueço-me dos que não estão bem».[10]

    Vivendo nós numa casa comum, não podemos deixar de nos interrogar sobre o seu estado de saúde, como procurei fazer na Carta encíclica Laudato si’. A poluição das águas e do ar, a exploração indiscriminada das florestas, a destruição do meio ambiente são, muitas vezes, resultado da indiferença do homem pelos outros, porque tudo está relacionado. E de igual modo o comportamento do homem com os animais influi sobre as suas relações com os outros,[11] para não falar de quem se permite fazer noutros lugares aquilo que não ousa fazer em sua casa.[12]

    Nestes e noutros casos, a indiferença provoca sobretudo fechamento e desinteresse, acabando assim por contribuir para a falta de paz com Deus, com o próximo e com a criação.

A paz ameaçada pela indiferença globalizada
4. A indiferença para com Deus supera a esfera íntima e espiritual da pessoa individual e investe a esfera pública e social. Como afirmava Bento XVI, «há uma ligação íntima entre a glorificação de Deus e a paz dos homens na terra».[13] Com efeito, «sem uma abertura ao transcendente, o homem cai como presa fácil do relativismo e, consequentemente, torna-se-lhe difícil agir de acordo com a justiça e comprometer-se pela paz».[14] O esquecimento e a negação de Deus, que induzem o homem a não reconhecer qualquer norma acima de si próprio e a tomar como norma apenas a si mesmo, produziram crueldade e violência sem medida.[15]

    Em nível individual e comunitário, a indiferença para com o próximo – filha da indiferença para com Deus – assume as feições da inércia e da apatia, que alimentam a persistência de situações de injustiça e grave desequilíbrio social, as quais podem, por sua vez, levar a conflitos ou de qualquer modo gerar um clima de descontentamento que ameaça desembocar, mais cedo ou mais tarde, em violências e insegurança.

    Neste sentido, a indiferença e consequente desinteresse constituem uma grave falta ao dever que cada pessoa tem de contribuir – na medida das suas capacidades e da função que desempenha na sociedade – para o bem comum, especialmente para a paz, que é um dos bens mais preciosos da humanidade.[16]

    Depois, quando investe o nível institucional, a indiferença pelo outro, pela sua dignidade, pelos seus direitos fundamentais e pela sua liberdade, de braço dado com uma cultura orientada para o lucro e o hedonismo, favorece e às vezes justifica ações e políticas que acabam por constituir ameaças à paz. Este comportamento de indiferença pode chegar inclusivamente a justificar algumas políticas econômicas deploráveis, precursoras de injustiças, divisões e violências, que visam a consecução do bem-estar próprio ou o da nação. Com efeito, não é raro que os projetos econômicos e políticos dos homens tenham por finalidade a conquista ou a manutenção do poder e das riquezas, mesmo à custa de espezinhar os direitos e as exigências fundamentais dos outros. Quando as populações vêem negados os seus direitos elementares, como o alimento, a água, os cuidados de saúde ou o trabalho, sentem-se tentadas a obtê-los pela força.[17]

    Por fim, a indiferença pelo ambiente natural, favorecendo o desflorestamento, a poluição e as catástrofes naturais que desenraízam comunidades inteiras do seu ambiente de vida, constrangendo-as à precariedade e à insegurança, cria novas pobrezas, novas situações de injustiça com consequências muitas vezes desastrosas em termos de segurança e paz social. Quantas guerras foram movidas e quantas ainda serão travadas por causa da falta de recursos ou para responder à demanda insaciável de recursos naturais?[18]

Da indiferença à misericórdia: a conversão do coração
5. Quando, há um ano – na Mensagem para o Dia Mundial da Paz intitulada «já não escravos, mas irmãos» –, evoquei o primeiro ícone bíblico da fraternidade humana, o ícone de Caim e Abel (cf. Gn 4, 1-16), fi-lo para evidenciar o modo como foi traída esta primeira fraternidade. Caim e Abel são irmãos. Provêm ambos do mesmo ventre, são iguais em dignidade e criados à imagem e semelhança de Deus; mas a sua fraternidade de criaturas quebra-se. «Caim não só não suporta o seu irmão Abel, mas mata-o por inveja».[19] E assim o fratricídio torna-se a forma de traição, sendo a rejeição, por parte de Caim, da fraternidade de Abel a primeira ruptura nas relações familiares de fraternidade, solidariedade e respeito mútuo.

    Então Deus intervém para chamar o homem à responsabilidade para com o seu semelhante, precisamente como fizera quando Adão e Eva, os primeiros pais, quebraram a comunhão com o Criador. «O Senhor disse a Caim: “Onde está o teu irmão Abel?” Caim respondeu: “Não sei dele. Sou, porventura, guarda do meu irmão?” O Senhor replicou: “Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama da terra até Mim”» (Gn 4, 9-10).

    Caim diz que não sabe o que aconteceu ao seu irmão, diz que não é o seu guardião. Não se sente responsável pela sua vida, pelo seu destino. Não se sente envolvido. É-lhe indiferente o seu irmão, apesar de ambos estarem ligados pela origem comum. Que tristeza! Que drama fraterno, familiar, humano! Esta é a primeira manifestação da indiferença entre irmãos. Deus, ao contrário, não é indiferente: o sangue de Abel tem grande valor aos seus olhos e pede contas dele a Caim. Assim, Deus revela-Se, desde o início da humanidade, como Aquele que se interessa pelo destino do homem. Quando, mais tarde, os filhos de Israel se encontram na escravidão do Egito, Deus intervém de novo. Diz a Moisés: «Eu bem vi a opressão do meu povo que está no Egito, e ouvi o seu clamor diante dos seus inspetores; conheço, na verdade, os seus sofrimentos. Desci a fim de o libertar da mão dos egípcios e de o fazer subir desta terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel» (Ex 3, 7-8). É importante notar os verbos que descrevem a intervenção de Deus: Ele observa, ouve, conhece, desce, liberta. Deus não é indiferente. Está atento e age.

    De igual modo, no seu Filho Jesus, Deus desceu ao meio dos homens, encarnou e mostrou-Se solidário com a humanidade em tudo, excepto no pecado. Jesus identificava-Se com a humanidade: «o primogênito de muitos irmãos» (Rm 8, 29). Não se contentava em ensinar às multidões, mas preocupava-Se com elas, especialmente quando as via famintas (cf. Mc 6, 34-44) ou sem trabalho (cf. Mt 20, 3). O seu olhar não Se fixava apenas nos seres humanos, mas também nos peixes do mar, nas aves do céu, na erva e nas árvores, pequenas e grandes; abraçava a criação inteira. Ele vê sem dúvida, mas não Se limita a isso, pois toca as pessoas, fala com elas, age em seu favor e faz bem a quem precisa. Mais ainda, deixa-Se comover e chora (cf. Jo 11, 33-44). E age para acabar com o sofrimento, a tristeza, a miséria e a morte.

    Jesus ensina-nos a ser misericordiosos como o Pai (cf. Lc 6, 36). Na parábola do bom samaritano (cf. Lc 10, 29-37), denuncia a omissão de ajuda numa necessidade urgente dos seus semelhantes: «ao vê-lo, passou adiante» (Lc 10, 32). Ao mesmo tempo, com este exemplo, convida os seus ouvintes, e particularmente os seus discípulos, a aprenderem a parar junto dos sofrimentos deste mundo para os aliviar, junto das feridas dos outros para as tratar com os recursos de que disponham, a começar pelo próprio tempo apesar das muitas ocupações. Na realidade, muitas vezes a indiferença procura pretextos: na observância dos preceitos rituais, na quantidade de coisas que é preciso fazer, nos antagonismos que nos mantêm longe uns dos outros, nos preconceitos de todo o gênero que impedem de nos fazermos próximo.

    A misericórdia é o coração de Deus. Por isso deve ser também o coração de todos aqueles que se reconhecem membros da única grande família dos seus filhos; um coração que bate forte onde quer que esteja em jogo a dignidade humana, reflexo do rosto de Deus nas suas criaturas. Jesus adverte-nos: o amor aos outros – estrangeiros, doentes, encarcerados, pessoas sem-abrigo, até inimigos – é a unidade de medida de Deus para julgar as nossas ações. Disso depende o nosso destino eterno. Não é de admirar que o apóstolo Paulo convide os cristãos de Roma a alegrar-se com os que se alegram e a chorar com os que choram (cf. Rm 12, 15), ou recomende aos de Corinto que organizem colectas em sinal de solidariedade com os membros sofredores da Igreja (cf. 1 Cor 16, 2-3). E São João escreve: «Se alguém possuir bens deste mundo e, vendo o seu irmão com necessidade, lhe fechar o seu coração, como é que o amor de Deus pode permanecer nele?» (1 Jo 3, 17; cf. Tg 2, 15-16).

    É por isso que «é determinante para a Igreja e para a credibilidade do seu anúncio que viva e testemunhe, ela mesma, a misericórdia. A sua linguagem e os seus gestos, para penetrarem no coração das pessoas e desafiá-las a encontrar novamente a estrada para regressar ao Pai, devem irradiar misericórdia. A primeira verdade da Igreja é o amor de Cristo. E, deste amor que vai até ao perdão e ao dom de si mesmo, a Igreja faz-se serva e mediadora junto dos homens. Por isso, onde a Igreja estiver presente, aí deve ser evidente a misericórdia do Pai. Nas nossas paróquias, nas comunidades, nas associações e nos movimentos – em suma, onde houver cristãos –, qualquer pessoa deve poder encontrar um oásis de misericórdia».[20]

    Deste modo, também nós somos chamados a fazer do amor, da compaixão, da misericórdia e da solidariedade um verdadeiro programa de vida, um estilo de comportamento nas relações de uns com os outros.[21] Isto requer a conversão do coração, isto é, que a graça de Deus transforme o nosso coração de pedra num coração de carne (cf. Ez 36, 26), capaz de se abrir aos outros com autêntica solidariedade. Com efeito, esta é muito mais do que um «sentimento de compaixão vaga ou de enternecimento superficial pelos males sofridos por tantas pessoas, próximas ou distantes».[22] A solidariedade «é a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum, ou seja, pelo bem de todos e de cada um, porque todos nós somos verdadeiramente responsáveis por todos»,[23] porque a compaixão brota da fraternidade.

    Assim entendida, a solidariedade constitui a atitude moral e social que melhor dá resposta à tomada de consciência das chagas do nosso tempo e da inegável interdependência que se verifica cada vez mais, especialmente num mundo globalizado, entre a vida do indivíduo e da sua comunidade num determinado lugar e a de outros homens e mulheres no resto do mundo.[24]

Fomentar uma cultura de solidariedade e misericórdia para se vencer a indiferença
6. A solidariedade como virtude moral e comportamento social, fruto da conversão pessoal, requer empenho por parte duma multiplicidade de sujeitos que detêm responsabilidades de carácter educativo e formativo.

    Penso em primeiro lugar nas famílias, chamadas a uma missão educativa primária e imprescindível. Constituem o primeiro lugar onde se vivem e transmitem os valores do amor e da fraternidade, da convivência e da partilha, da atenção e do cuidado pelo outro. São também o espaço privilegiado para a transmissão da fé, a começar por aqueles primeiros gestos simples de devoção que as mães ensinam aos filhos.[25]

    Quanto aos educadores e formadores que têm a difícil tarefa de educar as crianças e os jovens, na escola ou nos vários centros de agregação infantil e juvenil, devem estar cientes de que a sua responsabilidade envolve as dimensões moral, espiritual e social da pessoa. Os valores da liberdade, respeito mútuo e solidariedade podem ser transmitidos desde a mais tenra idade. Dirigindo-se aos responsáveis das instituições que têm funções educativas, Bento XVI afirmava: «Possa cada ambiente educativo ser lugar de abertura ao transcendente e aos outros; lugar de diálogo, coesão e escuta, onde o jovem se sinta valorizado nas suas capacidades e riquezas interiores e aprenda a apreciar os irmãos. Possa ensinar a saborear a alegria que deriva de viver dia após dia a caridade e a compaixão para com o próximo e de participar ativamente na construção duma sociedade mais humana e fraterna».[26]

    Também os agentes culturais e dos meios de comunicação social têm responsabilidades no campo da educação e da formação, especialmente na sociedade atual onde se vai difundindo cada vez mais o acesso a instrumentos de informação e comunicação. Antes de mais nada, é dever deles colocar-se ao serviço da verdade e não de interesses particulares. Com efeito, os meios de comunicação «não só informam, mas também formam o espírito dos seus destinatários e, consequentemente, podem concorrer notavelmente para a educação dos jovens. É importante ter presente a ligação estreitíssima que existe entre educação e comunicação: de facto, a educação realiza-se por meio da comunicação, que influi positiva ou negativamente na formação da pessoa».[27] Os agentes culturais e dos meios de comunicação social deveriam também vigiar por que seja sempre lícito, jurídica e moralmente, o modo como se obtêm e divulgam as informações.

A paz, fruto duma cultura de solidariedade, misericórdia e compaixão
7. Conscientes da ameaça duma globalização da indiferença, não podemos deixar de reconhecer que, no cenário acima descrito, inserem-se também numerosas iniciativas e ações positivas que testemunham a compaixão, a misericórdia e a solidariedade de que o homem é capaz.

    Quero recordar alguns exemplos de louvável empenho, que demonstram como cada um pode vencer a indiferença, quando opta por não afastar o olhar do seu próximo, e constituem passos salutares no caminho rumo a uma sociedade mais humana.

    Há muitas organizações não-governamentais e grupos sócio-caritativos, dentro da Igreja e fora dela, cujos membros, por ocasião de epidemias, calamidades ou conflitos armados, enfrentam fadigas e perigos para cuidar dos feridos e doentes e para sepultar os mortos. Ao lado deles, quero mencionar as pessoas e as associações que socorrem os emigrantes que atravessam desertos e sulcam mares à procura de melhores condições de vida. Estas ações são obras de misericórdia corporal e espiritual, sobre as quais seremos julgados no fim da nossa vida.

    Penso também nos jornalistas e fotógrafos, que informam a opinião pública sobre as situações difíceis que interpelam as consciências, e naqueles que se comprometem na defesa dos direitos humanos, em particular os direitos das minorias étnicas e religiosas, dos povos indígenas, das mulheres e das crianças, e de quantos vivem em condições de maior vulnerabilidade. Entre eles, contam-se também muitos sacerdotes e missionários que, como bons pastores, permanecem junto dos seus fiéis e apoiam-nos sem olhar a perigos e adversidades, em particular durante os conflitos armados.

    Além disso, quantas famílias, no meio de inúmeras dificuldades laborais e sociais, se esforçam concretamente, à custa de muitos sacrifícios, por educar os seus filhos «contracorrente» nos valores da solidariedade, da compaixão e da fraternidade! Quantas famílias abrem os seus corações e as suas casas a quem está necessitado, como os refugiados e os emigrantes! Quero agradecer de modo particular a todas as pessoas, famílias, paróquias, comunidades religiosas, mosteiros e santuários que responderam prontamente ao meu apelo a acolher uma família de refugiados.[28]

    Quero, enfim, mencionar os jovens que se unem para realizar projetos de solidariedade, e todos aqueles que abrem as suas mãos para ajudar o próximo necessitado nas suas cidades, no seu país ou noutras regiões do mundo. Quero agradecer e encorajar todos aqueles que estão empenhados em ações deste gênero, mesmo sem gozar de publicidade: a sua fome e sede de justiça serão saciadas, a sua misericórdia far-lhes-á encontrar misericórdia e, como obreiros da paz, serão chamados filhos de Deus (cf. Mt 5, 6-9).

A paz, sob o signo do Jubileu da Misericórdia
8. No espírito do Jubileu da Misericórdia, cada um é chamado a reconhecer como se manifesta a indiferença na sua vida e a adotar um compromisso concreto que contribua para melhorar a realidade onde vive, a começar pela própria família, a vizinhança ou o ambiente de trabalho.

    Também os Estados são chamados a cumprir gestos concretos, atos corajosos a bem das pessoas mais frágeis da sociedade, como os reclusos, os migrantes, os desempregados e os doentes.

    Relativamente aos reclusos, urge em muitos casos adotar medidas concretas para melhorar as suas condições de vida nos estabelecimentos prisionais, prestando especial atenção àqueles que estão privados da liberdade à espera de julgamento,[29] tendo em mente a finalidade reabilitativa da sanção penal e avaliando a possibilidade de inserir nas legislações nacionais penas alternativas à detenção carcerária. Neste contexto, desejo renovar às autoridades estatais o apelo a abolir a pena de morte, onde ainda estiver em vigor, e a considerar a possibilidade duma amnistia.

    Quanto aos migrantes, quero dirigir um convite a repensar as legislações sobre as migrações, de modo que sejam animadas pela vontade de dar hospitalidade, no respeito pelos recíprocos deveres e responsabilidades, e possam facilitar a integração dos migrantes. Nesta perspectiva, dever-se-ia prestar especial atenção às condições para conceder a residência aos migrantes, lembrando-se de que a clandestinidade traz consigo o risco de os arrastar para a criminalidade.

    Desejo ainda, neste Ano Jubilar, formular um premente apelo aos líderes dos Estados para que realizem gestos concretos a favor dos nossos irmãos e irmãs que sofrem pela falta de trabalho, terra e tecto. Penso na criação de empregos dignos para contrastar a chaga social do desemprego, que lesa um grande número de famílias e de jovens e tem consequências gravíssimas no bom andamento da sociedade inteira. A falta de trabalho afeta, fortemente, o sentido de dignidade e de esperança, e só parcialmente é que pode ser compensada pelos subsídios, embora necessários, para os desempregados e suas famílias. Especial atenção deveria ser dedicada às mulheres – ainda discriminadas, infelizmente, no campo laboral – e a algumas categorias de trabalhadores, cujas condições são precárias ou perigosas e cujos salários não são adequados à importância da sua missão social.

    Finalmente, quero convidar à realização de ações eficazes para melhorar as condições de vida dos doentes, garantindo a todos o acesso aos cuidados sanitários e aos medicamentos indispensáveis para a vida, incluindo a possibilidade de tratamentos domiciliários.

    E, estendendo o olhar para além das próprias fronteiras, os líderes dos Estados são chamados também a renovar as suas relações com os outros povos, permitindo a todos uma efetiva participação e inclusão na vida da comunidade internacional, para que se realize a fraternidade também dentro da família das nações.

    Nesta perspectiva, desejo dirigir um tríplice apelo: apelo a abster-se de arrastar os outros povos para conflitos ou guerras que destroem não só as suas riquezas materiais, culturais e sociais, mas também – e por longo tempo – a sua integridade moral e espiritual; apelo ao cancelamento ou gestão sustentável da dívida internacional dos Estados mais pobres; apelo à adoção de políticas de cooperação que, em vez de submeter à ditadura dalgumas ideologias, sejam respeitadoras dos valores das populações locais e, de maneira nenhuma, lesem o direito fundamental e inalienável dos nascituros à vida.

    Confio estas reflexões, juntamente com os melhores votos para o novo ano, à intercessão de Maria Santíssima, Mãe solícita pelas necessidades da humanidade, para que nos obtenha de seu Filho Jesus, Príncipe da Paz, a satisfação das nossas súplicas e a bênção do nosso compromisso diário por um mundo fraterno e solidário.

    Vaticano, no dia da Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria e da Abertura do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, 8 de Dezembro de 2015.

+ FRANCISCO

[1] Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 1. 
[2] Cf. ibid., 3. 
[3] Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia Misericordiae Vultus, 14-15. 
[4] Cf. Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 43. 
[5] Cf. ibid., 16. 
[6] Carta enc. Populorum progressio, 42. 

[7] «A sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos. A razão, por si só, é capaz de ver a igualdade entre os homens e estabelecer uma convivência cívica entre eles, mas não consegue fundar a fraternidade» (Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 19). 

[8] Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 60. 
[9]Cf. ibid., 54. 
[10] Mensagem para a Quaresma de 2015. 
[11] Cf. Carta enc. Laudato si’, 92. 
[12] Cf. ibid., 51. 
[13] Discurso por ocasião dos votos de Bom Ano Novo ao Corpo Diplomático acreditado junto da Santa Sé, 7 de Janeiro de 2013. 
[14] Ibidem. 
[15] Cf. Bento XVI, Discurso durante o Dia de reflexão, diálogo e oração pela paz e a justiça no mundo, Assis, 27 de Outubro de 2011. 
[16] Cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 217-237. 

[17] «Enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos será impossível desarreigar a violência. Acusam-se da violência os pobres e as populações mais pobres, mas, sem igualdade de oportunidades, as várias formas de agressão e de guerra encontrarão um terreno fértil que, mais cedo ou mais tarde, há-de provocar a explosão. Quando a sociedade – local, nacional ou mundial – abandona na periferia uma parte de si mesma, não há programas políticos, nem forças da ordem ou serviços secretos que possam garantir indefinidamente a tranquilidade. Isto não acontece apenas porque a desigualdade social provoca a reacção violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e económico é injusto na sua raiz. Assim como o bem tende a difundir-se, assim também o mal consentido, que é a injustiça, tende a expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por mais sólido que pareça» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 59). 

[18] Cf. Carta enc. Laudato si’, 31; 48. 
[19] Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2015, 2. 
[20] Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia Misericordiae Vultus, 12. 
[21] Cf. ibid., 13. 
[22] João Paulo II, Carta enc. Sollecitudo rei socialis, 38. 
[23] Ibidem. 
[24] Cf. Ibidem.
[25] Cf. Catequese, na Audiência Geral de 7 de Janeiro de 2015. 
[26] Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2012, 2. 
[27] Ibidem. 
[28] Cf. Angelus de 6 de Setembro de 2015. 
[29] Cf. Discurso à delegação da Associação Internacional de Direito Penal, 23 de Outubro de 2014. 
Fonte:http://www.diariocatolico.com.br/2015/12/1-de-janeiro-de-2016-mensagem-do-papa.html

Calendário Da Liturgia Católica 2016

Calendário Da Liturgia Católica 2017 2016-2017 é o ano litúrgico A. Os dias de festas de santos celebrados em um país não são, necessariamente, comemorado em todos os lugares. Por exemplo, uma diocese ou de um país pode comemorar o dia da festa de um santo de especial importância não (por exemplo, St. Patrick na Irlanda, Nossa Senhora de Guadalupe, no México, St. Elizabeth Ann Seton nos Estados Unidos). Da mesma forma, um instituto religioso em particular pode comemorar o seu fundador ou membros do instituto, mesmo que esse santo não está listado no calendário universal ou está incluído no-lo apenas com uma classificação mais baixa. A informação abaixo está de acordo com o Calendário Romano Geral e contém apenas as celebrações que se destinam a ser observado no rito romano em todos os países do mundo. Você pode instalar nossa extensão do ciclo litúrgico em seu site Blogger, Wordpress e Joomla. A Igreja Católica Romana, de acordo com o general romano Calendário, comemora em 2017 o seguinte: MêsDia A semana começa na: Janeiro 2017 | Fevereiro 2017 | Março 2017 | Abril 2017 | Maio 2017 | Junho 2017 | Julho 2017 | Agosto 2017 | Setembro 2017 | Outubro 2017 | Novembro 2017 | Dezembro 2017 |   Janeiro 2017 Calendário Romano Geral s Domingo Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado 52 1 Oitava do Natal, solenidade de Maria, Mãe de Deus[Solenidade] 2 São Basílio Magno, bispo e doutor[Memorial] São Gregório Nazianzeno, bispo e doutor[Memorial] 3 O Santíssimo Nome de Jesus[Opcional] 4   5   6 Epifania[Solenidade] 7 São Raimundo de Penyafort, sacerdote[Opcional] 1 8 O Batismo do Senhor[Festa] 9   10   11   12   13 São Hilário de Poitiers, bispo e doutor[Opcional] 14   2 15   16   17 São António do Egito, abade[Memorial] 18   19   20 São Fabiano, papa e mártir[Opcional] São Sebastião, mártir[Opcional] 21 Santa Inês virgem e mártir[Memorial] 3 22 São Vicente, diácono e mártir[Opcional] 23   24 São François de Sales, bispo e doutor[Memorial] 25 A Conversão de São Paulo, apóstolo[Festa] 26 São Timóteo, bispo[Memorial] São Tito, bispo e mártir[Memorial] 27 Santa Angela Mérici, virgem[Opcional] 28 São Tomás de Aquino, padre e médico[Memorial] 4 29   30   31 São João Bosco, padre[Memorial]   Fevereiro 2017 Calendário Romano Geral s Domingo Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado 5 1   2 Apresentação do Senhor[Festa] 3 São Brás, bispo e mártir[Opcional] São Ansgário de Hamburgo, bispo[Opcional] 4   5 5 Santa Águeda, virgem e mártir[Memorial] 6 Santos Paulo Miki e companheiros mártires[Memorial] 7   8 São Jerônimo Emiliani[Opcional] Santa Josefina Bakhita, virgem[Opcional] 9   10 Santa Escolástica, virgem[Memorial] 11 Nossa Senhora de Lourdes[Opcional] 6 12   13   14 São Cirilo, monge e São Metódio, bispo[Memorial] 15   16   17 Sete Santos Fundadores da Ordem dos Servitas[Opcional] 18   7 19   20   21 São Pedro Damião, bispo e doutor da Igreja[Opcional] 22 Cátedra de São Pedro, apóstolo[Festa] 23 São Policarpo bispo e mártir[Memorial] 24   25   8 26   27   28     Março 2017 Calendário Romano Geral s Domingo Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado 9 1 quarta feira de cinzas[Jejum] 2   3   4 São Casimiro[Opcional] 9 5   6   7 Santos Perpétua e Felicidade, mártires[Memorial] 8 São João de Deus, religioso[Opcional] 9 Santa Francisca de Roma, religiosa[Opcional] 10   11   10 12   13   14   15   16   17 São Patrício, bispo[Opcional] 18 São Cirilo de Jerusalém, bispo e doutor[Opcional] 11 19 São José marido da Virgem Maria[Solenidade] 20   21   22   23 São Turíbio de Mogrovejo, bispo[Opcional] 24   25 Anunciação do Senhor[Solenidade] 12 26   27   28   29   30   31     Abril 2017 Calendário Romano Geral s Domingo Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado 13 1   13 2 São Francisco de Paola, eremita[Opcional] 3   4 Santo Isidoro, bispo e doutor da Igreja[Opcional] 5 São Vicente Ferrer, padre[Opcional] 6   7 São João Batista de la Salle, sacerdote[Memorial] 8   14 9 Domingo de Ramos da Paixão do Senhor[Solenidade] 10   11 Santo Estanislau bispo e mártir[Memorial] 12   13 São Martinho I, papa e mártir[Opcional] Quinta-feira Santa[Solenidade] 14 Sexta-feira Santa[Solenidade] 15   15 16 Páscoa[Solenidade] Oitava da Páscoa Urbi et Orbe do Páscoa 17 Oitava da Páscoa 18 Oitava da Páscoa 19 Oitava da Páscoa 20 Oitava da Páscoa 21 Santo Anselmo de Cantuária, bispo e doutor da Igreja[Opcional] Oitava da Páscoa 22 Oitava da Páscoa 16 23 São Jorge, mártir[Opcional] Santo Adalberto, bispo e mártir[Opcional] A Festa da Divina Misericórdia (também conhecido como Domingo da Divina Misericórdia)[Solenidade] Oitava da Páscoa 24 São Fidelis de Sigmaringa, sacerdote e mártir[Opcional] 25 São Marcos Evangelista[Festa] 26   27   28 São Pedro Chanel, presbítero e mártir[Opcional] São Luís Maria Grignion de Montfort, sacerdote[Opcional] 29 Santa Catarina de Sena, virgem e doutora da Igreja[Memorial] 17 30 São Pio V, papa[Opcional]   Maio 2017 Calendário Romano Geral s Domingo Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado 18 1 São José, o trabalhador[Opcional] 2 Santo Atanásio, bispo e doutor[Memorial] 3 São Filipe, apóstolo[Festa] São Tiago, apóstolo[Festa] 4   5   6   18 7   8   9   10   11   12 Mártir Santos Nereu e Aquiles, mártires[Opcional] São Pancrácio, mártir[Opcional] 13 Nossa Senhora de Fátima[Opcional] 19 14 São Matias Apóstolo[Festa] 15   16   17   18 São João I, papa e mártir[Opcional] 19   20 São Bernardino de Siena, sacerdote[Opcional] 20 21 São Cristóvão Magallanes e companheiros mártires,[Opcional] 22 Santa Rita de Cássia[Opcional] 23   24   25 São Beda, o sacerdote e médico[Opcional] São Gregório VII, papa[Opcional] Santa Maria Madalena de Pazzi, virgem[Opcional] Ascensão do Senhor[Solenidade] 26 São Filipe Néri, padre[Memorial] 27 Santo Agostinho (Austin) de Cantuária, bispo[Opcional] 21 28   29   30   31 Visitação da Virgem Maria[Festa]   Junho 2017 Calendário Romano Geral s Domingo Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado 22 1 São Justino Mártir[Memorial] 2 Santos Marcelino e Pedro, mártires[Opcional] 3 Santos Carlos Lwanga e Companheiros Mártires[Memorial] 22 4 Pentecostes[Solenidade] 5 São Bonifácio, bispo e mártir[Memorial] 6 São Norberto, bispo[Opcional] 7   8   9 Santo Efrém, diácono e doutor[Opcional] 10   23 11 São Barnabé Apóstolo[Memorial] Santíssima Trindade[Solenidade] 12   13 Santo Antônio de Pádua, sacerdote e médico[Memorial] 14   15 Corpo e Sangue de Cristo[Solenidade] 16   17   24 18   19 São Romualdo, abade[Opcional] 20   21 São Luís Gonzaga, religioso[Memorial] 22 São Paulino de Nola, bispo[Opcional] São João Santos Fisher, bispo e mártir[Opcional] São Thomas More, mártir[Opcional] 23 Coração Sagrado de Jesus[Solenidade] 24 Nascimento de São João Batista[Solenidade] Imaculado Coração de Maria[Memorial] 25 25   26   27 São Cirilo de Alexandria, bispo e doutor[Opcional] 28 Santo Irineu, bispo e mártir[Memorial] 29 Santos Pedro e Paulo, Apóstolos[Solenidade] 30 Primeiros mártires da Igreja de Roma[Opcional]   Julho 2017 Calendário Romano Geral s Domingo Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado 26 1   26 2   3 São Tomé Apóstolo[Festa] 4 Santa Isabel de Portugal[Opcional] 5 São António Maria Zacarias, sacerdote[Opcional] 6 Santa Maria Goretti, virgem e mártir[Opcional] 7   8   27 9 São Agostinho Zhao Rong e companheiros mártires,[Opcional] 10   11 São Bento, abade[Memorial] 12   13 São Henry[Opcional] 14 São Camilo de Lellis, sacerdote[Opcional] 15 São Boaventura, bispo e doutor[Memorial] 28 16 Nossa Senhora do Monte Carmelo[Opcional] 17   18   19   20 São Apolinário de Ravena[Opcional] 21 São Lourenço de Brindisi, sacerdote e médico[Opcional] 22 Santa Maria Madalena[Memorial] 29 23 Santa Brígida, religiosa[Opcional] 24 São Sharbel Makhluf, eremita[Opcional] 25 São Tiago, apóstolo[Festa] 26 Santos Joaquim e Ana[Memorial] 27   28   29 Santa Marta[Memorial] 30 30 São Pedro Crisólogo, bispo e doutor[Opcional] 31 Santo Inácio de Loyola, sacerdote[Memorial]   Agosto 2017 Calendário Romano Geral s Domingo Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado 31 1 Santo Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja[Memorial] 2 São Eusébio de Vercelli, bispo[Opcional] São Pedro Julião Eymard, sacerdote[Opcional] 3   4 João Maria Batista Vianney, sacerdote[Memorial] 5 Dedicação da Basílica di Santa Maria Maggiore[Opcional] 31 6 Transfiguração do Senhor[Festa] 7 São Sisto II, papa, e companheiros, mártires[Opcional] São Caetano, sacerdote[Opcional] 8 São Domingos, padre[Memorial] 9 Santa Teresa Benedita da (Edith Stein) Cruz virgem e mártir[Opcional] 10 São Lourenço diácono e mártir[Festa] 11 Santa Clara, virgem[Memorial] 12 Santa Joana Francisca Fremyot de Chantal religiosa[Opcional] 32 13 Santos Ponciano, papa e mártir[Opcional] São Hipólito de Roma, padre e mártir[Opcional] 14 São Maximiliano Maria Kolbe, sacerdote e mártir[Memorial] 15 Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria[Solenidade] 16 Santo Estêvão da Hungria[Opcional] 17   18   19 São João Eudes, sacerdote[Opcional] 33 20 São Bernardo de Claraval, abade e doutor da Igreja[Memorial] 21 São Pio X, papa[Memorial] 22 Realeza da Bem-Aventurada Virgem Maria[Memorial] 23 Santa Rosa de Lima, virgem[Opcional] 24 São Bartolomeu Apóstolo[Festa] 25 São Louis[Opcional] São José de Calasanz, padre[Opcional] 26   34 27 Santa Mônica de Hipona[Memorial] 28 Santo Agostinho de Hipona, bispo e doutor da Igreja[Memorial] 29 A Decapitação de São João Batista, mártir[Memorial] 30   31     Setembro 2017 Calendário Romano Geral s Domingo Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado 35 1   2   35 3 São Gregório Magno, papa e doutor[Memorial] 4   5   6   7   8 Nascimento da Virgem Maria[Festa] 9 São Pedro Claver, sacerdote[Opcional] 36 10   11   12 Santo Nome de Maria Santíssima[Opcional] 13 São João Crisóstomo, bispo e doutor[Memorial] 14 Exaltação da Santa Cruz[Festa] 15 Nossa Senhora das Dores[Memorial] 16 São Cornélio, papa[Memorial] São Cipriano, bispo e mártir[Memorial] 37 17 São Roberto Belarmino, bispo e doutor[Opcional] 18   19 São Januário, bispo e mártir[Opcional] 20 São André Kim Taegon, sacerdote[Memorial] São Paul Chong Hasang e companheiros, mártires[Memorial] 21 São Mateus Evangelista, Apóstolo, Evangelista[Festa] 22   23 São Pio de Pietrelcina, sacerdote[Memorial] 38 24   25   26 São Cosme e São Damião, mártires[Opcional] 27 São Vicente de Paulo, padre[Memorial] 28 São Venceslau, mártir[Opcional] São Lourenço Ruiz e companheiros, mártires[Opcional] 29 Santos Miguel, Gabriel e Rafael, Arcanjos[Festa] 30 São Jerônimo, presbítero e doutor[Memorial]   Outubro 2017 Calendário Romano Geral s Domingo Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado 39 1 Santa Teresa do Menino Jesus, virgem e doutora[Memorial] 2 Anjos da Guarda[Memorial] 3   4 São Francisco de Assis[Memorial] 5   6 Saõ Bruno, sacerdote[Opcional] 7 Nossa Senhora do Rosário[Memorial] 40 8   9 São Denis de Paris e companheiros, mártires[Opcional] São João Leonardi, sacerdote[Opcional] 10   11   12   13   14 São Calisto I, papa e mártir[Opcional] 41 15 Santa Teresa de Ávila, virgem e doutora[Memorial] 16 Santa Edwiges, religiosa[Opcional] Santa Margarida Maria Alacoque, virgem[Opcional] 17 Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir[Memorial] 18 São Lucas Evangelista[Festa] 19 São Jean de Brébeuf, sacerdote e mártir[Opcional] São Isaac Jogues, sacerdote e mártir[Opcional] São Paulo da Cruz, sacerdote[Opcional] 20   21   42 22   23 São João de Capistrano, sacerdote[Opcional] 24 Santo António Maria Claret, bispo[Opcional] 25   26   27   28 São Simão, apóstol[Festa] São Judas, apóstol[Festa] 43 29   30   31     Novembro 2017 Calendário Romano Geral s Domingo Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado 44 1 Todos os Santos[Solenidade] 2 Dia de Finados[Solenidade] 3 São Martinho de Porres, religioso[Opcional] 4 São Carlos Borromeu, bispo[Memorial] 44 5   6   7   8   9 Dedicação da Basílica de Latrão[Festa] 10 São Leão Magno, papa e doutor[Memorial] 11 São Martinho de Tours, bispo[Memorial] 45 12 São Josafat bispo e mártir[Memorial] 13   14   15 Santo Alberto Magno, bispo e doutor[Opcional] 16 Santa Margarida da Escócia[Opcional] Santa Gertrudes, virgem[Opcional] 17 Santa Isabel da Hungria, religiosa[Memorial] 18 Dedicação das Basílicas dos Santos Pedro e Paulo, Apóstolos[Opcional] 46 19   20   21 Apresentação da Santíssima Virgem Maria[Memorial] 22 Santa Cecília[Memorial] 23 São Clemente I, papa e mártir[Opcional] São Columbano, religioso[Opcional] 24 Santo André Dung Lac e seus companheiros, mártires[Memorial] 25 Santa Catarina de Alexandria[Opcional] 47 26 Cristo Rei[Solenidade] 27   28   29   30 Santo André Apóstolo[Festa]   Dezembro 2017 Calendário Romano Geral s Domingo Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira Sábado 48 1   2   48 3 São Francisco Xavier, sacerdote[Memorial] 4 São João Damasceno, sacerdote e médico[Opcional] 5   6 São Nicolau, bispo[Opcional] 7 Santo Ambrósio, bispo e doutor[Memorial] 8 Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria[Solenidade] 9 São Juan Diego[Opcional] 49 10   11 São Dâmaso I, papa[Opcional] 12 Nossa Senhora de Guadalupe[Opcional] 13 Santa Luzia de Siracusa virgem e mártir[Memorial] 14 São João da Cruz, sacerdote e médico[Memorial] 15   16   50 17   18   19   20   21 São Pedro Canísio, sacerdote e médico[Opcional] 22   23 São João Câncio, sacerdote[Opcional] 51 24   25 Natal do Senhor[Solenidade] Oitava do Natal Urbi et Orbe do Natal 26 Santo Estevão, primeiro mártir[Festa] Oitava do Natal 27 São João Apóstolo e Evangelista[Festa] Oitava do Natal 28 Santos Inocentes, mártires[Festa] Oitava do Natal 29 São Tomás Becket, bispo e mártir[Opcional] Oitava do Natal 30 Oitava do Natal 52 31 São Silvestre I, papa[Opcional] Sagrada Família[Festa] Oitava do Natal Janeiro 2017 | Fevereiro 2017 | Março 2017 | Abril 2017 | Maio 2017 | Junho 2017 | Julho 2017 | Agosto 2017 | Setembro 2017 | Outubro 2017 | Novembro 2017 | Dezembro 2017 | Notas: [Solenidade] As principais celebrações da Igreja recebem o nome de solenidade. Como o próprio nome indica, a solenidade é "a festa das festas". [Memorial] Dia memorial para comemorar um santo ou santos. [Opcional] Dia memorial opcional para comemorar um santo ou santos. [Festa] Uma celebração religiosa anual. [Jejum] Jejum espiritual. Ano Litúrgico 2016-2017 O seguinte é uma imagem animada do ano litúrgico 2016-2017, de acordo com o rito católico romano. É chamado de "Ano Litúrgico" ou "Ano Cristão", no momento que vão desde o primeiro domingo do Advento e na última semana do Tempo Comum, durante o qual a Igreja celebra todo o mistério de Cristo, desde o nascimento até a sua segunda vinda. Pode-se dizer que o ano litúrgico consiste em duas vezes: os tempos fortes e tempo comum. Os tempos fortes são, Advento, Natal, Quaresma e Páscoa, durante a qual um mistério particular de salvação é celebrada. Tempo Comum, por sua vez, não mantém qualquer mistério particular, mas sim o mesmo mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. Tempo Comum é dividido em duas partes ao longo do ano litúrgico e no total dura 33 ou 34 semanas. Note que na imagem abaixo a data correspondente de 2017-01-01 foi destacado.

Fonte: https://www.vercalendario.info/pt/evento/liturgia-catolica-ano-calendario-2017.html

Fonte: https://www.vercalendario.info/pt/evento/liturgia-catolica-ano-calendario-2017.html

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015



O Natal contado pelas crianças


Feliz Natal!





Feliz Natal


Homilia do Papa na Missa do Galo - 24/12/15

Papa diante da imagem do Menino Jesus na Basílica Vaticana / Foto: Reprodução CTV


Nesta noite, resplandece «uma grande luz» (Is 9, 1); sobre todos nós, brilha a luz do nascimento de Jesus. Como são verdadeiras e atuais as palavras que ouvimos do profeta Isaías: «Multiplicaste a alegria, aumentaste o júbilo» (9, 2)! O nosso coração já estava cheio de alegria vislumbrando este momento; mas, agora, aquele sentimento multiplica-se e sobreabunda, porque a promessa se cumpriu: finalmente realizou-se. Júbilo e alegria garantem-nos que a mensagem contida no mistério desta noite provém verdadeiramente de Deus. Não há lugar para a dúvida; deixemo-la aos cépticos, que, por interrogarem apenas a razão, nunca encontram a verdade. Não há espaço para a indiferença, que domina no coração de quem é incapaz de amar, porque tem medo de perder alguma coisa. Fica afugentada toda a tristeza, porque o Menino Jesus é o verdadeiro consolador do coração.

Hoje, o Filho de Deus nasceu: tudo muda. O Salvador do mundo vem para Se tornar participante da nossa natureza humana: já não estamos sós e abandonados. A Virgem oferece-nos o seu Filho como princípio de vida nova. A verdadeira luz vem iluminar a nossa existência, muitas vezes encerrada na sombra do pecado. Hoje descobrimos de novo quem somos! Nesta noite, torna-se-nos patente o caminho que temos de percorrer para alcançar a meta. Agora, deve cessar todo o medo e pavor, porque a luz nos indica a estrada para Belém. Não podemos permanecer inertes. Não nos é permitido ficar parados. Temos de ir ver o nosso Salvador, deitado numa manjedoura. Eis o motivo do júbilo e da alegria: este Menino «nasceu para nós», foi-nos «dado a nós», como anuncia Isaías (cf. 9, 5). A um povo que, há dois mil anos, percorre todas as estradas do mundo para tornar cada ser humano participante desta alegria, é confiada a missão de dar a conhecer o «Príncipe da paz» e tornar-se um instrumento eficaz d’Ele no meio das nações.

Por isso, quando ouvirmos falar do nascimento de Cristo, permaneçamos em silêncio e deixemos que seja aquele Menino a falar; gravemos no nosso coração as suas palavras, sem afastar o olhar do seu rosto. Se O tomarmos nos nossos braços e nos deixarmos abraçar por Ele, dar-nos-á a paz do coração que jamais terá fim. Este Menino ensina-nos aquilo que é verdadeiramente essencial na nossa vida. Nasce na pobreza do mundo, porque, para Ele e sua família, não há lugar na hospedaria. Encontra abrigo e proteção num estábulo e é deitado numa manjedoura para animais. E todavia, a partir deste nada, surge a luz da glória de Deus. A partir daqui, para os homens de coração simples, começa o caminho da verdadeira libertação e do resgate perene. Deste Menino, que, no seu rosto, traz gravados os traços da bondade, da misericórdia e do amor de Deus Pai, brota – em todos nós, seus discípulos, como ensina o apóstolo Paulo – a vontade de «renúncia à impiedade» e à riqueza do mundo, para vivermos «com sobriedade, justiça e piedade» (Tt 2, 12).

Numa sociedade frequentemente embriagada de consumo e prazer, de abundância e luxo, de aparência e narcisismo, Ele chama-nos a um comportamento sóbrio, isto é, simples, equilibrado, linear, capaz de individuar e viver o essencial. Num mundo que demasiadas vezes é duro com o pecador e brando com o pecado, há necessidade de cultivar um forte sentido da justiça, de buscar e pôr em prática a vontade de Deus. No seio duma cultura da indiferença, que não raramente acaba por ser cruel, o nosso estilo de vida seja, pelo contrário, cheio de piedade, empatia, compaixão, misericórdia, extraídas diariamente do poço de oração.

Como os pastores de Belém, possam também os nossos olhos encher-se de espanto e maravilha, contemplando no Menino Jesus o Filho de Deus. E, diante d’Ele, brote dos nossos corações a invocação: «Mostra-nos, Senhor, a tua misericórdia, concede-nos a tua salvação» (Sal 85/84, 8)

Fonte:http://papa.cancaonova.com/homilia-do-papa-na-missa-do-galo-241215/

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Ano da Misericórdia convocado pelo Papa Francisco começa em dezembro


Ano da Misericórdia convocado pelo Papa Francisco começa em dezembro

“Sede misericordiosos como o Pai”.
Este será o lema do Ano da Misericórdia que tem início no dia 8 de dezembro desde ano, na solenidade da Imaculada Conceição, e se concluirá em novembro de 2016.

O Ano extraordinário foi convocado pelo pontífice durante celebração da penitência, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.
Naquela ocasião, ele destacou. “Pensei muitas vezes no modo como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos fazer este caminho. Por isso decidi proclamar um Jubileu Extraordinário que tenha no seu centro a misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia”, disse Francisco

A iniciativa do papa convida ainda os fiéis do mundo inteiro a celebrarem o Sacramento da Reconciliação. De acordo com comunicado da Santa Sé, a abertura do jubileu irá acontecer no 50º aniversário do encerramento do Concílio Vaticano II e, “adquire um significado particular, impelindo a Igreja a continuar a obra começada pelo Vaticano II”.

O Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, responsável pela organização das celebrações deste jubileu, recorda em nota oficial que o papa Francisco tinha afirmado no início de 2015 que se vivia “o tempo da misericórdia”.

O lema episcopal do papa Francisco é ‘miserando atque eligendo’, que recorda passagem do Evangelho de São Mateus: “olhou-o com misericórdia e escolheu-o”.


Fonte: http://cnbbco.org.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=264:ano-da-misericordia-convocado-pelo-papa-francisco-comeca-em-dezembro&catid=4:noticias&Itemid=11

Mês missionário: as estatísticas da Igreja Católica 2015

Mês missionário: as estatísticas da Igreja Católica 2015


Por ocasião do Dia Mundial das Missões celebrado este domingo, 18 de outubro, a Agência Fides apresentou, como de costume, alguns dados estatísticos escolhidos para traçar um panorama da Igreja do mundo. Os dados foram retirados do último Anuário Estatístico da Igreja e dizem respeito aos membros da Igreja, às suas estruturas pastorais, às atividades no campo da saúde, assistencial e educativo.
População Mundial
De 31 de dezembro de 2013 a população mundial era de cerca 7.093.798.000, com um aumento de 70.421.000 em relação ao ano precedente. O aumento global diz respeito este ano também a todos os continentes: os aumentos mais consistentes foram verificados na Ásia e África, seguidos pela América, Europa e Oceania.
O número de católicos na data de 31 de dezembro de 2013 era cerca de 1.253.926.000, com um aumento de 25.305.000 em relação ao ano precedente. O aumento foi maior na África e América, seguido pela Ásia, Europa. Na Oceania houve uma leve diminuição. O percentual total de católicos aumentou em 0,19%, chegando a 17,68%.
Habitantes e católicos por sacerdote
O número de habitantes por sacerdote aumentou também este ano em 180 novos padres, chegando a um total de 13.752. Os principais aumentos foram verificados na América, Europa e Oceania, com diminuição na África e Ásia.
O número de católicos por sacerdote, por sua vez, aumentou em 54 unidades, chegando ao número de 3.019. Também neste ano foram registrados aumentos na América, Europa e Oceania e diminuição na Ásia e na África.
Circunscrições Eclesiásticas e estações missionárias
As Circunscrições Eclesiásticas são 8 a mais em relação ao ano precedente, chegando a 2.989, com novas Circunscrições criadas na África, América, Ásia, Europa e Oceania. As estações missionárias com sacerdote residente são 1.871 e registram aumentos na África, Ásia e Oceania e diminuição na América e Europa. As estações missionárias sem sacerdote residente aumentaram em 3.074 unidades, chegando assim o número de 133.869. Aumentam na África, América, Ásia e Oceania. Única diminuição verificada foi na Europa.
Bispos
Em relação ao ano precedente, a Igreja ganhou 40 novos bispos em todo o mundo, chegando a um total de 5.173. Contrariamente à situação dos últimos anos, em que houve um aumento de Bispos diocesanos e uma diminuição dos religiosos, neste ano houve um aumento nas duas “categorias”. Os bispos diocesanos são 3.945, enquanto os Bispos religiosos são 1.228. O aumento dos Bispos diocesanos diz respeito a todos os continentes, com exceção da Oceania. Os Bispos religiosos tiveram um aumento em todos os continentes, à exceção da Oceania onde permaneceu inalterado.
Sacerdotes
O número total de sacerdotes no mundo aumentou em 1.035 em relação ao ano precedente, chegando a um total de 415.348. A Europa foi o continente que apresentou a maior diminuição, seguida pela Oceania. África, América e Ásia registraram um aumento no número de padres. Os sacerdotes diocesanos no mundo aumentaram em 971, chegando a um total de 280.532, com aumentos na África, América, Ásia e Oceania. A diminuição ocorreu também neste ano na Europa. Os sacerdotes religiosos, por sua vez, tiveram um aumento total de 64 novos padres, chegando a um total de 134.816, consolidando a tendência verificada nos últimos anos, que viu seu crescimento na África e Ásia e diminuição na América, Europa e Oceania.
Diáconos Permanente
Os diáconos permanentes no mundo aumentaram em 1.091 unidades, chegando a um total de 43.195. O aumento mais consistente foi verificado mais uma vez na América e na Europa, seguido pela África, Ásia e Oceania. Os Diáconos permanentes diocesanos são no mundo 42.650, com um aumento total de 1.084. O aumento é verificado em todos os continentes: África, América, Ásia, Europa, Oceania. Os Diáconos permanentes religiosos são 545, aumentados em 7 “unidades” em relação ao ano precedente, com aumentos verificados na África, América e Oceania e diminuição na Ásia e Europa.
Religiosos e religiosas
Os religiosos não sacerdotes diminuíram em 61, em contra tendência em relação aos últimos anos, chegando a um total de 55.253. Os aumentos foram registrados na América, Ásia e Oceania e a diminuição na África e Europa. Também este ano se confirma a tendência à diminuição global das religiosas, com 8.954 a menos, totalizando 693.575. Os aumentos são verificados, novamente, na África e Ásia e as diminuições na América, Europa e Oceania.
Institutos Seculares
Os membros dos Institutos Seculares masculinos são 712, com uma diminuição global de 59. À nível continental, houve um crescimento somente na África, enquanto diminuíram na América, Ásia, Europa, permanecendo inalterada também neste ano na Oceania. Os membros dos Institutos Seculares femininos diminuíram em 747 unidades, chegando a um total de 23.955 membros. Aumentam na África e Ásia, enquanto diminuem na América, Europa e Oceania.
Missionários leigos e catequistas
O número total de missionários leigos no mundo é de cerca 367.679, com um aumento global de 5.191 verificado em todos os continentes, à exceção da Oceania que verificou uma leve diminuição. Os catequistas no mundo diminuíram em 13.075, chegando a um total de 3.157.568. Aumentos significativos foram verificados na África e na Ásia, enquanto as diminuições ocorreram nos outros continentes.
Seminaristas maiores
Os seminaristas maiores, diocesanos e religiosos, diminuíram globalmente em 1.800, totalizando 118.251. Os aumentos foram registrados somente na África, enquanto diminuíram na América, Ásia, Europa e Oceania. Os seminaristas maiores diocesanos são 71.537 e os religiosos 46.714. Para os seminaristas diocesanos os aumentos interessam à África e Ásia, enquanto diminuem na América, Europa e Oceania. Os seminaristas maiores religiosos diminuíram em todos os continentes.
Seminaristas menores
O número total de seminaristas menores, diocesanos e religiosos, diminuiu de 775, totalizando 101.928. Aumentaram na América, Ásia e Oceania, enquanto diminuíram na África e Europa. Os seminaristas menores diocesanos são 78.556 e os religiosos 23.372. Para os seminaristas diocesanos a diminuição é registrada em todos os continentes à exceção da Ásia. Os seminaristas menores, pelo contrário, estão em crescimento na África, América e Oceania, enquanto diminuem na Ásia e Europa.
Institutos de educação
No campo da instrução e da educação, a Igreja administra no mundo 73.263 escolas maternas frequentadas por 6.963.669 alunos; 96.822 escolas primárias para 32.254.204 alunos; 45.699 Institutos secundários para 19.407.417 alunos. Além disto acompanha 2.309.797 alunos das escolas superiores e 2.727.940 estudantes universitários.
Institutos de saúde, de beneficência e assistência
Os Institutos de beneficência e assistência administrados pela Igreja incluem 5.034 hospitais com as presenças maiores na América e África; 16.627 dispensários, na maior parte na África, América e Ásia; 611 leprosários distribuídos principalmente na Ásia e África; 15.518 casas para idosos, doentes crônicos e deficientes, na maior parte na Europa  América; 9.770 orfanatrófios na maior parte na Ásia; 12.082 jardins de infância com maior número na Ásia e América; 14.391 consultórios matrimoniais, na maior parte na América e Europa; 3.896  centros de educação e reeducação social e 38.256 instituições de outro tipo.
Circunscrições Eclesiásticas dependentes da Congregação para a evangelização dos Povos
As Circunscrições Eclesiásticas dependentes da Congregação para a Evangelização dos Povos em 13 de outubro de 2015 são 1.111, com um aumento de duas circunscrições em relação ao ano precedente. A maior parte das circunscrições eclesiásticas confiadas à Propaganda Fidei se encontra na África e Ásia, seguidas por América e Oceania. (JE)
Fonte:http://www.missaosalesiana.org.br/mes-missionario-as-estatisticas-da-igreja-catolica-2015/

Por que as pessoas não estão mais rezando pelas almas do Purgatório?



Por que as pessoas não estão mais rezando pelas almas do Purgatório?

O Concílio de Trento, em 1563, ensinou que o purgatório existe e que as almas aí retidas podem ser ajudadas pelos sufrágios dos fiéis e sobretudo pelo santo sacrifício do altar.
Entrar no céu e participar da glória de Deus é o anseio de cada cristão. No entanto, para que isso aconteça é preciso que a pessoa esteja totalmente purificada de seus pecados e pronta para amar a Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e com todo o seu entendimento.

Para a expiação dos pecados existe o Purgatório. O Concílio de Trento, em sessão datada de 3 e 4 de dezembro de 1563, emitiu o seguinte decreto:
a) Já que a Igreja católica, instruída pelo Espírito Santo, a partir das sagradas Escrituras e da antiga tradição dos Padres, nos sagrados concílios e mais recentemente neste Sínodo ecumênico, ensinou que o purgatório existe e que as almas aí retidas podem ser ajudadas pelos sufrágios dos fiéis e sobretudo pelo santo sacrifício do altar, o santo Sínodo prescreve aos bispos que se empenhem diligentemente para que a sã doutrina sobre o purgatório, transmitida pelos santos Padres e pelos sagrados Concílios, seja acreditada, mantida , ensinada e pregada por toda parte.[1]

Para rezar pelas almas do Purgatório, o fiel deve exercitar três virtudes: a fé, a caridade e a justiça. Quanto a fé é preciso crer naquilo que a Igreja ensina. Como vemos acima, o Purgatório existe e ela afirma que, para ele “vão as almas das pessoas que morreram em estado de graça, mas ainda não satisfizeram completamente por seus pecados e penas temporais”.[2]
Ora, a maior parte das pessoas vai para o Purgatório, isso é inegável, pois são pouquíssimas as que chegam a tão alto grau de santidade ainda nesta vida ou aquelas que, na hora da morte, receberam indulgência plenária.
Contudo, é possível ajudar as almas que, embora salvas, devem padecer suas penas. Isso pode se dar através da oração, penitência e obras de caridade, já que essas almas nada podem fazer por si mesmas e contam exclusivamente com a ajuda dos que estão ainda nesta vida. E o maior auxílio que se pode prestar a elas é a Santa Missa. O mesmo Concílio de Trento afirma em seu Cânon 3:
Se alguém disser que o sacrifício da Missa só e de louvor e ação de graças, ou mera comemoração do sacrifício realizado na cruz, porém não sacrifício propiciatório; ou que só aproveita a quem o recebe e não se deve oferecer pelos vivos e defuntos, pelos pecados, penas, satisfações e outras necessidades: seja anátema.
Antigamente havia o piedoso costume de se terminar a lista de intenções da Missa com um pedido pelas almas padecentes. Infelizmente esse gesto caiu em desuso e seria salutar recuperá-lo. Trata-se de um gesto de caridade para com aqueles que estão impossibilitados.

E a caridade é a segunda virtude a ser exercitada. Ela consiste em amar. Amas estas pessoas que são as mais necessitadas, pois nada podem fazer, estão num estado de total passividade, completamente dependentes da caridade dos que estão nesta vida. De nada adiantar rezar para aquelas almas que estão no Inferno, sua condição é eterna; nem para aquelas que já estão no Céu, pois são elas que intercedem pelos vivos. O dever de caridade de cada um é, portanto, pedir por aqueles que padecem suas penas no Purgatório.

Nossa Senhora, em Fátima, ensinou a rezar do seguinte modo: “Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem”. E as que mais precisam são justamente as que estão no Purgatório.
A terceira virtude que deve ser exercitada é a Justiça. Ela possui dois aspectos: o primeiro é o da piedade para com os antepassados. Existe uma obrigação filial em se rezar pela ascendência. Deve-se a própria vida a cada um deles.

O segundo aspecto é por causa da justiça em seu sentido estrito, ou seja, quantas pessoas não estão no Purgatório padecendo por nossa culpa? Os maus exemplos, a cumplicidade no pecado, os maus conselhos; quantas pessoas foram levadas ao pecado por nossa causa e hoje, falecidas, estão pagando no Purgatório e se purificando para ver a Deus por nossa culpa? Portanto, é obrigação de justiça rezar por elas.
Assim, urge exercitar as três virtudes, recuperando a prática de piedade que a Igreja acalenta a tantos séculos que é rezar pelos falecidos.

Referências biliográficas
1. Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e moral, Denzinger-Hünnermann, nº 1820
2. Idem, M:2bc
3. Ibidem, nº 1753

https://padrepauloricardo.org/episodios/por-que-as-pessoas-nao-estao-mais-rezando-pelas-almas-do-purgatorio

Porque rezar pelas almas do Purgatório?

O purgatório é um lugar de sofrimentos em que as almas se purificam, solvendo suas dívidas, antes de serem admitidas no céu, onde só entrará quem for puro. Sua existência se baseia no testemunho da Sagrada Escritura e da Tradição. Vários Concílios o definiram como dogma; Santos Padres e Doutores da Igreja o atestam a uma voz. Há uma prisão da qual não se sairá senão quando tiver pago o último centavo. (Mal. 18).

A Igreja, querendo que não nos esqueçamos das almas, consagrou um dia inteiro todos os anos à oração pelos finados. Determinou que em todas as missas houvesse uma recomendação e um momento especial pelos mortos. Ela aprova, sustenta e estimula a caridade pelos falecidos.

Como são esquecidos os mortos! Exclamava Santo Agostinho! E no entanto acrescenta S. Francisco de Sales, em vida eles nos amavam tanto. Nos funerais: lágrimas, soluços, flores. Depois, um túmulo e o esquecimento. Morreu... acabou-se!

Se cremos na vida eterna, cremos no purgatório. E se cremos no purgatório, oremos pelos mortos. O purgatório é terrível e bem longo para algumas almas, por isso devemos rezar muito pelas almas, socorrendo as almas, praticando a caridade em toda sua extensão. A devoção as almas do purgatório diz São Francisco de Sales encerra todas as obras de misericórdia, cuja prática, elevada ao sobrenatural nos há de merecer o céu.

 A Santa Missa é o sacrifício de expiação por excelência. É a renovação do calvário, que salvou o gênero humano. A cada Missa, diz São Jerônimo, saem muitas almas do purgatório. Depois da Missa...

A Comunhão. A Eucaristia é um Sacramento de descanso e paz para os defuntos, diz Santo Ambrósio. E o mesmo afirmam São Cirilo e São João Crisóstomo. Procuremos fazer boas comunhões lembrando-nos que quanto melhor as fizermos tanto mais aliviaremos os mortos. O Papa Paulo V estimulou a prática das comunhões pelas almas padecentes. Temos também as indulgências que entregamos a Deus para solver as dívidas das almas.Recitemos pequenas jaculatórias indulgenciadas. É tão fácil repeti-las em toda hora.

É uma mina de ouro que está a nossa disposição. Nossas orações são um meio de ajudar a salvar almas do purgatório.

São João Damasceno diz que há muito testemunho encontrado na vida dos Santos que provou claramente as vantagens da oração que se fazem pelos defuntos. Nossos sofrimentos junto a prece tem uma eficácia extraordinária para obter de Deus todas as graças. Aliviemos as almas do purgatório', com tudo que nos mortifica. A Via Sacra é uma prática das mais ricas de piedade. O Rosário é a rainha das devoções indulgenciadas.

Santa Gertrudes afirmava que uma palavra dita do fundo do coração e animada de sólida devoção tem mais eficácia que grande número de orações, feitas com pouco fervor.
Mais uma forma de ajudar as almas é dar esmola ao pobre em sufrágio das almas benditas. As lágrimas que vossas esmolas enxugarem, o alívio que tiverdes dado aos que padecem fome, sede e frio, serão o alívio no purgatório para as almas sofredoras. É uma dupla caridade, socorrer os pobres por amor das almas. É dar duas vezes. Socorre os vivos e os mortos.

www.obradoespiritosanto.com


                                 

                          O Pai Nosso das Almas do Purgatório

 Um dia em que Santa Matilde havia acabado de comungar e oferecer a Deus a Hóstia Preciosíssima, a fim de que Ela servisse para a libertação das almas do Purgatório, com a remissão de seus pecados e a reparação de suas negligências, ouviu o Senhor dizer-lhe:
“Reze por elas um Pai Nosso em união com a intenção que eu tive, ao tirá-lo do Meu Coração, a fim de ensiná-lo aos homens”.
Ao mesmo tempo, a inspiração Divina desvendou à Santa as intenções .

E quando Santa Matilde acabou de rezar o Pai Nosso nessas intenções, ela viu uma grande multidão de almas, rendendo graças a Deus pela sua libertação do Purgatório, numa alegria extrema. A cada vez que a Santa rezava essa oração, via uma legião de almas subindo para o Céu.

O pedido da récita desta oração foi repetido a uma senhora suíça em 1968, no Santuário Mariano de Einsiedeln.
Socorramos as pobres almas do Purgatório, que nada podem para si mesmas, a não ser sofrer, esperando pelos nossos sufrágios, rezar por nós e serem gratas.
(uma versão deste Pai Nosso acrescenta uma jaculatória após cada trecho da oração)

PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU… Eu vo-lo peço, ó Pai Eterno, que perdoeis às almas do Purgatório por não Vos terem amado, nem rendido toda a honra que Vos é devida a Vós, seu Senhor e Pai, que só por pura graça as adotastes como filhas. E elas, no entanto, por causa de seus pecados, Vos expulsaram de seu coração onde desejáveis sempre habitar. Em reparação desses pecados por elas cometidos, eu Vos ofereço todo o amor e toda a veneração que o Vosso Filho feito Homem Vos testemunhou ao longo de toda a Sua vida terrestre, e eu Vos ofereço todas as ações de penitência e de satisfação pelas quais Ele apagou e expiou os pecados dos homens.

SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME… Eu Vos suplico, ó Eterno PAI, que perdoeis às almas do Purgatório, por não terem honrado dignamente o Vosso Santo Nome, por terem-No pronunciado freqüentemente em vão e terem-se tornado, pela sua vida de pecado, indignas do nome de cristão. Em reparação desses pecados por elas cometidos, eu Vos ofereço toda a honra que o Vosso Filho bem-amado rendeu ao Vosso Nome, por Suas palavras e obras, ao longo de toda a Sua vida terrestre.

VENHA A NÓS O VOSSO REINO… Eu Vos rogo, ó Eterno PAI, perdoar as almas do Purgatório, por não terem sempre procurado nem desejado o Vosso Reino com bastante zelo, este Reino que é o único lugar onde reinam o verdadeiro repouso e a eterna PAZ. Em reparação desta indiferença em praticar o bem, eu Vos ofereço o Santíssimo desejo com o qual o Vosso Filho desejou que, também elas, fossem as herdeiras do Seu REINO.

SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU… Eu Vos rogo, ó Eterno PAI, que perdoeis às almas do Purgatório por não terem submetido a sua vontade própria à Vossa, nem terem procurado fazer a Vossa Vontade acima de todas as coisas. Em reparação dessa desobediência, eu Vos ofereço a perfeita conformidade do Coração pleno de Amor do Vosso Divino Filho, com a Vossa Santa Vontade, e a submissão que Vos testemunhou, obedecendo-Vos até à morte de cruz.

O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE… Eu Vos rogo ó Eterno PAI, perdoar às almas do Purgatório por não terem recebido a SAGRADA COMUNHÃO com bastante desejo, por terem-Na freqüentemente recebido sem recolhimento e sem amor, até mesmo indignamente, e ainda terem negligenciado em recebê-La. Em reparação de todos esses pecados, eu Vos ofereço a eminente Santidade e o grande Recolhimento de Nosso Senhor JESUS CRISTO, assim como o ardente AMOR com que Ele nos fez este incomparável Dom.
Eu Vos rogo ainda por aquelas almas que comungaram sem fé, sem gesto de adoração, não cuidando das migalhas da Hóstia, com roupas indecentes ou até provocadoras, sem terem se confessado, com pecados mortais. Eu Vos rogo, igualmente, pelas almas dos protestantes que rejeitaram este Augusto Sacramento, e agora o lamentam no meio das chamas. Compadecei-Vos delas, suscitando em mim, em seu lugar, a Fome Eucarística.

PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TÊM OFENDIDO… Eu Vos rogo, ó Eterno Pai, perdoar às almas do Purgatório, de terem se tornado culpadas, sucumbindo aos pecados mortais e por não terem querido nem amar nem perdoar a seus inimigos. Em reparação desses pecados, eu Vos ofereço a oração cheia de amor que, na cruz, o Vosso Divino Filho Vos dirigiu em favor de Seus inimigos.

NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO… Eu Vos rogo, ó Eterno Pai, perdoar as almas do Purgatório, por não terem freqüentemente resistido às tentações e às paixões e seguido o inimigo de todo o Bem,  e de terem-se abandonado às concupiscências da carne. Em reparação de todos estes pecados em suas múltiplas formas dos quais se tornaram culpadas, eu Vos ofereço a gloriosa Vitória que Nosso Senhor Jesus Cristo obteve sobre o mundo, assim como a Sua Santíssima Vida, Seu trabalho e Suas penas, Seu sofrimento e morte crudelíssima.

MAS LIVRAI-NOS DO MAL e de todos os castigos, em virtude dos méritos de Vosso Filho bem-amado, e conduzi-nos, assim como as almas do Purgatório, ao Vosso Reino de Glória que sois Vós mesmo. AMÉM!

Extraído do folheto “O Pai Nosso das Almas do Purgatório”
Pedidos: Editora da Divina Misericórdia
Rua Campinas, 475
Esplanada
Belo Horizonte-MG
30280-090
http://rosariopermanente.leiame.net/devocoes/almas/painosso-das-almas.html

ORAÇÃO DE SANTA GERTRUDES
pelas almas do Purgatório.
(Jesus prometeu à Santa Gertrudes
que salvaria mil almas do purgatório todos os dias,
por cada pessoa que rezar com fervor esta Oração)
Eterno Pai ofereço-Vos o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as Missas que hoje são celebradas em todo o mundo; por todas as Santas almas do purgatório, pelos pecadores de todos os lugares, pelos pecadores de toda a Igreja, pelos de minha casa e de meus vizinhos. Amém.