Catequistas de Conquista

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

História da Solenidade de Cristo Rei


Viva Cristo Rei!

Sabe-se que a Igreja encerra seu Ano Litúrgico com a Solenidade Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. No entanto, poucos se dão conta de que se trata de uma festa relativamente recente, pois só foi instituída em 1925, portanto há menos de cem anos.

Mas o que levou o papa Pio XI a dedicar a primeiríssima encíclica de seu pontificado à criação de uma festa de Cristo Rei? (cf. carta encíclica Quas primas, 11/12/1925).

No início do século XX, o mundo, que ainda estava se recuperando da Primeira Guerra Mundial, fora varrido por uma onda de secularismo e de ódio à Igreja, como nunca visto na história do Ocidente. O fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, o comunismo na Rússia, a revolução maçônica no México, anti-clericalismos e governos ditatoriais grassavam por toda parte.
Papa Pio XVIPapa Pio XVI

É neste contexto que, sem medo de ser literalmente “politicamente incorreto”, o papa Pio XI institui uma festa litúrgica para celebrar uma verdade de nossa fé: mesmo em meio a ditaduras e perseguições à Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo continua a reinar, soberano, sobre toda a história da humanidade.

Recordar que Jesus é Rei do Universo foi um gesto de coragem do Santo Padre. Com as revoluções que se seguiram ao fim do primeiro conflito mundial, em 1917, o título de Cristo Rei tornara-se um tanto impopular. Se o Papa tivesse exaltado Jesus como profeta, mestre, curador de enfermos, servo humilde, vá lá! Qualquer outro título teria sido mais aceitável. Mas Cristo Rei?!…

Mesmo assim, nadando contra a correnteza e se opondo ao secularismo ateu e anti-clerical, o Vigário de Cristo na terra instituiu esta solenidade para nos recordar que todas as coisas culminam na plenitude do Cristo Senhor: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim de todas as coisas” (Ap 1, 8). É necessário reavivar a fé na restauração e na reparação universal realizadas em Cristo Jesus, Senhor da vida e da história.

Com esta solenidade o Papa Pio XI esperava algumas mudanças no cenário mundial:
Que as nações reconhecessem que a Igreja dever estar livre do poder do Estado (Quas primas, 32).
Que os líderes das nações reconhecessem o devido respeito e obediência a Nosso Senhor Jesus Cristo (Quas primas, 31).
Que os fieis, com a celebração litúrgica e espiritual desta solenidade, retomassem coragem e força e renovassem sua submissão a Nosso Senhor, fazendo com que ele reine em seus corações, suas mentes, suas vontades e seus corpos (Quas primas, 33).

Encerrar o Ano Litúrgico com a Solenidade de Cristo Rei é consagrar a Nosso Senhor o mundo inteiro, toda a nossa história e toda nossa vida. É entregar à sua infinita misericórdia um mundo onde reina o pecado.

Pilatos pergunta a Jesus se ele é rei. Nosso Salvador responde que seu Reino não é deste mundo. Ou seja, não é deste mundo “inventado” pelo homem e pelo pecado: o mundo da injustiça, da escravidão, da violência, do ódio, da morte e da dor. Ele é rei do Reino de seu Pai e, como rei-pastor, desde o alto da cruz, guia a sua Igreja em meio às tribulações.

Sabemos que o Reinado de Cristo não se realizará por um triunfo histórico da Igreja. É isto que nos recorda o Catecismo da Igreja Católica em seu número 677. Mesmo assim, no final, haverá sem dúvida uma vitória de Deus sobre o mal. Só que esta vitória acontecerá como acontecem todas as vitórias de Deus: através da morte e da ressurreição. A Igreja só entrará na glória do Reino se passar por uma derradeira Páscoa. A Esposa deve seguir o caminho do Esposo.

É assim que, nesta festa, o manto vermelho de Cristo assinala a realeza de Nosso Senhor, mas também nos recorda o sangue de tantos mártires Cristãos de nossa história recente. Foram fieis católicos que, ouvindo os apelos do Sucessor de Pedro, não tiveram medo de entregar suas próprias vidas e de morrer aos brados de “viva Cristo Rei!”
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Jr.
Fonte:http://www.carmelitasmensageiras.com.br/espiritualidade_030.htm

domingo, 17 de novembro de 2013

Dia Nacional da Juventude propôs reflexão em paróquias e comunidades do Brasil

06/11/2013 28º DNJ 

 Para a Igreja no Brasil, 2013 foi um ano dedicado à juventude. Além da Campanha da Fraternidade sobre o tema “Eis-me aqui, envia-me!”, que apresentou a atual situação dos jovens na sociedade, realizou-se ainda a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. 

 Como encerramento deste ano da juventude, o 28° Dia Nacional da Juventude (DNJ) 2013, celebrado no último dia 3, abordou o tema “Juventude e Missão” e o lema “Jovem: levante-se, seja fermento!”. 

 “Todos esses eventos, em prol da juventude, despertaram no coração da Igreja a opção afetiva e efetiva que os bispos do Brasil confirmaram no Documento 85″, disse o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, Pe. Antônio Ramos do Prado, sobre o documento “Evangelização da Juventude”. 

 Ainda de acordo com o assessor, a importância do DNJ está em “agregar valores evangélicos e culturais aos jovens, que ajudam a fortalecer o ministério do discipulado e missionariedade dentro e fora da Igreja”. 

Pe. Antônio Ramos afirma que o DNJ levou para todas as paróquias do Brasil missões populares, fóruns sobre juventude, vigílias. Lembrou que no último domingo do mês de outubro a maioria das dioceses do Brasil celebraram a vida da juventude. 

 “Há 28 anos, a Igreja do Brasil procura viver em todas as paróquias questões ligadas à juventude”, disse o assessor. Todos os anos são propostos tema, lema e iluminação bíblica inspirados pela realidade em que vivem os jovens. Este a ano, a iluminação bíblica proposta foi: “Quanto a você, arregace suas mangas, levante-se e diga a eles tudo o que eu mandar. Não tenha medo” (Jr 1,17). (MJ/CNBB)
 Por Rádio Vaticano - 

Fonte:http://noticiascatolicas.com.br/dia-nacional-da-juventude-propos-reflexao-em-paroquias-e-comunidades-do-brasil.html#sthash.i0LI5wBt.dpuf

Hino do Ano da Fé -Cantores de Aparecida

Hino Oficial do Ano da Fé




Diante de Pedro o encerramento do Ano da fé

Proclamado pelo Papa Bento XVI, o Ano da Fé foi iniciado no dia 11 de outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, e vigésimo aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica. Segundo o Papa, ele tem como objetivo “dar um renovado impulso à missão de toda a Igreja de conduzir os homens fora do deserto em que muitas vezes se encontram, rumo ao lugar da vida, a amizade com Cristo, que dá sua vida em plenitude”.


Diante de Pedro o encerramento do Ano da fé

«Adoração! Fala-se pouco de adoração!». Esta consideração, pronunciada pelo Papa Francisco com um tom  de tristeza e preocupação, poderia fazer compreender o sentido de um dos sinais conclusivos do Ano da fé. Para o confirmar,  poderíamos acrescentar outro pensamento do Papa dirigido aos seminaristas e às noviças na conclusão dos dias da sua peregrinação. Deixando de lado também neste caso o texto escrito, disse: «Um dos vossos formadores dizia-me outro dia: évangéliser on le fait à genoux, a evangelização faz-se de joelhos.  Escutai  bem: “a evangelização faz-se de joelhos”. Sede sempre homens e mulheres de oração. Sem a relação constante com Deus a missão  torna-se ocupação».

Palavras que são música para os ouvidos de quantos, como eu, cresceu na escola de von Balthasar. O grande teólogo do século passado criticava o movimento de algumas escolas que passaram de uma «teologia feita de joelhos» para uma «teologia escrita abstractamente», e estimulava a recuperação da espiritualidade e da santidade como forma coerente da vida cristã.

A união entre acção e contemplação é um dos pontos principais que a fé exprime e  tem sempre  necessidade  de afirmar. É por isso que, para a conclusão do Ano da fé, o Papa Francisco decidiu ir no próximo dia 21 de Novembro a um mosteiro de clausura para um momento de oração. A fé vive principalmente de adoração. De facto, o encontro com Cristo exige que a resposta do crente brote da contemplação do seu Rosto. O dia «pro orantibus» eleva-se como um sinal de que a fé ajuda na busca do essencial.

De resto, diante do mistério no qual cremos a oração é a primeira e mais realista  atitude que deveríamos assumir.  Contudo, a contemplação  não nos afasta dos compromissos e das preocupações diárias, pelo contrário. Ela permite-nos dar sentido e suportar  o esforço de cada dia. A alegria que provém daquele encontro não é artificial nem limitada a um momento emotivo, mas condição para olhar em profundidade e compreender pelo que vale a pena viver.

Só uma visão teológica pouco atenta pôde criar o estrabismo  entre o amor a Deus, típico de quem reza, e o amor ao próximo, próprio de quem age. Porventura a contemplação do Pai   não era para o próprio Jesus um momento propedêutico para realizar a sua acção evangelizadora? Portanto, dar novamente vigor à fé equivale a verificar a reciprocidade entre a contemplação e a acção cristã. A primeira é pressuposto para uma acção evangélica coerente, enquanto  esta é a condição necessária para que a contemplação seja genuína.

A vida contemplativa soube conjugar os dois momentos. «Ora et labora» permanece na Igreja como a síntese mais feliz à qual a fé conduz. O mosteiro das Monjas Camáldulas,  no Aventino, que o Papa Francisco visitará, apresenta esta dimensão de modo peculiar. A sua abertura à cidade no serviço da lectio divina e do refeitório para os pobres, faz emergir o objectivo ao qual  conduz a contemplação: a partilha do que se possui. Com efeito, não é possível contemplar a face de Cristo sem  o reconhecer  na sua «carne» mais necessitada porque mais sofredora.

Através deste sinal preparamo-nos também para celebrar o epílogo de um ano rico de graça.  Ele foi marcado  em particular pela profissão de fé que os milhões de peregrinos fizeram diante do túmulo de Pedro.

Neste contexto, um último sinal culminante consiste na exposição pela primeira vez das relíquias que a tradição reconhece como as do Apóstolo que aqui deu a sua vida  pelo Senhor. A fé de Pedro, portanto, confirmará mais uma vez que a «Porta» para o encontro com Cristo está sempre aberta e espera para ser atravessada com o mesmo entusiasmo e convicção dos primeiros crentes. Um caminho que os cristãos de hoje sabem que devem perseguir sem trégua, porque são fortalecidos e animados pela contemplação da face de Cristo.
Rino Fisichella
Fonte: http://www.news.va/pt/news/diante-de-pedro-o-encerramento-do-ano-da-fe



CATECÚMENOS: PRONTOS A ATRAVESSAR A PORTA DA FÉ

23 DE NOVEMBRO, 16:30 HORAS
BASÍLICA DE SÃO PEDRO

Na conclusão do Ano da fé, o Papa Francisco encontrará todos aqueles que, já adultos, decidiram tornar-se cristãos. Este encontro deseja ser um sinal: o Ano da fé termina, mas para cada cristão continua o compromisso de responder diariamente ao Senhor Jesus que convida a ser seus discípulos, envia ao mundo para anunciar o Evangelho e para dar testemunho com a vida a alegria da fé .
São convidados a participar neste encontro todos os catecúmenos com os seus catequistas e todos aqueles que, nas comunidades cristãs, os acompanham no itinerário de preparação para a celebração dos Sacramentos da Iniciação Cristã.

pt

Fonte: http://www.annusfidei.va/content/novaevangelizatio/pt.html

sábado, 9 de novembro de 2013

Terço Mariano


Como rezar o terço



Mistérios Gozosos - Segundas e Sábados

Mistérios Dolorosos - Terças e Sextas

Mistérios Gloriosos - Quartas e Domingos

Mistérios Luminosos - Quinta-feira








Orações

PAI NOSSO




AVE MARIA




ANJO DA GUARDA

CREDO








domingo, 3 de novembro de 2013

Angelus com o Papa Francisco – 03/11/2013

Angelus com o Papa Francisco - 03/11/2013
Angelus com o Papa Francisco - 03/11/2013
ANGELUS
Praça São Pedro – Vaticano
Domingo, 3 de novembro de 2013

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de Lucas deste domingo nos mostra Jesus que, em seu caminho rumo a Jerusalém, entra na cidade de Jericó. Esta é a última etapa de uma viagem que resume em si o sentido de toda a vida de Jesus, dedicada a procurar e salvar as ovelhas perdidas da casa de Israel. Mas quanto mais no caminho aproxima-se da meta, mais em torno de Jesus forma-se um círculo de hostilidade.

No entanto, em Jericó, acontece um dos eventos mais alegres narrados por São Lucas: a conversão de Zaqueu. Este homem é uma ovelha perdida, é desprezado, é um “excomungado”, porque é um publicano, antes, é o chefe dos cobradores de impostos da cidade, amigo dos odiados ocupantes romanos, é um ladrão e um explorador. Bela figura, não é? É assim.

Impedido de aproximar-se de Jesus, provavelmente por motivo de sua má fama, e sendo baixo de estatura, Zaqueu sobe em uma árvore para poder ver o Mestre que passa. Este gesto exterior, um pouco ridículo, exprime, porém, o ato interior do homem que procura colocar-se sobre a multidão para ter um contato com Jesus. O próprio Zaqueu não sabe o sentido profundo de seu gesto; não sabe por que faz isto, mas o faz; nem sequer ousa esperar que possa ser superada a distância que o separa do Senhor; conforma-se em vê-Lo somente de passagem. Mas Jesus, quando chega próximo àquela árvore, chama-o pelo nome: “Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa” (Lc 19, 5). Aquele homem baixo de estatura, rejeitado por todos e distante de Jesus é como perdido no anonimato; mas Jesus chama-o, e aquele nome Zaqueu, naquelas línguas daquele tempo, tem um belo significado cheio de alusões: “Zaqueu” de fato quer dizer “Deus recorda”. É belo: “Deus recorda”.

E Jesus vai àquela casa de Zaqueu, suscitando as críticas de todo o povo de Jericó. Porque também naquele tempo se fofocava muito, né? E o povo dizia: “Mas como? Com todas as bravas pessoas que há na cidade, vai hospedar-se justamente na casa de um publicano?” Sim, porque ele estava perdido; e Jesus diz: “Hoje entrou a salvação nesta casa, porquanto também este é filho de Abraão” (Lc 19, 9). Na casa de Zaqueu, a partir daquele dia, entrou a alegria, entrou a paz, entrou a salvação, entrou Jesus.

Não existe profissão ou condição social, não há pecado ou crime de qualquer gênero que possa cancelar da memória e do coração de Deus um filho sequer. “Deus recorda”, sempre, não esquece nenhum daqueles que criou; Ele é Pai, sempre à espera vigilante e amorosa de ver renascer no coração do filho o desejo de retornar à casa. E quando reconhece este desejo, mesmo que simplesmente manifestado, e tantas vezes quase inconsciente, imediatamente põe-se a seu lado, e com o seu perdão lhe torna mais leve o caminho da conversão e do retorno. Mas olhemos para Zaqueu hoje na árvore: é ridículo, mas é um gesto de salvação. E eu digo a você: se você tem um peso na consciência, se você tem vergonha de tantas coisas que cometeu, pare um pouco, não se desespere, pense que Um te espera, porque nunca deixou de se lembrar de você, de pensar em você. E este é o teu Pai, é Deus, é Jesus que te espera! Suba, como fez Zaqueu; sai sobre a árvore da vontade de ser perdoado. Eu te asseguro que não te decepcionarás. Jesus é misericordioso e nunca se cansa de perdoar. Lembre-se bem, sim? Assim é Jesus.

Irmãos e irmãs, deixemo-nos também nós sermos chamados pelo nome por Jesus! No fundo do coração, escutemos a sua voz que nos diz: “Hoje devo parar na tua casa; eu quero parar na tua casa e no teu coração”, isso é, na tua vida. E vamos acolhê-Lo com alegria: Ele pode mudar-nos, pode transformar o nosso coração de pedra em coração de carne, pode livrar-nos do egoísmo e fazer da nossa vida um dom de amor. Jesus pode fazê-lo. Deixe-se olhar por Jesus.

O Papa e o menino


sábado, 2 de novembro de 2013

Finados, a celebração da esperança cristã

 
Uma oportunidade para fazermos uma reflexão sobre a vida

A nova vida, recebida no Batismo, não está sujeita à corrupção nem ao poder da morte. Para quem vive em Cristo, a morte é a passagem da peregrinação terrena à pátria do Céu, onde o Pai acolhe a todos os filhos, “de toda nação, raça, povo e língua” (Apocalipse 7,9).

 É muito significativo e apropriado que, depois da festa de Todos os Santos, a Igreja nos faça celebrar a comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. Segundo a liturgia da Igreja, “para os que crêem a vida não é tirada, mas transformada”.

 No Corpo místico de Cristo, as almas dos fiéis se encontram e superam a barreira da morte, rezando umas pelas outras, realizando na caridade um íntimo intercâmbio de dons. Nessa dimensão de fé, compreendemos a prática de oferecer pelos falecidos orações de sufrágio, de maneira especial a Santa Missa – memorial da Páscoa de Cristo que abriu aos que têm fé em Cristo a vida eterna.

 Os primeiros vestígios de uma comemoração coletiva de todos os fiéis defuntos são encontrados em Sevilha (Espanha), no séc. VII, e em Fulda (Alemanha), no séc. IX. O verdadeiro fundador da festa, porém, é Santo Odilon, abade de Cluny (França). A festa propagou-se rapidamente por todo estado francês e pelos países nórdicos. Foi escolhido o dia 2 de novembro para ficar perto da comemoração de todos os santos.

 Muitos documentos dos primeiros séculos da Igreja nos garantem esta prática. Por exemplo, a Didaquè (ou Doutrina dos 12 Apóstolos), do ano 100, já mandava “oferecer orações pelos mortos”. Nas Catacumbas de Roma os cristãos rezavam sobre o túmulo dos mártires suplicando a sua intercessão diante de Deus. Tertuliano (†220), Bispo de Cartago, afirmava que “a esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágio todos os dias aniversários de sua morte” (De monogamia, 10).

 Nos seus ensinamentos, o Papa João Paulo II ensinou-nos que “a Igreja do Céu, a Igreja da Terra e a Igreja do Purgatório estão misteriosamente unidas nessa cooperação com Cristo para reconciliar o mundo com Deus.” (Reconciliatio et poenitentia, 12) João Paulo ainda nos ensinou que “... os vínculos de amor que unem pais e filhos, esposas e esposos, irmãos e irmãs, assim como os ligames de verdadeira amizade entre as pessoas, não se perdem nem terminam com o indiscutível evento da morte. Os nossos defuntos continuam a viver entre nós, não só porque os seus restos mortais repousam no cemitério e a sua recordação faz parte da nossa existência, mas sobretudo porque as suas almas intercedem por nós junto de Deus” (02/11/94).

 A celebração do dia de Finados é uma oportunidade para fazermos uma reflexão sobre a vida. Ela terminará para todos nós aqui neste mundo, é apenas uma questão de tempo. Além disso, para a eternidade não poderemos levar nada de material. Levaremos apenas o bem que tivermos feito para nós e para os outros. Logo, deve ser uma tomada de consciência de que ser feliz e viver bem não quer dizer acumular tesouros, prazeres ou glórias, mas fazer o bem e preparar uma vida eterna com Deus.
Fonte:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=7441