Catequistas de Conquista

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Outubro, mês das missões


 “Não se abre uma rosa apertando-se o botão”, escreveu alguém.  É um pensamento muito próprio para uma reflexão sobre a vocação missionária do cristão para o mês que se avizinha: o mês de outubro, dedicado às missões. Jesus disse ao enviar os apóstolos para anunciar o ano da graça: “Eis que vos enviou como carneiros em meio a lobos vorazes” (Cf. Mt. 10,16). E, quando, mal recebidos em uma cidade, João e Tiago pretendiam mandar o fogo dos céus sobre aquele povo, mas Jesus os repreendeu “Não sabeis de que espírito sois. (Cf. Lc. 9,55).


A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz. O texto do profeta Isaias lido por Jesus na sinagoga de Nazaré (Cf. Lc. 4,16-22)) e a si próprio aplicado, diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, eis porque me ungiu e mandou-me evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o ano da graça”(Cf. Is. 61, 1-4)

E, logo a seguir, no Sermão da Montanha, revirando todos os princípios e conceitos que o pecado instilara nos corações dos homens, da sociedade e da cultura, declara bem aventurados os mansos, os misericordiosos e os que promovem a paz(Cf. Mt. 5)

A violência e a agressividade afastam os corações. Não é a toa que Santa Terezinha foi declarada padroeira das missões, ela que jamais transpôs as grades de seu convento e, partindo deste mundo aos vinte quatro anos, podia prometer que dos céus enviaria uma chuva de rosas sobre a terra. São Francisco de Sales, igualmente ensinava que se apanham mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de vinagre.

Quanta paciência e compreensão mostraram os santos missionários de todos os tempos na inculturação da fé em corações duros e arraigados numa cultura pagã totalmente diversa dos caminhos cristãos. Davam tempo ao tempo, como o semeador aguarda com paciência o tempo da colheita.

Ainda no Evangelho lido na liturgia de dias atrás, diante da crítica dos fariseus, Jesus amorosamente acolhe a pecadora pública e lhe perdoa os pecados, e não reprime com exasperação o pecado dos “puros de todos os tempos”, mas os leva à conversão chamando-os ao amor.(Cf. Lc. 7, 36-50)  Assim também em outro episódio, uma ceia junto a publicanos e pecadores, o Mestre disse aos que o criticavam: “Não são os que tem saúde  que precisam de médico, mas os doentes. Ide aprendei o que significa: prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Cf. Mt.9, 10-14).

O plano salvífico de Deus não é imposto. Como na criação Deus respeitou a vontade do homem que optou pelo pecado, assim também o respeita na opção que ele faz diante da oferta da salvação. “Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti”, diz Santo Agostinho.

O cristão que tem, pelo batismo, a vocação missionária, a missão de anunciar a Boa Nova, tem de ter, ele próprio, um coração semelhante ao de Cristo, manso e humilde, como pedimos na jaculatória, “fazei nosso coração semelhante ao vosso”.

Paulo VI, na Evangelii nuntiandi exorta: “A obra da evangelização pressupõe um amor fraterno, sempre crescente, para com aqueles a quem ele (o missionário) evangeliza.” (nº 79) e cita São Paulo aos Tessalonicenses (2Tes. 8) como programa.

Refere-se ainda, exemplificativamente, a outros sinais de afeição que o missionário tem de ter em relação ao evangelizando: o respeito pela situação religiosa e espiritual das pessoas a quem se evangeliza; a preocupação de se não ferir o outro sobretudo  se ele é débil em sua fé e um esforço para não transmitir dúvidas ou incertezas  nascidas de uma erudição não assimiladas.

O missionário, ao levar a Boa Nova a um mundo angustiado e sem esperança ou cuja esperança se esgota com o último suspiro, não pode se apresentar triste e descorçoado, impaciente ou ansioso, mas deve manifestar uma vida irradiante de fervor e da alegria de Cristo.

Nesse espírito o missionário, sem tergiversar sobre sua fé e sobre a mensagem, abra sua voz para “propor aos homens a verdade evangélica e a salvação em Cristo,com absoluta clareza e com todo o respeito pela opções livres que a consciência dos ouvintes fará” (E.N 80). Lembre-se “não se abre uma rosa apertando-se o botão”.
Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.

Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/colunas/eurico/92.htm


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida




A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D.Pedro de Almeida e Portugal , Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto - MG.

Convocado pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram a procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram. Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu.

João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Lançou novamente a rede e apanhou a cabeça da mesma imagem. Daí em diante os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores.

Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar. A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante a imagem.

A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. A família construiu um oratório, que logo tornou-se pequeno. Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava, e, em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).
No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

A 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi coroada, solenemente, por D. José Camargo Barros. No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor.

Vinte anos depois, a 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município. E, em 1929, nossa Senhora foi proclamada RAINHA DO BRASIL E SUA PADROEIRA OFICIAL, por determinação do Papa Pio XI.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena.

Era necessário a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início em 11 de Novembro de 1955 a construção de uma outra igreja, atual Basílica Nova.

Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida:Santuário Nacional; "maior Santuário Mariano do mundo".

 
O Padre Francisco da Silveira, que escreveu a crônica de uma Missão realizada em Aparecida em 1748, qualificou a imagem da Virgem Aparecida como “famosa pelos muitos milagres realizados”. E acrescentava que numerosos eram os peregrinos que vinham de longas distâncias para agradecer os favores recebidos. Mencionamos aqui três grandes prodígios ocorridos por intercessão de Nossa Senhora Aparecida. 

O primeiro prodígio, sem dúvida alguma, foi a pesca abundante que se seguiu ao encontro da imagem. Não há outras referências sobre o fato a não ser aquela da narrativa do achado da imagem: “E, continuando a pescaria, não tendo até então pego peixe algum, dali por diante foi tão abundante a pesca, que receosos de naufragarem pelo muito peixe que tinham nas canoas, os pescadores se retiraram as suas casas, admirados com o que ocorrera.” 

Entretanto, o mais simbólico e rico de significativo, sem dúvida, foi o milagre das velas pela sua íntima relação com a fé. Aconteceu no primitivo oratório do Itaguaçu, quando o povo se encontrava em oração diante da imagem. 

Numa noite, durante a reza do terço, as velas apagaram-se repentinamente e sem motivo, pois não ventava na ocasião. Houve espanto entre os devotos e, quando Silvana da Rocha procurou acendê-las novamente, elas se acenderam por si, prodigiosamente. 

Significativo também é o prodígio das correntes que se soltaram das mãos de um escravo, quando este implorava a proteção da Senhora Aparecida. Existem muitas versões orais sobre o fato. Algumas são ricas em pormenores. O primeiro a mencioná-lo por escrito foi o Padre Claro Francisco de Vasconcelos, em 1828.



A pesca milagrosa
                                     
A Câmara Administrativa de Guaratinguetá decidiu e pronto. A época não era favorável à pescaria mas os pescadores que se virassem. O Conde tinha que provar do peixe do rio Paraíba.

E a convocação foi lida em toda a redondeza. João Alves, Domingos Garcia e Felipe Pedroso, moradores de Itaguaçu, pegaram seus barcos, suas redes e se lançaram na difícil tarefa. Remaram a noite toda sem nada pescar.

No Porto de Itaguaçu, lançaram mais uma vez as redes. João Alves sentiu que a sua rede pesava. Serão peixes? Puxou-a. Não. Não eram peixes. Era o corpo de uma imagem. Mas ... e a cabeça, onde estava? Guardou o achado no fundo do barco. Continuaram tentando achar peixes.

De repente, na rede do mesmo pescador, uma cabeça enegrecida de imagem. João Alves pegou o corpo do fundo do barco e aproximou-o da cabeça. Justinhos. Aquilo só podia ser milagre. Benzeram-se e enrolaram os pedaços num pano. Continuaram a pescaria. Agora os peixes sabiam direitinho o endereço de suas redes. E foram tantos que temeram pela fragilidade dos barcos...



O milagre das velas

                                         

Depois que chegaram da pescaria onde encontraram a Senhora, Felipe Pedroso levou a imagem para sua casa conservando-a durante 5 anos.

Quando de sua mudança para o bairro da Ponte Alta deu a imagem a seu filho Athanásio Pedroso que morava no Porto de Itaguaçu bem perto de onde seu pai Felipe Pedroso, João Alves e Domingos Garcia haviam encontrado a imagem.

Athanásio fez um altar de madeira e colocou a Imagem Milagrosa da Senhora Aparecida. Aos sábados seus vizinhos se reuniam para rezar um terço em sua devoção. Em certa ocasião, ao rezar o terço, 2 velas se apagaram no altar de Nossa Senhora, o que era muito estranho, pois aquela noite estava muito calma e não havia motivo para o acontecimento.

Silvana da Rocha, que no dia acompanhava o terço, quiz acender as velas, porém, as mesmas se acenderam sem que ninguém as tocasse, como um perfeito milagre. Desta data em diante a Imagem Milagrosa de Nossa Senhora Aparecida deixou de pertencer à família de Felipe Pedroso para ficar pertencendo a todos nós, devotos da Santa Milagrosa.


Romeiros de Nossa Senhora Aparecida




Dos milhões de romeiros que visitam o Santuário Nacional de Aparecida, muitos são portadores de angústia, outros tantos, da esperança. Esperança de cura, de emprego, de melhores dias, de paz. 

Eles chegam de ônibus, de carro, de trem (em tempo passado), de moto, de bicicleta, a cavalo e a pé. São pobres e ricos; são cultos e ignorantes; são homens públicos e cidadãos comuns. Aqui estiveram o Papa, príncipes, princesas, presidentes, poetas, padres, bispos, prioras, patrões e empregados. Vieram os pescadores.

Muitos cumprem um ritual que começou com seus avós e persiste até hoje. Outros vêm pela primeira vez. Ficam perplexos diante do tamanho do Santuário e de sua beleza. A Imagem os extasia. 

A fé traz o romeiro a Aparecida leva-o a comportamentos de pincéis famosos, câmaras e versos imortais. Olhos que buscam, vasculham ou se fecham para ler as mensagens secretas que trazem na alma. Lábios que balbuciam ave-marias, atropeladas pela pressa das muitas intenções.

Mãos que seguram as contas do rosário, a vela, o retrato, as flores, o chapéu. Joelho que se dobram e se arrastam, em atitude de total despojamento. Pés cansados pela procura de suas certezas. Coração nas mãos em forma de oferenda. Na alma, profundo senso do sagrado.

O chão que pisam, a porta que transpõem, as pessoas que aqui residem, tudo tem para eles significado transcendente. Este é o romeiro de Nossa Senhora Aparecida. Alma pura, simples, do devoto que acredita, que se entrega à proteção dos céus, sem dúvidas ou restrições.




Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/padroeira/01.htm

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

9 perguntas sobre o Ano da Fé




No próximo dia 11 de outubro começará o Ano da Fé, convocado por Bento XVI. Mas de que se trata? O que deseja o Santo Padre? O que se pode fazer? A um mês do início, respostas às perguntas que surgem.


Opus Dei -
1. O que é o Ano da Fé?O Ano da Fé "é um convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo" (Porta Fidei, 6).

2. Quando se inicia e quando termina?
Inicia-se a 11 de outubro de 2012 e terminará a 24 de novembro de 2013.

3. Por que nessas datas? 
Em 11 de outubro coincidem dois aniversários: o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e o 20º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica. O encerramento, em 24 de novembro, será a solenidade de Cristo Rei.

4. Por que é que o Papa convocou este ano?"Enquanto que no passado era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade, devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas". Por isso, o Papa convida para uma "autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo". O objetivo principal deste ano é que cada cristão "possa redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo".

Opus Dei -
5. Quais meios assinalou o Santo Padre?Como expos no Motu Proprio "Porta Fidei": Intensificar a celebração da fé na liturgia, especialmente na Eucaristia; dar testemunho da própria fé; e redescobrir os conteúdos da própria fé, expostos principalmente no Catecismo.

6. Onde terá lugar?Como disse Bento XVI, o alcance será universal. "Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo".

7. Onde encontrar indicações mais precisas?Numa nota publicada pela Congregação para a doutrina da fé.

Aí se propõe, por exemplo: 

- Encorajar as peregrinações dos fiéis à Sede de Pedro;
- Organizar peregrinações, celebrações e reuniões nos principais Santuários.
- Realizar simpósios, congressos e reuniões que favoreçam o conhecimento dos conteúdos da doutrina da Igreja Católica e mantenham aberto o diálogo entre fé e razão.
- Ler ou reler os principais documentos do Concílio Vaticano II.
- Acolher com maior atenção as homilias, catequeses, discursos e outras intervenções do Santo Padre.
- Promover transmissões televisivas ou radiofônicas, filmes e publicações, inclusive a nível popular, acessíveis a um público amplo, sobre o tema da fé.
- Dar a conhecer os santos de cada território, autênticos testemunhos de fé.
- Fomentar o apreço pelo patrimônio artístico religioso.
- Preparar e divulgar material de caráter apologético para ajudar os fiéis a resolver as suas dúvidas.
- Eventos catequéticos para jovens que transmitam a beleza da fé.
- Aproximar-se com maior fé e frequência do sacramento da Penitência.
- Usar nas escolas ou colégios o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.
- Organizar grupos de leitura do Catecismo e promover a sua difusão e venda.

8. Que documentos posso ler por agora?O motu proprio de Bento XVI "Porta Fidei"
A nota com indicações pastorais para o Ano da Fé
O Catecismo da Igreja Católica
40 resumos sobre a fé cristã



9. Onde posso obter mais informação?Visite o site annusfidei.va
Fonte: http://www.opusdei.org.br/art.php?p=50231

Catequese com Padre Sérgio - Como se comportar na Missa

Como me comportar na casa de Deus? Quais os gestos da Santa Missa? Aprenda sobre alguns simbolos católicos.
Obrigado por assistir! Deus lhe abençoe.

Como posso me tornar um bom catequista?

Ensinar a fé católica é primeiramente responsabilidade do sacerdote. Porém, em paróquias numerosas a ajuda dos leigos é fundamental nesta missão. Então fica a pergunta: como se preparar para ser um bom catequista?

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

4 de outubro dia de São Francisco de Assis




                                                        São Francisco de Assis

Filho de comerciantes, Francisco Bernardone nasceu em Assis, na Umbria, em 1182. Nasceu em berço de ouro, pois a família tinha posses suficientes para que levasse uma vida sem preocupações. Não seguiu a profissão do pai, embora este o desejasse. Alegre, jovial, simpático, era mais chegado às festas, ostentando um ar de príncipe que encantava. 

Mas mesmo dado às frivolidades dos eventos sociais, manteve em toda a juventude profunda solidariedade com os pobres. Proclamava jamais negar uma esmola, chegando a dar o próprio manto a um pedinte por não ter dinheiro no momento. Jamais se desviou da educação cristã que recebeu da mãe, mantendo-se casto. 

Francisco logo percebeu não ser aquela a vida que almejava. Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a "Senhora Pobreza". Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: "Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?". Ele respondeu que ao amo. "Porque, então, transformas o amo em criado?", replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: "Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas".
 Um dia, despojou-se de todos os bens, até das roupas que usava no momento, entregando-as ao pai revoltado. Passou a dedicar-se aos doentes e aos pobres; seu gesto marcou o cristianismo. Foi considerado pelo papa Pio XI o maior imitador de Cristo em sua época. 



Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes. 

A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria... Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho. Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida.

São Francisco de Assis viveu na mais completa miséria, arregimentando cada vez mais seguidores. Fundou a Primeira Ordem, os conhecidos frades franciscanos. Pregava a humildade total e absoluta e o amor aos pássaros e à natureza. Certa vez, ele rezava no monte Alverne com tanta fé que em seu corpo manifestaram-se as chagas de Cristo.

Achando-se indigno, escondeu sempre as marcas sagradas, que só foram descobertas após a sua morte. Hoje, seu exemplo muito frutificou. Fundador de diversas ordens, seus seguidores ainda são respeitados e imitados.

Franciscanos, capuchinhos, conventuais, terceiros e outros são sempre recebidos com carinho e afeto pelo povo de qualquer parte do mundo.

Na última etapa de sua vida,enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas. O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.

 São Francisco de Assis viveu na pobreza, mas sua obra é de uma riqueza jamais igualada para toda a Igreja Católica e para a humanidade. O Pobrezinho de Assis, por sua vida tão exemplar na imitação de Cristo, foi declarado o santo padroeiro oficial da Itália. Numa terra tão profundamente católica como a Itália, não poderia ter sido outro o escolhido senão são Francisco de Assis, que é, sem dúvida, um dos santos mais amados por devotos do mundo inteiro. 

Assim, nada mais adequado ter ele sido escolhido como o padroeiro do meio ambiente e da ecologia. Por isso que no dia de sua festa é comemorado o "Dia Universal da Anistia", o "Dia Mundial da Natureza" e o "Dia Mundial dos Animais". Mas poderia ser, mesmo, o Dia da Caridade e de tantos outros atributos. A data de sua morte foi, ao mesmo tempo, a do nascimento de uma nova consciência mundial de paz, a ser partilhada com a solidariedade total entre os seres humanos de boa vontade, numa convivência respeitosa com a natureza.




Santa Teresinha do Menino Jesus


                                     "Não quero ser santa pela metade, escolho tudo". 

A santa  nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração - e o de todos nós - foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.

O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia "História de uma alma" e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de outubro de 1897 dizendo suas últimas palavras: "Oh!...amo-O. Deus meu,...amo-Vos!"

Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada "Patrona Universal das Missões Católicas" em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja. 




No dia 6 de abril de 2011 o Papa Bento XVI aconselhou os fiéis a "redescobrir esse pequeno-grande tesouro" da autobiografia de Santa Teresa de Lisieux, "História de uma alma".
O segredo da santidade de Teresa do Menino Jesus está na perfeita harmonia das virtudes que lhe adornam a alma e a tornaram tão agradável aos olhos de Deus. São: a humildade e a simplicidade, abnegação de si própria, levada até o heroísmo, o espírito de sacrifício, um amor sem limites a Nosso Senhor e uma confiança sem reserva em Deus.

Como não há nada de extraordinário na vida desta santa carmelita, seu exemplo é perfeitamente imitável por todos que seriamente querem a salvação de sua alma. Basta imitar-lhe as virtudes, invocar-lhe a poderosa intercessão


                                       Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

Fonte: 
http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/index.php?&dia=1&mes=10&ano=2012
http://www.youtube.com/watch?v=SdNFJtvhuts

Santos Arcanjos Miguel, Rafael e Gabriel



No último domingo comemoramos a festa dos três Arcanjos: Miguel, Gabriel e Rafael. A Igreja Católica, guiada pelo Espírito Santo, herdou do Antigo Testamento a devoção a estes amigos, protetores e intercessores que do Céu vêm em nosso socorro pois, como São Paulo, vivemos num constante bom combate. A palavra "Arcanjo" significa "Anjo principal". E a palavra "Anjo", por sua vez, significa "mensageiro".



Arcanjo é o nome dado ao anjo que ocupa a segunda classe em sua hierarquia celestial religiosa. Em si, falar sobre os arcanjos é falar dos anjos, diante disto, pode-se conceituar o anjo como criatura espiritual, conserva de Deus como os homens, que servem como ajudantes ou mensageiros de Deus aos homens. Sendo citado nos escritos sagrados do cristianismo, tornou-se objeto de estudo dos mesmos.

Em si, isto é fato, apenas na bíblia temos a designação de Miguel como arcanjo (cf. Jd v.9), os demais (Gabriel e Rafael) são considerados somente anjos, todavia, em Tobias temos a revelação de que Rafael, junto com outros seis, assume a função de Príncipe dos Anjos (Arcanjos) diante de Deus (cf. Tb 12,15). Estes são os três arcanjos venerados pelos cristãos, judeus e islâmicos. Por continuidade, São Gregório, o Grande, ainda cita, em um dos seus sermões, o nome de outros quatro anjos, totalizando assim, os Sete Arcanjos: Uriel; Fanuel (também conhecido por Orfiel e Ofaniel); Zaraquiel (ou Saracael); e Simiel. Todos são citados no Livro Apócrifo de Enoque. A Igreja Ortodoxa, ainda apresenta outros três nomes, os quais completados com Uriel consolidam o número de sete: Jegudiel, Selafiel e Baraquiel.

"São Gabriel com Maria, São Rafael com Tobias, São Miguel com todas as hierarquias, abri para nós esta via."

                                                              
                                                                   São Miguel

Então, dando ênfase ao Arcanjo Miguel, a palavra significa “Quem Como Deus”, é o Príncipe da Milícia Celeste, o qual travou no Céu um combate com o Demônio. No duelo entre o Bem e o Mal, Deus deixou Miguel como o chefe da Milícia, o qual é composto essencialmente pelos Anjos da Guarda, os quais lutam contra Satanás e seus demônios, protegendo os seres humanos das ações melindrosas destes seres espirituais rebeldes.

São Miguel é o Padroeiro da Igreja Católica, Chefe dos Arcanjos e a figura angélica mais nobre das Sagradas Escrituras. Foi cultuado desde os primeiros séculos da história do cristianismo, e é venerado por meio daquilo que dele se encontra escrito nas Escrituras. Em si, Miguel combate contra Satanás e seu exército (cf. Ap 12,7ss); protege o povo eleito (cf. Dn 10,13); e no juízo universal, intervirá em favor do povo de Deus (cf. Dn 12,1-12).

                                                                         São Rafael
or sua vez, retratando o Arcanjo Rafael, cujo nome expressa “Deus cura”, destaca-se a consideração de que este não aparece explicitamente nas escrituras hebraicas e no Antigo Testamento dos judeus e cristãos reformados, mas apenas nas edições gregas, as quais foram adotadas pelos cristãos católicos, mais especificamente no livro de Tobias, onde o mesmo Príncipe Celeste é chamado de Azarias. Todavia, a expressão hebraica que corresponde ao termo “médico” é Rophe, que a transliterando equivale a Rafael, cujo significado já foi mencionado acima, e sua figura é vista no judaísmo na passagem dos três anjos que vai encontro de Abraão, anunciando-lhe sobre a destruição de Sodoma e Gomorra (cf. Gn 18). O Arcanjo acompanha Tobias na sua viajem, por várias vezes, expressa a forma de como ele age na vida da humanidade, protegendo-o dos perigos e livrando-o das ciladas dos demônios (Tb 5 – 11). Em si, é por meio do próprio Arcanjo Rafael que sabemos que são Sete, os Arcanjos (cf. Tb 12,15). É também por meio do Arcanjo Rafael que Tobias consegue enamorar Sara, orientando assim o seu namoro, e conduzindo-os até o casamento. 

Dentre as funções atribuídas a Rafael, temos a constatação no escrito sagrado de Tobias, onde o mesmo Rafael anuncia que: apresenta a Deus as orações feitas pela humanidade; cura as enfermidades e livra do Demônio os seres. No Novo Testamento, Rafael pode ser identificado na expressão de João 5,4 devido à função pelo mesmo anjo apresentada em Tobias 12. No caso, era Rafael que vinha mover as águas para curar os enfermos na Fonte de Betesda.

Dentre outra curiosidade, o mesmo Arcanjo Rafael também é expresso na iconografia de Nossa Senhora Desatadora de Nós, onde o mesmo é apresentado levando Tobias e seu cachorro, o qual apresentava em sua vida muitas dificuldades para ser resolvidas. De modo geral, o Arcanjo Rafael é o chefe da Ordem das Virtudes, Padroeiro dos Cegos, Profissionais da Saúde, Viajantes, Soldados, Escudeiros e da Família.

                                                                      São Gabriel 
Por fim, o Arcanjo Gabriel, cujo nome expressa, “Poder de Deus” é aquele que assumiu o lugar de Lúcifer, cujo nome expressa “Anjo de Luz quando este foi banido da Corte Celeste por conta de sua rebeldia. Biblicamente, ele é citado basicamente em quatro textos: nos capítulos oito e nove de Daniel, e nos escritos de São Lucas, anunciando o nascimento de Zacarias e de Cristo Jesus, nosso Senhor, sendo que ainda se supõe que foi o mesmo anjo que apareceu a José e aos Pastores, assim como consolou Jesus no Monte das Oliveiras, que iniciava a vivencia de sua Paixão; trechos estes também presentes no Evangelho deste mesmo autor. Noutros textos do Novo Testamento temos também ainda referencias a Gabriel, como o anjo que orientou a Sagrada Família no caminho para o Egito; e aquele que anunciou as mulheres que Jesus havia ressuscitado, ambos os textos citados pelo Evangelista Mateus em seu Livro.

Ele é o anjo da Encarnação e da Consolação. Entre todos os anjos, ele foi o escolhido para anunciar a Maria que esta seria a Mãe de Deus. Ele é Padroeiro da Diplomacia e dos Mensageiros.


Oração aos Santos Arcanjos

Ajudai-nos, ó grandes santos irmãos nossos, que sois servos, como nós, diante de Deus.
Defendei-nos de nós mesmos, da nossa covardia e tibieza, de nosso egoísmo e de nossa ambição, de nossa inveja e desconfiança, de nossa avidez em procurar a saciedade, a boa vida e a estima.
Desatai as algemas do pecado e do apego a tudo o que passa. Desvenda os nossos olhos que nós mesmos fechamos, para não precisarmos ver as necessidades de nosso próximo, e poder assim ocupar-nos de nós mesmos numa tranqüila auto complacência. 
Colocai em nosso coração o espinho da santa ansiedade de Deus, para que não deixemos de procurá-lo com ardor, contrição e amor.
Contemplai em nós o Sangue do Senhor, que Ele derramou por nossa causa.
Contemplai em nós as lágrimas de Vossa Rainha, que ela derramou sobre nós.
Contemplai em nós, a pobre, desbotada, arruinada imagem de Deus, comparando-a com a imagem íntegra que deveríamos ser por sua vontade e seu amor.
Ajudai-nos a conhecer a Deus, a adorá-Lo, a amá-Lo e a servi-Lo. Ajudai-nos no combate contra os poderes das trevas que traiçoeiramente nos envolvem e nos afligem.
Ajudai-nos para que nenhum de nós se perca e para que um dia estejamos todos jubilosamente reunidos na eterna bem-aventurança. Amém.

São Miguel, assisti-nos com vossos Santos Anjos, Ajudai-nos e rogai por nós.
São Rafael, assisti-nos com vossos Santos Anjos, Ajudai-nos e rogai por nós.
São Gabriel, assisti-nos com vossos Santos Anjos, Ajudai-nos e rogai por nós.




terça-feira, 2 de outubro de 2012

Concílio Vaticano II – Igreja e Catequese



Concílio Vaticano II – Igreja e Catequese 1. 
A renovação da catequese. Em pleno 2012, 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II, ainda estamos presos a uma catequese em função dos sacramentos da Eucaristia e da Confirmação. Está muito difícil para as famílias, as paróquias e os catequistas colocar a prioridade na evangelização, isto é, no encontro pessoal intransferível com Jesus Cristo, na conversão, no assumir a fé batismal e as conseqüências que dela decorrem. O mais importante não é preparar para receber Sacramentos, o que não deixa de ser necessário, mas preparar as pessoas para a vida cristã, o seguimento de Jesus Cristo como discípulos missionários. Ora, sem esta prioridade das prioridades, a opção pessoal por Jesus Cristo e seu Evangelho, e sem o assumir para valer a vida cristã, Igreja e Sacramentos ficam profundamente prejudicados no processo catequético e na própria vida do fiel. 


 2. Impulsos conciliares para a renovação da Catequese. 
Lúmen Gentium, e todo o desenvolvimento pós-concilar sobre Igreja, abriram novas perspectivas para a renovação do conceito e da prática da catequese. Em destaque os dois Diretórios Catequéticos: a) Diretório Catequético Geral (DCG) de 1971 e b) o Diretório Geral para a Catequese (DGC) de 1997. Mas também são importantes: a Exortação Apostólica pós-sinodal, de Paulo VI, Evangelii Nuntiandi (A evangelização no mundo contemporâneo), de 1975, e a Exortação Apostólica pós-sinodal, de João Paulo II, Catechesi Tradendae (A catequese hoje), de 1979 e o Catecismo da Igreja Católica (1992/1997). A estes se acrescentam, no caso do Brasil, os Documentos da CNBB Catequese Renovada, Orientações e Conteúdo (1983) e o Diretório Nacional de Catequese (DNC), de 2006, e o Estudo 97 Iniciação à Vida Cristã, de 2009. Todos são documentos obrigatórios para quem quiser falar de catequese pós-conciliar com algum conhecimento de causa.


 3. A eclesiologia na dinâmica da catequese. 
Não se compreende catequese sem as grandes linhas orientadoras da Lumen Gentium que exigem, na prática, a experiência de comunidade eclesial, com forte marca de comunhão e participação, a experiência de ser membro da comunidade de Jesus Cristo e do povo de Deus, de vivência da prioridade da Palavra de Deus na vida do cristão e da comunidade, e de um sentido profundo e envolvente de oração, celebração e liturgia. Mas o processo catequético fica incompleto sem a atitude essencial do amor, do serviço e da abertura ao chamado de Deus para viver conforme sua santa vontade e sem a generosidade da resposta crescente a esta chamado, o que implica caminhar na santidade de vida. Nesta dinâmica situa-se a vida cristã como vocação e nela as diversas e complementares vocações no povo de Deus. E, evidentemente, Maria deve ser assumida na catequese, muito mais do que pelo devocionismo que nem sempre leva a Jesus, mas pela imitação de sua entrega plena e generosa à vontade de Deus, de seu apresentar-nos e levar-nos a Jesus e de fazer o que ele nos pede. Mas não há catequese autêntica sem uma compreensão verdadeira de Plano Salvífico e de Reino de Deus, Reino a ser construído no dia-a-dia desta vida e na ação transformadora no mundo, Reino que será realizado plenamente no vida eterna feliz, aspiração permanente e crescente de todo discípulo missionário de Jesus, em seu compromisso com a missão de evangelizar e salvar. 
 Irmão Nery fsc – irnery@yahoo.com.br 
Fonte: http://catequeseebiblia.blogspot.com.br/