Catequistas de Conquista

segunda-feira, 2 de julho de 2018

O Sacramento da Crisma ou da Confirmação

Imagem relacionada
A Crisma, ou Confirmação, é o Sacramento pelo qual o batizado é fortalecido com o dom do Espírito Santo, para que, por palavras e obras, seja testemunha de Cristo e propague e defenda a fé. A Crisma é para nós o que Pentecostes foi para os Apóstolos (cf. At 2,1-12).
Nós recebemos o Espírito Santo no Batismo, mas a plenitude dos seus dons recebemos na Crisma. Aí é que estes dons se manifestam com toda a força. ..- É como a flor que desabrocha e exala seu perfume. A matéria da confirmação é a unção do Crisma na testa, junto com a imposição das mãos.
A forma é: “recebe por este sinal o Espírito Santo, dom de Deus”. O ministro da Crisma é normalmente o Bispo, mas em casos extraordinários ele pode delegar algum padre para crismar.
O sujeito é todo batizado que ainda não tenha sido crismado, pois o Sacramento da Crisma, por imprimir caráter, é irrepetível.
São três os efeitos deste Sacramento:
• o aumento da graça santificante;
• a graça sacramental específica, cujo efeito próprio são os 7 dons;
• o aprofundamento do caráter (marca) na alma, que identifica o soldado de Cristo no combate contra o mal.
Para que o Confirmando com uso da razão possa receber licitamente este sacramento, deve estar adequadamente instruído e em estado de graça e deve ser capaz de renovar as promessas do batismo.

Os dons do Espírito Santo
O que são os dons?
São qualidades que Deus comunica a alma e que a torna sensível à graça e lhe facilita a prática da virtude. Os dons despertam-nos a atenção para ouvirmos a silenciosa voz de Deus em nosso interior, tomam-nos dóceis aos “toques” divinos.
Eis a relação dos dons: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus (cf. Is. 11,2).
O primeiro dom é a Sabedoria, que nos dá o adequado sentido de proporção para sabermos apreciar as coisas de Deus; damos ao bem e à virtude o verdadeiro valor e encaramos os bens do mundo como degraus para a santidade, não como fim em si. Por exemplo, se você perde o capítulo da novela para ir à reunião na igreja, você foi conduzido pelo dom da Sabedoria, mesmo que não saiba (cf. 1Cor 2,6-10).
O segundo dom de que trataremos agora é o dom do Entendimento. É aquele que nos dá a percepção espiritual necessária para entendermos as verdades da fé ( cf 1Cor 2,14- l 6).
O terceiro dom de que tratamos é o dom da Fortaleza. Ora, uma vida cristã tem de ser, necessariamente, em algum grau, uma vida heróica. É sacrificar-se, mesmo que venha a ter perdas, por amor a Deus. Em uma palavra, é o dom que nos sustenta nos perigos, temores e tentações, a fim de superarmos as dificuldades espirituais (cf. 2Mac 7,1-42).
A Ciência: Não se confunde com a ciência humana, que é adquirida através dos estudos. Esse dom nos faz olhar o mundo com o olhar de Deus, levando-nos a descobrir nas criaturas visíveis os vestígios da Sabedoria e da perfeição do Criador. Também nos ajuda a distinguir o bem do mal.
A Piedade: Não se relaciona com “ter pena” de alguém, mas este dom nos faz conceber afeto filial para com Deus e sentimentos de fraternidade para com todos os homens, filhos do mesmo Pai. O dom da Piedade nos ajuda a ter gosto, a encontrar o sabor das coisas de Deus.
O Conselho: É aquele dom que nos faz descobrir a decisão certa a ser tomada no momento de hesitação, ajudando-nos aperceber a atitude equilibrada entre posições extremadas. Este dom também nos ajuda a orientar a ajudar a quem precisa.
O Temor de Deus: Não é o mesmo que ter medo de Deus, mas ter uma profunda revereência para com Ele, sabendo que nunca o amaremos como Ele merece. Mas por isso devemos nos esforçar ao máximo para não fazer nada que o desagrade.
Portanto, todos os dons do Espírito Santo têm como finalidade nos ajudar a viver melhor e testemunhar nossa fé. Os sete dons querem ser um resumo de toda a atividade do Espírito em nós. Existe um grande dom que dá sentido aos demais: é o AMOR. Este é o maior presente do Espírito Santo. Sem ele nossa vida não tem sentido. O amor (ou caridade) é a primeira ação de Deus (Ele cria o mundo por amor) e também a última (em Jesus Ele salvou e continua a salvar todos os homens, até o fim dos tempos). Todos os dons que o Espírito concede só têm valor à medida em que são feitos por amor e no amor.
Para concluir, vale dizer que a palavra dom significa presente, dádiva.

Crismar significa fazer um acordo com Deus

O Catecismo da Igreja Católica ensina que a Crisma, pertence, juntamente com o batismo e a Eucaristia, aos três sacramentos da iniciação cristã da Igreja Católica. Nesse sacramento, tal como ocorreu no Pentecostes, o Paráclito desceu sobre a comunidade dos discípulos, então reunida. Assim como neles, o Espírito Santo também desce em cada batizado que pede à Igreja esse dom [Espírito Santo]. Dessa forma, o sacramento encoraja o fiel e o fortalece para uma vida de testemunho de amor a Cristo.
A Confirmação é o sacramento que completa o batismo e pelo qual recebemos o dom do Espírito Santo. Quem se decide livremente por uma vida como filho de Deus e pede o Paráclito, sob o sinal da imposição das mãos e da unção do óleo do Crisma, obtém a força para testemunhar o amor e o poder do Senhor com palavras e atos. Essa pessoa agora é membro legítimo e responsável da Igreja Católica.

O Sacramento da Crisma ou da Confirmação

Crisma, portanto, é o Sacramento que confere os Dons do Espírito Santo, conduzindo o fiel católico ao caminho da perfeição cristã. Representa como que a passagem da infância para a fase adulta, espiritualmente falando. Nesse sentido é que a Crisma é o Sacramento da Confirmação do Batismo. A Crisma é a confirmação do Batismo porque fortalece a Graça que este nos deu: se o Batismo nos imerge no Espírito Santo, a Crisma deve nos tornar “fortes e robustos” no mesmo Espírito, enquanto cristãos e membros do Corpo Místico de Cristo neste mundo, a Santa Igreja.

A palavra Crisma vem do grego e significa Óleo da Unção. O termo, no feminino (a Crisma), refere-se ao Sacramento em si, e no masculino (o crisma), refere-se ao óleo de ungir. Ungir é untar a fronte do crismando com o óleo próprio, em cruz. O óleo usado na cerimônia da Crisma é consagrado na Missa da Quinta-Feira Santa.
Três passos são necessários à administração da Crisma: a imposição das mãos sobre a cabeça do crismando; a unção com o óleo na fronte; as palavra do Bispo: “Recebe por este sinal o Espírito Santo, Dom de Deus”, ao que o crismando responde: “Amém”.
É o Bispo quem ministra o Sacramento da Crisma, mas em sua ausência pode delegar essa missão a um padre. Durante a celebração, o Bispo suplica os Dons do Espírito Santo na seguinte oração: 
“Deus Todo-Poderoso, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, pela água e pelo Espírito Santo destes uma vida nova a estes vossos servos, libertando-os do pecado, enviai sobre eles o Espírito Santo Paráclito; dai-lhes, Senhor, o Espírito de sabedoria e de inteligência, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de ciência e de piedade, e enchei-os do Espírito do vosso temor.”

Fontes:
http://www.ofielcatolico.com.br/2001/03/o-sacramento-da-crisma-ou-da-confirmacao.html
http://igrejamatrizdracena.com.br/formacao/o-que-e-a-crima/3/

O jovem e a família


   
   
E Ele lhes era submisso´(Lc 2,51)

A família é sagrada. Foi criada por Deus para nela sermos felizes.

Jesus quis viver numa família e ser obediente por 30 anos a seus pais. (exemplo para os filhos).

Trabalhou submisso a seu pai adotivo São José sem reclamar, sem desobedecer (exemplo)

Foi Deus quem quis que viéssemos ao mundo por nossos pais.

Foi Deus quem lhe deu autoridade sobre os filhos para educá´los. Use (Ef 6,1´3) :Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor ,porque isto é Justo. Honra teu pai e tua mãe´ que é o primeiro mandamento que vem acompanhado de uma promessa ´ para que sejas feliz e tenhas vida longa sobre a terra.

Quem de vocês não quer ser feliz ou ter vida longa sobre a terra ? Então, honre os seu pais.
Usar muito (Eclo 3), que é riquíssimo.
Eclo 3,2 ´ ouvir os conselhos dos pais ...para ser salvo
Eclo 3,5 ´ honra tua mãe... acumula um tesouro
Eclo 3,6 ´ honra teus pais...achará alegria nos filhos
Eclo 3,7 ´ terá vida longa
Eclo 3,9 ´ honra por atos, palavras, paciência
Eclo 3,10 ´ para que te dê a benção (enfatizar a importância da benção dos pais ´ é o próprio Deus que abençoa através dos pais).
Eclo 3,11 ´ a benção do pai fortalece a casa do filho
Eclo 3,14 ´ ajuda a velhice do teu pai, não o desgoste, demonstre a vida
Eclo 3,15 ´ ... não o desprezes... tua bondade para com ele não será esquecida.
Eclo 3,16 ´ ...suportar os defeitos da mãe e serás muito recompensado por Deus: (explorar essas recompensas)
Recompensas ao filho:
. tua casa será prospera na justiça
. lembrar-se-ão de ti no dia da aflição
. teus pecados serão perdoados
Eclo 3,18 ´ como é infame quem abandona seu pai e como é amaldiçoado por Deus quem maltrata sua mãe.

Mostrar como Deus exige do filho o respeito para com os pais.

Na sua casa você é a solução para os problemas ou será que você é um dos problemas a mais ?
Você fez da sua casa uma pensão, onde você só entra para comer, para beber, ver TV, dormir, ou você vive numa família, amando seus pais, seus irmãos, e ajudando a resolver os problemas ?
Você faz a sua mãe de empregada ou até uma escrava, que tem que dar tudo que você quer na hora que você quer?

Muitos filhos ingratos ofendem os pais com palavras, palavrões, insultos, até batem nos pais.
Se a mãe não faz a comida que ele quer, já vai xingando, batendo porta e reclamando...
Filhos que exigem o que o pai não pode dar, roupas caras, roupas de ´marcas´, tênis caro, etc...
Quantos pais choram em silêncio nos seus quartos, sem que os filhos saibam.
A mal criação é grave ofensa aos pais e a Deus.
O perdão dado aos pais.

Os pais não são anjos. Eles têm os seus problemas, mas amam os filhos como ninguém. Precisam ser também perdoados. Precisam ser amados, consolados nas horas duras deles. Você faz isto?
Quanto mais se dá o amor, mais amor se recebe. ´Vingue-se ´do seu pai, amando-o.

Abordar o caso dos filhos que têm vergonha do próprio pai e da própria mãe.

Aceite os seus pais como eles são. Eles te deram a vida . Peça-lhes a benção todos os dias . Ame-os como eles são. Ore por eles para que Deus os ajude sempre.

A sua família depende de você.

Tire a sujeira do seu bigode e a sua família vai melhorar. Seja você uma lâmpada acesa na escuridão do seu lar.

Se lá não há Deus , leve´o para lá, leve Maria para sua casa.

Jesus conta com você para reconstruir e salvar a sua família. É por meio de você, da sua oração no lar, pelo seu carinho com seus pais , com os seus irmãos, que Jesus e Maria vão entrar na sua casa e vão salvar todos vocês. Entregue hoje, aqui e agora, todas as dificuldades da sua família para Jesus, e Ele, com você vai salvar a sua casa.

´Crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e tua família´ (Atos 16,31).

Prof. Felipe Aquino
http://www.catequisar.com.br/texto/materia/especial/jovem/09.htm

Resultado de imagem para papa e jovens

Conselhos para um jovem viver em família

Como viver bem em família? Por que valorizar a vida familiar?

Viver em família é uma experiência muito rica e diversa. Cada família é única porque é composta de pessoas que são também únicas e que se relacionam entre si desde essa singularidade. Essa convivência normalmente é palco de grandes alegrias e também de grandes desafios e dificuldades. O que significa a vocação de ser família? E qual é o papel do jovem nessa vocação, como colocá-lo em prática?

A família está chamada a ser a Igreja doméstica. Se na Igreja nos encontramos com Deus, na família esse encontro precisa ser aprofundado, alimentado, transmitido para as novas gerações. Se é verdade que é o sacerdote quem batiza uma criança, também é verdade que quem pede esse batismo são seus pais, juntamente com os padrinhos. A família é o lugar privilegiado no qual a Igreja espera que se dê a transmissão da fé. É uma missão importantíssima. Uma passagem bonita que deixa isso mais claro podemos encontrar na segunda carta de São Paulo ao seu discípulo Timóteo: “ Evoco a lembrança da fé sem hipocrisia que há em ti, a mesma que habitou primeiramente em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice e que, estou convencido, reside também em ti” (2Tim 1, 5).

Como é a minha família? Ela propicia uma vivência cristã autêntica ou não? 

Esse é o desejo de Deus, que as famílias sejam núcleos de vida cristã. Mas nem sempre isso acontece. Existem dificuldades por todos os lados. Pode ser a má formação na fé dos pais, ou uma família separada por qualquer motivo, falta de entendimento entre pais e filhos, para não mencionar os desafios que ainda aparecerão com todos os ataques à família que hoje vivemos culturalmente. Em meio a tudo isso, como pode o jovem buscar viver em seu meio familiar a vida cristã?

A primeira coisa que parece interessante pensar é a necessidade de olhar para a própria família com objetividade. Como é a minha família? Ela propicia uma vivência cristã autêntica ou não? Depois é preciso saber que não somos determinados pelo meio que nos rodeia. Diria que nem sempre “filho de peixe, peixinho é”. É possível ser diferente, mudar, apostar por um estilo de vida diferente do que me é proposto.

Uma coisa é certa. O ser cristão vem com suas dificuldades seja onde estivermos, na situação em que nos encontrarmos, porque não existe cristianismo sem cruz. O jovem precisa ter uma convicção interior: “Meu encontro com Cristo é verdadeiro e experimento que quero ser cada vez mais como Ele”. A partir disso, é ele quem começa a transformar a realidade que o rodeia, e não o contrário. Se a família não é aquilo que deveria ser, ele, lutando por ser um bom cristão, buscará maneiras de que isso possa ir mudando pouco a pouco. Respondendo ao egoísmo com generosidade, à soberba com humildade, às faltas de caridade com o perdão, sendo obediente mesmo quando custe, e assim por diante, enfim, sendo um bom cristão.

E mesmo em uma família que seja bem católica, sempre é preciso crescer em conformação com Jesus. É preciso buscar, em família, que Cristo seja realmente o centro de suas vidas, Aquele que nutre o amor vivido no interior dessa casa. Se os mais velhos são os responsáveis por transmitir a fé, os mais novos são responsáveis por acolher essa fé e fazê-la vida, renová-la e acrescentá-la.

Tudo isso com a única intenção que coloca São Paulo em sua carta aos Colossenses, antes de começar a falar das relações familiares: “Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Col 3, 17). Ou seja, que a família seja um lugar que de Glória a Deus pela santidade de vida de seus membros.



http://www.a12.com/jovensdemaria/artigos/crescendo-na-fe/conselhos-para-um-jovem-viver-em-familia

domingo, 14 de janeiro de 2018

Video: Formação para a Campanha da Fraternidade 2018




















Hino da Campanha da Fraternidade 2018



Campanha da Fraternidade 2018


A Campanha da Fraternidade 2018 (CF 2018) é realizada todos os anos pela Igreja Católica no Brasil durante o período da Quaresma, e a campanha é coordenada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A Campanha da Fraternidade tem como principal objetivo despertar a solidariedade de todos os seus fiéis e também da sociedade brasileira, em um problema que envolve todos nós, buscando assim uma solução para resolver esses determinados problemas. Todos os anos, são escolhidos temas, o Tema da Campanha da Fraternidade 2018 é: “Fraternidade e superação da violência, tendo como lema Em Cristo somos todos irmãos (Mt 23,8)“.

A CF 2018 é realizada em âmbito nacional, e envolve todas as comunidades cristãs católicas e ecumênicas do Brasil. A arrecadação da Campanha da Fraternidade compõe o Fundo Nacional de Solidariedade e os Fundos Diocesanos de Solidariedade, onde 60% da arrecadação são destinadas ao apoio de projetos sociais da própria comunidade diocesana, e os outros 40% restantes compõem o FNS, que são destinados para o fortalecimento da solidariedade em diversas regiões do país.

Educar para a vida em fraternidade, com base na justiça e no amor, exigências centrais do Evangelho.
Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja Católica na evangelização e na promoção humana, tendo em vista uma sociedade justa e solidária.

Campanha da Fraternidade 2018 Datas

 “Quais são as datas da Campanha da Fraternidade 2018?” A Campanha da Fraternidade 2018 começa na quarta-feira de cinzas e se estende durante o ano todo. Algumas pessoas acham que a CF 2018 termina depois da Páscoa, mas como falamos acima, acontece durante o ano todo, juntamente com o Ano Litúrgico, onde são desenvolvidas diversas atividades pastorais em todas as regiões do Brasil.

A Campanha da Fraternidade acontece o ano todo, onde ela é trabalhada, debatida e refletida com todas as comunidades no Brasil. Mas com ela é debatida? A resposta é muito simples! Ela é debatida com cartazes, hinos, desenhos, texto-base, vídeos, textos destinados para cada pastoral entre muitas outras formas.

Tema da Campanha da Fraternidade 2018 – Tema e lema da CF 2018
O tema e lema da CF 2018 já foi escolhido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos):

O tema será Fraternidade e superação da violência, tendo como lema Em Cristo somos todos irmãos (Mt 23,8).


Arte do cartaz retrata tema da campanha “Fraternidade e superação da violência” e o lema “Vós sois todos irmãos”

O cartaz da campanha da fraternidade 2018 mostra um grupo de pessoas de diferentes idades e etnias de mãos dadas, representando a multiplicidade da sociedade brasileira. Especialmente no Ano do Laicato, que terá início na Igreja no Brasil no próximo dia 26 de novembro, o convite é para, por meio da CF 2018, refletir sobre a problemática da violência, particularmente em como superá-la.

Segundo o secretário-executivo das Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Luís Fernando da Silva, as pessoas que nele formam um círculo e unem as mãos indicam que a superação da violência só será possível a partir da união de todos. “A violência atinge toda a sociedade brasileira em suas múltiplas esferas, o caminho para superar a violência é a fraternidade entre as pessoas que se unem para implementar a cultura da paz”, explica.

A escolha do Cartaz, de acordo com o padre Luís Fernando, foi feita com base em duas etapas. A primeira foi aberta à participação da população que pôde enviar sugestões de arte por meio de um edital aberto ao público e a segunda passou pela avaliação do Conselho Permanente da CNBB. “A partir dessa escuta é que chegou à atual configuração do Cartaz”, sublinhou.

Com o tema “Fraternidade e superação da violência”, a CF 2018, além de mapear a violência, colocará também em evidência as iniciativas que existem para superá-la, bem como despertar novas propostas com esse objetivo. “A Igreja no Brasil escolheu o tema da superação da violência devido ao crescimento dos índices de violência no Brasil. Esse tema já foi discutido na década de 80, num contexto em que o país vivia a recessão militar e dentro desse contexto foi possível mapear diversas formas de violência”, afirma padre Luís.

Ele explica ainda que o lema da CF “Vós sois todos irmãos” foi extraído do capítulo 23 do Evangelho de São Mateus, no qual Jesus repreende os fariseus e mestres da lei, por suas práticas não serem coerentes com os seus discursos. “Os fariseus e mestres da lei valorizavam a sociedade hierarquizada. Jesus propõe-lhes então um novo modelo mais comunitário e fraterno “Vós sois todos irmãos”.

“O lema da Campanha da Fraternidade 2018 é um convite para a superação da violência por meio do reconhecimento de que cada pessoa humana é irmão, é irmão e se assim o é então não se pode deferir contra ele (a) atos de violência”, finaliza padre Luís.

Subsídios
Além do cartaz, todo ano a Igreja no Brasil disponibiliza subsídios e materiais para ajudar as comunidades, famílias e cidadãos a vivenciarem o propósito da Campanha. Esses materiais estarão à disposição do público no site da Edições CNBB a partir da última semana de outubro.

Padre Luís Fernando explica ainda que o principal subsídio é o texto-base que apresenta uma reflexão do tema a partir do método ver, julgar e agir. Além disso, haverá ainda subsídios para alunos do ensino fundamental, médio e grupos juvenis. Já para ajudar na oração quaresmal, uma vez que a CF é lançada durante este período, haverá também celebrações em família, via-sacra, vigília, eucaristia, celebração da misericórdia e celebração ecumênica. 

Fontes:https://www.campanhadafraternidade2018.com/
https://noticias.cancaonova.com/brasil/cnbb-apresenta-cartaz-da-campanha-da-fraternidade-2018/

Hino Oficial do Ano do Laicato



Hino Oficial do Ano do Laicato 2017

Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo,
Levai aos povos todos o amor, meu dom fecundo!
Teu Reino, ó Jesus Cristo, queremos propagar,
Seguindo o teu exemplo, o mundo transformar!

Sendo membros do teu corpo, que é a Igreja,
Cristãos leigos e leigas construímos nova história!

Instruídos por tua santa Palavra,
Chamados e enviados para cumprir a missão!

Alimentados por teu corpo e sangue,
Assumimos, com coragem, a nossa vocação!

“Chamados, antes de tudo, à santidade,
Interpelados a viver a santidade no mundo!”

“Sal da terra, luz do mundo, fermento na massa”,
Não deixamos de ser “ramos na Videira”!

“Na família, no trabalho, na política,
Em todos os âmbitos de atividade humana!”

“Verdadeiros sujeitos eclesiais,
Aptos a atuar na Igreja e na sociedade!”

Video: Estudo sobre o Documento 105 da CNBB


Este documento Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade foi aprovado na 54ª Assembléia Geral da CNBB, realizada em Aparecida, nos dias 6 a 15 de abril de 2016. Tem como perspectiva a afirmação dos cristãos leigos e leigas como verdadeiros sujeitos eclesiais. Esta expressão - sujeitos eclesiais - é recorrente em todo o texto e se fundamenta nos ensinamentos do Concílio Vaticano II e do Magistério subsequente. Pretende-se animar a todos os cristãos leigos e leigas a compreenderem a sua própria vocação e missão e atuarem como verdadeiros sujeitos eclesiais nas diversas realidades em que se encontram inseridos, reconhecendo o valor de seus trabalhos na Igreja e no mundo. Como sujeitos eclesiais não são uma realidade pronta, mas um dom que se faz compromisso permanente para toda a Igreja, em sua missão evangelizadora, sempre em comunhão com os demais membros. Este documento segue a metodologia ver-julgar-agir e divide-se em três capítulos. O primeiro apresenta inicialmente o marco histórico-eclesial da caminhada da vida dos cristãos leigos e leigas, com seus avanços e recuos e, de modo sucinto, os rostos do laicato. Em seguida, expõe uma visão panorâmica, em ótica sociopastoral, do mundo globalizado em que vivemos. Por fim, desenvolve alguns discernimentos necessários para analisar este mundo, algumas tentações que ele nos apresenta, propondo necessária mudança de mentalidade e de estruturas. O segundo capítulo, em perspectiva eclesiológica, trata da eclesiologia conciliar da comunhão na diversidade, como base para a compreensão da identidade e da dignidade laical como sujeito eclesial. Identifica os âmbitos eclesiais da atuação dos leigos como sujeitos, considerando a diversidade de carismas, serviços e ministérios na Igreja. O terceiro capítulo trata da ação transformadora dos cristãos leigos e leigas na Igreja e, sobretudo, no mundo. Trata da dimensão missionária da Igreja, desenvolve aspectos da espiritualidade encarnada, recorda aspectos da história da organização do laicato no Brasil, e indica aspectos, princípios e critérios da formação do laicato. Em seguida, aponta lugares específicos da ação dos cristãos leigos e leigas no mundo de hoje, e conclui enunciando indicativos, encaminhamentos e compromissos para a caminhada do laicato no país.





















Igreja no Brasil - Especial Ano Nacional do Laicato


Papa Francisco envia saudação à Igreja no Brasil pelo Ano do Laicato

Documento foi enviado à CNBB e lido hoje na abertura do Ano na sede da CNBB, durante reunião do Consep

Da redação, com CNBB




Francisco enviou uma carta em celebração ao Ano do Laicato / Foto: Reprodução O Vídeo do Papa


Por meio do Secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Pietro Parolin, o Papa Francisco encaminhou ao Brasil uma carta saudando a abertura do Ano Nacional do Laicato, que teve início no domingo, 26. A carta foi lida nesta terça-feira, 28, no lançamento do Ano na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na abertura da última reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) de 2017


Na carta, o Papa pede que todos os leigos e leigas brasileiros se sintam animados a dar continuidade ao que o Papa chama de “nova saída missionária”. O Santo Padre pede que os fiéis católicos não se confinem em suas paróquias e levem a palavra do Evangelho mundo afora. “Não se trata simplesmente de abrir a porta para que venham, para acolher, mas de sair porta fora, para procurar e encontrar”, exortou Francisco.


Além disto, o Sucessor de Pedro se mostra atento ao atual momento em que se encontra o país e pede união aos fiéis brasileiros. “E, nesse momento particular da história do Brasil, é preciso que os cristãos assumam a responsabilidade de ser o fermento de uma sociedade renovada, onde a corrupção e a desigualdade deem lugar à justiça e solidariedade”, afirmou. 


CNBB celebra Ano do Laicato

Durante a manhã desta terça-feira, 28, a presidência da CNBB celebrou, durante a última reunião do ano do Consep, a abertura do Ano Nacional do Laicato ― que oficialmente começou no domingo, 26.


“Nós temos um longo caminho a percorrer para que, cada vez mais, os fieis leigos e leigas possam ser de fato sujeitos na Igreja em saída e sal da terra e luz do mundo”, disse o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, Cardeal Sergio da Rocha.


O Ano do Laicato é uma ocasião para toda Igreja no Brasil vivenciar intensamente, por meio de orações, celebrações e reflexões, além de motivar uma participação maior dos leigos e leigas na vida da Igreja e da sociedade. O tema do Ano é “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema “Sal da terra e luz do mundo”


“Chegou a hora dos leigos. Como disse o Papa Francisco a um cardeal ‘Não deixemos o relógio parar’. Nessa abertura, queremos externar toda a gratidão a Deus pelo dom da vocação que Ele nos dá: a santidade”, disse o bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, Dom Severino Clasen.



Fonte:https://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/papa-francisco-envia-saudacao-a-igreja-no-brasil-pelo-ano-do-laicato/

Ano do Laicato


Ano do Laicato vai estimular protagonismo dos Cristãos leigos

A Igreja no Brasil vai celebrar, no período de 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, à 25 de novembro de 2018, o “Ano do Laicato”. Na segunda reunião ordinária do Conselho Permanente deste ano, realizada de 20 a 22 de junho, foi apresentado o projeto preparado pela Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato e em breve as Dioceses e Prelazias receberão as orientações metodológicas de como se preparar e celebrar em suas comunidades.
O tema escolhido para animar a mística do Ano do Laicato foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14. Segundo o bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, pretende-se trabalhar a mística do apaixonamento e seguimento a Jesus Cristo. “Isto leva o cristão leigo a tornar-se, de fato, um missionário na família e no trabalho, onde estiver vivendo”, disse o bispo.
Segundo a presidente do Conselho Nacional do Laicato no Brasil e integrante da Comissão, Marilza Lopes Schuina, as Dioceses receberão uma proposta a partir da qual, recomenda, tenham toda a liberdade para usar a criatividade ao planejar e vivenciar as ações locais.
O Ano do Laicato terá como objetivo geral: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”.
Documento nº 105
Pretende ainda: “Dinamizar o estudo e a prática do documento 105: ‘Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade’ e demais documentos do Magistério, em especial do Papa Francisco, sobre o Laicato; e estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos e leigas, ‘verdadeiros sujeitos eclesiais’ (DAp, n. 497a), como “sal, luz e fermento” na Igreja e na Sociedade.
A Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato organizou as atividades em quatro eixos: 1) Eventos; 2) Comunicação, catequese e celebração; 3) Seminários temáticos nos Regionais; e 4) Publicações.
Segundo o presidente da comissão, dom Severino, espera-se que este ano traga um legado para a Igreja missionária autêntica, com maior entusiasmo dos cristãos leigos e leigas na vida eclesial e também na busca da transformação da sociedade. “Eu acredito que se conseguirmos estimular a participação e presença efetiva dos cristãos leigos na sociedade provocando que aconteça a justiça e a paz, será um grande legado”, disse o bispo.
Fonte:http://cnbb.net.br/ano-do-laicato-intensificara-o-trabalho-para-que-cristaos-leigos-e-leigas-sejam-sal-e-luz-na-igreja-e-na-sociedade/

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Família, Santuário da Vida


O Papa João Paulo II chama a família de “ Santuário da vida” (CF, 11). Santuário quer dizer “lugar sagrado”. É ali que a vida humana surge como de uma nascente sagrada, e é cultivada e formada. É missão sagrada da família, guardar, revelar e comunicar ao mundo o amor e a vida. 

O Concílio Vaticano II já a tinha chamado de “a Igreja doméstica” (LG, 11) onde Deus reside, é reconhecido, amado, adorado e servido; e ensinou que: ´A salvação da pessoa e da sociedade humana estão intimamente ligadas à condição feliz da comunidade conjugal e familiar´ (GS, 47). 

 Jesus habita com a família cristã nascida no Sacramento do matrimônio. A sua presença nas Bodas de Caná da Galiléia significa que o Senhor ´quer estar no meio da família´, ajudando-a a vencer todos os seus desafios. 
Desde que Deus desejou criar o homem e a mulher “à sua imagem e semelhança” (Gen 1,26), Ele os quis “em família”. Tal qual o próprio Deus que é uma Família em três Pessoas divinas, assim também o homem, criado à imagem do seu Criador, deveria viver numa família, numa comunidade de amor, já que “Deus é amor” (1 Jo 4,8) e o homem lhe é semelhante.

Na Carta às Famílias, que o Papa João Paulo II escreveu em 1994, afirma que: “Antes de criar o homem, o Criador como que reentra em si mesmo para procurar o modelo e a inspiração no mistério do seu ser ...”(CF, 6). Todos os seres criados, exceto o homem, já nascem dotados de tudo o que precisam para se tornarem completos na sua natureza. Conosco é diferente; pois Deus nos quis semelhantes a Ele e construtores do nosso próprio futuro. É o que Deus disse ao casal: “Crescei, multiplicai, e dominai a terra”. (Gen 1,28) Na visão bíblica, homem e mulher são chamados a, juntos, continuar a ação criadora de Deus, e a construção mútua de ambos. Só ao casal humano dá a inteligência para ver, a liberdade para escolher, a vontade para perseverar e a consciência para ouvir continuamente a Sua Voz. Esta é a alta dignidade que Deus confere à criatura feita à sua imagem. Para corresponder a esta grandeza dada pelo Criador, o homem deve viver a sua liberdade com responsabilidade. Ao falar da família no plano de Deus, o Catecismo da Igreja Católica (CIC), diz que ela é “vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Sua atividade procriadora e educadora é o reflexo da obra criadora do Pai” (CIC, 2205). Essas palavras indicam que a família é, na terra, a marca (“vestígio e imagem”) do próprio Deus, que, através dela continua a sua obra criadora. A família é divina; isto é, foi instituída por Deus.

O futuro da sociedade e da Igreja passam  por ela. É alí que os filhos e os pais devem ser felizes. Quem não experimentou o amor no seio do lar, terá dificuldade para conhecê´lo fora dele. “A família é a comunidade na qual, desde a infância, se podem assimilar os valores morais, em que se pode começar a honrar a Deus e a usar corretamente da liberdade.
A vida em família é iniciação para a vida em sociedade” (CIC, 2207). O Concílio Vaticano II definiu a família como “íntima comunidade de vida e de amor” (GS, 48). Este é o projeto maravilhoso de Deus ao desejar que a humanidade existisse neste nosso mundo, em família. Ela é o modelo de vida que o Senhor Deus quis para o homem na terra. Se destruirmos a família, destruiremos a sociedade. Por isso, é fácil perceber, cada vez mais claramente, que os sofrimentos das crianças, dos jovens, dos adultos e dos velhos, têm a sua razão na destruição dos lares. As mazelas de nossa sociedade, especialmente as que se referem aos nossos jovens: crimes, roubos, assaltos, sequestros, bebedeiras, drogas, enfim, os graves problemas sociais que enfrentamos, têm a sua razão mais profunda na desagregação familiar que hoje assistimos, face à gravíssima decadência moral da sociedade. Como será possível, num contexto de imoralidade, insegurança, ausência de pai ou mãe, garantir aos filhos as bases de uma personalidade firme e equilibrada, e uma vida digna, com esperança? Fruto do permissivismo moral e do relativismo religioso de nosso tempo, é enorme a porcentagem dos casais que se separam, destruindo as famílias e gerando toda sorte de sofrimento para os filhos. Muitos crescem sem o calor amoroso do pai e da mãe, carregando consigo essa carência afetiva para sempre.

Ninguém jamais destruirá a força da família por ser ela uma instituição divina. A família foi instituída por Deus.Para vislumbrar bem a sua importância, basta lembrar que o Filho de Deus, quando desceu do céu para salvar o homem, ao assumir a natureza humana, quis nascer numa família. “Na plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho ao mundo nascido de uma mulher ...”(Gal 4,4). Jesus na terra, quis ter uma família, viveu nela trinta anos. Isto é muito significativo. Com a sua presença na família ele sagrou todas as famílias. Conta-nos São Lucas que após o seu encontro no Templo, eles voltaram para Nazaré, “e Ele lhes era submisso” (Lc 2,51). Vemos assim que a família é “um projeto de Deus”. Como Jesus deveria “assumir tudo que precisava ser redimido”, como diziam os Santos Padres, Ele começou assumindo o seu papel humano numa família, para santificá´la e remi´la. Assim se expressou o Papa João Paulo II: ´O Filho unigênito, consubstancial ao Pai, ´Deus de Deus, Luz da Luz´, entrou na história dos homens através da família´(CF,2). É muito significativo ainda que ”o primeiro milagre” tenha sido realizado nas bodas de Caná (Jo 2); onde nascia uma família. Tendo faltado o vinho na festa, sinal da alegria, Ele transformou água em vinho, a pedido de sua Mãe ´ 600 litros de água em vinho da melhor qualidade.

 “Essa é a missão da família: dar lugar a Jesus que vem, acolhê-Lo na família, na pessoa dos filhos, do marido, da esposa e dos avós. Jesus está ali, acolham-nO! Que o Senhor nos dê essa graça”, pediu Francisco.
O grande dom que é a família. “Jesus nasce em uma família. Ele podia vir espetacularmente, como um imperador, mas vem como um filho de família. É importante olhar para o presépio, para esta cena”.
Em uma periferia, em Nazaré, que começou a história mais santa, lembrando que Jesus permaneceu ali por 30 anos, seguindo Seu caminho naquela família, com Maria e José.
Embora alguns possam achar que foi um desperdício Jesus passar 30 anos naquela periferia, destaca o contrário, pois o convívio familiar era o que importava naquele momento. “Os caminhos de Deus são misteriosos. Mas aquilo que era importante ali era a família! E isto não era um desperdício! Eram grandes santos: Maria, a mulher mais santa, imaculada, e José, o homem mais justo… A família”.
Contemplar a Sagrada Família é contemplar a missão da família, fazer com que se torne comum o amor; não o ódio.

“Cada família cristã, como Maria e José, pode, antes de tudo, acolher Jesus. Escutá-Lo, falar com Ele, protegê-Lo, crescer com Ele e assim melhorar o mundo. Demos espaço no nosso coração e na nossa jornada ao Senhor. Assim fizeram Maria e José, e não foi fácil. Quanta dificuldade tiveram de superar!”.
Chama à atenção, de modo especial, a realidade da família, a Sagrada Família de Nazaré: Jesus, Maria e José. Deus, que é Todo-Poderoso, poderia inventar outras formas para Seu Filho vir ao mundo e salvá-lo, mas quis que tudo acontecesse pelo meio mais comum, ou seja, uma família humana, com tudo o que isso significa: casa, trabalho, afeto, dificuldades mil, enfermidades, vizinhança, envolvimento com a sociedade e daí por diante.

No entanto, esta família foi pensada justamente no céu, no seio da Trindade, para ser um de seus mais lindos reflexos aqui na terra. Ela é “sagrada”. Tudo o que faz parte do plano de Deus tem esta sacralidade característica. O sagrado é “separado” do resto e preservado pelo seu imenso valor, enquanto portador de tesouros destinados ao bem de todos os filhos do Senhor. 
Sagrada é aquela família pela presença de Maria, Virgem e Mãe, Escrava do Senhor, a qual se deixou revestir da Palavra de Deus, pronta a servir e amar, discípula de seu próprio Filho, esposa, mãe e viúva, mulher forte como a vemos aos pés da cruz, mulher da prece e do louvor no testemunho do Magnificat. Sagrada é a família, porque é conduzida por José, homem elogiado por uma expressão riquíssima de significado na Escritura: “justo”, o oposto do ímpio. Nenhuma palavra sua foi registrada na Bíblia, mas o que ele fez, as sábias decisões tomadas para ser fiel a Deus, tudo resume a altura a que chegou aquele carpinteiro de Nazaré.

Todas as relações existentes numa família ali se encontram: responsalidade, paternidade, maternidade, filiação. O Pai do Céu certamente tinha algo a dizer quando assim constituiu a Família de Nazaré. “E Jesus, no limiar da sua vida pública, realiza o Seu primeiro sinal – a pedido de Sua Mãe – por ocasião de uma festa de casamento”. A Igreja atribui uma grande importância à presença de Jesus nas bodas de Caná. Ela vê, nesse fato, a confirmação da bondade do matrimônio e o anúncio de que, doravante, o matrimônio seria um sinal eficaz da presença de Cristo
Há um plano de Deus, revelado desde a criação, para a família. “O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole entre os batizados foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de sacramento” (CIC 1601). 
Retornando a Nazaré, as famílias de nosso tempo, que desejam ser famílias e sagradas, são convidadas pela Igreja a se espelharem em Jesus, Maria e José. A leitura dos Evangelhos nos faz identificar uma família que reza (cf. Lc 2,41-42), busca a vontade do Pai (cf. Mt 1,18-24; Mt 2,13-23; Mc 3,33), enfrenta as dificuldades, como a falta de hospedagem em Belém ou a perseguição de Herodes (cf. Lc 2,1-7; Mt 2,13-18), trabalha (“não é este o carpinteiro, o filho de Maria?” – Mc 6,3), enfrenta a dura realidade da Cruz (“Junto à Cruz de Jesus, estavam de pé sua mãe e a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e ainda Maria Madalena” – Jo 19,25). Os laços familiares ainda estarão presentes na preparação da vinda do Espírito Santo, após a Ressurreição e a Ascensão, em oração, junto aos discípulos de Jesus (cf. At 1,14). 

O papel dos pais na vocação dos filhos
Os pais preparam as vocações de seus filhos, ajudando-os a descobrir o plano de amor de Deus, com generosa dedicação. 
“Quando os cônjuges se dedicam generosamente à educação dos filhos, guiando-os e orientando-os no descobrimento do plano de amor de Deus, preparam esse fértil terreno espiritual no qual florescem e amadurecem as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada”. 

Uma família cristã é geradora de vocações para Igreja
O despertar das vocações acontece com mais naturalidade em uma família que ensina os valores cristãos. 
Quando a família é engajada na Igreja e a comunidade tem espiritualidade, está feita a ponte para a realidade vocacional. "Uma família onde não se reza, onde se fala mal da Igreja, onde o Domingo é desrespeitado, onde se vai mais ao shopping do que à Igreja, onde não há nenhum envolvimento com Deus (…), pode até surgir vocações sim, mas é bem mais raro, por outro lado, as vocações proliferam onde existe a religião, daí a importância dos pais transmitirem a religião aos seus filhos".

O incentivo
Os pais devem incentivar as vocações, sem impor, mas dar apoio. "A vocação sempre é um chamado e uma resposta pessoal, mas cabe aos pais motivar, se alegrar e, vamos dizer, ajudar o desenvolvimento de uma vocação ou, eles mesmos, serem inspiração desta vocação".
Embora seja doloroso ver um filho sair de casa, é preciso apoiar sua decisão de seguir o chamado de Deus. "Se tiver alguém na família que é vocacionado é preciso dar apoio e confiar em Deus, rezar bastante para que ele siga o caminho, porque eles são felizes. Eles são felizes quando escolhem a vocação e aceitam o chamado. E, quando a família ajuda e não põe obstáculo, eles continuam em frente. Se Deus está chamando, eu acho que a gente não deve impedir não, e nem incentivar que desistam da idéia".
Lembra ainda a importância do período da infância. "Uma criança nasce religiosa, ela se encanta com a Eucaristia, se encanta com as histórias bíblicas, com a oração, com a pregação, então é um momento especial de transmissão, de estímulo vocacional".
"Depois vem a Catequese. É claro que os catequistas devem motivar vocações, e os sacerdotes fazer visitas à catequese, porque este é um momento especial de motivar as vocações em nossos filhos e filhas, enquanto ainda estão conosco na Igreja", destacou.
A importância da espiritualidade na família. "A oração, a espiritualidade dos pais em casa, os pais que falam bem dos sacerdotes, que participam de grupos de reflexão, de algum movimento. Esses pais já estão sendo pontes, sinalização para que a família seja uma motivadora, incentivadora de vocações".

ORAÇÃO À SAGRADA FAMÍLIA

Jesus, Maria e José,
em Vós, contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
a Vós, com confiança, nos dirigimos.
Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
escolas autênticas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.
Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais se faça, nas famílias, experiência
de violência, egoísmo e divisão:
quem ficou ferido ou escandalizado
depressa conheça consolação e cura.
Sagrada Família de Nazaré,
desperte em todos, a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
a sua beleza no projeto de Deus.
Jesus, Maria e José,
escutai, atendei a nossa súplica.Amém.
  



Papa: catequista não é profissão, mas vocação


 
Papa: catequista é vocação, não profissão - 
12/07/2017 12:23


Cidade do Vaticano (RV) – Ser catequista não é uma profissão, mas uma vocação: é o que afirma o Papa Francisco na mensagem enviada aos participantes do Simpósio  Internacional sobre Catequese, em andamento na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica Argentina (UCA), em Buenos Aires.
  
No texto, o Pontífice cita um diálogo de São Francisco de Assis com um de seus seguidores, que queria aprender a pregar. O santo lhe diz: Quando visitamos os enfermos, ajudamos as crianças e damos de comer aos pobres já estamos pregando. “Nesta lição, está contida a vocação e a tarefa do catequista”, escreve o Papa.

Ser catequista
Em primero lugar, a catequese não é um trabalho ou uma tarefa externa à pessoa do catequista, mas se “é” catequista e toda a vida gira em torno desta missão. De fato, “ser” catequista é uma vocação de serviço na Igreja, que se recebeu como dom do Senhor para ser transmitido aos demais. Por isso, o catequista deve constantemente regressar àquele primeiro anúncio ou “kerygma”, que é o dom que transformou a própria vida. Para Francisco, este anúncio deve acompanhar a fé que já está presente na religiosidade do povo.

Com Cristo
O catequista, acrescentou o Papa, caminha a partir de Cristo e com Ele, não é uma pessoa que parte de suas próprias ideias e gostos, mas se deixa olhar por Ele, porque é este olhar que faz arder o coração. Quanto mais Jesus toma o centro da nossa vida, mais nos impulsiona a sair de nós mesmos, nos descentraliza e nos faz mais próximos dos outros.

Catequese “mistagógica”
O Papa compara este dinamismo do amor com os movimentos cardíacos: sístole e diástole, se concentra para se encontrar com o Senhor e imediatamente se abre para pregar Jesus. O exemplo fez do próprio Jesus, que se retirava para rezar ao Pai e logo saía ao encontro das pessoas sedentas de Deus. Daqui nasce a importância da catequese “mistagógica”, que é o encontro constante com a Palavra e os sacramentos e não algo meramente ocasional.

Criatividade
E na hora de pregar, Francisco pede que os catequistas sejam criativos, buscando diferentes meios e formas para anunciar a Cristo. “Os meios podem ser diferentes, mas o importante é ter presente o estilo de Jesus, que se adaptava às pessoas que tinha a sua frente. É preciso saber mudar, adaptar-se, para que a mensagem seja mais próxima, mesmo quando é sempre a mesma, porque Deus não muda, mas renova todas as coisas Nele.

O Papa conclui agradecendo a todos os catequistas pelo que fazem, mas sobretudo porque caminham com o Povo de Deus. “Eu os encorajo a serem alegres mensageiros, custódios do bem e da beleza que resplandecem na vida fiel do discípulo missionário.”
O Simpósio Internacional sobre Catequese teve início no dia 11 de julho e prossegue até o dia 14. O encontro tem como tema "Bem-aventurados os que creem”, e entre os conferencistas estão o Arcebispo  Luis Francisco Ladaria sj, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Mons. José Ruiz Arenas, Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização. 

FONTE:http://br.radiovaticana.va/news/2017/07/12/papa_catequista_n%C3%A3o_%C3%A9_profiss%C3%A3o,_mas_voca%C3%A7%C3%A3o/1324551





Tua Palavra é lâmpada para meus pés, e luz para os meus caminhos

Tua Palavra é lâmpada para meus pés, e luz para os meus caminhos

Assim como antigamente os navios se orientavam pelos grandes faróis para chegar ao porto, também nós, só conseguiremos trilhar o caminho da vida pela luz da graça de Deus. Mas que luz é esta? “Tua Palavra é lâmpada para meus pés…”.

Em toda a história da salvação, Deus iluminou o caminho de seu povo por meio de sua Palavra, através dos mandamentos dados a Moisés, através dos patriarcas, sábios, profetas. Mas, essa luz resplandeceu em sua plenitude quando Jesus se fez homem: Ele, como diz São João, era a luz do mundo, e a luz brilhou nas trevas (cf. Jo 1).

Há situações em nossa vida que necessitamos de respostas e não encontramos; precisamos de luzes para nos iluminar o caminho e não achamos. Mas, não tenhamos medo quando nos sentirmos desorientados, busquemos ler a Bíblia, pois ela nos traz a Palavra que guia nossos passos, ilumina nossa mente e faz arder nosso coração.

“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a Boa-Nova aos pobres. Jesus pronunciou estas palavras na Sinagoga de Nazaré, no início de seu ministério público; elas constituem por assim dizer um título colocado no início de todo o evangelho: Esta é a minha missão – parece dizer Jesus – e estes são seus destinatários! A importância de tais palavras para compreender o espírito do evangelho e a obra de Jesus é, portanto, imensa; dela depende diretamente a compreensão da bem-aventurança: Felizes os pobres de coração: deles é o Reino dos céus.

Naquele dia, na Sinagoga, Jesus disse: “Hoje se cumpriu esta Escritura” (Lc. 4,21). Nós também fechemos o livro do Evangelho do qual ouvimos estes ensinamentos (Lc 4,20): mas nem tudo pode acabar aqui; aliás, num certo sentido, tudo começa neste momento: “Se compreenderdes essas coisas, sereis felizes, sob condição de as praticardes (Jo 13,17). A Palavra de Deus cumpre-se de novo cada vez que há alguém que a escuta e a coloca em prática; o “hoje” por Ele pronunciado naquele dia prolonga-se na Igreja e dura ainda.
Também nós, em outras palavras, somos enviados a anunciar a Boa Nova do Evangelho.

A Palavra interpela e provoca no povo uma atitude de conversão.
Diz Santo Agostinho: “ Devemos ouvir o Evangelho como se o Senhor estivesse presente e nos falasse. Não devemos dizer: “Felizes aqueles que puderam vê-Lo”. Porque muitos dos que O viram crucificaram-no; e muitos dos que não O viram creram nele. As mesmas palavras que saíam da boca do Senhor foram escritas, guardadas e conservadas para nós”.

Em todas as épocas da história, sobretudo em épocas de crise, os homens voltaram a alimentar-se da Bíblia, procurando nela um sentido para a sua vida e o encontraram.
S. Paulo afirma: “Toda Escritura inspirada por Deus é útil para instruir e refutar, para corrigir e formar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para toda a espécie de boas obras”. (2Tm 15,4).

Só se ama o que se conhece! Por isso, muitos cristãos reservam, todos os dias, alguns minutos para lerem e meditarem o Evangelho, e assim chegam espontaneamente a um conhecimento profundo e à contemplação de Jesus Cristo.
Seria muito difícil amar a Cristo, conhecê-Lo de verdade, se não se escutasse frequentemente a Palavra de Deus; se não se lesse o Evangelho com atenção, todos os dias. Essa leitura – bastam cinco minutos diários – alimenta a nossa piedade.
É urgente que tenhamos, cada vez mais, mais contato com a Palavra de Deus!

O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica afirma: “A Sagrada Escritura dá suporte e vigor à vida da Igreja. É para seus filhos firmeza da fé, alimento e fonte de vida espiritual. É a alma da teologia e da pregação pastoral…
A Igreja exorta, por isso, à frequente leitura da Sagrada Escritura, porque a ignorância das escrituras é ignorância de Cristo” (nº 24).
Nunca devemos considerar-nos suficientemente formados, nunca devemos conformar-nos com o conhecimento de Jesus Cristo e dos seus ensinamentos que já possuímos. O amor pede que se conheçam mais coisas da pessoa amada. Na vida profissional, um médico, um arquiteto, um advogado, se querem ser bons profissionais, nunca dão por concluídos os seus estudos ao saírem da Faculdade; estão sempre em contínua formação. Com o cristão acontece o mesmo. 

Para podermos dar a doutrina de Jesus Cristo, é preciso que a tenhamos no entendimento e no coração: que a meditemos e a amemos.
Com o salmistas repitamos: “Tua Palavra, Senhor, é lâmpada para meus pés, e luz para meu caminho” (Sl 119, 105).

Ide e ensinai… , diz o próprio Cristo a todos nós!

A Igreja convida os féis a conhecerem mais profundamente a Palavra de Deus, a amá-la cada vez mais, e a fazer dela, a cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-lo no mundo, tão necessitado de sua presença.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

BÍBLIA


2.1 - Um Livro escrito em mutirão
H
oje qualquer pessoa tem acesso ao Livro mais famoso do mundo: a Bíblia Sagrada. Ela já foi traduzida para todas as línguas (aproximadamente em 1685 idiomas).
A Bíblia foi escrita por partes e em diversas etapas. Começou a ser escrita, mais ou menos, pelo ano 1250 antes de Cristo - no tempo de Moisés - quando o faraó Ramsés II governava o Egito. A última parte da Bíblia foi escrita no final da vida do evangelista e apóstolo São João, por volta do ano 100 depois de Cristo. Portanto, foram necessários 1350 anos para a Bíblia ser escrita.
O Museu Britânico e a Biblioteca do Vaticano guardam as cópias mais antigas da Bíblia.
2.2 - No que foi escrita a Bíblia?

N
o tempo que foi escrita a Bíblia não existia papel como hoje, muito menos as máquinas impressoras. A Bíblia foi escrita à mão, e em diversos materiais, como cerâmica, papiro e pergaminho.
CERÂMICA: conhecida como a arte mais antiga da humanidade. O barro servia para fazer desde vasos, até chapas, nas quais se escrevia. Muitos textos bíblicos foram escritos nesses " tijolos".
PAPIRO: planta originária do Egito. Nascia e crescia espontaneamente às margens do Rio Nilo, chegando até a altura de 4 metros. Do Egito o papiro passou para a Síria, Sicília e Palestina (onde foi escrita a Bíblia). Do papiro era feita uma espécie de folha de papel para nela se escrever. Seu caniço era aberto em tiras e prensado ainda úmido. O papiro era ainda usado na fabricação de barcos e cestos. Dizem que 3.000 a.C os egípcios já escreviam no papiro. Tais folhas eram escritas só de um lado e depois guardadas em rolos. Daí que veio a palavra BÍBLIA. A folha tirada do caule do papiro chamava-se BIBLOS.
BIBLOS ð Livro (plural de Biblos = BÍBLIA)
BÍBLIA  ð os livros ou coleção de livros.

PERGAMINHO: feito de couro curtido de carneiro. Começou a ser usado como "papel" na cidade de Pérgamo, pelo rei Éumens II 200 a.C. Pérgamo era uma importante cidade da Ásia Menor. Os egípcios, com inveja da grande importância da biblioteca de Pérgamo, não quiseram mais vender papiro para os moradores daquela cidade. Por isso, o rei de Pérgamo se viu obrigado a usar outro material para a escrita, que foi a pele de ovelha. O pergaminho se espalhou rapidamente para outras regiões.
Os pergaminhos, assim como as folhas de papiro, não eram "encadernados" num livro como fazemos hoje. Os antigos ligavam umas folhas às outras e faziam "rolos".
2.3 - Como a Bíblia está dividida e em que língua foi escrita?

A
 Bíblia divide-se em duas (2) grandes partes: Antigo Testamento (AT) e Novo Testamento (NT).
ANTIGO TESTAMENTO: é formado por 46 livros escritos antes de Cristo. Todo o Antigo Testamento foi escrito em hebraico ou aramaico, menos o Livro da Sabedoria, I e II Macabeus e trechos dos Livros de Daniel e de Ester, que foram escritos em grego.
NOVO TESTAMENTO: formado por 27 livros que contam a vida de Jesus e a formação da Igreja. O Novo Testamento foi escrito em grego, menos o Evangelho de São Mateus que foi escrito em aramaico.
Portanto a Bíblia é formada por 73 livros. Sendo 46 Livros no AT + 27 Livros no NT
Bíblia = Livros

O hebraico era uma língua do Povo Hebreu ou Povo de Deus. Era especialmente religiosa;
O aramaico era uma língua usada no meio diplomático.
No tempo de Jesus já não se usava mais o hebraico e sim o aramaico.
Na Bíblia a palavra TESTAMENTO tem o sentido de ALIANÇA ð ANTIGA ALIANÇA e NOVA ALIANÇA.
Toda a Bíblia gira em torno da Aliança que Deus fez com seu povo.
ALIANÇA - é um contrato muito especial. Um pacto de amor entre as pessoas. Um compromisso de fidelidade entre Deus e os homens.
No Antigo Testamento essa Aliança foi selada com um sinal visível.
Ex: Decálogo ð  Dez Mandamentos.

A Aliança foi gravada na pedra e selada com o sangue dos animais.
No Novo Testamento a Nova Aliança é gravada no Espírito e selada com o Sangue de Jesus. A Nova Aliança ao contrário da Antiga Aliança que era feita somente com o Povo de Israel, é uma Aliança Universal, aberta a todos os homens que aceitam a proposta da Salvação trazida por Jesus.
A Antiga Aliança é a promessa; a Nova é a sua realização. Cristo é a plena realização da Antiga e Nova Alianças. Ele é o "Alfa" e o "Ômega" (Alfa e Ômega são a primeira e a última letra do alfabeto grego). Significa que Jesus é o começo e fim de todas as coisas.

2.4 - "Muitos Livros" num só Livro
A
 Bíblia é um livro de volume único, que reúne muitos assuntos diferentes. A cada um desses assuntos dá-se o nome de Livros. Exemplo: há um trecho da Bíblia que fala da saída do povo de Deus do Egito - Livro do Êxodo (a palavra Êxodo significa saída).
De onde é tirado o nome ou o título do livro: O nome é tirado de diversos lugares e de vários modos:
4 Assunto contido no Livro. Ex: Livro da Sabedoria;
4 Nome do autor do Livro. Ex: I Carta de São Pedro;
4 Nome da comunidade para a qual o Livro foi escrito. Ex: Carta aos Romanos;
4 Nome do personagem central em torno do Livro. Ex: Livro de Josué.
2.5 - Bíblia, o Livro inspirado por Deus.
O
 principal Autor da Bíblia é DEUS. Os escritores sagrados (homens) registraram suas experiências de fé e de vida, inspirados por Deus. Antes desses Livros serem registrados - TRADIÇÃO ESCRITA - tais experiências eram passadas oralmente de geração em geração - TRADIÇÃO ORAL.
"Toda a Escritura é inspirada por Deus
e útil para ensinar e para convencer, para corrigir
e para educar na justiça, a fim de que o homem
de Deus seja perfeito e preparado para as boas obras."
(2 Tm 3, 16-17)".
HAGIÓGRAFO: é aquele que escreve a Palavra de Deus. Ele é inspirado pelo Espírito Santo.
Quando falamos em Livros Inspirados, entendemos aqueles Livros que formam a Bíblia Sagrada. São os 73 Livros, reconhecidos oficialmente pela Igreja como tais. São chamados Livros Canônicos. Essa inspiração para escrever Livros da Bíblia já foi encerrada no tempo dos Apóstolos. Agora não se acrescenta mais nenhum Livro.
LIVROS APÓCRIFOS: São os Livros não inspirados. Também não quer dizer que sejam falsos. São até piedosos e edificantes. Seus escritos estão misturados com lendas e muita imaginação. Não fazem parte dos Livros Canônicos.
2.6 - Modo de falar dos hebreus
P
recisamos ter bem claro que os escritores da Bíblia eram pessoas simples, diferentes dos gregos e latinos, que eram desenvolvidos na filosofia e usavam uma linguagem racional. O povo de Deus usava uma linguagem bem concreta, personificando seu pensamento.
Ex: "humanidade" = carne (Gn. 6, 12); Para dizer que a mulher tinha a mesma natureza humana do homem, Adão se expressou com esta linguagem: (Gn 2,23) - "Eis agora aqui, o osso de meus ossos e a carne da minha carne".
Quem não leva em conta essas coisas próprias da língua do povo que escreveu a Bíblia, não vai entender a Palavra de Deus.
2.7 - A palavra "irmão" e os hebraísmos
O
s orientais gostavam muito de usar provérbios. Recorriam as hipérboles (expressões exageradas).
Ex: "É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha, do que um rico entrar no reino dos céus".( Mt. 19, 24).
Outra coisa que precisamos entender são os "HEBRAÍSMOS", ou seja, certas expressões próprias da língua hebraica que não tem tradução em outras línguas. Ex: alguém ama uma pessoa mais que a outra - ama uma pessoa e odeia a outra (Lc. 14, 26).
Precisamos notar também a palavra "IRMÃO". No hebraico não existem as palavras "primos, tio, tia, sobrinhos, etc." Qualquer parentesco usa-se a palavra Irmão.
Ex: Mt. 13, 55-56; Mt. 12, 48; Gn. 11, 27-28; Gn. 13, 8
2.8 - Formas literárias da Bíblia
P
ara entendermos qualquer Livro da Bíblia, precisamos saber a que gênero literário pertence, ou seja, a forma de literatura usada para escrever. Forma literária é o conjunto de regras e expressões usadas para escrever tal tipo de Livro. Os gêneros literários que se encontram na Bíblia são os seguintes:
Tratados Religiosos: Com aparência de narração histórica, apresentam verdades religiosas. Não podem ser entendidos como história propriamente dita. Ex. Gn. 1 a 11.
História Popular: é quando mistura um pouco de história verdadeira com elementos de fantasia. Trata-se de um modo de ensinar a religião.
Histórias Descritivas: Possui uma finalidade religiosa, mas os personagens e os fatos são todos verdadeiros, documentados pela história.
Gênero Didático: São Livros que trazem instruções religiosas ou morais. Fazem recomendações e dão orientações de vida.
Gênero Profético: Apresentam a Palavra de Deus através dos profetas, que advertem, repreendem e encorajam o Povo de Israel diante da realidade em que vive.
Gênero Apocalíptico: São visões proféticas sobre a sorte do Povo de Deus.
Gênero Poético: Apresenta a Palavra de Deus à maneira de poesia, usando, portanto, de maior liberdade e recurso literário.
Gênero Jurídico: é a Palavra de Deus apresentada sob a forma de Lei. É um modo de escrever bem diferente daquele usado na poesia.
Gênero Epistolar: "Epistola" é uma palavra latina que significa carta. O gênero epistolar traz a Palavra de Deus à maneira de Cartas dirigidas a certas comunidades ou pessoas.

2.9 - O significado dos números na Bíblia
N
a mentalidade dos povos antigos, os números tinham um sentido simbólico. Muitas vezes significavam qualidade e não quantidade. Os orientais não sabiam falar sem recorrer ao simbolismo dos números e dos provérbios. Assim, por exemplo, para dizer que uma pessoa era virtuosa e abençoada por Deus, a Bíblia diz que tal pessoa viveu uma grande soma de anos.

Os números ímpares eram sempre mais perfeitos que os pares. Pelo fato de serem mais facilmente divisíveis, os números pares eram inferiores, pois davam a idéia de coisa fraca. Os números simbólicos mais freqüentes na Bíblia são: UM, TRÊS, SETE, DEZ e DOZE. O Dez e o Doze não são ímpares, mas tinham uma razão especial para entrar na lista dos números simbólicos.
4 UM: era o número perfeito por excelência, por ser o primeiro ou origem dos outros números.
4TRÊS: era número perfeito por ser o primeiro composto de ímpar, e por representar o triângulo, que era uma figura perfeita, com três faces iguais.
4 SETE: o mais significativo na linguagem bíblica. Começa por isto: Deus fez o mundo em sete dias (Gn. 1, 1-31; 2, 1-2). Indicava perfeição e totalidade.
Quando Pedro perguntou a Jesus se deveria perdoar o irmão até sete vezes, o Senhor respondeu-lhe: - "Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete" (Mt. 18,21-22). O perdão deve ser completo - infinitamente.
4 DEZ: entrou na lista dos números perfeitos, apesar de não ser ímpar, porque dez são os dedos das mãos. E essa era a maneira primitiva de se contar.
4 DOZE: era um número simbólico porque o ano divide-se em 12 meses. Indica plenitude e perfeição. As tribos de Israel eram doze (Gn 35, 22-26). Os Apóstolos eram doze (Mt 10,1-5). O número dos eleitos era 144 mil, sendo doze mil de cada uma das tribos de Israel (Ap.7,4-8).
2.10 - Nome de Deus na Bíblia
Q
uando Jesus nasceu, foi-lhe dado um nome. Antes disso, não se encontra na Bíblia nenhum lugar onde se dê um nome a Deus. Mesmo quando Moisés perguntou a Deus qual era o Seu Nome, Deus não lhe disse qual o Seu Nome. Mas usou de expressão em lugar do nome.
Para o Povo de Deus o nome não era apenas uma palavra externa com a qual chamamos alguém. O nome possuía um conteúdo interior. Deveria significar aquilo mesmo que a pessoa era no íntimo de seu ser. Daí a dificuldade de se chamar Deus por um nome. Quem poderia penetrar o íntimo divino?
Na Bíblia encontramos certas expressões que designavam a Pessoa Divina. Eis as mais conhecidas:

4 Elôhim: é o plural de "El"ð O SENHOR.
4 ADONAI: quer dizer MEU SENHOR ou MEU DEUS.
4 ELYON: significa a parte mais alta de um lugar. É usada para dizer O DEUS ALTÍSSIMO.
4 SADDAI: palavra que significa O TODO PODEROSO.
4 JAVÉ: (Jaheweh) quer dizer: EU SOU AQUELE QUE SOU.
4 Jeová: é uma tradução errada de "Yahweh".Os judeus tinham excesso de respeito com o nome de Deus. O segundo mandamento do Decálogo (10 mandamentos) não permitia que se pronunciasse o nome de Deus em vão. Então por medo de usar indevidamente um nome tão sagrado, os judeus passaram a escrever "Javé" somente com as quatro consoantes, sem as vogais. Então ficou YHWH. Mais tarde, colocaram as vogais da palavra Adonai e surgiu " Yehowah" ( Jeová ) em lugar de Yaheweh ( Javé ). Quer dizer DEUS.
2.11 - Como estão agrupados os Livros na Bíblia
ANTIGO TESTAMENTO - 46 Livros
Pentateuco
Livros históricos
Livros sapienciais
Livros proféticos
1. Gênesis - Gn
1. Josué - Js
1. Jó - Jo
1. Isaias - Is
2. Êxodo - Ex
2. Juízes – Jz
2. Salmos - Sl
2. Jeremias - Jr
3. Levítico - Lv
3. Rute - Rt
3. Provérbios - Pr
3. Lamentações - Lm
4. Números - Nm
4. I Samuel - I Sm
4. Eclesiastes - Ecl
4. Baruc - Br
5.Deuteronômio - Dt
5. II Samuel - II Sm
5. Cânt. dos Cânticos - Ct
5. Ezequiel - Ez

6. I Reis - I Rs
6. Sabedoria - Sb
6. Daniel - Dn

7. II Reis - II Rs
7. Eclesiástico - Eclo
7. Oséias - Os

8. I Crônicas - I Cr

8. Joel - Jl

9. II Crônicas - II Cr

9. Amós - Am

10. Esdras - Esd

10. Abdias - Ab

11. Neemias - Ne

11. Jonas - Jn

12. Tobias - Tb

12. Miquéias - Mq

13. Judite - Jt

13. Naum - Na

14. Ester - Est

14. Habacuc - Hab

15. I Macabeus - I Mc

15. Sofonias - Sf

16. II Macabeus - II Mc

16. Ageu - Ag



17. Zacarias - Zc



18. Malaquias - Ml

NOVO TESTAMENTO - 27 Livros
Evangelhos
Escritos de Lucas
Cartas de São Paulo
Epístolas Católicas
Escritos de João
1. Mateus - Mt
1. Atos dos Apóstolos - At
1. Romanos - Rm
1. Tiago - Tg
1. Apocalipse - Ap
2. Marcos - Mc

2. I Coríntios - ICor
2. I Pedro - I Pd

3. Lucas - Lc

3. II Coríntios - II Cor
3. II Pedro - II Pd

4. João - Jo

4. Gálatas - Gl
4. I João - I Jo



5. Efésios - Ef
5. II João - II Jo



6. Filipenses - Fl
6. III João - III Jo



7. Colossenses - Cl
7. Judas - Jd



8. I Tessalonicenses - I Ts




9. II Tessalonicenses - II Ts




10. I Timóteo - I Tm




11. II Timóteo - II Tm




12. Tito - Tt




13. Filemôn - Fm




14. Hebreus - Hb



ü PENTATEUCO
É uma palavra grega que significa "cinco livros". O Pentateuco reúne os cinco primeiros livros da Bíblia. O Pentateuco era também chamado de Torá = Lei.
Gênesis: palavra grega que significa origem. Narra as origens do mundo e do homem e a formação do Povo de Deus e a história dos Patriarcas.
Êxodo: palavra latina, que significa saída. Trata da saída do Povo de Deus do Egito, a passagem pelo Mar Vermelho; fala dos Dez Mandamentos e a caminhada do Povo à Terra Prometida.
Levítico: Levi era um dos doze descendentes de Jacó. É um Livro que trata das leis sobre o culto divino.
Números: chama-se Números por causa dos recenseamentos e séries de números neles contidos. Narra a parte final da caminhada do Povo de Deus pelo deserto, do Sinai até a Terra de Canaã.Fala das lutas que os israelitas enfrentaram perante os povos que ocupavam as fronteiras da Palestina ou Terra Prometida.
Deuteronômio: Deuteronômio quer dizer Segunda Lei. São Leis que deveriam ser obedecidas quando o Povo entrasse na Terra Prometida.
ü LIVROS HISTÓRICOS
Contam a história do Povo de Deus. Uma história feita de bênçãos e de castigos, mostrando sempre a fraqueza do homem e a misericórdia de Deus. Essa história tem como cenário a Palestina e os períodos de exílio nas terras pagãs.
Josué: Com a morte de Moisés, Josué conduz o Povo de Israel até Canaã. O Livro narra a conquista da Terra Prometida.
Juízes: Depois da morte de Josué até a Constituição do Reino, as Tribos de Israel eram invadidas por povos inimigos. Então certos líderes defendiam o povo. Tais chefes eram chamados de Juízes. Não se sabe quem escreveu este Livro.
Rute: Conta a história de Rute, que se casa com Booz. Rute é modelo de piedade e de fidelidade. Ela se torna bisavó do rei Davi. Rute era estrangeira – maobita – por isso é sinal de que a salvação de Deus se estende a todos os povos.
I Samuel: Foi o último Juiz de Israel. Foi também um grande Profeta. Consagrado a Deus desde a infância, foi educado pelo sacerdote Eli. Pelo ano de 1200 a.C Samuel unifica as Tribos de Israel para poder enfrentar os filisteus. Como chefe político e religioso, unge Saul como Rei de Israel.
II Samuel: O Livro de Samuel foi dividido em dois. Este segundo Livro narra o reinado de Davi.
I Reis: Conta a história dos israelitas depois da morte do rei Davi (970 a.C) até a destruição de Jerusalém e a deportação do Povo de Israel por Nabucodonosor, no ano 587 a.C.
II Reis: Este Livro narra a história dos reis de Israel e Judá, mostrando os desígnios de Deus.
I Crônicas: Também chamado de “Paralipômenos”, formavam uma só obra com os Livros de Neemias e de Esdras.
II Crônicas: Mostram o culto e a fidelidade do povo de Israel à Aliança.
Esdras: É a continuação do Livro das Crônicas. Supõe-se que o autor seja o mesmo. Conta a restauração religiosa de Israel em 538 a.C, quando Ciro, rei da Pérsia, autorizou a volta dos judeus para Jerusalém.
Neemias: Forma um só Livro com Esdras. Assim que os judeus regressaram a Jerusalém, começaram a reconstrução do Templo e do Muro de Jerusalém.
Tobias: Tobias é exemplo de um israelita justo. É um Livro que mostra a fé e a piedade deste jovem.
Judite: Mostra que a fé e a confiança em Deus são mais forte que um exército armado.Judite é a jovem israelita fiel a Lei. Ela defende seu povo, acreditando na bondade de Deus.
Ester: Forma uma unidade com o Livro de Judite. Ambos tem a mesma finalidade. A rainha Ester era esposa de Assuero, rei da Pérsia. E ela intercede e salva seu povo, os judeus estabelecidos na Pérsia, onde eram duramente hostilizados.
I Macabeus: Abrange um período de 40 anos. Conta a lutas empreendidas pelos Macabeus contra os generais sírios, em defesa de Jerusalém. “Macabeu” quer dizer “martelo”. Eram 5 irmãos, filhos do sacerdote Matatias.
II Macabeus: Foi escrito aproximadamente no ano 100 a.C. Mostra a crença na imortalidade da alma.
ü LIVROS SAPIENCIAIS
Falam da sabedoria dos homens e da experiência do amor de Deus na vida da comunidade. Estes Livros contêm orações, cânticos e poesias, escritos e vividos à luz da fé.
: Apresenta o problema do sofrimento num estilo poético. Esse Livro trata-se, provavelmente, de uma parábola.
Salmos: Salmos quer dizer “Louvores”. São poesias para serem cantadas. Ao todo são 150 salmos. Boa parte foi composta pelo rei Davi.
Provérbios: Parte deste Livro foi escrita pelo rei Salomão – filho do rei Davi. O autor fala de um Deus criador e justo, misericordioso e inefável.
Eclesiastes: Não se sabe ao certo quem o escreveu. Mostra a instabilidade e a insegurança da vida presente, mas também muitas coisas boas que vem de Deus.
Cântico dos Cânticos: Significa: “O canto por excelência” ou “O mais belo dos cânticos”. É um cântico de amor, bem no estilo oriental. Toma como exemplo o amor do esposo e da esposa, mas quer mostrar o amor de Deus com o seu Povo, com quem fez uma Aliança.
Sabedoria: Foi escrito por um judeu que morava no Egito. O nome do autor não se sabe. Fala da imortalidade da alma e do destino eterno do homem.
Eclesiástico: Conhecido também como “Sirac”. Foi escrito mais ou menos no ano 120 a.C. Mostra o valor estável da Lei de Deus.
ü LIVROS PROFÉTICOS
Profeta não é uma pessoa que prevê o futuro, mas uma pessoa que fala em nome de Deus.
Isaías: É o maior profeta de Israel. Nasceu em Jerusalém por volta do ano 760 a.C. Com 20 anos começou a profetizar. Exerceu essa missão durante 50 anos. É o profeta da Justiça.
Jeremias: Nasceu no ano 650 a.C. Profetizou durante quarenta anos. Foi o profeta das desgraças. Predisse a deportação dos judeus. Jeremias lutou pela reforma religiosa de Israel.
Lamentações: Composto nos anos após a destruição de Jerusalém, em 586 a.C. Contém orações, lamentações e súplicas. Este Livro era lido anualmente pelos judeus, no aniversário da destruição do Templo.
Baruc: O profeta exorta o povo a fazer penitência. Baruc quer dizer “abençoado”. Foi secretário de Jeremias.
Ezequiel: Ezequiel quer dizer “aquele que Deus faz forte”.Exerceu sua função no meio dos judeus deportados para a Babilônia.
Daniel: O autor do Livro é desconhecido. Daniel é o nome do personagem ideal que sofre no exílio. Tem fé viva e ardor patriótico. Foi escrito durante a perseguição de Antíoco, entre 167-163 a.C. O autor pretende consolar e animar os que são perseguidos pelo rei.
Oséias: Exerceu seu ministério por volta do ano 750 a.C. Fala da infidelidade de Israel para com seu Deus, e compara a união de Deus com seu povo ao amor de um noivado. É o profeta da Ternura de Deus. É chamado de Profeta Menor.
Joel: Profetizou no reino de Judá e Jerusalém, onde nasceu. Fala do culto divino e do amor Divino. É chamado de Profeta Menor.
Amós: Era camponês, de alma simples e fervorosa.Pastor de ovelhas nas proximidades de Belém. Profetizou durante o reinado de Jeroboão II. Amós condenou as injustiças sociais que massacraram a Samaria. É chamado de Profeta Menor.
Abdias: Profetizou pelos anos 550 a.C. Anunciou castigos contra Edom e o triunfo de Israel no dia de Javé. É chamado de Profeta Menor.
Jonas: O Livro deve ser uma espécie de parábola. Mostra que Deus chama à conversão, não somente os judeus, mas também os pagãos. É chamado de Profeta Menor.
Miquéias: Nasceu perto de Hebron. Anunciou a ruína da Samaria. Predisse que o Messias nasceria em Belém. É chamado de Profeta Menor.
Naum: O profeta fala da grandeza de Deus e do poder com que o Criador governa o mundo. Alegra-se com a queda de Nínive, que se deu no ano 608 a.C. É chamado de Profeta Menor.
Habacuc: Profetizou entre os anos 625 a 598 a.C. Predisse a invasão dos caldeus. Foi um profeta filósofo. Anunciou que Deus salvaria os justos e puniria os maus. É chamado de Profeta Menor.
Sofonias: Profetizou no reinado de Josias pelo ano de 625 a.C. Predisse a justiça divina, anunciando o Dia de Deus, ocasião em que serão punidos todos os maus, pagãos ou judeus. Fala também da felicidade dos tempos messiânicos. É chamado de Profeta Menor.
Ageu: Exerceu seu ministério em Jerusalém no ano de 520 a.C, quando era reconstruído o templo. Anima o povo com esperança dos tempos messiânicos. Ageu quer dizer “aquele que nasceu durante a festa” ou “peregrino”. É chamado de Profeta Menor.
Zacarias: É contemporâneo de Ageu. Prega uma reforma moral e exorta o povo a reconstruir o templo. Fala da vinda do Messias e da conversão das nações. É chamado de Profeta Menor.
Malaquias: Malaquias quer dizer “meu mensageiro” Fala do amor de Deus pelo seu povo. Denuncia as infidelidades do povo. É chamado de Profeta Menor.
ü EVANGELHOS
O Evangelho é um só. Quando falamos em quatro Evangelhos, estamos nos referindo às quatro redações do mesmo Evangelho, feita por quatro Evangelistas diferentes e datas diversas. É neste sentido que podemos dizer Evangelho de São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João. Os três primeiros são mais semelhantes entre si. Narram quase sempre os mesmos fatos. Por isso, são chamados SINÓTICOS.
Os Evangelistas não pretendem escrever uma biografia de Jesus. Seu objetivo principal é provar que em Jesus, cumpriram-se todas as profecias a respeito do Messias. Por isso, a preocupação dos Evangelistas é mostrar a divindade de Jesus e a Sua missão divina. O conteúdo principal da pregação de Jesus é o “Reino de Deus”. 

EVANGELHO - Boa Nova ou Boa Notícia.
1. Mateus: é representado pela figura de um Homem, porque começou a escrever seu Evangelho dando a genealogia de Jesus. Mateus é um nome hebraico que significa “dom de Deus”. Mateus era cobrador de impostos em Cafarnaum, por isso se intitulava “Mateus o publicano”. Era também chamado Levi. Foi convidado pessoalmente por Jesus para ser discípulo. O Evangelho de Mateus é dirigido aos judeus convertidos e quer mostrar que Jesus de Nazaré é o herdeiro das promessas feitas por Deus a Davi. Portanto, Jesus é o Messias anunciado pelos profetas. 

2. Marcos: é representado pela figura de um Leão, porque começou a narração de seu Evangelho no deserto, onde mora a fera Era também chamado de João Marcos. Marcos era primo de Barnabé e discípulo de Pedro. Redigiu o Evangelho a partir das pregações de Pedro. Põe em evidência os milagres de Jesus, pois pretende mostrar a bondade do Senhor e a sua divindade. Seu Evangelho se dirige aos cristãos vindos do paganismo (gregos e romanos).

3. Lucas: é representado pelo Touro, porque começa o Evangelho falando do templo, onde eram imolados os bois. Lucas nasceu em Antioquia da Síria, de família pagã. Converteu-se por volta do ano 40. Estudou Medicina. Não foi discípulo de Jesus, mas de Paulo. Lucas escreveu o Evangelho como historiador. Talvez pelo ano 67 d.C. Dirige seu Evangelho aos cristãos de origem pagã (gregos e romanos). O objetivo de seus escritos é o fortalecimento na fé. É o evangelista que mais fala do nascimento e da infância de Jesus. Dá destaque especial a misericórdia de Deus.

4. João: é representado pela Águia, por causa do elevado estilo de seu Evangelho, que fala da Divindade e do Mistério Altíssimo do Filho de Deus. É filho de Zebedeu e Salomé. Era pescador do Mar da Galiléia, por onde Jesus passou e o chamou para ser Apóstolo, juntamente com Tiago, seu irmão. João era chamado o “discípulo amado”. Começou a seguir Jesus quando tinha 19 anos e foi testemunha de toda a missão do Senhor.Fala da “vida eterna” como realidade já presente na terra, na Pessoa de Jesus. João escreve aos cristãos.

ü ATOS DOS APÓSTOLOS
Conta como tiveram origem e como eram as primeiras comunidades da Igreja. Mostra as lutas e dificuldades da Igreja nos seus primeiros anos. Destaca, logo no início a pregação e o testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição do Senhor. O Livro dos Atos é uma continuação do terceiro Evangelho (Lucas) As duas personagens de destaque no Livro dos Atos são os Apóstolos Pedro e Paulo. O livro dos Atos salienta a ação do Espírito Santo na vida da Igreja. Foi escrito entre os anos 70 a 80 d.C. Apresenta a experiência vivida pela Igreja primitiva, com aqueles quatros pontos fundamentais para a vida da Igreja:
Quérigma: é o primeiro anúncio do Evangelho ou chamado à conversão.
Catequese: educação na fé ou aprofundamento no conhecimento da Palavra de Deus.
Vida em Comunidade: experiência muito forte onde partilhavam os bens, a oração era em comum e a participação na Eucaristia.
Missão: Missão Apostólica – exercício do poder que os Apóstolos receberam de Jesus.
ü EPÍSTOLAS
São 21 as Cartas ou Epístolas. As 14 primeiras são chamadas Epístolas Paulinas; as 7 restantes, chamadas Epístolas Católicas.
ü EPÍSTOLAS PAULINAS:
Romanos: Carta que São Paulo escreveu a uma Comunidade Cristã de Roma, no ano de 57 d.C. Fala das conseqüências do pecado e que o homem é salvo pela fé em Jesus Cristo, por pura misericórdia de Deus.
I Coríntios: São Paulo escreveu de Éfeso aos cristãos da cidade de Corinto, no ano 55 d.C, para repreendê-los quanto aos abusos e disputas que surgiram na comunidade. Prega a humildade, inspirada na cruz de Jesus. Recomenda a caridade
II Coríntios: Seis meses depois São Paulo escreve a segunda carta. Manifesta suas tribulações e esperanças.
Gálatas: Escreveu nos anos 48 ou 56 d.C a uma comunidade da Galácia, para resolver problemas surgidos por causa dos judeus convertidos, que quiseram impor sua lei judaica aos cristãos vindos do paganismo.
Efésios: Escreveu quando estava preso em Roma, nos anos 61 a 63 d.C. Recomenda unidade dos cristãos.
Filipenses: Também estava preso. A carta tem um cunho muito pessoal. Manifesta alegria e afetividade.
Colossenses: Fala do mistério de Cristo e da Igreja e acrescenta uma série de conselhos morais aos cristãos que vivem uma vida nova em Jesus Cristo.
I Tessalonicenses: é a carta mais antiga que São Paulo escreveu. Foi por volta do ano 50 d.C. Fala da alegria que sente ao saber da felicidade deles e de poder contar com seu progresso espiritual.
II Tessalonicenses: Adverte os fiéis a respeito das falsas idéias sobre a volta gloriosa de Jesus.
I Timóteo: É uma carta dirigida aos bispos aos quais São Paulo dá normas de pastoral. Timóteo é seu discípulo e companheiro de viagem.
II Timóteo: Dá normas de vida para homens, mulheres, diáconos e Bispos. Fala também como devemos tratar as viúvas, os anciãos e os escravos.
Tito: Tito é um grego, colaborador de Paulo. Nesta carta orienta a respeito de como organizar as comunidades cristãs na ilha de Creta.
Filemôn: é uma carta curtinha. Dirigida a um cristão rico de Colossos, cujo escravo fugitivo tinha vindo procurar proteção junto a Paulo. Pede que perdoe o escravo arrependido e convertido ao cristianismo.
Hebreus: Talvez esta carta não tenha sido escrita por Paulo. As idéias são suas, mas o estilo é bem diferente. É dirigida aos judeus que receberam o batismo e sofrem por deixar o templo e a sinagoga.
ü EPÍSTOLAS CATÓLICAS (católica significa “universal”)
Tiago: Também chamado de “irmão do Senhor” é o Tiago Menor, filho de Alfeu. Foi bispo de Jerusalém. A carta tem a espiritualidade do Sermão da Montanha. Traz conselhos para a vida moral. Recomenda a prática da caridade, da justiça e da piedade.
I Pedro: Fala da alegria do cristão e da unidade de todos os batizados em Jesus Cristo. Dirigida aos cristãos que sofrem por causa da fé, esta carta lembra a importância da cruz de Cristo e exorta todos a uma vida de santidade.
II Pedro: O conteúdo é semelhante à Carta de Judas. Rejeita as doutrinas pregadas por falsos profetas de vida corrupta. É uma exortação à fidelidade a Cristo e ao amor de Deus, lembra a vinda de Jesus.
I João: As três cartas que seguem foram escritas pessoalmente pelo Apóstolo e Evangelista São João. Na primeira carta, João fala que Deus é Amor e Luz. Por isso, o cristão deve se comportar como filho da Luz, fugindo do pecado.
II João: Dirigida a uma comunidade da Ásia, é uma exortação a caminhar na verdade e no amor.
III João: Dirigi-se a um certo “Gaio”, a quem elogia suas virtudes.
Judas: Foi escrita, talvez em Jerusalém pelo ano 65 d.C. Ela põe os fiéis de alerta perante falsas doutrinas e falsos mestres.
ü APOCALIPSE
Significa “revelação” Trata-se de um Livro profético. Foi escrita às Sete Igrejas (Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia) da Ásia Menor, por volta do ano 100 d.C, por São João Evangelista, quando estava exilado na ilha de Patmos. Naquela época tais Igrejas passavam por dura provação – perseguição religiosa. Muitos cristãos sentiam-se desanimados e até desesperados. É para esses cristãos que João escreve o Apocalipse. Trata-se de uma mensagem sobrenatural, transmitida de maneira misteriosa e simbólica, por causa do clima de perseguição.
2.12 - Como manusear a Bíblia?
P
ara manusear a Bíblia é necessário seguir alguns passos:

4  Saber o Nome ou o Título do Livro - ver se o Livro está no Antigo ou no Novo Testamento;
(oriente-se pelo índice). No índice, verificar a abreviatura do Livro.
4  Número do Capítulo está sempre em tamanho grande, no início do capítulo do Livro.
4  Número do versículo está sempre em tamanho menor, espalhado pelo meio do texto.
4  Entre o número do capítulo e do versículo vai sempre uma vírgula.
4  Se o texto abranger mais de um versículo, então separa-se a seqüência dos versículos por um traço.
Ás vezes encontramos um “s” ou dois “ss” depois do versículo. Quer dizer “versículo seguinte” ou “versículos seguintes”.
Ás vezes encontramos um “a” ou um “b” após o versículo. Indicam se é a primeira ou a segunda parte do versículo. Isso acontece quando o versículo é formado por uma ou mais frases.

2.13 - Qual a diferença entre a Bíblia Católica e a Bíblia “protestante” ?
E
xiste uma diferença quanto ao número de Livros. O Novo Testamento da Bíblia evangélica e o nosso são iguais = 27 Livros. Mas o Antigo Testamento da Bíblia evangélica ou protestante não possui 7 Livros que fazem parte da Bíblia Católica.
A Bíblia dos evangélicos não possui o Livro de Judite, Tobias, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, I Macabeus e II Macabeus. Além disso, o Livro de Daniel na Bíblia protestante, não tem os capítulos 13 e 14, e os versículos 24 a 90 do capítulo 3. Não tem também os capítulos 11 a 16 de Ester.
Explicação:
Os judeus eram radicalmente nacionalistas. Por isso, achavam que Deus só poderia inspirar os Livros escritos na língua dos judeus, que era o hebraico e o aramaico. Achavam também que a Palavra de Deus só poderia ser escrita dentro do território de Israel, e até o tempo de Esdras.
Quando os judeus começaram a ser espalhar pelo mundo, logo após a destruição de Jerusalém (ano 70 d.C), eles mesmos viram a necessidade de traduzir o Livro Sagrado para o grego, que era a língua mais universal daquela época. E, nessa tradução foram incluídos esses 7 Livros (que estavam escritos em grego). Foi daí que surgiram as discussões. Os fariseus que zelavam pela pureza e conservação das escrituras Sagradas não quiseram aceitar esses 7 Livros como inspirados por Deus. Isso não quer dizer que tanto uma como a outra não são verdadeiras. Todas as duas são Palavra de Deus.
2.14 – Partidos Políticos na época de Jesus.
4  Saduceus: Eram grandes proprietários de terra, membros da elite sacerdotal, controlavam o sinédrio e o templo de Jerusalém e cultuavam a Tora.
4 Escribas: Eram intérpretes da Lei (Sagradas Escrituras). Eram os “doutores” que atuavam nas escolas rabínicas.
4 Fariseus: Várias camadas sociais. Eram minuciosos nas regras de pureza (“separação”). Foram criticados por Jesus e acreditavam na imortalidade da alma.
4 Zelotas: Eram dissidentes dos fariseus, pretendiam expulsar os dominadores com armas. Foram zelotas: Simão, Judas Iscariotes.
4 Essênios: Puritanos viviam em comunidades fechadas (QUWRAM), perto do Mar Morto. Praticavam o celibato e viviam de muito trabalho. Aguardavam a vinda do Messias.